A Mão de Prata

1 Era uma vez.


Havia sangue por todo lado. A longa haste de metal estava nas mãos de Arthur perfurando músculos não humanos e os olhos da besta que antes brilhavam como prata banhada à luz da lua agora eram escuros como uma lua nova. Todos a volta de Arthur o encaravam, alguns expressavam alívio, já outros, nojo devido aos fluídos expelidos enquanto o garoto expressava sua cara de pensativo como sempre.

Ele soltou a haste e respirou fundo.

— Férias divertidas, não? – Gustavo comentou e todos riram baixo.

Haviam tantas perguntas no ar, tantas teorias passavam pela mente dos jovens, mas não havia disposição alguma para questionamentos, caminharam de volta para o casarão.

Três dias antes.

— Eu não vou entrar nisso. – Gustavo encarava a van velha estacionada em frente à sua casa. – Isso tem idade o suficiente pra minha avó ter sido parida aí dentro.

— Vai logo, Gu, nem é tão ruim assim aqui dentro. – Vinicius colocou a cabeça pra fora da janela. – Se você morrer pelo menos vai morrer com a gente.

Gustavo revirou os olhos enquanto ria e entrou no veículo. Na frente estavam Malphas e Vinicius, nos bancos traseiros estavam Iolanda, Arthur, Sophia, Catarina, Lara e agora Gustavo. Assim que a porta bateu Malphas acelerou e a van partiu em direção ao velho casarão da família de Arthur e Lara.

— Qual o nome da cidade mesmo? – Gustavo olhava para o GPS no vidro do carro. – E refresquem minha memória, por que estamos indo pro meio do nada?

— A cidade mais próxima se chama Degresos, é uma cidade basicamente fantasma, e todos nós concordamos em passar uma semana longe de tudo no casarão antigo da nossa família. – Lara abraçou Arthur. Ela era um pouco mais velha do que ele, mas insistia em dizer que ele devia respeito a ela por ser a irmã mais velha, o garoto sorriu e abraçou-a de volta.

— Nossos antepassados eram donos de uma fazenda enorme, porém hoje ela está deserta e quase todas as terras foram vendidas para reflorestamento há anos atrás, porém o casarão continua intacto, a viagem até lá leva três dias, mas no final vale a pena. – Os olhos do garoto brilhavam como se um filme passasse diante deles. – Passei dias e mais dias da minha infância lá. Lara sempre teve medo de tudo, mas me acompanhava em todas as aventuras. – Os irmãos sorriram juntos e começaram a contar histórias. – As lendas dizem que o lugar é protegido por um espirito da natureza. Quando nosso bisavô vendeu as terras e começaram o plantio das árvores elas não levaram nem seis meses para crescerem e estarem adultas.

Gustavo imitou um fantasma enquanto cobria sua cabeça com um lençol que estava jogado sobre um banco, todos riam, por enquanto.

Dois dias depois.

Era madrugada e enquanto Vinicius tomava conta do volante os outros dormiam, porém o garoto fez uma parada para abastecer e acordou os amigos para que eles usassem o banheiro e esticassem um pouco as pernas.

Depois de tudo feito reuniram-se em frente a van e estavam prestes a entrar, porém Iolanda parou na porta.

— Ei, o que é aquela loja? – Ela apontou para uma loja do outro lado da rua com uma luz fraca acesa lá dentro. Era relativamente pequena, velha e tinha um letreiro escrito “A mão de prata”. – Vamos entrar?

— É de madrugada, não está aberta, e aparentemente é mais uma daquelas lojas idiotas de magia onde eles vendem pedras espirituais, incensos, velas e todas essas coisas bobas pra tirar dinheiro de algum coitado que acredita nessas coisas. – Arthur revirou os olhos e colocou um pé para dentro da van. – Mas sinceramente? Eu não havia notado ela ali até você falar. – Todos os outros disseram que também não haviam percebido a loja.

— Só uma espiadinha, vai, tem uma placa de aberto, uma luz acesa e falta só duas horas pra gente chegar na fazenda, por favor. – Ela encarou o garoto que suspirou e caminhou loja a dentro junto aos amigos.

Dentro da loja não havia nada mais do que o esperado. Velas, pedras, incensos, estatuetas e afins. Aparentemente todos ali gostaram de alguma coisa, até mesmo Vinicius e Malphas que eram extremamente céticos estavam animados comprando energéticos.

E por uma cortina atrás do balcão uma senhora saiu. Devia ter algo perto de 70 anos, usava um óculos e aparentemente era cigana, ela começou a puxar papo com Iolanda que sorria como nunca sendo bajulada, e depois que todos aparentemente haviam comprado algo Arthur disse que era melhor irem embora logo e todos concordaram.

— Mas e você, querido, não vai comprar nada da loja da vovó Aurora? Todos querem algo daqui de dentro. – A senhora se aproximou dele com uma serenidade no olhar. – Tenho certeza que há algo aqui que possa lhe agradar.

— Sem querer ofender, senhora, mas eu não acredito muito nessas... – Arthur pegou um crânio com chifres que estava sobre a mesa. – Coisas, entende?

A velha sorriu, foi para trás do balcão e pegou um caderno que aparentemente era muito velho, mas assim que ela passou a mão para espanar a poeira parecia novo em folha, em sua capa havia o desenho de uma mão com um olho ao centro, e presa a um fio havia uma caneta.

Arthur pegou o caderno e decidiu que seria ótimo para desenhar nas últimas horas da viagem, então ele colocou a mão no bolso e puxou a carteira, porém Aurora fez um sinal negativo com a cabeça e disse ao garoto para guardar seu dinheiro, aquilo era um presente, ele insistiu em pagar, mas no final foi convencido a levá-lo embora.

Todos se despediram de Aurora e entraram na van com seus novos pertences.

— Vocês sentiram uma presença estranha lá dentro? – Iolanda suspirou e seus amigos arquearam as sobrancelhas em sinal de dúvida para ela.

— Eu senti. – Arthur desenhava no caderno. – Senti a presença de um ameaçador e perigoso... CHUPA CABRA! – Ele abriu o caderno e mostrou o desenho que havia acabado de fazer, algo com o corpo que parecia um humanoide com ossos nas costas, garras afiadas, presas, olhos enormes e brancos com uma pele escamosa. Todos na van riram, mas Iolanda ainda parecia preocupada com algo. – Ei, relaxa, era só uma loja estranha com uns incensos fedorentos que te deixaram meio tonta.

Todos concordaram e o garoto voltou a desenhar enquanto seus amigos riam e conversavam sobre as coisas que haviam comprado. Arthur aos poucos foi adicionando características ao desenho, fez anotações na página, e passou o resto da viagem assim.

Duas horas depois.

Lara pegou as chaves e abriu as portas do casarão. O lugar era enorme, tinha cerca de 20 quartos, incontáveis corredores, uma cozinha enorme, uma sala de jantar e muitos outros cantos que nem mesmo os dois irmãos Ventura conheciam.

— Lara, eu vou ligar o disjuntor. Algum voluntário pra ir comigo?

Gustavo erguer as mãos e os dois caminharam em direção ao velho porão com uma lanterna em mãos. Quando chegaram foi quase instantânea a percepção do cheiro podre, como se algo tivesse morto, era quase insuportável ficar no lugar.

— Vamos ligar essa coisa logo e dar o fora daqui. – Deram passos apressados em direção ao disjuntor, ligaram e deram o fora daquele lugar. – Mano, depois a gente vai ter que voltar lá pra ver de onde tá vindo aquele cheiro, provavelmente algum animal acabou morrendo lá dentro e meus pais me matam se descobrirem que eu larguei aquilo do jeito que está. – Arthur deu um espirro. – Merda de rinite, não bastava o lugar empoeirado, tinha que ter aquele cheiro.

Os dois subiram as escadas e seus amigos estavam desempacotando os suprimentos para os sete dias, arrumando a casa e limpando alguns cômodos, todos pareciam se divertir mesmo com o trabalho duro, quando de repente Lara parou em frente à janela em direção ao fundo da casa.

— Arthur, vem aqui, tipo, AGORA! – O irmão da garota veio correndo e uma expressão de pensativo.

— O que aconteceu com vocês dois? Hein? – Malphas ria da expressão dos dois irmãos enquanto os outros amigos se aproximavam e perguntavam o que havia acontecido. – Parece que viram um fantasma.

— Malphas, tá vendo aquela montanha ali no fundo atrás da floresta? – Lara esticou a mão apontando para a floresta e o garoto concordou com a cabeça. – Ela simplesmente não devia estar ali, desde da nossa primeira vez aqui, aquela montanha nunca esteve ali.

Sophia e Catarina pareciam estar tão assustadas quanto os irmãos Ventura.

— Vocês dois, parem com isso, sério, vocês sabem o quanto eu e a Catarina odiamos esse tipo de brincadeira. – Sophia encarava Arthur, mas ele continuava com o olhar distante em direção a montanha.

— Eu queria muito que isso fosse uma brincadeira, mas eu juro pra vocês, aquilo nunca esteve ali, eu e Lara conhecemos esse lugar como a palma das nossas mãos, conhecemos todos os atalhos dentro da floresta, todas as cavernas, tudo que você pode imaginar, e nunca em nenhuma de nossas aventuras desde os 7 anos vimos aquela montanha. – Vinicius tentou acalmar a todos e Iolanda disse que amanhã eles iriam até lá ver o que era aquilo, mas Arthur depois de muito encarar desviou o olhar. – Não, eu vou hoje e vou agora. – Ele correu em direção a um dos quartos e seus amigos o esperaram na escada, quando voltou estava com um sobretudo preto, uma lanterna e dois rádios em mãos, jogou um para a irmã. – Você vem junto ou vai ficar?

— Você é idiota? – Ela fez uma cara de reprovação. – Você realmente acha que vai entrar naquela floresta a essa hora... Sem mim? – A garota sorriu e subiu as escadas e quando voltou estava com um agasalho com o número sete estampado junto a um ponto de interrogação. – Blusa da sorte.

— Vocês não vão sair agora. – Catarina encarou os irmãos. – É perigoso, vocês podem se machucar, o que custa esperar até amanhã de manhã? São quase três horas da madrugada, vocês podem conhecer esse lugar como a palma da mão de vocês, mas nós não sabemos nem onde ficam os banheiros, não vamos ficar aqui sozinhos.

Os Ventura entreolharam-se e como se lessem o pensamento um do outro disseram ao mesmo tempo.

— Ok, vocês vêm com a gente. – E deram um toque de mãos.

Alguns metros floresta a dentro.

Todos estavam bem agasalhados, cada um com sua própria lanterna e andando juntos para terem certeza que ninguém se perderia. Lara ia na frente para guiar o grupo e Arthur no fundo.

— Não se preocupem, pelo o que parece a montanha não está muito longe, mais alguns minutos e estaremos lá. – Arthur estava com uma voz nostálgica, mesmo com o frio que fazia com que o garoto parecesse cuspir fumaça toda vez que falava ele mantinha o entusiasmo e sua irmã não estava muito diferente. Catarina e Sophia não pareciam muito animadas com a ideia de andar no meio do mato durante a noite, se assustavam com qualquer som diferente do habitual e os outros pareciam curiosos com o que estava por vir.

Foi quando Arthur parou e pediu aos amigos que o esperassem. Ele direcionou a lanterna em direção ao chão e lá estava, pegadas com uma forma muito incomum e cerca de trinta centímetros.

— Pela quantidade e a distância entre cada uma foi feito por algum ser quadrupede, pela profundidade não foi nada muito leve. – Arthur começou a vasculhar o entorno do lugar e apontou para algumas árvores com algumas marcas de garras. – Os cortes são grossos demais para terem sido feitos por algum animal convencional, e aparentemente foram feitas durante a escalada, como vocês podem ver os galhos estão quase quebrados e acreditem, eu era gordinho quando mais novo e esses galhos não chegaram nem se quer a ameaçar quebrar comigo em cima.

Lara deu uma risada, apontou a lanterna para a cara do irmão e começou a balançar a lanterna de um lado pro outro.

— Porque os galhos estão quebrados, blablablabla, o padrão das patas blablabla sou um nerd de marca maior e blabla. – Ela então deu um soco no braço de Arthur. – Vamos lá, senhor supremo da adivinhação, vamos descobrir o que fez isso.

— Só pela descrição do senhor nerd eu posso dizer que isso com certeza não gosta de comer mato, e eu tenho muita carne para oferecer, então é melhor nós darmos o fora daqui e voltarmos com um tanque de guerra. – Gustavo imitou uma bazuca atirando e todos riram enquanto voltavam a andar, mas ainda era perceptível o medo nas faces de todos.

Quando finalmente chegaram ao pé da montanha haviam inúmeros ossos quebrados, crânios de cabras e um cheiro insuportável. Gustavo e Arthur comentaram com os amigos que tinham sentido o mesmo cheiro no porão do casarão.

Havia uma pequena trilha que aparentemente podia ser seguida para chegar ao topo da montanha que não era tão grande assim, mas ainda sim empunha pânico nos garotos.

— Já vimos a montanha, não vimos o ser demoníaco que o Arthur descreveu, uma ótima hora de ir embora. – Iolanda balbuciou baixo como quem esperava que alguém não ouvisse. – Por favor, Arthur, vamos embora.

O garoto suspirou e depois de muita insistência de seus amigos concordou em deixar o lugar. O grupo partiu em passos mais apressados em direção ao casarão e Catarina ao perceber a expressão pensativa de Arthur aproximou-se do amigo.

— Ei, o que você acha que fez isso tudo isso?

— Sinceramente? Não faço ideia. As coisas simplesmente não batem. Poderia ser algum felino devido as marcas nas árvores, os ossos e tudo mais, porém nenhum felino tem aquela marca de pegadas, aquilo seria muito mais óbvio para um réptil, só que nenhum réptil que eu me lembre tem comprimento para deixar algo tão grande e muito menos escalar árvores daquela maneira. – Ele tirou os óculos e começou a limpá-los. – É como se eu soubesse a resposta, mas ela é tão idiota que eu não chego nem a pensar na possibilidade.

Foi quando ao fundo o grupo todo pode avistar dois pontos brilhantes sobre o galho de uma árvore, então Lara pediu a todos que parassem e disse a seu irmão para tomar a dianteira.

— O que é aquilo, Arthur? – A garota sussurrou para o irmão que desligou sua lanterna.

— Todos vocês, desliguem também, não quero que aquilo nos veja antes que nós saibamos o que é. – O resto do grupo desligou as lanternas. – Caminhem lentamente se escondendo atrás das árvores e sem fazer muito barulho, não corram até eu dizer que podem correr, entenderam? – Todos afirmaram com a cabeça e com murmúrios.

A aproximação que demorou cerca de minutos pareceu uma eternidade para os corações acelerados. Quando estavam cerca de vinte metros dos pontos brilhantes Arthur fez um sinal para que todos parassem e seguiu sorrateiramente sozinho, e quando voltou estava sem ar, parecia que havia visto sua própria morte.

— O que é aquilo? – Malphas percebeu que aquilo não era mais uma das brincadeiras do garoto.

— Vocês não vão acreditar. – Arthur tirou o caderno de um bolso grande do sobretudo que havia ganhado na Mão de Prata, ascendeu a lanterna e abriu nas duas primeiras páginas onde havia desenhado o Chupa Cabra. – Conseguem ver? Olhem o que eu escrevi nas laterais. Olhos brilhantes, garras afiadas, corpo similar ao de um réptil, escala árvores, movimentação quadrupede e ataques bípedes, vive dentro de uma caverna em uma montanha, alimenta-se de cabras e outros seres pequenos.

Os amigos começaram a discutir em meio a sussurros e disseram para o garoto parar de brincadeira, aquilo não tinha graça nenhuma, mas Lara se manifestou.

— Eu conheço o Arthur há 17 anos, ele não está brincando agora, eu sei que não está. – Os irmãos Ventura se entreolharam, Iolanda olhou nos olhos do garoto e concordou com Lara, aquilo não era uma piada. – Mas o que nós vamos fazer, Arth?

— Não podemos lutar com ele, mesmo estando em maior número ele é forte demais. – Ele deslizou o dedo sobre as páginas e parou sobre uma frase. “Ossos quebrados encontrados próximos a montanha, aparentemente o Chupa Cabra envolve sua vítima com as patas dianteiras quebrando seus ossos e arrancando sua cabeça.”, nossa única chance é passar o mais silenciosamente possível devido a visão fraca que ele tem e a dependência da audição. – Arthur guardou o caderno, respirou fundo e começou a caminhar, todos deram as mãos e seguiram o garoto.

Com a lanterna acesa eles tentavam não pisar nos galhos que estavam espalhados no chão evitando o máximo que podiam de barulho. Cada passo que os aproximava da fera fazia com que os batimentos cardíacos aumentassem, a respiração ficava mais ofegante e o corpo mais frio.

Finalmente passaram pelo monstro e quando estavam acerca de trinta metros de distância o inevitável ocorreu, o relógio de Vinicius apitou avisando que as três horas haviam chegado, ao fundo puderam ouvir um rugido estridente e diferente de tudo que já haviam ouvido antes.

— CORRAM! – Arthur fez um sinal e todos dispararam, ele agarrou cerca de três pedras e tentou disparar as pedras em outra direção enquanto corria para despistar o monstro, mas seu plano falhou, uma das pedras atingiu a cabeça do Chupa Cabra e fez com que ele se enfurecesse mais ainda.

As lanternas já haviam sido deixadas para trás, a luz do casarão já era visível e todos já haviam passado pelo portão, ou quase todos. Lara devido a asma não era das corredoras a melhor, seu fôlego já estava cansado e ela não aguentava mais correr, porém continuava a se arrastar. Arthur viu a fera ao longe se aproximando cada vez mais e mais de sua irmã, e num ato de insanidade agarrou uma das barras do antigo portão de ferro que havia sido abandonado sobre o gramado do casarão e correu.

Quando pode finalmente tocar sua irmã a fera já estava no ar em meio a um ataque, ele fechou os olhos, esticou a lança com o braço direito, puxou a garota com o esquerdo e esperou pelo pior, mas a sorte era sua aliada naquele momento.

Havia sangue por todo lado. A longa haste de metal estava nas mãos de Arthur perfurando músculos não humanos e os olhos da besta que antes brilhavam como prata banhada à luz da lua agora eram escuros como uma lua nova. Todos a volta de Arthur o encaravam, alguns expressavam alívio, já outros, nojo devido aos fluídos expelidos enquanto o garoto expressava sua cara de pensativo como sempre.

Ele soltou a haste e respirou fundo.

— Férias divertidas, não? – Gustavo comentou e todos riram baixo.

Haviam tantas perguntas no ar, tantas teorias passavam pela mente dos jovens, mas não havia disposição alguma para questionamentos, caminharam de volta para o casarão.

Ao fecharem a porta um silêncio agonizante se instaurou, Arthur abriu o caderno e começo a olhar para o desenho que havia feito, não estava o mais detalhado possível, porém a besta era exatamente com ele havia imaginado.

— Espera um segundo... – Ele começou a folhear as páginas e haviam outros desenhos, com os mesmo traços do Chupa Cabra e com detalhes nos cantos. Várias criaturas, incontáveis seres.

— O que é isso? – Todos sentaram-se em volta de Arthur. – Você desenhou tudo isso?

— Isso é minha imaginação, desde os meus 10 anos eu imagino seres, mas nunca desenhei nenhum, e agora estão todos aqui. – Dragões, sereias, chupa cabra, lobisomens, tudo. – Arthur fechou o caderno e olhou para capa, abaixo da mão com o olho uma frase surgiu. – “A mão de Deus”.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.