Notas iniciais
Olá! Mais um capítulo feito! Não abandonei a história, só não encontrei tempo para continuar escrevendo. Enfim, espero que gostem!

Aquele jantar era o evento que marcava um novo começo para a Zona Masculina. Finalmente, a empresa iniciaria sua atuação no mercado internacional. Do jeito que o senhor Fugaku desejou, refletiu o Uchiha ali presente.

Itachi encontrava-se de pé ao lado de sua secretária. Segurava uma taça de vinho em sua mão direita. Seu polegar alisava a superfície do objeto de vidro, demonstrando, junto com seu olhar distante, o quão pensativo ele parecia estar.

Em sua cabeça, passava-se tudo o que tinha acontecido consigo no dia anterior. A aparição de Hinata, sem sombra de dúvidas, tinha o surpreendido. Havia procurado aquela mulher por anos e encontrá-la ali, justamente no local onde menos esperava, era no mínimo inesperado. O pior de tudo foi ver como ela, de início, aparentemente não se importou em vê-lo enquanto ele quase não conseguiu controlar seu coração. Porém, quando deram as mãos, Itachi pôde notar que ela não era tão imune a ele e isso o alegrou um pouco. Durante toda a reunião, ele pressentiu que Hinata o olhava uma hora ou outra, todavia não entendeu quando, no final, ela inventou uma desculpa idiota para fugir dele. O que ela pretendia agindo daquela forma afinal? Pensou.

Retirou-se de seus pensamentos e direcionou sua atenção a Hinata. Viu-a um pouco mais a frente, conversando com seu primo Neji.

Saber do parentesco entre eles não havia lhe surpreendido, aliás, já havia imaginado isso quando escutou o sobrenome dele. Sorriu internamente. Por isso, não era de se espantar a forma áspera como o Hyuuga tratou-lhe durante toda conversa que tiveram ontem. Sem sombra de dúvidas, Hinata havia contado tudo o que ocorreu para seu primo.

Parou de pensar e permitiu-se observar a Hyuuga com mais atenção. Não soube quantas vezes já tinha a admirado, mas nunca se cansava de fazê-lo. Visualizou o vestido lilás de tecido brilhoso e solto que percorria o corpo da mulher, demarcando as curvas de seu belo corpo. O cabelo negro-azulado estava parcialmente preso, somente a parte de trás dele caía solto, cobrindo as costas que eram mostradas pelo vestido. Foi impossível, também, não admirar o decote em ‘v’ da roupa. A abertura era mais profunda, mostrando a pele do vale entre os seios fartos de Hinata. Irresistível, pensou Itachi e, ainda com sua atenção voltada para ela, continuou: preciso conversar com ela o quanto antes. Só preciso de uma brecha.

Logo depois, o Uchiha enxergou-a finalizar a conversa com o primo e seguir, sozinha, em direção a entrada da sala de jantar. Suas sobrancelhas levantaram e os olhos arregalaram levemente. Ali estava a sua oportunidade. Seria agora ou nunca, pensou decidido. Sentiu a adrenalina percorrer por todo o seu corpo e sem esperar sequer um segundo a mais, virou-se para sua secretária.

“Konan, preciso que distraia os senhores por um instante.” pediu e, em seguida, preparou-se para caminhar. No entanto, a voz de Konan o impediu de continuar.

“Senhor Uchiha.” Konan conseguiu ter a atenção de seu chefe para si. “É ela, não é?” A voz saiu baixa quase em um sussurro.

O silêncio reinou entre os dois. Itachi não conseguiu responder àquela pergunta. Na verdade, ele nem precisava responder, notou. Pois aquele tipo de questionamento era feito apenas para confirmar algo que o locutor da mensagem já tinha plena certeza da resposta. Então, por que ela o fez se já sabia? Indagou-se.

"Quem te disse?" O Uchiha inquiriu.

"Algumas pessoas comentaram na empresa." Ela contava como se fosse um segredo. "Também não pude deixar de reparar ontem."

Konan era uma ótima observadora, Itachi admitiu para si mesmo. Logo depois, ele falou:

"Faça o que te falei." Viu um aceno de confirmação de sua secretária. Em seguida partiu rumo a Hinata. O coração aqueceu em seu peito a cada passo que dava.

Ao sair do salão onde ocorria o jantar, Itachi encontrou Hinata na parede ao lado da porta da entrada do local. Ele não acreditou em seus olhos, por isso piscou forte e depois os esfregou levemente. Quando os abriu novamente, ela continuava no mesmo lugar. Seu corpo pesou e, por alguns instantes, não conseguiu se movimentar. Não podia acreditar, depois de tanto tempo, ele finalmente iria falar com Hinata, pensou. A única coisa que foi capaz de fazer foi observá-la lá, parada e tão perdida em pensamentos quanto ele próprio estava.

Balançou a cabeça para voltar a si. Recuperou o controle dos movimentos do seu corpo e partiu ao encontro dela. Cada vez que seus pés pisavam no chão, a pulsação de seu coração acelerava. Quanto mais se aproximava, mais tinha vontade de tocá-la, mantê-la por perto e nunca mais deixá-la ir embora. Mas primeiro, precisava resolver toda aquela situação entre eles e, só assim depois, levá-la de volta consigo.

"Hinata." chamou-a.

"Itachi." A Hyuuga sussurrou com um olhar meio perdido, descruzando os braços.

"Hinata, eu…" Itachi falou, parando a cerca de três passos a frente dela.

"Eu não tenho muito tempo. Eu só vim conversar com você para finalizar tudo de uma vez entre nós." Ela falou rápido.

"Mas…"

"Não quero ter mais nenhum tipo de ligação com você a não ser os negócios." disse com a voz séria e os olhos cerrados e concentrados na face do Uchiha, fato que adicionou mais seriedade ao que falava.

"Hinata…"

"Estamos conversados." A mão direita dela se moveu um pouco a sua frente como se quisesse impôr distância entre eles. "Bem, já vou indo, espero que esteja apreciando o jantar." Hinata mexeu os pés e se virou, dando indicíos de que iria começar a se afastar.

"Não!" Itachi exclamou e segurou o braço dela, impedindo-a de se distanciar. "Espere um momento aí! Você nem me deixou falar!"

"Para quê?"

"Oras, pensei que seria um diálogo e não um monólogo." comunicou, soltando a mulher a sua frente.

"Muito engraçado." Hinata comentou ao mesmo tempo em que demonstrava atendê-lo ao não pretender se retirar do local.

"Não era para ser engraçado. Você falou e nem me deu a oportunidade de falar também."

", vamos ouvir o que o dono da Zona Masculina tem a dizer." Hinata disse, colocando ênfase no nome da empresa em ironia enquanto apoiava seu peso na perna direita.

"O que eu quero dizer é que…" Ele lambeu os lábios, pausando sua fala na tentativa de buscar as palavras certas para continuar.

"A verdade é que eu não consigo esquecer você." Pausou mais uma vez, sentindo seu coração pulsar forte. "Eu te procurei todo esse tempo. Mas, você sumiu. Não tinha notícias suas e isso me deixou louco. Eu… Eu queria te encontrar e falar com você…"

"Não diga mais nada." Fechou os olhos e balançou a cabeça de um lado para o outro. "Não quero mais ouvir."

"Me deixe terminar. Você teve a sua vez, não teve? Então, me deixe ter a minha." falou, colocando um pouco de dureza em seu tom de voz. Posteriormente, inspirou mais o ar aos seus pulmões, endireitou sua postura e com a fala mais amena, prosseguiu. "Não vou fazer rodeios desnecessários."

"Hinata, eu te quero de volta ao meu lado, mas dessa vez como minha esposa."

Hinata arregalou os olhos e quase deixou o queixo cair com aquele discurso. Tratou de não transparecer a surpresa. Aquele infeliz estava fazendo aquela situação se tornar uma piada e uma de muito mal gosto, por sinal, completou mentalmente. Em meio ao pronunciamento dele, inconscientemente, as laterais dos seus lábios subiram, formando um sorriso que foi progredindo até tornar-se uma gargalhada a qual ela não detinha o controle.

"Você quer que eu acredite no que acabou de dizer?" Soltou em meio as gargalhadas que, aos poucos, iam enfraquecendo.

"Por que, não?" As sobrancelhas dele arquearam. Seu coração pareceu receber uma facada ao ver que Hinata não acreditava no que dizia.

"Porque isso é um absurdo!"

"Não é um absurdo, Hinata, e você sabe melhor que eu disso." Itachi respondeu com a voz rouca, balançando a cabeça de um lado para o outro em distância curta. Mas, por dentro, ele sentiu o corpo gelar e um vazio tomar conta do seu interior. Suas íris ônix se prenderam as grandes e belas pérolas. Em seguida diminuiu a distância entre seus corpos.

"Não se aproxime de mim." Exasperou a mulher, dando um passo para trás. Como Itachi não pareceu parar, Hinata virou de costas para ele.

"Hinata, entenda…" O Uchiha deu o último passo, dissipando o vazio que existia entre os dois.

Naquela nova posição, ele pôde admirar melhor os cabelos de Hinata. O cheiro do xampu e o brilho que o seduzia para tocá-los. Sentiu, também, o calor que emanava das costas dela. Talvez, se ele se inclinasse um pouco para frente, poderia ter as costas dela sobre seu peitoral. E Itachi ponderou validar tal ideia.

"Eu quero…" Com a proximidade, Itachi desfrutou da visão da pele lisa e sedosa de Hinata. A palma das mãos formigaram ao ter, tão perto, a oportunidade de tocá-la. Um frio passou por seu estômago e o comprimiu por dentro. "Uma chance para poder te mostrar…" As mãos dele já haviam se movido e estavam ansiando pela Hyuuga. Tentou controlá-las, mas falhou miseralvelmente. Então, cedendo ao seu desejo, acabou encostando a ponta de seus dedos pela parte nua dos ombros da mulher. Notou-a estremecer um pouco com o contato.

"Por favor." Ela tentou esquivar-se do toque. No entanto, seu corpo não respondia como deveria.

"Não vou deixar que fuga de mim de novo." Itachi segurou os ombros de sua ex-secretária, fazendo-a encostar em seu peitoral coberto pelo terno. Visando um maior contato, posicionou seu rosto ao lado esquerdo da cabeça de Hinata, falando em tom agudo no ouvido dela.

No mesmo instante, os pelos dos braços de Hinata eriçaram, marcando na pele dela uma sequência de arrepios. O Uchiha assistiu àquela reação que ele causara e deslizou as mãos pelos braços dela. Sentiu as erupções que os pelos arrepiados formavam pela extensão da pele e passeou a palma de suas mãos por todo o local, querendo memorizar as sensações que percebia, tanto nele quanto nela, ao tocá-la.

"Hinata " Falou no ouvido dela ao mesmo tempo em que o cheiro do perfume dela impregnava seu olfato. ", eu te amo." Roçou seu nariz pelo pescoço da Hyuuga, embriagando-se ainda mais com o aroma que ela exalava. "Estou apaixonado por você e quero você ao meu lado." finalizou, o cheiro dela estava mil vezes melhor do que o de seis anos atrás, concluiu meio alucinado.

A Hyuuga encolheu-se nos braços de Itachi. Xingou-se mentalmente, o seu corpo não deveria responder àquelas carícias com tanta intensidade a qual sentia. Mas era impossível não ser atraída pela forma que Itachi falava ao seu ouvido. E a situação só piorava quando as mãos fortes e grandes dele entravam em contato com a sua pele, fazendo-a derreter por dentro com o calor que trocavam. Era um sentimento avassalador e incontrolável.

Itachi precisou de muito do seu autocontrole para não beijá-la ali mesmo. Não era o momento adequado, pensou. Precisava convencer que a amava e que não era apenas uma simples atração sexual. Por isso, afastou-se lentamente e deu um passo para trás, liberando-a de si. Passou a mão direita em seu cabelo, um tanto atordoado pelo acontecido.

Itachi levou as mãos ao rosto e o esfregou com força. Ajeitou o terno e direcionou sua atenção a Hinata mais uma vez. Visualizou-a ainda parada de costas, abraçando o próprio corpo e com a cabeça baixa. Aquela imagem somente serviu para afligi-lo ainda mais. Rangeu os dentes sentindo raiva de si mesmo. Cogitou ir até ela, mas logo dispensou a ideia. O que ele deveria fazer? Refletiu. Sem muitas opções, ele decidiu chamar o nome dela, porém não obteve resposta.

"Hinata." Tentou mais uma vez. Suas sobrancelhas cerraram e, com a voz em súplica ele proferiu. "Preciso de uma chance para te mostrar que estou falando sério."

"Quero casar com você." Itachi percebeu uma ardência em seus olhos enquanto falava. "Sinto que podemos ser felizes juntos." concluiu. Sua respiração ficou pesada e sentiu dificuldade em buscar o ar. A gravata em seu pescoço também não ajudava na situação. O silêncio reinou e Itachi se afundava cada vez mais em um buraco de desespero formado por aquele cenário. Por que ela não dizia nada? Pensou o presidente da Zona Masculina.

A cada instante que Hinata permanecia calada, o corpo de Itachi se tornava mais e mais pesado. Em seu peito um aperto se fez presente. Já começava a notar o nervosismo em seu interior e era uma questão de tempo até que ele se manifestasse para seu exterior.

"Eu te peço, por favor…" Hinata fungou antes de dizer. O tom de voz um tanto choroso e melancólico.

"Hinata…" O Uchiha podia inferir o que aconteceria dali para frente. Por isso chamou o nome dela para tentar esvair as ideias ruins que vinham em sua cabeça. Seus olhos arderam com mais intensidade.

"Não me deixe mais confusa do que eu já estou." Ela virou-se para Itachi. Os olhos já começavam a ficar vermelhos das lágrimas que desciam por sua bochecha. Sua cabeça estava a mil por hora.

"Mesmo que você não me queira. Eu não vou desistir de você."

"Não venha mais atrás de mim." ela finalizou.

A Hyuuga deu as costas ao homem a sua frente, passando as mãos pela face para limpar o rastro de seu choro. Sem verificar se estava apresentável ou não, iniciou sua caminhada de volta para o salão antes que se sentisse ainda pior do que já se encontrava.

*****

"Então está decidido." Pain confirmou levantando-se da cadeira.

"Eu não acho que ela deva ir. Precisamos dela aqui na empresa." Neji continuava sentado na cadeira giratória como se quisesse expressar que a reunião ainda não havia acabado.

"Então, dê-me um motivo para não deixá-la ir." O presidente majoritário da Novo Verão, Pain, cruzou os braços ao dizer.

"Precisamos dela aqui para finalizar os detalhes do projeto e acompanhar tudo."

"A fase mais importante dele já passou."

"Sim, sim. Mas, ela é nosso recurso-chave. Deve permanecer aqui."

"Besteira!" Gesticulou, abanando a mão para Neji. "O projeto já está quase finalizado, nós dois podemos continuá-lo, sem problemas."

"Será mais interessante que ela vá." Prosseguiu com sua argumentação. "Como você mesmo diz, ela é detalhista, então, nada vai passar despercebido por ela. Além do mais, ela já trabalhou lá." teriminou enquanto ajeitava seu terno e caminhava em direção a seu sócio.

"Aposto que ela não vai aceitar." Neji cruzou os braços ainda sentado na cadeira, agora, tendo seu sócio de pé ao seu lado.

"Ela já aceitou, meu caro." Pain comunicou com um sorriso.

Notas finais
Gostou! Espero que sim! Bjss de luz pra vcs e até o próximo!