A Morte das Estrelas
1 A MORTE DAS ESTRELAS
Notas iniciais
A MORTE DAS ESTRELAS
Seus olhos de estrelas
Se derramaram sobre mim
Quando a sua gravidade me puxou
e eu passei a orbitar ali
em volta da sua existência
A sua luz viajou
Expandindo-se
E em menos de 299 792 485 m/s
me atingiu
iluminando o escuro
da minha alma
Enquanto
Sem nenhum tipo de aparelho
Você ouviu os ruídos dos meus planetas
Tão pequenos
indecifráveis
Tão agonizantes
desesperados
Tão frágeis
solitários
Há anos-luz você me localizou
Me mostrou que o inalcançável
era só uma questão de perspectiva
moral e temporal
Mas foi coexistindo contigo
que pude aprender
a beleza do universo
Enxerguei sua complexidade
Contemplei sua magnitude
Os mistérios
e a miséria
Aprendi as leis que nos regem
Ataquei os sistemas de ciclos contínuos
Surtei com as coincidências
Pirei diante das conspirações
Confrontei as regras
Percebi a aleatoriedade em tudo
Notei o padrão, o caos
Surtei com o destino
em sua infinitude
cheio de possibilidades assustadoras
E então...
Seus olhos de estrelas (tão belos)
Seus pensamentos de nuvens
no meio do espaço-tempo
(circulando as dimensões)
começaram a encaminhar-se
para o FIM
dilacerando-se mortalmente
Como uma estrela
Você começa a morrer
Nós começamos a inflar
e — em pequenas explosões -
Os gases vão se misturando
Depois, em grandes explosões
Nós nos machucamos
Em uma dança
de movimento fatal
partimos rumo ao centro
do espaço sideral
girando
girando
GIRANDO
No meio dos anéis da confusão
Não percebemos a pressão
Daquela força descomunal
Exercida sobre nós
Mas se notássemos
Nos importaríamos?
Questionaríamos os ciclos da vida?
Onde tudo nasce
Onde tudo morre
NADA SE SALVA
E em cinzas, explosões
Vermelho, magenta e amarelo
Deixamos o negro
O vazio
Nos devorarem
Sentimos nossos átomos pararem
Ao entrar ali
No furioso buraco negro
Enquanto o tempo
Em sua crueldade
Nos transforma em história
Nos APAGA
e eu assisto estática
— sem poder fazer nada -
Os seus olhos de estrelas
Se transformando
— em uma metamorfose -
Em duas órbitas apáticas
Cruas
Órbitas de puro nada
Sem matéria
Sem espaço
Sem dimensão
Só dois olhos vazios
Que para sempre me atormentarão.
Notas finais
Na verdade essa poesia era para um trabalho de Língua Portuguesa, mas acabei me empolgando e ~olha no que deu, lol.
Mas espero do fundo do coração que tenham gostado ♥ Foi um poema bem exatas/ciências, então - como uma pessoa de humanas - admito que acabou por ser um desafio incorporar essa linguagem, haha. Espero que o resultado final tenha agrado quem leu (pq eu fiquei muito satisfeita POSKDPAOSKDA /sdds humildade, npera) e que não tenha ficado confuso, pois uma das dificuldades em escrever poesia é conseguir deixar claro o que quer passar no texto, já que na nossa mente tudo faz sentido, mas para os leitores nem sempre é assim POASKDASOPKASD.
De toda forma, dedico à WM. É NOIS IRMÃO!
Por favor comentem ♥ Gostaria MUITO de saber a opinião das estrelinhas que tiraram um tempinho para ler, haha.
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