Notas iniciais
— Boa leitura!

Abriu os olhos de supetão, mas não conseguiu levantar-se. A língua áspera, a boca seca fez-se presente mais uma vez ao recobrar a consciência. A cabeça pesava, seu estômago doía, a queimação também não ajudava cada vez que a bile subia até a sua garganta. Com pouco, constatou que estava deitado de lado, no chão, próximo ao que parecia ser o sofá. O braço direito dormente formigava e o amargor na boca também não ajudava; resolveu mudar de posição, e ficando de barriga para cima, usou a mão esquerda para limpar o vômito seco que escorreu pelo canto da boca.

Levou o braço em direção aos olhos, escondendo-os da claridade incômoda que adentrava em meio às frestas da janela. O silêncio nunca tinha sido um incômodo antes, uma vez que devido à sua deficiência auditiva, Katsuki estava bastante familiarizado com isso e até gostava; entretanto, desde que ele havia saído de casa, o maldito silêncio tornara-se opressor, sufocante, fazendo-o lembrar-se do quão egoísta era ao perder o seu melhor amigo.

Precisava de um cigarro e, urgentemente, de um bom banho. Definitivamente havia chegado ao fundo do poço. Flashes da última briga começaram a despontar novamente em sua cabeça, e desejava ter mais bebida em casa para tentar afogar as insalubres lembranças com o álcool. Não aguentando mais aquele estado deplorável, tentou se firmar sentado, porém, a cabeça rodou e só deu tempo de dobrar-se para frente e golfar a bile no chão.

Levou um susto ao sentir um leve toque em seu ombro, ajudando-o a endireitar-se e encostar delicadamente no sofá. Levantando o olhar, tentando focá-lo na figura que estava agachada à sua frente, demorou alguns segundos para perceber Eijirou o olhando de modo repreensivo, apesar de ter um pouquinho de preocupação também, falando sem parar até perceber que o outro não o respondia justamente por não ouvi-lo. Então, usando as mãos para fazer os gestos, o moreno começou:

"Vem, vou te ajudar a levantar e te dar um banho. Você está fedendo" .

Tentou se concentrar o máximo nos gestos do namorado, mas em sua mente, só conseguia se questionar se Eijirou de fato estava ali ou era outra vez sua mente lhe pregando uma peça de muito mau gosto. Fazia exatos quinze dias que estava só, que não via e muito menos tinha notícias do companheiro. Erguendo a mão, tocou a mandíbula com a barba por fazer do outro, e na aspereza do toque, pôde constatar que sim, era real, Eijirou estava ali mais uma vez em casa.

— Você realmente está aqui… — Murmurou com a voz rouca pela falta de uso.

Automaticamente seu peito se aqueceu, os olhos encheram-se de lágrimas, mas o orgulho sobrepôs a sensação reconfortante e a saudade; e usando da pouca força que aos poucos voltava — ao ponto que a sobriedade aumentava —, usou a mesma mão para dar um leve empurrão no outro, que caiu sentado sendo pego de surpresa pela atitude do loiro.

— Eu não preciso da merda de sua piedade, Eijirou! — E de fato, não precisava, nem queria nenhum tipo de comiseração ou ajuda. Forçou então o corpo para se pôr de pé a fim de dar alguns passos, mas a cabeça rodou fazendo Katsuki perder o equilíbrio e cambalear para trás, ao que Eijirou habilmente o segurou, firmando-o de pé novamente.

Aproveitou para trespassar o braço direito de Katsuki por seu pescoço, enquanto que com o braço esquerdo segurava a cintura estreita com certa força, já que o loiro continuava resmungando que não precisava de ajuda.

Suspirando cansado, Eijirou guiou o namorado até a suíte onde deixou-o sentado na tampa da privada nesse meio-tempo tentava tirar a roupa dele. Começando pela calça jeans escura, e quando levantou para puxar a camisa, Katsuki não estava mais afim de colaborar e cruzou os braços com força sobre o peito olhando com uma carranca para o moreno.

— Para, porra, já falei que não quero sua ajuda! Consigo me virar sozinho, caralho. Sai daqui, Eijirou!

Pedindo mentalmente ao universo um pouco mais de paciência para lidar com o mau humor do outro, Kirishima olhou sério para ele, tentando mais uma vez levantar a camisa do rapaz a fim de ajudá-lo no banho, porém, sem êxito. Enfim perdendo as estribeiras, ralhou:

"Para de bobeira, Katsuki", e balançando a cabeça em negação, completa: "Quer saber? Foda-se! Faça como quiser, estarei na cozinha preparando um café para você".

Vendo o olhar rancoroso do loiro, e um levíssimo menear positivo em sinal de concordância, Eijirou se levantou saindo do banheiro.

[...]

Espalmando as palmas das mãos nos azulejos do box enquanto a água fria escorria por sua cabeça e corpo, tremendo de frio, Katsuki apertava os dentes tentando diminuir a bateção destes, questionando-se há quanto tempo havia apagado e que caralhos Eijirou estava fazendo ali.

Afinal, antes de sair carregando sua mala junto de alguns objetos pessoais na mochila em suas costas e bater à porta do apartamento com força findando a discussão, ele deixou bem claro que estava dando um tempo no relacionamento de ambos.

Suspirando alto enquanto ensaboava o corpo, acometido por lembranças da fatídica briga, Katsuki deixou enfim as lágrimas contidas escorrerem livres pela face, puto consigo mesmo por ter chegado àquele ponto; por ser tão fraco e inseguro. Estava mais do que na hora de aceitar os pedidos do companheiro e ir buscar ajuda profissional para lidar melhor com seu temperamento, suas inseguranças e as crises de ciúmes. Assim como também precisava largar o maldito vício da nicotina e diminuir consideravelmente no álcool.

Porém, engolir seu orgulho era tão difícil… Mas se quisesse ter Eijirou de volta, teria que ser uma pessoa melhor antes de tudo, e enquanto essa mudança não ocorresse, ambos não dariam mais bem juntos. Não tinha mais como continuar daquele jeito, precisava urgentemente mudar seus hábitos pejorativos.

Eijirou merecia isso. Não só ele, mas si próprio também estava cansado de ser tão ignorante e impaciente com o companheiro; sua vida profissional também tinha um peso grande em seu mau humor. O moreno aguentou tanto ao longo dos anos, que estava na hora de reconectar-se com aquele Katsuki da adolescência onde era menos amargurado e resmungão.

Infelizmente, a rotina e a vida adulta acabaram pesando demais sobre seus ombros, levando-o ao colapso. Assim como os desencontros que vinham acontecendo com uma certa frequência com o moreno. Dividiam o mesmo teto, mas ultimamente não estava havendo mais sincronia. O sentimento não esfriou ou diminuiu; pelo contrário, amava Eijirou mais do que a si mesmo. Todavia, não sabia mais onde ambos perderam-se.

Durante esse tempo que ficou afastado de Eijirou, pôde pensar com mais clareza, apesar das diversas recaídas que teve ao procurar afogar as mágoas no álcool, enquanto ia juntando as poucas coisas que o rapaz tinha deixado para trás, havia decidido terminar de vez com o namorado.

Não aguentava mais magoar-se, e muito menos magoar o outro. Não aguentava mais vê-lo chorando ou os gritos e ofensas durante as brigas preenchendo o apartamento. Em quase sete anos de namoro, viveram os altos e baixos que uma vida a dois possuía, todavia, o amor e o respeito sempre esteve presente; foram apoio um para o outro nos momentos sombrios, assim como compartilharam e superaram tantos outros juntos.

Katsuki foi e fez o outro feliz; porém, precisava correr atrás do prejuízo. Reconquistar Eijirou e provar para ele, e a si próprio, principalmente, que poderia ser uma pessoa menos passional, menos dependente e ciumenta, e largar seus vícios depreciativos. Precisava cuidar de si primeiro antes de tentar mais uma vez com o companheiro. Quem sabe daqui uns anos não seria possível?

[...]

Eijirou percebia o quão fatigado e estressado o outro estava devido ao trabalho e mestrado que o parceiro havia começado. As crises de ansiedade junto ao fumo e bebedeira aumentaram consideravelmente, e preocupado com a saúde e bem-estar de Katsuki, começou a sugerir que procurasse ajuda de um psicólogo; obviamente que ele não aceitava por pura teimosia e orgulho. Bastava tocar nesse assunto que as brigas tornavam-se mais sérias, e com o tempo, o relacionamento foi desgastando.

O nível de estresse era tão grande em ambos os lados que Eijirou chegou no ponto de focar mais nos estudos, com o intuito de conseguir a bolsa do mestrado no exterior e dar um desfecho definitivo para o relacionamento antes que as coisas saíssem de vez do controle.

O sonho de ser um renomado escritor nunca pareceu tão atrativo quanto naquele momento, e agarrou-se a escrita como válvula de escape para as suas frustrações e desilusões amorosas. Focando em escrever e publicar mais um livro, buscando assim preencher a mente com outras coisas e distrações, aliviando a dor do peito.

[...]

De banho tomado e dentes escovados, Katsuki saiu nu do banheiro enxugando os cabelos com a toalha, que tratou de largar sobre a cama, indo em direção ao guarda-roupa buscar uma calça de moletom preta junto de uma regata da mesma cor. Aproveitou para pegar os aparelhos auditivos dentro do umidificador, colocando-os nos ouvidos.

Seguindo o aroma gostoso de café recém passado, observou ao passar pela sala, que cheirava a desinfetante, talvez porque Eijirou havia limpado mais uma de suas "cagadas". Resignado e envergonhado, pegou na mesinha de centro o maço de cigarros e isqueiro, adentrando a cozinha e vendo o moreno de costas para si enquanto pegava um copo d'água na geladeira e o entregava junto de um comprimido.

"Aqui, tome antes do café para ajudar na sua ressaca, Katsuki" — gesticula percebendo que o loiro já estava usando os aparelhos.

Feito isso, Eijirou passou por ele sentando-se no lado oposto da mesa enquanto enchia uma xícara de café para si na garrafa térmica, observando atentamente as ações do outro.

— Obrigado — agradeceu, visivelmente envergonhado. Tomando o remédio junto com a água, deixou o copo dentro da pia.

Não conseguia encarar o visitante, então com a cabeça baixa, sentou-se à mesa pegando uma xícara de café para si, junto ao cinzeiro que ficava na cozinha. Acendeu o cigarro, tragando a nicotina e enchendo os pulmões com a substância tóxica, deixando que o torpor subisse a cabeça, relaxando sua mente, soltando a fumaça alguns segundos depois.

Dando duas longas tragadas, bateu as cinzas no cinzeiro enquanto levava a xícara com o líquido quente aos lábios, sorvendo deliciosamente o gosto amargo. Aquecendo-o por dentro, dando uma descarga de energia afastando a letargia junto com a ressaca, fazendo Katsuki aos poucos ir desanuviando a mente enquanto fumava e bebia.

Eijirou balançava uma das mãos em frente ao próprio rosto fazendo uma careta ao odor fétido do cigarro, movendo a cabeça em negação. Katsuki tinha retornado a fumar com frequência assim que as brigas do casal aumentaram somado a rotina estressante do trabalho, e parece que em sua ausência, o vício voltou a ficar mais intenso a contar pela quantidade de maços vazios que o moreno contou ao dar uma breve limpeza na sala. Não sendo o bastante, Katsuki também estava recorrendo ao álcool; e isso entristecia Eijirou demasiadamente já que acompanhou de perto o esforço do companheiro em tentar largar o maldito vício da nicotina.

Terminando sua xícara, apoiou o queixo na mão do braço esquerdo que estava sobre a mesa, continuando a observar o outro que até então não tinha direcionado o olhar para si. Encontrá-lo tão destruído assim magoou demais; e isso só fez Eijirou confirmar o quanto ambos estão sofrendo com tudo isso. Não tinha o porquê mentir e dizer que não pensava em Katsuki, que não o amava. Durante os quinze dias que estavam afastados, não teve um maldito momento que não sentisse falta da presença intensa do outro ou ponderasse sobre a conversa definitiva que precisavam ter ao retornar.

Absorto em pensamentos, Kirishima demorou a perceber que Bakugou também o estava observando após finalizar o cigarro, segurando a xícara com ambas as mãos e cotovelos apoiados na mesa. Só acordando para a realidade ao ouvir o barulho da louça batendo no frio do mármore da mesa, e o pigarro desconfortável junto a pergunta vinda do homem à sua frente.

— Err… Quando você voltou?

— Ontem. Estava na casa de minhas mães… — Suspirando, Eijirou respondeu, cruzando os braços sobre a mesa. — A gente precisa conversar, Katsuki.

Engolindo em seco, o loiro confirma com a cabeça. Afinal, estavam há quinze dias afastados porque o moreno estava viajando pelos estados lançando o seu novo livro. Um dos motivos para a tal briga que tiveram no dia anterior a viagem de Kirishima, já que tamanha era a animação dele, que acabara esquecendo de avisar ao namorado sobre a rotina de viagens que faria ao longo das próximas duas semanas; deixando-o extremamente puto e magoado pelo desleixo do parceiro em não lhe avisar de algo importante já que dividiam o mesmo teto há alguns anos.

Como sentiu falta de ouvir aquele timbre grave da voz dele… Todavia, precisam colocar um ponto final em algumas questões, e Katsuki também aproveitou para pesar na balança algumas circunstâncias; pensou muito sobre a atual crise que havia se instaurado no relacionamento dos dois há alguns meses já. E era hora de ambos admitirem que dessa vez chegou no ponto de realmente estar insustentável levar adiante o namoro.

— Você não vai mais voltar 'pra casa, né?

— Suki, eu… Eu consegui a bolsa do mestrado em Nova Iorque — sorrindo fraco, prosseguiu após tomar fôlego. — Nesses últimos dias, eu pensei tanto em você, Suki. Pensei tanto em nós dois e no quanto estamos nos magoando cada vez mais com esses falsos términos. Eu te amo demais, Katsuki, mas não podemos mais continuar assim.

Com os olhos marejados, o loiro estendeu o braço direito buscando a mão do outro, entrelaçando seus dedos sobre a mesa. Suspirou cansado, concordando com as palavras do moreno. Não tem mais porquê evitar o inevitável, no momento.

— Eu também te amo 'pra caralho, Ei. E estou feliz por você estar conquistando suas coisas — dando uma leve fungada, sentiu o aperto do outro em sua mão reconfortando-o. Abrindo um sorriso sincero em direção ao rapaz à sua frente, continuou: — Porra, e como eu sei o quanto você estudou e correu atrás dessa oportunidade no exterior. Parabéns, Ei! Você ainda irá realizar todos os seus projetos de vida, Eijirou, anote o que estou te falando!

— Obrigado, Suki. Obrigado por tudo! — Com as lágrimas rolando soltas pelo próprio rosto, levantou-se abruptamente dando a volta na mesa puxando Katsuki em direção aos seus braços, apertando-o fortemente num abraço de despedida enquanto os únicos sons que reverberaram pela cozinha eram dos soluços e ofegos desesperados do dolorido pranto de ambos.

No decorrer dos minutos, aos poucos foram diminuindo o choro e normalizando as respirações. Então, afastando lentamente os rostos, ambos secaram vagamente as lágrimas um do outro com as mãos, encarando-se por longos segundos antes de irem automaticamente se aproximando mais uma vez. Aproveitando o calor do momento para matarem a saudade, deixando-se levar pela troca intensa de olhares, diminuíram o espaço até roçarem os narizes, fechando os olhos gradativamente à medida que iam mesclando as respirações até não sobrar mais espaço entre suas bocas.

Entreabrindo os lábios, Katsuki deixou Eijirou aprofundar o beijo, sentindo o toque aveludado da língua dele contra a sua. Ambos suspirando em deleite entre o ósculo, apertando um ao outro com mãos afobadas pelo corpo alheio, memorizando pela última vez cada pedaço de carne; a textura; o cheiro e o toque que durante anos compartilharam. Transmitindo todo o amor e carinho que ainda nutriam um pelo outro, entretanto, que não era mais o suficiente para manterem o relacionamento.

Encerrando o beijo, sorriram emocionados um para o outro, retornando a se abraçarem apertado. Durante alguns minutos, ficaram assim, confortando-se entre os braços alheios, Eijirou fazia um leve carinho nas costas de Katsuki com a mão, subindo e descendo pela coluna, sentindo a respiração dele contra sua nuca.

— Promete ‘pra mim que vai parar de fumar e se cuidar? — Sussurrou.

Agarrando-se um pouco mais ao companheiro, fechando as mãos na camisa branca, Bakugou suspirou pesadamente. E com a voz rouca e trêmula, respondeu:

— Eu prometo se você prometer que vai ser o escritor mais foda na porra desse mundo inteiro, Eijirou!

Ambos riem baixinho, e segredam o “eu prometo” naquele último momento íntimo do casal; como várias outras vezes que também fizeram-no. Apesar de estar sendo doloroso o término, a sensação de pertencer que sentiam durante os toques era reconfortante, mas não ajudava muito no ato; todavia, as desavenças e mágoas da situação que se encontravam não era maior do que o carinho e respeito que construíram ao longo dos anos de relacionamento. Até que o loiro afastou-se, segurando as mãos do moreno entre as suas, encarando os olhos carmesins iguais aos seus.

— Eu aproveitei esses dias ‘pra separar as poucas coisas que você deixou. Vou buscar ‘pra você, Ei — dando um leve aperto, apartou-se, indo em direção ao quarto buscar a mala com os pertences do ex-namorado.

Sozinho na cozinha, Kirishima levantou os olhos em direção ao teto tentando segurar as lágrimas que teimosamente retornaram a cair, colocando uma mão na boca para abafar um soluço alto que subiu pela garganta. Indo até a geladeira, pegou uma garrafa d’água e encheu um copo para si. Sorvendo o líquido gelado, e reunindo forças para dar continuidade ao que veio terminar com Katsuki, deixa o copo na mesa e foi em direção a sala aguardar o retorno dele.

O loiro retornou ao cômodo com os olhos e o nariz mais avermelhados, indicando o choro recém contido, tentando inutilmente não deixar transparecer a ação através de uma expressão forçada de indiferença; apesar de Eijirou perceber o lábio inferior trêmulo que ele segurava entre os dentes.

— Bom, então é isso… Eu já vou indo, Suki — comentou enquanto pegava a mala, encaminhando-se para a porta de entrada e abrindo-a. — Ah! ‘Tava me esquecendo... Aqui — colocou na palma da mão do loiro a chave do apartamento que até então usava, deixando os dedos escorregarem entre os dele numa leve carícia.

Katsuki deu um leve aceno e fechou a mão, colocando o objeto no bolso da calça, seguindo o moreno e parando no batente da porta de braços cruzados observando-o apertar o botão do elevador, ainda em silêncio. Pensou equivocadamente que os dias onde ficaram afastados iriam amenizar um pouco a dor do atual momento, mas foi muito tolo em achar isso. Afastamento nenhum iria prepará-lo para aquela maldita situação. Despertou de seus devaneios ao ouvir o som da campainha avisando a chegada do elevador no andar, e assim, pôde ver pela última vez o olhar melancólico de Eijirou antes que as portas metálicas se fechassem.

O loiro entrou fechando a porta atrás de si, recostando-se na mesma e escorregando até o chão enquanto as lágrimas escorriam livres por seu rosto e os soluços altos ecoavam pelo apartamento solitário.

Quem sabe o que o futuro aguardava-os?

Notas finais
Agradeço a todos que leram, e espero que tenham gostado! Comentários são bem-vindos! rs Bom, gostaria de agradecer a três anjinhos que foram MUITO importantes para essa oneshot estar aqui, de fato: a capista, a helper e o beta do @KatsukiProject no Spirit que me ajudaram! Gratidão as minhas amigas que aguentaram meus surtos no Wpp durante todo esse tempo que fiquei guardando a oneshot, e põe tempo nisso. rs Além do apoio moral e incentivo que recebi de cada um de vocês para eu não deixar o arquivo guardado, e criar coragem para postá-lo de vez. Realmente sou privilegiada por conhecer pessoas tão incríveis, amo vocês. Enfim, muito obrigada por tudo, galera!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!