A Máfia
21 Capitulo 21 - Entre a Vida e a Morte
Notas iniciais
— A senhorita está grávida! — afirmou o doutor, sorrindo abertamente. Dar a notícia de uma nova vida era sempre motivo de alegria.
Renesmee sentiu o coração se encher de felicidade. Era verdade. Ela estava grávida — do fruto do seu amor com Jacob. Um sorriso largo surgiu em seus lábios enquanto inúmeras lembranças invadiam sua mente ao mesmo tempo: o início difícil do relacionamento, os obstáculos, as dores e tudo o que haviam superado para chegar até ali.
Durante toda a sua vida, nunca havia pensado em se apaixonar, muito menos em ter filhos. Seu objetivo sempre fora ser a melhor, se destacar em tudo o que fazia. E conseguira. Sempre fora forte, determinada e vitoriosa. Ainda assim, tocou a barriga lisa com cuidado, sentindo algo novo crescer dentro de si. O médico continuou explicando os cuidados e precauções necessárias.
Renesmee olhou para Alec. Ele permanecia inexpressivo.
— Parabéns — disse ele, com a voz baixa, como se algo estivesse preso em sua garganta.
— Eu…
— Vem, eu te levo pra casa — interrompeu Alec, segurando delicadamente suas mãos.
O trajeto até a mansão foi feito em silêncio. Renesmee sabia que Alec estava magoado, talvez decepcionado. Mas também sabia que não podia escolher a quem amar — e jamais se afastaria de Jacob. Ele era, sem dúvida alguma, o amor da sua vida.
Ao parar o carro em frente à mansão, Alec franziu o cenho ao notar dois carros pretos, com vidros escuros, estacionados ali.
— De quem são aqueles carros? — perguntou, apontando com a cabeça.
— Devem ser do Jake — respondeu ela, dando de ombros. — Obrigada por me ajudar, Alec.
— Quando precisar, é só chamar — disse ele, beijando-lhe a bochecha.
— Até mais, Volture.
— Até mais, loirinha — murmurou ele para si mesmo.
Renesmee entrou na mansão à procura de Jacob. Encontrou-o em seu escritório, concentrado em alguns papéis, a testa franzida. Ele sequer notou sua presença. Ela sorriu de canto e se apoiou sobre a mesa.
— Tão sério assim? — provocou.
Jacob levantou o olhar e sorriu.
— Olá — disse, puxando-a para o colo e beijando seus lábios.
— Oi, meu moreno — ela riu.
— Agora me diga… onde você estava? — perguntou, desconfiado.
Renesmee respirou fundo, levantando-se do colo dele e entrelaçando as mãos à frente do corpo. Estava prestes a falar quando a porta se abriu bruscamente.
— Jake! — Quil entrou aflito. — Os russos estão atacando a mansão.
— Que diabos eles querem? — Jacob questionou.
— Vingança — Quil respondeu.
— Pelo quê? — Renesmee perguntou, tensa.
— Aro tinha um irmão russo — Jacob disse, encostando-se na mesa. — Caios Volture.
— Mas…
— Fique aqui dentro, aconteça o que acontecer — Jacob disse, segurando o rosto de Renesmee e encarando-a com seriedade. — Eu te amo.
Beijou-lhe a testa e saiu apressado.
— Jake… — Renesmee sussurrou, levando a mão à barriga. Queria contar tudo. Queria ver o sorriso dele ao saber que seria pai.
Ela correu para o quarto e espiou pela janela. A mansão estava cercada por homens armados. Jacob conversava próximo ao portão com um homem loiro, de cabelos até os ombros, pele pálida e expressão arrogante.
Vestiu-se rapidamente, colocou uma faca dentro da bota e armas na cintura. Ao olhar novamente, viu Quil e Nathan posicionados atrás de Jacob. Desceu as escadas e caminhou a passos firmes até o jardim.
— Ora, ora, ora… — Caios fitou Renesmee com interesse. — Como você cresceu, jovenzinha.
Jacob lançou-lhe um olhar duro por cima do ombro. Ela não deveria estar ali — mas sabia que não a faria recuar.
— Você me conhece? — ela perguntou, posicionando-se ao lado de Nathan.
— Sou um velho amigo do seu pai — respondeu Caios, sorrindo de canto.
— Diga logo o que quer e vá embora — Jacob rosnou.
— Eu quero a sua cabeça, Black. O que mais poderia querer? — respondeu o russo, sorrindo.
— Tente a sorte.
— Primeiro vou matar você, depois destruir seu império e apagar qualquer lembrança do seu pai — disse Caios, enquanto os homens apontavam as armas.
— Jacob… — Renesmee deu um passo à frente, alarmada.
— Cuidado, tio — Alec surgiu no portão. — Você não vai querer o sangue de um Black nas mãos.
— Um Volture traidor — Caios debochou.
— Se tocar nele, amanhã você acorda numa vala — Alec respondeu com desprezo.
— Não preciso de advogado, Volture — Jacob retrucou. — Mas é bom saber que você pensa.
— Tudo bem — Caios deu de ombros. — Então eu mato ela.
As armas se voltaram para Renesmee.
— Se fizer isso, eu te mato lentamente — Jacob disse entre dentes.
— Se seu irmão tivesse sido mais esperto, ainda estaria vivo — Renesmee disse friamente. — E matando você ou não, o seu fim será o mesmo.
— Gatinha arisca — Caios sorriu.
— Deixe ela em paz! — Alec gritou.
— Meu assunto é com o Black — Caios estalou os dedos, e as armas voltaram-se para Jacob.
— Por que o Jake não faz nada? — Renesmee sussurrou para Quil.
— A máfia russa é poderosa demais — respondeu ele. — Se Jacob matar outro Volture, a guerra será inevitável.
— Você está morto, Black — Caios concluiu, sorrindo.
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