A Musica Do Meu Anonimato.
4 Capítulo 4
Notas iniciais
— 4 mil seguidores, Max!
Eu estava sentada em meu sofá comendo pipoca enquanto olhava abismada as minhas redes sociais, e Max estava em meus pés, me olhando como se entendesse cada palavra. Pasma eu tentava entender os 3 mil e 900 seguidores que apareceram do nada no meu Instagram.
— Com certeza tem alguma coisa a ver com esse JayJay, mas de onde ele me conhece?- me pergunto.- na verdade nem deve conhecer, deve estar tentando só chamar a atenção.
Max apenas se acomoda um pouco mais na coberta. Estava um frio do cão e tinha previsão de nevar está tarde.
O show havia cido um sucesso no dia anterior. As pessoas tinham adorado tanto que Elaine havia me pedido pra cantar na próxima festa que teria. Mas dessa vez fazendo um número solo, sem a banda, afinal ela já tinha um vocalista e a minha voz não tinha nada a ver com a do Cayow. Disse a ela que ia pensar no assunto.
Além disso devido aos postys do cantor, muitas pessoas me procuravam nas redes sociais querendo saber se eu era alguma coisa dele. Olha só! Blargh.
Me levanto do sofá com o intuito de fazer o jantar. Mas mal assendo o fogo e a campainha toca.
— Quem será que saiu de casa nesse frio?- vou até a porta um pouco desanimada e a abro.- sim?
— Ruiva?- o moreno pergunta surpreso, reviro os olhos.
— Evangeline.- digo.- deseja algo?
— Desculpe incomodar, mas é que a minha chave está com meu amigo e eu estou do lado de fora.- ele explica meio sem graça.- eu posso ficar aqui na sua varanda enquanto espero ele chegar.
Olho para minha varanda e depois volto meu olhar para Jáck, suspirando em seguida.
— Vai começar a nevar em breve, porque não entra?- abro mais a porta e faço um gesto indicando pra que ele entre. O moreno entra, ainda um pouco envergonhado.- estava fazendo o jantar. Aceita?
— Desculpe o abuso, mas acho que vou aceitar, não como desde manhã.
— Ah, que isso, eu amo cozinhar.- digo, mesmo sabendo que aquilo já era meio óbvio, já que eu tinha uma cafeteria.
Vamos até a cozinha e ele se senta na ilha enquanto vou preparar a janta.
— Você mora aqui perto?- pergunto, afinal nunca ouvido ninguém comentar ali na rua que tinha algum parente da minha idade.
— Moro aqui ao lado na verdade.- ele diz.
— Ah, você é o Jayckson.- agora me sinto estúpida por pensar que aquilo era o nome do cara, na contra também, olha o meu nome pra eu falar alguma coisa.
— Vejo que conheceu o Liam.- ele ri.- Você que foi reclamar da música? Desculpe.
— Sem problemas, é só falta de costume, eu era a única jovem aqui, e como eu não faço muitas festas...
— Falando em música, você arrasa cantando, ruiva.
" Arrasa ruiva!" A frase do cantor me vem a cabeça. Mas logo a espanto, estava gostando muito de conversar com Jáck, para que o cantor me desse dor de cabeça.
— Nem tanto.- digo um pouco tímida.
— Não, não, sem modéstia.- rio dele.- Aliás você toca piano?
Olho para o piano branco ali próximo, na sala, enquanto coloco a comida nos pratos ,entrego um a ele e me sento com o outro a sua frente.
— Minha mae comprou pra ela,quando eu era pequena, mas acabou que desistiu de continuar a aprender, então eu aprendi.
— Eu diz de tudo pra aprender, mas definitivamente não era pra mim.- ele diz- Vou querer ouvir você tocar.
— Talvez você ouça, me chamaram para tocar piano na próxima festa da faculdade.
— Já pode confirmar minha presença.- ele come um pouco.- Caramba, não tenho palavras para descrever isso.- e aponta para o prato.
— Obrigada.- sorrio.- Você trabalha com o que Jáck?
— Eu canto.- ele diz sorrindo mais ainda pra mim, não entendi o motivo, mas percebi que não era por causa de sua carreira.- Mas não sou ninguém muito famoso.
— Tem muitas fãs?- fico curiosa.
— Algumas, são meio malucas.- conta.- Uma delas escalou a parede da minha casa e entrou no meu quarto no segundo andar, enquanto eu dormia, quase infartei quando acordei.- Caio na gargalhada com a história.
— Sério? Caramba. Você deve ficar com muitas.
— Não, elas são meio interesseiras.- ele parece um pouco desconfortável, então mudo de assunto.
— Mas me diz, Porque deixou a chave com Liam?
— Ele está lá em casa até a dele ficar pronta, fiquei com preguiça de fazer uma reserva.- ele fala.
Max entra correndo pela cozinha e pula em Jáck, o olha um pouco desconfiado mas depois lambe ele.
— Max!- repreendo, mas Jáck ri.
— A minha cadela é igualzinha, talvez vocês possam ser amigos.
— Qual o nome dela?- pergunto.
— Ninfa, achei ela num bosque, por isso o nome.
— É lindo, ela é uma pastor alemão não é? São maravilhosos, sou encantada por cachorros de grande porte.- desacato a falar enquanto faço carinho no meu cão.
Nossa conversa durou pelo menos umas duas horas, só paramos para realmente prestar atenção no relógio quando Liam mandou uma mensagem para Jáck avisando que estava em casa. Acho que nunca falei tanto da minha vida para uma pessoa, parecia que já nos conhecíamos a anos.
— Obrigado ruiva, estava maravilhoso.
— Disponha. — respondo sem não mais me importar com o apelido.
— Como posso te recompensar?
— Não precisa Jack.- não queria fazer parecer que tinha feito aquilo esperando algo em troca.
— Eu sei. Mas eu quero.- diz.- Já sei, vai fazer algo no domingo?
— Não.
— Maravilha, passo às 9 para te pegar.- ele sorri meio cafajeste, como sempre faz, reviro os olhos, mas sem parar de sorrir e concordo.
Quando ele sai, corro até o meu celular é ligo para Louisa.
— Lou eu preciso te contar...
.....
— Vamos sair mesmo com essa neve?
— Ah line, nem parece que é inglesa, quem liga pra um pouquinho de neve?
— Tá, tá, mas aondr vamos?
— Não quero estrapolar, então vamos somente num bar que abriu.
Como eu havia prometido, iria sair com Lou nesse final de semana, e ela pode me levar aonde quiser.
— Tem certeza? Ta passando um filme bem legal no cine...
— Por favor, você tem que aprender a se divertir.
— Tudo bem, mas só dessa vez.- eu me dirijo para o meu quarto e me arrumo, enquanto Lou fica deitada na minha cama me esperando. Meia hora e estávamos prontas para ir, ela chama um táxi e vamos.
Chegamos no bar e nos sentamos em uma mesa qualquer, ou melhor, a única que achamos, o local estava tão cheio que parecia um formigueiro. Já estava um pouco incomodada, mas sorrio assim mesmo, não querendo que minha amiga fique triste.
— nós vamos querer duas cervejas.- minha amiga pede pra garçonete, que eu nem vi que estava ali.
— Não sei se quero beber, lou.- digo apreensiva.
— É só um copo,line.- minha amiga diz.- vou no banheiro e já volto tá?
Concordo é a vejo se distanciar. Sinto meu celular vibrar, e vejo que é uma mensagem de um número desconhecido.
" Ei ruiva."
" Como conseguiu meu número, Jáck?" Pergunto.
" Um mágico nunca revela seus segredos." Responde.
" Rsrsrs. Então tá Mr.Abracadabra. o que deseja com está donzela?"
" Kkkkkk. Vim avisar pra vc levar roupa de banho amanhã."
" Irá me contar aonde vamos?"
" Não."
" Ah, eu tentei. Só não vá sequestrar, hein?"
" Vai estar em casa ao final do dia. Kkkk."
" Até a manhã então. Boa noite."
" Até, e não se esqueça de se olhar no espelho antes de dormir."
" Pq?"
" Assim saberá como sonhar com os anjos." Solto uma risada com a cantada.
— Do que está rindo?- Lou chega do banheiro e se senta em seu lugar. Dou uma uma olhada em volta e apenas dou de ombros, ela olha desconfiada pra mim mas não dá tempo de me questionar, pois as bebidas chegam.
Sem querer fazer a desfeita dou uma golada na cerveja, mas ao sentir aquele troço descendo queimando decido somente enrrolar com o copo em mãos.
— Ei, o que acha de pedimos alguns petiscos?
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