A Máfia
19 Onde há fumaça há fogo!
Notas iniciais
A mesa do jantar estava decorada com a melhor porcelana que minha mãe havia comprado na Europa há alguns anos atrás. Tem também pequenos vasos de vidro com flores brancas e amarelas enfeitando o local. Edna se trancou na cozinha assim que voltou do mercado com minha mãe e não deixou ninguém espionar o que ela estava preparando. Minha barriga estava roncando e eu tive que me sustentar com balinhas de mentas que Vitor tinha guardados em sua maleta. Balinhas de menta que, por sinal, pareciam ter ficado lá por anos! Estavam horríveis. O gosto ruim permaneceu em minha boca até Edna finalmente liberar a cozinha e anunciar que o jantar estava pronto. E como sempre, ela caprichou na comida. O prato é simples mais delicioso. Eu, pelo menos, adorava quando criança e continuo adorando até hoje.
_Costelinha ao molho de barbecue acompanhado com batatas. – anunciou Edna enquanto colocava a grande forma recém tirada do forno em cima do tabuleiro de madeira na mesa.
Respiro fundo inalando o delicioso cheiro da carne, meu pai faz a mesma coisa e minha mãe ri de nós.
_Jantar na mesa, podem se servir.
Como o homem educado que Vitor é, ele me serviu primeiro, colocando pedaços generosos de carne pra mim. Fala sério, como não amar esse homem? Edna e Josué se sentaram conosco a mesa e todos saborearam a comida deliciosa servida por Edna. Todos comeram em silêncio, mas vez ou outra alguém fazia algum comentário engraçado e riamos por alguns segundos, mas depois o silêncio volta a reinar sobre nós. Não era um silêncio constrangedor, até porque todos estavam ocupados demais se maravilhando com o jantar, era o típico silencio que sempre havia nos jantares aqui em casa. Muito diferente da família de Vitor, que nunca param de falar. Sempre desejei ter uma família assim, cheia de gente e que na hora de se juntar nunca calam a boca. E o desejo de juntar as duas em um só jantar só cresce em pensar em como seria divertido, tenho que marcar isso o mais rápido possível.
Depois que todos terminaram, Edna se superou trazendo a sobremesa, um delicioso manjar de coco.
Dios como eu amo essa mulher!
Vitor novamente me serviu, só que dessa vez pedi para que ele não exagerasse muito na quantidade. Se ele já me achava gorda antes, imagina agora.
_Triste por não ser bolinhos, amore? – perguntou ele ao me entregar o pratinho de sobremesa.
Peguei os pratos de sua mão e mostrei a língua para o mesmo, que mostrou um pequeno sorriso. Acabamos por fim, dividindo a sobremesa, pois aparentemente, Vitor é enjoado com doces. Como consegue? E foi nessa hora do jantar que começaram aquela típica conversa entre o genro e os sogros. Digo isto por parte da minha mãe, que começou a fazer perguntas sobre a família de Vitor, coisas simples, ela não queria aprofundar muito sobre isso para que o assunto não chegasse na Máfia.
_Valentina me disse que tem um novo membro da família chegando. – começou ela.
“Um novo membro da família chegando” Isso ficou tão gay, juro que quase vomitei ouvindo isso. Por que ela teve que falar desse modo? Meu estomago embrulhou, gravidez me incomoda e quando usam termos assim me incomoda mais ainda.
Vitor sorriu educado.
_Sim, Alicia, mulher de meu irmão está grávida de oito meses. – contou ele.
Minha mãe murmurou um “hm” bem interessante e eu continuei a comer.
_Quantos irmãos você tem, querido? – perguntou ela.
Olho de soslaio para ela. Querido?
_Dois. Miguel e Sarah, eu sou o caçula.
Meu pai finge uma tosse e se levanta, chamando Vitor com ele. Vitor deposita um beijo em minha testa e eu sorrio, minha mãe e Edna começam a retirar a mesa e eu decido dar uma volta pelo jardim. A noite é fria, porém o céu está repleto de estrelas, proporcionando uma das noites mais perfeitas que já vivi. Agarro-me em meu agasalho o apertando sobre minha pele e caminho até o píer, o mesmo do qual eu me joguei há algum tempo atrás. Diferente de antes, ele agora tem uma cerca de madeira ao redor dele, bom, se eu tivesse uma filha que se jogasse de um penhasco, também colocaria uma cerca ao redor dele. Vou até o final dele e descanso meus cotovelos sobre ele sentindo o vento gélido bater em meu rosto, fecho os olhos e deixo minha mente transparecer um pouco, eram muitas coisas acontecendo e sentia que viria muito mais.
_Não está pensando em se jogar daí de novo, está?
Olho para trás e vejo Vitor parado a alguns metros de mim. Ele tem as mãos no bolso na frente da calça preta e se aproxima de vagar com um semblante imperceptível.
_Não estou a fim de molhar meu cabelo hoje, quem sabe outro dia. – brinquei.
_Não diga isso nem brincando, Valentina. – falou sério, parando a centímetros de mim.
“_A senhorita passou muito tempo desacordada, uma semana, acredita? Pois é, deve ter sido uma queda feia. Se seu marido não tivesse pulado atrás de você, com certeza não teria sobrevivido.”
A fala de Dr. Richard ecoa na minha cabeça. Nunca soube de fato como sobrevivi à queda, obviamente alguém deve ter pulado atrás de mim e me resgatado, arriscando a própria vida para salvar a minha. Não sei se esse alguém foi Vitor, não sei se ele teria arriscado a sua vida para salvar a minha.
_Vitor, quem pulou atrás de mim?
Vitor juntou as sobrancelhas confuso, mas foi segundos para ele entender sobre o que eu estava falando.
_Acredita se eu falar que fui eu?
_Foi você?
_Sim.
_E por quê? – perguntei.
Vitor suspira, incomodado.
_Não vamos falar sobre isso agora.
_Por culpa? – insisti.
_Valentina, não vamos falar sobre isso agora.
_E quando vamos falar sobre o que você sente Vitor? – perguntei.
Sei que estou entrando em um terreno perigoso e que provavelmente irei sair machucada, mas tenho que saber disso. Tenho que ouvir da boca dele algo que me ajude a saber se estou indo pelo caminho certo para conquistá-lo e se eu o agrado de outro modo a não ser pelo sexo. Preciso ao menos de algum sinal de fumaça, preciso de algo que me faça persistir pelo amor dele.
_O que você quer de mim? – esbravejou.
Ao o ouvir falar assim, sinto uma vontade enorme de me encolher no chão, sua voz saiu fria e me acertou em cheio, esvaziando toda a esperança que eu tinha em estar conseguindo amolecer seu coração. Engulo em seco e sustento seu olhar por meros segundos, já sentindo lágrimas encherem meus olhos.
_O que eu quero de você? – pergunto incrédula. – Quero saber se você consegue sentir algo além do prazer carnal por mim, quero saber se tenho uma chance amando você, quero saber se ainda sou apenas um trato que fez com meu pai para entrar na Costa Nostra. Mas quer saber Vitor?! Acho que já sei a resposta.
Começo a andar em direção a casa, deixando Vitor ali. Limpo com raiva a lágrima que insistiu em cair e me recrimino por estar chorando novamente por ele. Eu já devia saber, Vitor é incapaz de amar alguém, nunca irá responder meus sentimentos, sou uma tola ao pensar que conseguiria um dia me sentir amada por ele.
Tola, tola, tola!
_Valentina! – ele grita, vindo atrás de mim.
Começo a andar mais rápido, porém ele me alcança e me puxa pelo braço, logo depois me segura pela cintura. Grito para que ele me largue, mais é em vão.
_Olhe para mim. – ele pede autoritário, fecho os olhos e as lagrimas rolam livremente pelo meu rosto. – Por favor, olhe para mim.
Ele limpa minhas lágrimas e eu olho para ele.
_O que quer? – minha voz sai manhosa e isso faz com que Vitor me agarre ainda mais, me fazendo sentir seu habitual hálito de menta e café.
_Quero que você tenha paciência comigo, amore mio. – sussurrou. – Lembra-se do poema que eu li pra você? Que dizia que tu, tudo ocupas? Pois então, você vem ocupando a cada dia um espaço em minha vida, isso aqui, — Vitor pega minha mão e a deposita sobre seu peito esquerdo, onde seu coração batia em um ritmo acelerado. – só começou a acontecer quando te conheci. É isso que acontece quando estou com você ou quando você sorri. E me perdoe por ter gritado daquele jeito, mas quando se trata do que sinto por você Valentina, é tudo tão confuso... Eu não sei como reagir ou o que falar. E é por isso que eu te peço paciência, só tenha um pouco de paciência.
Vitor sela nossos lábios por um longo momento e toda a raiva que eu estava sentindo, foi se esvaziando aos poucos, dando lugar aquele típico friozinho na barriga por conta de suas palavras. Era isso que eu estava procurando, o sinal de fumaça.
_Pra sua sorte eu sou uma pessoa muito paciente. – digo não evitando o sorrisinho bobo.
_Para a minha sorte, você é minha. – diz ele.
_Você tem que parar de ser tão possessivo, Sr. Chiacchio. E de ser incrivelmente sexy, também. – digo dando um sorriso fraco, fungando o nariz.
E então seu olhar fica tenso sobre mim.
_Eu te magoei, não é? – pergunta ao encostar sua testa na minha e acariciando minha bochecha. – Puta merda, me perdoe, não foi a minha intenção.
_Tudo bem, parece que se magoar de vez em quando vem no pacote de estar apaixonada por alguém. – falo. – Agora vamos entrar, preciso ir dormir um pouco.
Solto-me de seus braços e pego a sua mão, indo em direção a entrada da casa mais uma vez.
_Claro, iremos partir amanhã cedo. – contou.
Olho assustada para ele.
_Mas já? Acabamos de chegar! – protestei.
_Valentina, não estamos aqui de férias, viemos aqui para que você se entendesse com seu pai e foi isso que aconteceu. Temos que resolver muitas coisas na Costa Nostra ainda, não podemos nos dar ao luxo de ficarmos aqui. – explicou.
Suspiro cansada. Ele estava certo. Ele me abraça de lado e caminhamos até meu quarto, onde tirei minhas roupas de qualquer maneira e me joguei na cama. Não havia percebido o quanto estava cansada até cair no colchão macio e descansar meu corpo sobre ele, fecho os olhos e respiro fundo e ao longe ouço a risada de Vitor. Ele ria de algo e ao abrir os olhos e vê-lo perto da minha escrivaninha, sabia perfeitamente qual era o motivo de suas gargalhadas.
_Não!
Pulo da cama e em outro pulo já estou, literalmente, em cima dele tentando inutilmente pegar minhas fotos de quando eu era criança. Que vergonha!
_Você era uma graça quando pequena. – divertiu-se ele.
_Largue isso Vitor! Quem deu permissão para você mexer nas minhas coisas?
_Essa aqui é você? – perguntou mostrando uma foto onde eu e Lia estávamos vestidas de borboletas, porém, tínhamos decididos pintar nossos rostos nós mesmas e o resultado não foi algo muito agradável. – Dios, se um dia tivermos filhos que façam tanta bagunça como você, estarei perdido!
Saio imediatamente de cima dele e o encaro sem jeito. Filhos... Por que esse assunto sempre aparece nos momentos mais inoportunos? E por que ele sempre me incomoda tanto? Me viro e vou me deitar, sem me importar se ele irá continuar a ver minhas fotos de quando era criança ou se irá achar as minhas incontáveis cartinhas para o Papai Noel. Isso não me importa mais, assunto gravidez e filhos realmente reviram o meu estomago.
_O que foi? Disse algo errado? – perguntou ele se deitando ao meu lado.
_Não, é que... Não é nada. – falei.
Vitor me analisa.
_Está assim porque eu falei em ter filhos? – falou.
Fecho os olhos e respiro lentamente. Ok, ele só disse que quer ter um filho, normal, ele é homem, herdeiro de um grande negócio, precisa de um herdeiro. E um mini Vitor seria... Oh, seria a coisa mais linda do mundo! Porém, seria eu quem daria esse filho a ele, significa que eu teria que parir um! E parir um filho deve doer de mais! E se eu não conseguir? Ou pior, se eu não resistir ou o bebê? Essas coisas acontecem e se viesse a acontecer comigo seria o meu fim! Deve ser por isso que esse assunto me incomoda tanto, vai ver uma parte de mim sabe o risco de ficar grávida, essa sensação de incomodo é puro medo.
_Você sabe que um dia teremos os nossos, não é?
Nossos? Ele se referiu a filhos no plural? Por acaso ele sabe o que é parir um filho? Homens...
_Você quer mesmo? – perguntei tão baixinho que achei impossível dele escutar.
_Adoraria ter uma mini você correndo pela casa, seria maravilhoso. – falou me olhando com intensidade, fazendo minhas pernas tremerem.
_Sendo assim, podemos pedir um pelo correio. – sussurrei.
Vitor dá um sorriso de lado, quase imperceptível.
_Acho que prefiro o modo tradicional. – falou.
_Tem certeza? Pelo correio eles entregam em até dois dias e...
_Amore, não se preocupe, não quero filhos agora. A muitos problemas na Máfia nesse momento, engravidar agora não seria uma coisa muito inteligente, Miguel está quase se descabelando por conta de Alicia, não quero que você passe pela mesma coisa.
_Acha que ela e o bebê correm perigo? – perguntei pensando sobre isso.
_Tudo depende, mas não deixaremos que nada aconteça com ela e com os bebês.
_Acha que são gêmeos?
_São gêmeos. – confessou. – Miguel sempre soube que seriam dois bebês, apenas não sabe o sexo.
Bato no ombro de Vitor incrédula e chocada.
_Como podem fazer isso? Era uma decisão dela, não tinham o direito de saberem disso!
_É um direito dela não saber, mas isso não se aplica a nós! – se defendeu.
_Se você fizer isso comigo, eu te mato! – falo sem pensar.
Vitor dá um sorriso de banda.
_Isso quer dizer que você também quer? Um filho? – perguntou.
_Vamos dormir, ok? – desconversei. – Boa noite, Vitor. – virei para o outro lado ainda com essa coisa martelando na minha cabeça.
Querer um filho, todos quer. A parte difícil é ter um filho.
****************
O dia amanheceu nublado na cidade de Palerma nesta manhã, ajudando o clima de despedida na casa dos Baldocchi’s. Valentina apenas queria aproveitar todo aquele clima melancólico e deitar em sua cama, debaixo de vários cobertores e assistir um belo filme de terror acompanhado de pipocas e refrigerantes. Porém, o jatinho já estava à espera dela, de seu marido e também a de Josué para levá-los de volta a Chicago e ela sabia que não haveria uma chance se quer de Vitor permitir que eles fiquem mais um dia ali, como ele mesmo disse, as coisas na Costa Nostra não andam muito bem e pioram a cada dia. E ciente desse fato, Valentina já que devia ser esse o motivo pelo qual seu pai a convocou para uma rápida reunião em seu escritório antes que ela fosse. Apenas ele e ela, pai e filha.
Vitor ficou tendo uma conversa informal com a mãe de sua esposa, Catarina queria conhecer um pouco mais sobre o homem que conquistou sua filha, queria se aproximar dele, pois sabe o quanto isso é importante para ela e Valentina se sente grata por isso.
_Me chamou? – disse ela ao entrar no escritório de seu pai.
_Sim, entre, precisamos conversar sobre um assunto em particular. Sente-se. – disse apontando para a cadeira a sua frente.
Valentina se senta rapidamente e se acomoda na cadeira. Seu pai pega uma pasta em uma de suas gavetas e a entrega para filha que, contrariada, a pega, perguntando o que era.
_É seu próximo trabalho. – responde. – E para o bem de todos querida, é melhor que se saia muito bem.
Valentina abre a pasta e de depara com a foto de Valentin, a fazendo arquear as sobrancelhas, o que a deixa ainda mais confusa é que não é apenas a foto e os dados de Valentin que estão ali, a de Vitor e de todos que trabalhavam para ele também estavam.
_Pai, o que significa isso? – pergunta checando o conteúdo com mais precisão.
_Valentina, quero que você preste muita atenção no que eu vou te falar e peço também que deixe de lado suas emoções e foque cem por cento nisso. Entendido?
_Pai, por favor, o que significa isso? Você por acaso duvida de alguém dentro da Máfia de Vitor?
_Eu duvido de todos e tudo, querida.
A cabeça de Valentina parece girar em vários sentidos, a deixando confusa e desnorteada, afinal, onde seu pai queria chegar com aquilo?
_Se não confia nele, por que fez com que eu me cassasse com ele? – perguntou ela com mais convicção.
Augustos respira fundo e passa as mãos pelo rosto, ele sabia que isso não seria fácil, principalmente para a filha.
_Já te contei o motivo disso. Valentina o que eu quero que você faça é que analise cada um que está ai na pasta e depois, faça uma analise pessoal da pessoa. Veja se tem algo que os ligue com Valentin ou com outra organização mafiosa, estude-os e se alguém chamar a sua atenção, me avise.
Eram muitas pessoas naquela ficha, algumas Valentina não chegou a conhecer pessoalmente e outras já havia visto no Quartel em Chicago. Algumas são de alto escalão dentro na Máfia, outras nem tanto, mas o que mais incomodava Valentina é que a família de Vitor também está ali, seu pia, seus irmãos, Alicia... O que uma mulher grávida cheia de amor podia fazer contra eles? Mas ela também entendia o lado do pai, confiança é algo muito difícil dentro da Máfia. E agora ela terá que desconfiar de todos...
_E o mais importante, não conte isso para ninguém. Nem mesmo para Vitor, isso será entre mim e você, certo?
_Mas pai, Vitor é meu marido, ele não iria fazer algo...
_Os Chiacchios foram expulsos por um motivo Valentina... Traição. Vamos nos certificar que não serão eles os culpados dessa intervenção mafiosa. E mesmo que você o ame, minha querida, quem nos garante que ele sente o mesmo por você? Quem nos garante que ele não tenha um plano para acabar com nossa família e assim por diante?
Aquilo dói nela, pensar em ser traída novamente pelo o homem que ama é terrível. Ela não iria suportar. Mas algo dentro dela diz que aquilo não passa de suposições, algo que logo irá cair por terra e assim, tudo voltaria ao mais normal possível.
_Foi você que o colocou em nossas vidas e agora cria todo esse complô, não estou te entendendo. – falou sem deixar que a dor se tornasse perceptível.
_O que não entendo é toda essa coincidência, filha. Vitor aparecer no mesmo instante em que eu preciso te colocar dentro da Máfia, Valentin reaparecer e começar uma guerra contra nós. E você sabe que coincidência...
_Não existe dentro da Máfia. – completou. – Tudo bem, eu irei fazer i que está me pedindo, mas que fique claro que o senhor está errado. E eu irei provar.
Valentina termina a reunião com seu pai e parte para Chicago, ainda com a conversa que teve com ele martelando em sua cabeça. Em casa, Augustos tenta acreditar na filha, porém ele sabe que se tiver algo que precise ser descoberto, ele não medirá esforços para descobrir, nem mesmo Valentina, mesmo que isso a machuque.
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