A Máscara Das Lágrimas De Sangue
1 Origem
O relato que você está prestes a ler não se trata de uma ficção. Absolutamente tudo que vou relatar aqui é a pura verdade e ocorreu ou está ocorrendo comigo. Então pense duas vezes ao continuar lendo, não sei o que poderá acontecer com você. Afinal, após saber de tudo, você também estará envolvido(a).
Meu nome é Takashi Burhem. Tenho 16 anos. Moro em Mayzum desde que nasci. Coisas muito estranhas veem acontecido comigo ultimamente.
Tudo começou no dia do meu aniversário de 16 anos, em 16 de Outubro de 2012.
Era uma terça-feira comum, como sempre. Fui à escola como de costume, recebi vários “Feliz Aniversário” dos meus amigos e colegas de sala, o que foi estranho. Nunca havia ocorrido de lembrarem do meu aniversário nos anos anteriores.
Fora isso, meu dia foi completamente normal. Até então. Logo após, o sinal da saída da escola tocou. Ao ouvir o som divino, peguei meus pertences e me dirigi à saída do colégio.
Tudo quase normal. Então pessoas que nunca vi antes na minha vida me deram parabéns – imaginei que alguém tivesse contado pra essas pessoas que era meu aniversário. Ignorei e deixei a escola.
Uma coisa que eu não sabia era que minha vida estava prestes a mudar.
Estava voltando da escola, como sempre. Estava um começo tarde muito agradável, então no meio do caminho para casa pensei em parar no mercado para comprar algo especial – afinal, era meu aniversário. Vasculhei bastante o estabelecimento inteiro, mas nada me chamou a atenção. Saí de mãos vazias do local.
Ao sair de lá fiquei assustado. Estava de noite. Não havia ninguém nas ruas. Como se eu fosse a única pessoa na face da Terra. Tudo completamente escuro. Aparentava ser meia-noite. Fiquei imaginando quantas horas passei dentro do mercado e cheguei à conclusão de que não foram horas. Foram apenas alguns minutos.
Tentei manter a calma, e apesar do susto, tomei fôlego e retomei meu caminho para minha casa.
Enquanto voltava, notei uma pessoa encapuzada, vestindo um longo sobretudo preto e desgastado, parecia estar olhando fixamente para mim. Não conseguia ver nada além daquele sorriso medonho. O sorriso que me atormenta até hoje. A pessoa estava completamente coberta pelo sobretudo e seu rosto estava escondido pelo capuz preto. Tudo que conseguia ver era seu sorriso. Mas com certeza estava olhando para mim.
Comecei a sentir muito medo.
Não tenho certeza se foi pelo medo, mas fiquei com muito frio. Parecia que a temperatura havia caído pelo menos 20 graus.
Vi essa pessoa várias vezes durante o percurso. Mas ela não estava se movimentando. Pelo contrário, vi-a parada feito uma estátua em vários locais diferentes, com o rosto em minha direção, sempre. Então cheguei à rua da minha casa.
Lá estava a pessoa encapuzada. Em pé, em frente ao portão da minha casa. Eu fiquei completamente paralisado de medo. Não sabia o que fazer.
Então ela começou a mover seu braço. Tirou uma pequena caixa preta com escritas de alguma língua que não reconheci em vermelho – posteriormente descobri que a escrita era em cuneiforme – do bolso esquerdo de seu sobretudo, deixou a caixinha no chão e quando eu pisquei, a pessoa havia sumido, e uma surpresa. Era dia novamente e as pessoas voltaram a aparecer.
Eu estava tão confuso – e atordoado – que fui ver o que havia dentro da caixa que a pessoa encapuzada havia deixado logo em frente à minha residência.
Apanhei a pequena caixa, analisei-a e... Onde estava com a cabeça quando pensei em abri-la?
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