A Máfia

16 Capitulo 16 - O Preço da Vingança


Notas iniciais
Agradeço aos comentários!!! Amei que você amaram!!!! *_* Boa Leitura!!!!

Jacob dirigia em alta velocidade pelas ruas escuras, o carro derrapando nas curvas e deixando marcas profundas de pneus no asfalto. Procurava Bela nos lugares mais óbvios — bares, motéis, becos —, embora soubesse que ela nunca fora uma pessoa previsível. Bela sempre fugira do óbvio.

Sua mente, no entanto, estava longe dali. Pensava em Renesmee. Em como ela estaria. E, pior ainda, em como contaria que ela havia perdido o bebê.

Cansado de andar em círculos, Jacob suspirou e parou no sinal vermelho. O que não entrava em sua cabeça era o fato de sua melhor amiga — a pessoa que sempre tentou proteger — ter sido capaz de algo tão monstruoso.

Seus pensamentos foram interrompidos quando o celular vibrou no bolso.

— O que foi? — atendeu, impaciente.

— Adivinha? — a voz de Nathan soava animada, como se tivesse encontrado ouro.

— Não estou de bom humor, então fala logo — Jacob sibilou.

— Algum dia você já esteve? — Nathan provocou, soltando um riso seco.

— Nathan… — Jacob rosnou entre dentes.

— Tá bom, tá bom. A Bela está aqui em casa. Trancamos ela no porão. Acho melhor você vir logo antes que ela morda alguém de ódio.

Antes que Nathan terminasse a frase, Jacob desligou.

Em menos de dez minutos, ele freou o carro em frente à mansão. Entrou pela porta principal, atravessou o longo corredor e desceu até o porão. Quil e Amber estavam de guarda, armados.

Jacob apenas assentiu e abriu a porta com força.

A cena era caótica. Edward apanhava violentamente de Nathan, enquanto Bela estava amarrada a uma cadeira, ensanguentada e ofegante.

— Agora me diz, Isabela… — Jacob arrancou a fita da boca dela, arrancando um gemido de dor. — Por quê?

— Vai se ferrar — Bela rosnou, cuspindo em seu rosto.

Jacob soltou um riso sem humor e limpou o rosto com o dorso da mão.

— Não me provoca. Não quero ser cruel com você.

— Cruel? — Bela riu, sarcástica. — Você nunca vai deixar de ser um otário, não é?

— Você não me deixa escolha — Jacob respondeu, dando de ombros.

Sem aviso, quebrou dois dedos dela de uma só vez.

O grito ecoou pelo porão.

— Prefere que eu quebre o resto… ou que eu corte? — perguntou calmamente, na altura dos olhos dela. — Posso fazer os dois.

— Não… por favor… — ela suplicou.

— Viu como é fácil? — Jacob largou a mão dela com brutalidade. — É só ser obediente.

— O que você quer de mim?! — Bela gritou.

— Uma resposta simples. — Jacob cruzou os braços. — Por que tentou matar a Renesmee?

— Porque ela é uma idiota — respondeu, sorrindo.

— Você quer morrer? — Jacob arqueou a sobrancelha. — Porque eu posso resolver isso agora.

— Vai atirar em mim? — Bela provocou.

— Não. — Ele sorriu. — Bem pior. Que tal um banho em ácido?

O sorriso dela morreu.

— Você não teria coragem.

— Testa pra ver.

— Não vou falar.

— Tudo bem. — Jacob assentiu. — Amber, vem cá deixar a senhorita Swan apresentável.

A loira surgiu com um sorriso satisfeito.

— Claire ia amar ver isso — comentou Amber, fechando os punhos.

— Você tá morta — Bela ameaçou.

— Vamos ver se aprende — Amber respondeu, socando o rosto dela com força.

O sangue escorreu.

— Aprendeu? — Jacob perguntou friamente.

— Deixa o Edward ir… faz o que quiser comigo, mas deixa ele ir — Bela implorou.

— Que fofo — Jacob ironizou, olhando Edward desacordado no chão.

— Acho que ele não tá muito bem — Nathan comentou, chutando-o.

— Não precisamos mais dele, certo? — Jacob perguntou, puxando a arma.

— Por favor… — Bela chorou.

Os tiros ecoaram secos. Edward caiu, imóvel.

— Ops. Meu dedo escorregou — Jacob comentou, guardando a arma.

— Quando foi que você se tornou tão cruel? — Bela perguntou, em choque.

— Com o tempo. E com pessoas como você.

Ele se ajoelhou à frente dela.

— Você cruzou um limite quando tentou matar a Renesmee.

— Então me mata logo — ela desafiou.

— Ainda não. — Jacob sorriu. — Quero que sofra.

Ele cortou mais dois dedos dela.

— Responde! — gritou.

— Eu vou te matar!

— Não vai. — Ele se aproximou. — Talvez nos encontremos no inferno.

— Pelo menos consegui ferir a sua princesinha — Bela riu, cínica.

Jacob parou.

— Eu sempre cumpro o que prometo.

— Do que você tá falando?

— Do ácido.

Ela empalideceu.

— Se eu falar, você me poupa?

— Fala. Talvez eu pense no seu caso.

— Eu odiava ela — Bela confessou, chorando. — Ela sempre foi melhor. Mais bonita. Mais tudo. E você… você escolheu ela.

— Você é doente — Jacob riu. — E tá morta.

— Você prometeu…

— Eu disse que ia pensar. Não prometi nada.

— O que vai fazer comigo?

— Um banho.

Ele a arrastou até a banheira cheia de líquido corrosivo.

— Não! — ela se debateu.

— Preparamos especialmente pra você.

— Você e aquela vadia vão morrer!

— Claro, claro — Jacob riu.

— Adeus — Amber acenou.

Jacob jogou Bela dentro da banheira. Os gritos ecoaram pela mansão.

Ele virou as costas, inexpressivo.

Ao sair, deu de cara com Quil.

— Esses gritos são da…

— Quando ela morrer, se livra dos corpos.

— Corpos?

— Sem perguntas.

— Aonde você vai?

— Tomar um banho. Depois, hospital.

No quarto, ao se trocar, uma foto antiga caiu no chão. Ele e Bela, jovens.

Jacob respirou fundo.

— É uma pena.

Rasgou a foto e jogou no lixo.

No carro, o celular tocou.

— Oi, Jake. A Renesmee acordou — Claire avisou.

— Estou indo.

Jacob respirou fundo.

Como contaria que ela havia perdido o bebê?

A raiva voltou a ferver.

Ele acelerou.

Notas finais
Gostaram? Sim? Não? Comentem!!! Beijos