A Mystery of Summer
2 Protect Your mind
POV Luna
Sinceramente, eu até entendo a animação do Mike, mistérios são demais. Mas tipo, eu acho que quando você se depara com uma pessoa que mal viu a luz do sol porque passou praticamente todo o tempo dentro de um sótão não é lá uma coisa muito legal de se ver. Provavelmente eu pareceria do mesmo jeito, mas minha fome gritou mais alto.
Agora lá estávamos nós subindo as escadas para o sótão onde o Mike disse que teria algo surpreendente.
– E então, o que você tem para nos mostrar? — Questiono com um olhar bem analítico.
– Vejam vocês mesmos. — Responde ele abrindo a porta.
Um silêncio ensurdecedor se instala na sala por certo tempo, eu não podia acreditar no que estava vendo.
– Illuminati. — Digo em uma voz baixa surpresa.
– Quem? — Pergunta Mabel com uma cara de desentendida.
– O cara triângulo que vive no plano do subconsciente. — Tento resumir de forma precisa.
– Isso eu sei. Mas não sabia que ele tinha esse outro nome, normalmente chamamos ele de Bill Cipher.
– Então, vocês já conhecem ele? — Pergunta Mike.
– Infelizmente mais do que isso.
–Okay, okay, mas isso não importa agora. Mabel me dê seu casaco e me diga que veste algo em baixo disso... a tanto faz.
Ele tira o casaco e felizmente vestia uma blusa sem manga por baixo. Assim, Mike cola a figura do casaco no quadro com um grande símbolo do Bill com imagens em volta, o boné do Dipper também se encontrava lá, e este, aliás, juntamente com Mike ficavam cada vez mais animados com se tivessem descoberto o sentido da vida enquanto eu só olhava pra aquele quadro estranho que ele havia montado.
–São os mesmos símbolos e bem, segundo todos os eventos que ocorrem aqui segundo o que você me contou, tudo trás à uma ligação estranhamente lógica: provavelmente poderia ser algo de outro mundo como seres que entram na sua cabeça e Bill é um desses seres, pelo menos é a coisa mais lógica a se propor e essas reações estranhas levam a crer que um portal, ou seja, uma fenda está ligando nosso mundo ao de Bill, entenderam? – Explica Mike disparadamente.
Logo nos encara sorrindo, enquanto conversava com Dipper, acho que queriam privacidade, assim, eu tirei a Mabel de lá.
– Acho que já basta de coisas de nerd por hoje. -diz ela rindo
– Mabel, por um pequeno momento entenda, o que o Mike acabou de dizer é algo sério. Tipo, muito sério mesmo. Ele está falando de um possível apocalipse, o fim do mundo.
– Tudo por causa do Bill? Sério mesmo? Consegui derrotar ele com cócegas.
– Pera, o que? Ele não pode se manifestar nesse plano, a menos é claro... — Agora as coisas faziam mais sentido. — O Dipper já foi possuído suponho, mas ele não cairia facilmente nessa, o que leva a pensar que o Bill fez um acordo com ele, oferecendo em troca algo que ele estivesse literalmente desesperado para conseguir.
– Você lê mentes?
– Não, só sou boa observadora. Enfim, que tal tomarmos um milkshake na minha casa, preciso pegar algumas coisas.
POV Dipper Pines
–Dipper o que nós temos aqui valeu meu verão todo! Nós poderíamos nos tornar os maiores cientistas do mundo! Só usando isso! Além de todo o resto que você e seu tio avó Ford também sabem. Nós, podemos juntar tudo isso e pronto! – Faço um movimento com as mãos. — Temos quase todas as peças desse quebra cabeças maluco e gigante que é Gravity Falls!- Diz Mike com um sorriso gigantesco no rosto, de dar até arrepios.
–Sim... Porém, ainda temos muito trabalho pra fazer. Temos de estudar e mergulhar nossas cabeças nisso! Como... como... se amanhã fosse o fim do mundo! – Respondo rindo.
–Ei cara fala isso não. A gente tá falando de Gravity Falls.
– Ah, sim, claro. Eu já sabia.
Assim nos olhamos e começamos a rir.
–Não é sério mesmo dependendo do que estamos vendo aqui. Amanhã pode não existir. Então partiu investigação!
.Eles descem correndo com o quadro e tudo mais em direção ao laboratório do Ford, que demorou um pouco para atender o pedido dos dois, mas que quando viu o que tinham, passaram a tarde inteira juntos.
–--- Mais tarde no quarto...
–TU TU TU! Chegamos!-diz Mabel jogando um monte de confetes para todos os lados. Aliás, a Luna estava junto com ela. — Vocês ficaram nisso a tarde toda, garotos?! Pfttttt! Assim vão acabar explodindo seus cérebros.
–Ei Dipper, ligue o vídeo game! Vamos fazer uma pequena pausa com "a masmorra do Sol Três". – Sugere Mike rindo.
–Ei porque têm papéis quadriculados na minha cama? Isso é um lugar de diversão e de bichinhos de pelúcias! E não para qualquer treco que vier parar aqui. -Ela resmunga pegando os papéis e colocando na cama do irmão.
–Aliás onde você vai dormir aqui?- Pergunto, ignorando a ofensa da minha irmã, obviamente, ela não entendia a complexidade de um papel quadriculado.
– O tio Ford me emprestou um colchão. Acho que já serve, mas não prometo que vou ficar dormindo, porque bem, quadros de teorias são viciantes. – Responde Mike apontando para os quadros pregados na parede.
– É confesso que é inegável resistir a um quadro de teorias. — Admito.
– Bem meninos, acho que já passaram tempo demais nesse quadro de teorias, que tal nos divertirmos um pouco? — Convida minha irmã com o sorriso animado de sempre.
– Mabel, isso que estamos fazendo agora é divertido.
– Eu sei que teorias de conspiração são legais, mas, não poderíamos nem por algum tempo passear na cidade ou assistir programas como Pato Detetive?
Na verdade não estava com nenhuma vontade de ir, eu passei todo o tempo desde que cheguei aqui investigando esses acontecimentos e agora além do Ford eu tenho o Mike para desvendar esse mistério intrigante que é o sobrenatural.
– Não Mabel um quadro de teorias é tudo o que eu e Dipper precisamos por hoje não tem nada mais legal que isso conspirações mistérios o fim do mundo criaturas de outras dimensões. – Responde Mike por mim.
–Bem Dipper, vejo que arrumou um amigo como nós. — Comenta Ford sorrindo para os dois ao entrar no quarto.
–Sim senhor. Agora é a nossa chance de descobrir todos os segredos de Gravity Falls!
–Bem garotos, não se empolguem tanto, ainda temos muito a descobrir e realmente esse quadro que montaram é intrigante. Além de muito perigoso – Comenta ele baixinho, mas mesmo assim ouvimos. – Então acho bom termos certo cuidado.
–Ei tio avó Ford a Luna pode dormir aqui hoje?! Pode? Pode? Pode?!Deixa! Deixa! Deixa! Por favor! – Implora Mabel com os olhos arregalados pra o tio Ford, ignorando totalmente o fato de o que descobrimos ser perigoso.
–Okay Mabel, ela pode dormir aqui.
Assim, Mabel sai satisfeita puxando Luna pelo braço.
– Dipper e Mike, eu não sei se deveria envolver vocês nisso, suas descobertas foram muito brilhantes, mas o assunto é realmente sério. Estão mesmo preparados para correr riscos?
– Tudo pela descoberta. – Responde Mike.
– Aceito esse fardo em minha vida. – Responde de forma dramática, tentando disfarçar o pequeno momento de hesitação.
–Okay, agora foco, não podemos esquecer nenhum ponto qualquer acontecimento desde temperatura nuvens terra isso também pode mostrar algo.
– Foco? Foco é o meu sobrenome.
– Pensei que fosse Pines. — Argumenta Mike em um tom sarcástico.
– Você entendeu. — Respondo enquanto o tio Ford dá uma pequena risada.
– Bem garotos, vamos ao laboratório, devo ter mais algumas anotações importantes lá.
Assim, após passar pela máquina de salgadinhos lá estava o laboratório do Ford, ah, sinceramente, aquilo que eu chamava de paraíso: máquinas, papéis cheios de teorias e pesquisas, experimentos, invenções...
– Nunca canso de vir aqui. — Comento para o Mike, que concordou com a cabeça.
POV Mabel Pines
Nem a Grenda nem a Candy puderam vir para a festa do pijama, queria que elas conhecessem a Luna, mas tudo bem. Na verdade, eu queria mesmo que o Dipper e o amigo deles estivessem aqui, mas, bem, desde que o Ford apareceu, ele anda mais obcecado que o normal por esses mistérios.
– Hey Luna, quer fazer o que?
– Bem, não sei, que tal uma partida de xadrez?
– Digamos que xadrez é um pouco complicado. — Ela dá uma pequena risada, mas aceita a resposta, de repente, em meio as coisas que ela trouxe vejo algo brilhante que me chama a atenção. — Ei, para que é esse tubo de metal?
– Isso? É um telescópio, obviamente desmontado, os pés dele estão aqui. — Responde ela segurando uma peça. — Que tal testarmos?
Algum tempo depois, lá estava Luna e eu fora da Cabana à noite observando as estrelas, estava bem divertido, eu fiz uma nova constelação: "Bigode cintilante". Até que de repente sentimos um leve tremor na terra, que quase quebra o telescópio. Assim, fomos correndo para dentro da Cabana que, aliás, estava com todas as quinquilharias do Stan praticamente no chão.
– Mabel! Luna! Aqui no laboratório, é mais seguro. — Grita Dipper ao lado da máquina de salgadinhos.
– Ir para o subsolo? — Questiona Luna.
– O tio Ford que projetou, lá é seguro.
Luna estava um pouco relutante em ir, tive que puxá-la. Lá em baixo era como se a Terra estivesse em uma soneca profunda.
– O que foi isso? — Pergunto.
– Tecnicamente um terremoto, diria de baixa magnitude. — Responde Mike ajustando os óculos.
–Nerd. -Ela da uma risada e da um soco amigável no braço do Dipper e do Mike.
–Ei Mike, vamos reforçar sua cabeça assim como a de Dipper ou como a minha que é de metal. – Oferece Ford, mal dando atenção para o fato de estar ocorrendo um terremoto.
–Só pode estar brincando que é de metal. – Diz Mike com uma risada.
Assim, o tio Ford dá um soco na cabeça que faz um barulho de metal.
–A sim, não está brincando, deve ter doido. – Comenta o garoto que agora parou de rir e estava com uma cara de sério.
–Um pouco, mas agora vamos lá reforçar sua cabeça pra que não seja enganado pelos truques do Bill.
Ele põe aquela engenhoca na cabeça do Mike e ficamos ali conversando.
–Bem o que exatamente liga o nosso mundo com o de Bill? — Pergunta Mike olhando para o Tio Ford. – Quer dizer, além do portal obviamente.
–Bem é praticamente a nossa mente, mas existe uma passagem material, o portal, que no caso seria essa fenda aqui. – Responde ele mostrando uma mancha flutuando dentro de uma pequena cúpula. — Ela pode provocar o fim do mundo ou seja a conexão do mundo de Bill e o nosso.
– Interessante... — Argumenta Mike pensativo. — É pura matéria escura...
– Levemente misturada com componentes únicos que permitem uma espécie de teletransporte interdimensional... — Interrompe Luna quase que perdida em seus pensamentos.
– Que faz um contado direto com o subconsciente. — Completa Mike. — Podemos dizer que somos dois nerds. — ele sorri olhando pra ela.
–Mas bem, se Bill encostar uma partícula nisso, tudo acaba de uma vez, ele vai destruir nosso mundo. Ele só está esperando a hora e a pessoa certa para possuir. — Argumenta Dipper com uma expressão séria.
– Pfttttttt!A gente já derrotou ele com cocegas maninho, esqueceu? Não deve ser tão ruim do jeito que você está falando. – digo.
–Mabel isso é sério o nosso mundo está em jogo. – Responde meu irmão acabando com toda a graça, se é que ele tinha isso.
–E tem mais para a gente se prevenir, será necessário muito preparamento. — Lembra Ford.
–Sim, mas antes, temos que ter certeza de que está tudo 100% seguro com essa fenda, ela tem que ficar bem guardada, se não o lance pode fica bem sério. Porém, desde que a gente tome o maior cuidado, tudo fica tranquilo, certo equipe mistério?-diz Mike
–Vocês até inventaram um codinome eu mereço será que todos aqui são nerds? -Questiona Mabel revirando os olhos e saindo do laboratório. – Vou ver o tivô Stan.
POV Dipper Pines
Podia ser só impressão, mas por um momento Mabel não pareceu gostar muito da ideia, enfim, se ela quisesse voltar ela voltava.
– E então pessoas, por onde começamos? — Questiona Luna.
– Bem, primeiramente precisamos garantir a segurança desse artefato. A casa está protegida com o cabelo de unicórnio, mas a questão é o que está em volta dela, é ai que mora o perigo. — Explica do tio Ford.
– Então quer dizer que não deveríamos em qualquer circunstância tirar a rachadura interdimensional da cabana?
– Exatamente. Sendo assim, só precisamos fazer um local aqui na casa que seja especialmente para abrigar tal artefato.
– Obviamente, necessitamos de uma tecnologia bastante avançada para isso, o que não temos aqui na cabana. — Alerta Mike observando os objetos do laboratório.
– Bem, eu acho que sei onde podemos achar...
– Onde? Eu acho que dá pra fazer algumas coisas com algumas sucatas daqui, mas nada que possa ajudar tanto assim, o que tem em mente?-olha Mike sorrindo para Luna com cara de curioso.
– Digamos que eu talvez tenha algumas peças em casa, nada muito espalhafatoso, mas acho que serve para a situação, juntando o que temos aqui com o que tenho em casa, deve dar para fazer 90,2% da máquina. Já o restante, bem, estamos tratando de algo muito além da compreensão humana, sendo assim...
– Deve ser algo além dos limites humanos, algo extraterrestre. — Completa Mike acompanhando o raciocínio da garota.
– E é exatamente ai que mora o perigo. Eu realmente não gostaria de usar essa opção, mas talvez o fim do mundo possa ser pior... — De repente, algo começa a tocar "It has begun" do Starset — Ah, um momento, por favor. Alô... sim... sim... o que? não, não, é claro que não ... sim, tudo bem. — Diz Luna ao colocar seus fones de ouvido com um pequeno microfone, logo ela dá um suspiro e desliga. — Enfim, me encontrem amanhã à noite nesse endereço. Obrigada por tudo. Fui!
Logo, sem dar tempo para nenhum questionamento a menina agradece e sai pela porta do laboratório, foi possível ouvir ela se despedindo da Mabel e dizendo que não poderia mais dormir aqui.
– Bem garotos, não sei no que ela está pensando, mas até lá, acho melhor vocês descansarem um pouco, vocês estão nisso há quase 30 horas seguidas. — Diz o tio Ford. — Mais tempo do que eu, isso definitivamente não é bom. Será muito mais proveitoso se vocês tirarem um cochilo agora.
Mike e eu queríamos protestar, mas aparentemente, os argumentos do tio Ford eram mais convincentes.
POV Mike
Dormir? Isso era praticamente impossível quando você sabe que o futuro do universo está em suas mãos e que isso não é ficção científica. Mas infelizmente, existe uma parte no seu cérebro responsável por manter a ordem, e ela imediatamente fez com que meus olhos se fechassem.
Em meu sonho estava bem no meio de um labirinto, as paredes do mesmo eram bipolares, de um lado era tudo coberto por plantas, e do outro era totalmente feito de mármore branco. Acho que ninguém viria me resgatar, então seria bem melhor se aventurar pelas infinitas opções de caminho, do que morrer de fome.
A medida que caminhava, as paredes apresentavam mais opções de materiais: gesso, trepadeiras, tijolos, metal, raízes, mas em especial mármore negro. Não adiantava para onde eu andava, todas as opções mudavam, mas sempre, sempre aparecia mármore negro. Assim, após testar algumas vezes, achei que seria melhor passar só por esse caminho.
Após andar o que me pareceu uma eternidade chego à uma espécie de palácio, mas não aqueles dos contos de fadas, totalmente o oposto. Só para começar, As escadas que levavam até a entrada eram iluminadas por estátuas de esqueletos segurando tochas de caveiras, se é que aquilo eram mesmo estátuas. Dar meia volta seria uma ótima opção, mas bem, não era possível, a passagem por onde entrei, se fechou.
Enfim, a medida que subia os degraus, haviam alguns falsos, que quase me faziam cair, felizmente e estranhamente, eles eram em uma sequência, 2 bons, 1 ruim, 3 bons, 1 ruim, 4 bons... Quando finalmente fiquei frente a frente com a entrada, pude perceber que ela era vigiada por dois cães infernais, agora você deve estar imaginando como eles são, e acredite, eles são bem piores, eles podem fazer uma matilha de lobos com raiva sair correndo feito ratinhos de laboratório. Mas felizmente eles não fizeram nada além de dar um super, hiper, mega e gentil rosnado enfurecido para mim, nada além disso, nem mordidas nem mortes, parecia que foram avisados da minha chegada.
Assim, volto meu olhar para a porta e confesso que talvez seria mais interessante brincar com aqueles dois cães infernais. Bem a minha frente, estava o símbolo, aquele mesmo símbolo, "isso, definitivamente, não é nada bom" pensei.
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