A Musica Do Meu Anonimato.
7 Capítulo 7
Notas iniciais
— Namora comigo Evangeline.
Por uns instantes não falo nada. Fico pensando em tudo o que aconteceu, e que está acontecendo. Uma pontada de medo bate na porta, e me lembro da última vez que me fizeram este pedido.
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— Evangeline, sei que nunca fomos muito próximos, mas isso pode mudar. Namora comigo?
Foi esse o ridículo pedido que Alison Carrol me fez uma vez no primeiro ano do colégial. E eu boba, por me darem atenção aceito. Alison era o mais popular da turma na época, e eu não tinha chance nenhuma.
Nossa namoro foi sem graça e bobo, mas era conhecido por todos na escola. O popular que ficou com a Nerd. É claro que isso deu errado. E em um dia onde todos os alunos estavam reunidos no refeitório pois o pátio fora pego por uma horrível chuva. Ele se declarou para outra garota, no meio de todos. Uma popular como ele dessa vez. Mas sem nem ter terminado comigo, e eu vi tudo de camarote.
A garota ainda teve a audácia de perguntar de mim, e ele responder.
— Eu não namoro traste. Só queria nota boa em história.
Aquilo acabou comigo destroçou cada pedaço de mim. Tudo bem que tive minha vingança. No ano seguinte estava com o corpo todo formado, e era basicamente a única Ruiva de verdade do local. Os meninos choviam, loucos para tentar ficar com a Nerd sexy, como diziam, e ele logo foi deixado de lado. Porém acabei não me recuperando muito bem, ainda tenho medo de acabar machucada.
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Ainda encaro o Jay, meio surpresa. Sem saber se devo ou no aceitar.
— desculpe se estou sendo precipitado.- ele suspira.- mas...
O interrompo com um beijo antes que diga qualquer coisa, antes que o medo me tome conta.
— eu aceito.- respondo ao pararmos para respirar, o que faz ele me beijar ainda mais.
— então ele é todo seu.- murmura sorridente enquanto põe a aliança de namoro em meu dedo. Paro para observa-la melhor. É prata, como a maioria é, e toda entrelaçada até formar um lindo coração no topo, que era preenchido por alguma pedra até que grande. Nunca havia visto coisa mais delicada. Me aproximo mais para analisar a pedra.
— Ah meu Deus Jáck, me diz que isso não é um diamante!- digo horrorizada ao imaginar o valor daquela peça. — isso deve ter custado os olhos da cara!
— Se é tão importante, tudo bem.- ele ri.- isso aí não é diamante.
— Eu não ligaria se fosse falsa, o que me importa é o preço que gastou para me dar isso.
— Você merece, anjo, não vamos discutir isso.- ele me beija.
.......
— Desculpa amiga, desculpa, desculpa, desculpa, desculpa, desculpa!- minha amiga pedia arrependida de ter brigado comigo.- estava tão perdida em minha paixão platônica por ele que nem percebi que nunca ia dar certo, e que eu estava Perdendo a chance de ser feliz com alguém, e talvez fazendo você perder a sua.
— Eu nunca teria ficado com ele se soubesse quem ele era, não teria feito isso com você.
— Eu sei, é esse seria um erro. Olha isso, não foi você que comprou, foi?
Olho para a delicada aliança, sinto um pouco de vergonha e olho para o chão corada.
— Ele me pediu em namoro ontem. Foi muito rápido, mas acho que se ficassemos prolongando nunca ia pra frente, por que sabe como sou covarde.- a encaro ainda um pouco tímida.
— Viu, você gosta dele line, e não porque ele é um cantor, como eu fazia, como ele é de verdade, por isso me desculpa.
— Lou, eu não estava brava e nem estou não precisa se desculpar, as vezes acontece.- dou de ombros.
— Eu sou a pior amiga de todas, tem como eu me comparar a você?
— Você é maravilhosa do seu jeito.- a abraço, feliz por aquilo ter acabado rápido.
— Me conta da nova agora, Liam?- arqueio as sombrancelhas e minha amiga ri.
— Ele me abordou e acabamos tomando um drinque, foi aí que eu percebi que JayJay era apenas uma ilusão.
— hum.- sorrio maliciosa por ter minha vez.- tenho certeza que foi só is...
Sou interrompida por um celular tocando, o meu, vou atrás dele e o encontro na cama de Max.
— Sem vergonha.- revirou os olhos e atendo o telefone que ainda toca. — Oi Jay.- sorrio enquanto dou um brinquedo ao meu cão.
— Oi ruiva.- ele não parava de me chamar de ruiva mesmo com o namoro.- como você tá?
— Não podia estar melhor.- rio.- e você?
— ótimo, mas estaria melhor se pudesse vir aqui.
— Eu? Não sei, minha amiga tá aqui.
— Traz ela, é que eu preciso de você pra um negócio rapidinho.
— Tá bom, mas me diz uma coisa Liam está aí?
— aquele mala? É ele tá aqui sim.
— hoje é melhor dia da vida da louisa.- rio.- chegamos em dez passos.
Desligo o telefone e vou correndo até a sala. Lou está sentada mexendo em Cel, provavelmente olhando os fanclubs do Jay.
— Era sua mãe? Porque você demorou um monte.- ela pergunta tirando os olhos do aparelho.
— Não, mas não importa.- sorrio mais.- que tal realizar seu sonho hoje?
Rio ao ver os olhos da minha amiga brilharem.
— Era o Jáck?- pela primeira vez ouço ela pronunciando o nome dele em vez do apelido artistico, talvez por um pouco mais de respeito?
— Sim, e ele pediu pra eu ir lá, mas não posso deixar você aqui né.- ela solta um gritinho, mesmo que eu saiba que ela está tentando controlar a ansiedade.- vem, ou vão chamar a ambulância.
— nem tem como dar desculpa de trânsito.- ela gargalha e sigo sua ação.
Saímos de casa, nem levamos nossas bolsas, Lou apenas insistiu que levassemos os celulares, o que obviamente foi fácil concordar.
— Buenas tarches senhoritas.- Liam abre a porta e nos cumprimenta com seu espanhol fajuto.
— Vai ter que assistir muitas aulas ainda.- comento brincalhona e entro na casa, seguida de minha escudeira.
— Vai me ver falando fluente até o final do mês que vem.
— Hablando, já vai treinando desde agora.
Olho para minha amiga e pela primeira vez a vejo sem palavras. Sim pessoas. Louisa Rojas ficou sem palavras. Ela observava a gigantesca casa animada, parecia uma criança em uma loja de doces. Mas quando entrei ali pela primeira vez, não posso dizer que estava diferente, agora, depois de uma três vezes, eu já estava me acostumando.
— Ruiva.- vejo meu moreno preferido vir da sala de estar. Mas atrás de si vinha outro homem, muito engomado em seu terno. Jay vem até mim e me beija levemente. — essa deve ser a famosa Louisa.
— há, famosa.- ela sorri irônica com o comentário do cantor.- só na lista telefônica mesmo, prazer.
Eles trocam apertos se cumprimentando, mas sei que pela cara de Lou, a garota quer se jogar no cantor e tirar um monte de selfies.
— Esse é o doutor Alonsy, ele é um renomado advogado.- Jay apresenta e o homem apenas acena com a cabeça.
— Lou se importa de ficar só um pouquinho com o Liam?- pergunto já sabendo que precisarei estar junto, afinal, se não fosse pra isso ele nem me chamava.
— Ela não se importa nem um pouquinho.- Liam responde por ela passando um braço por seus ombros.
Jay indica o caminho é acabamos parando em um escritório, não muito grande, por que Jay deve odiar tratar da parte burocrática.
— Porque me chamou?- sento abraçada por ele.
— Anjo, lembra do programa?
— Impossível esquecer.
— Vamos proceça-lo.- diz como se fosse a coisa mais simples do mundo, e talvez fosse para ele.
— E com que motivo?
— Invasão de privacidade. — é a vez do advogado se pronunciar.- Aquela é uma propriedade privada e vocês estavam em um momento particular, por tanto aquelas fotos foram uma invasão.- coro um pouco ao perceber que a frase saiu um pouco estranha, Jay aperta uma de minhas bochechas mesmo sem olhar para mim.
— Isso Não está me convencendo.- estreito os olhos para o meu namorado.- Não está fazendo isso só porquê eu odiei sair num site de fofoca, está? Afinal, eu já vi o senhor em um monte deles o tempo todo.
— Talvez você tenha um pouco a ver.- ele ri passando a mão em emu cabelo ruivo.
— Jáck!- repreendo.- vai se arriscar num negócio desse só pra fazer a minha vontade?
— É bom ver que não é mimada como as mulheres a quem atendo, senhorita Morford, mas duvido muito que seu namorado vai estar arriscando algo, suas chances de perder são abaixo de zero.
— E já estou cansado dessas baboseiras, eles tem que ver quem é que manda, ninguém meche no que é meu.
— Está dizendo que sou sua?
— Totalmente minha. -ele me beija, mas não exagera para não constranger o advogado.
— Se é assim. — me viro para o doutor Alonsy e sorrio.- Faça seu trabalho.
......
-Tudo bem, Lou, não tem problema.- rio da Roja, que quase mordia os dedos.- ele não vai ficar bravo.
-Mas se ele já está num processo contra isso, ficará irado.
— Ele não quer derrubar os fãs sua louca, o que seria da carreira dele? Ele só está defendendo o direito de privacidade, que todo mundo tem.- digo.- os fãs não costumam ter acesso ao que não é publico. As grandes empresas tem recursos o suficiente para descobrir potinho por pontinho por pontinho da vida do famoso.
— talvez tenha razão, então acha que ele vai me dar um autografo?
-Descubra, horas.- rio.
— Chegamos.- ouvimos os meninos anunciarem.- Sorvete de morango, flocos, chocolate, creme, abacaxi, menta e caputino.
— Vocês querem fazer um estoque de sorvete em pleno inverno?
— Puff, isso aqui? Depois de amanhã já não tem mais nada.
Rimos dos dois palhaços, quem é louco de tomar sorvete no inverno de Londres? Parece que eles não tem medo de uma hipotermia.
— Vocês acreditam que o local que vende sorvete mais próximo tá fechado.
— Ah, nem imagino o porque, será que aconteceu alguma coisa com a dona?- pergunto irônica. Eu não havia aberto a cafeteria hoje porque havia sido rápitada por aqueles três doidos.
— Do que vocês querem?
-Quero caputino, por favor.-peço.
— Traz de chocolate e de menta pra mim amorzinho da minha vida.- Liam bajula.
— Você pega o seu, mané.
— Nossa, mas eu acabei de me declarar pra você!- ele finge drama, ponho meu braço e seu ombro.
— Tarde de mais, fui mais rápida.- pisco pra ele de brincadeira.
— E você Lou?- minha amiga parece ficar emocionada por seu ídolo chama-la por seu apelido.
— Quero de creme e flocos.- ela pede.
O meu celular toca, suspiro estava cansada daquele monte de ligações. Vejo que é minha mãe, então nem saio para atender.
— Oi mãe.
— Oi filha, você está bem?
— Sim, e você?
— Ótima, você vai vir no sábado?
— Irei mãe.- quando dou minha resposta vejo minha amiga prestar mais atenção em minha conversa.
— E vai trazer alguém?
— Talvez eu leve.- Lou sorri malefícamente como se planejase a morte lenta das minhas primas.- agora tenho que ir, mas tarde te ligo, ok?
— ok, beijos.
Como se eu nem tivesse parado para atender o telefone continuamos nossa conversa divertida. Liam quase nos matava de tanto rir, era um palhaço nato.
— Acho que todos nós já sabemos que carreira te espera.- Louisa fala enquanto recupera o fôlego de tanto rir.- O circo está te perdendo.
— Senhoras e senhores, hoje mostrarei a maior aberração deste mundo. O temível Jayckson.
Rimos mais ainda, e jay taca a sua almofada nele, mas sem deixar de rir também. O meu moreno se levanta e vai até o quintal sem dizer nada e volta com as mãos atrás do corpo. Ele se aproxima de seu melhor amigo é antes que ele fale qualquer coisa enfia neve na cara do outro.
— Cacete, tá frio, frio, frio, frio, frio, frio.- Liam começa a pular loucamente porque a neve entrava na sua roupa, perco o ar de tanto gargalhar. O cara vai até em frente a lareira e fica sambando ali.- Viado.
Ele corre atrás de Jáck,e vão em direção ao lado de fora. Começam uma guerra de bolas de neve. Eu e Louisa estavamos num lugar distante deles tentando ficar protegidas.
Mas quando sinto uma bola de neve vir e mim entro na brincadeira, e faço que Lou entre também trancando neve nela.
Ficamos naquela guerrinha até que todos tivemos de entrar por causa do frio.
.....
De noite eu tomava um chocolate quente deitada no colo de meu novo namorado. Liam havia ido levar Lou em casa e eu fiquei com Jay, por sabia que sobraria se fosse.
— Você é o anjo mais lindo do mundo.- ele diz enquanto acaricia meus cabelos.
— Achei que as ruivas eram as bruxas.- comento enquanto aproveito meu colo.
— É, você tem razão. É uma bruxa terrível que conseguiu me enfeitiçar para roubar meu coração.- ele faz cossegas e depois puxa meu rosto de leve e me beija.
— Jay, posso te pedir um favor?
— Depende.- rio de seus olhos estreitados tentando adivinhar oque eu ia pedir.
— Vai ter um almoço na minha mãe sábado, a família vai estar toda lá, e eu queria que você fosse.- beijo de leve seus lábios.- mas se não quiser não precisa ir, vai ser insuportável.
— Eu quero ir.- ele me aconchega mais em seu colo, como se me ninasse. — Se for chato eu te distraío um pouco.- beija meu pescoço me fazendo arrepiar.
— Te amo.
— Te amo também.
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