– não precisava me derrubar – digo recuperando o equilíbrio

– faz quinze minutos que eu estou te chamando – grita Elsa

– mentirosa, eu não demoro tanto assim para acordar – grito de volta

– meu, vai se tratar você fica sonhando com uma garota que nem existe , e ela esta lhe fazendo muito mal, só você não percebeu ainda – Elsa me empurra

– não é da sua conta meus sonhos, e não tem nada me fazendo mal, vai se tratar você garota – viro de costas e me deparo com o relógio, são 07:30 AM – sai daqui – á empurro porta á fora

Coloco uma calça jeans preta, uma camisa branca, e uma blusa de moletom preta, pego minha mochila, desço para a cozinha, tomo o café o mais rápido que consigo e vou para o carro.

Se eu chegar atrasado na escola, Elsa irá me perturbar o resto do dia, e não to nem um pouco afim de ficar escutando os desaforos dela.

A aula de hoje fala sobre “Déjá-vu”, fico pensando se esses sonho que eu tenho pode ter relação com isso ao algo do tipo, se Melody realmente existe

– senhor Devon, o que é Déjá-vu? – a Sra Rudbbrid chama minha atenção

– pode refazer a pergunta por favor?

– o que é Déjá-vu? – responde ela impaciente

– é uma reação psicológica fazendo com que sejam transmitidas ideias de que já se esteve naquele lugar antes, já se viu aquelas pessoas, ou outro elemento externo – bato minha caneta na mesa no ritmo do ponteiro de segundos do relógio.

E novamente paro de prestar atenção na aula, me lembrando de como foi á primeira vez que sonhei com Melody

Em meu sonho eu estava em uma lanchonete, o nome era Blue Moon, esperando á hora que alguém fosse me atender e Tasha se sentara em uma cadeira á minha frente, a saia dela tinha no máximo cinco centímetros á cima da calsinha, eu não sou o tipo de cara que repara nisso, mas... sinceramente esta muito escandaloso mas ainda é pior que o decote dela, mas em fim...

– sozinho nessa espelunca Ethan? – pergunta ela colocando os cotovelos apoiados á mesa, quase fazendo os seios pular para fora da blusa

– porque a pergunta Tasha? – pergunto com um tom de indiferença

– você é um cara muito bonito para estar sozinho – ela me olha da cabeça aos pés, só estou com uma calça jeans preta, uma camisa da Hollister branca, e um tênis qualquer, nem lembro qual eu peguei

– obrigada pelo elogio... já acabou? – pego o cardápio já impaciente pela demora da garçonete

– vai mesmo me evitar? – ela tira o cardápio de minhas mãos

– se não percebeu já estou fazendo isso desde se sentou aqui – minha voz continua com o tom indiferente

– você é o cara mais bonito, gostoso, e inteligente do colégio.. não pode fazer isso comigo – reviro os olhos

– o que esta acontecendo aqui? – pergunta Bryan o cara mais popular do colégio – ele esta lhe incomodando amor? – Bryan puxando Tasha pela cintura

– ele me viu aqui sozinha e começou á dar em cima de mim – Tasha faz uma voz melosa e cara de inocente... vaca

– então quer dizer que você fica dando em cima da mulher dos outros? – Bryan fecha os punhos e os coloca em cima da mesa

– eu não tenho motivos para dar em cima de ninguém – nem me dou trabalho de fazer qualquer expressão

– não? Então quer dizer que é bom o suficiente para fazer as garotas ficar caidinhas por você só por elas te olharem? – Bryan me empurra – você por se achar tanto vai ficar sozinho o resto da vida – Bryan solta uma gargalhada alta

– olha quem fala – reviro os olhos

– o que você disse? – Bryan arqueia a sobrancelha e aumenta o tom de voz

– ele disse que esta comigo, esta surdo cara? – uma garota um pouco baixa de no máximo um metro e sessenta, com um vestido amarelo florescente que cai bem nas curvas de seu corpo, uma sandália de salto baixo branca, ela é morena e seus cabelos castanhos chocolate, os olhos são cor de mel e a maquiagem suave que fez os destacou mais ainda, sua voz é doce, e ela parece ser durona, gostei do que vi

– e quem é você? Da onde vocês se conhecem? – Tasha olha á garota com olhar de desdém

– meu nome é Melody, e não devemos satisfação de nossas vida á você – Melody coloca as mãos na cintura e matem tanto á voz quanto o olhar firmes

– toma cuidado garota, você não sabe com que esta se metendo – retruca Tasha

– muito menos você, e outra, cachorro que late não morde – ela piscou em provocação á Tasha – se não se importa gostaria de ficar sozinha com ele

– sim, por favor, saiam daqui – digo sorrindo mas sem humor

Tasha bufa e puxa Brayn para fora da lanchonete

– obrigada... Melody não é mesmo? – faço um gesto para que ela se sente

– de nada – ela sorri, e tem um sorriso encantador – á propósito... qual é o seu nome? – ela se sentou na cadeira á minha frente

– sou Ethan – sorri de volta – o que uma moça como você faz aqui.. sozinha?

– quer saber se eu estou sozinha? – ela ri baixo como se gostasse do que ouviu

– também

– sim estou sozinha e estava com fome então resolvi passar aqui, desculpa me intrometer na briga, mas vi ela que tinha se insinuado para você, não achei certo você levar culpa de algo que não fez – ela baixou o olhar e depois voltou á olhar para mim – e você fazendo o que sozinho?

– pensando um pouco, tem muitas pessoas falsas ao meu redor, e não me sinto muito bem – baixo o olhar

– então fique perto das pessoas que o façam bem, e quando elas estiverem longe escute musica se distraia, isso me ajuda muito – em um gesto carinho ela acaricia minhas mãos

– obrigada – seguro as mãos dela – mas ainda não falou porque esta sozinha... – ela baixou o olhar e vi seus lábios se comprimindo em uma expressão de magoa

– eu discuti com meu pai... e resolvi dar uma volta – ela solta um sorriso nervoso

– entendi, desculpa a ousadia mas quantos anos você tem?

– 15 e você? – ela apoiou a cabeça na mão

– 17 – sorri – gostei de conhecer – meu sorriso se alargou quando ela corou

– igualmente – ela sorriu e olhou para baixo corando mais ainda

– Ethan á aula acabou – Derik me da um soco no braço.