Notas iniciais
Bom, este é o primeiro capítulo da fanfic, ele pode ter ficado meio sem graça, mas é apenas o começo, a cada capítulo, prometo deixar melhor! Eu tive a ideia desta fanfic ouvindo a música Dead End. Acho que isso não é importante, espero que gostem e uma boa leitura para vocês!

Capítulo 1 – Caindo no esquecimento.


‘’ Onde... Eu estou? Quem sou eu...? ‘’ – Foi a primeira coisa que eu pensei, quando eu percebi, estava caído no chão. Levantei-me, vi um caco de vidro quebrado no chão e me olhei nele. Era estranho, não lembro quem sou, a minha vida, mas... Era normal para mim, eu lembrava os básicos para viver: Sobre eu ter que respirar para viver, movimentar as pernas para andar, saber falar...



– Onde estou... – Falei baixo, não encontrava ninguém. Comecei a andar, não sabia onde eu estava, parecia um lugar abandonado, era empoeirado, cheio de cacos de vidro quebrados no chão.



Enxerguei uma pessoa caída no chão de longe. Corri em direção a ela, com calma, pois estava meio tonto, talvez eu tivesse dormido muito... Cheguei perto dessa pessoa, era um homem. Ele era adolescente ainda, olhei para ele, tinha uma marca nele, bem no braço direito, feita com cortes de faca, era horrível. Li o que estava escrito. ‘’ Humano Número dois ‘’



– Ei... Quem é você? – Eu perguntei para ele, ele tentava se levantar, mas estava com muita dor.



– Eu não me lembro... Quem é você? Onde estou? Quem sou eu...? – Ele olhou para o meu braço esquerdo. – Humano Número três?



– O que...? – Olhei para o meu braço esquerdo, eu também tinha uma marca, mas a minha era de Humano Número três. O que isso significava?



Ele se levantou com cuidado, o segurei para ajudá-lo a se levantar.



– Irei te chamar de Humano Número três a partir de agora... Tudo bem por você? Já que não me fala seu nome... – Ele se levantou, ainda um pouco tonto.



– Eu também não sei meu nome e nem a minha história... – Eu disse para ele. – Então, irei te chamar de Humano Número dois... – Apontei para o braço direito dele, ele leu a cicatriz.



‘’ Eu também tenho isso...? Mas... Como é possível...? O que realmente está acontecendo? ‘’ Foi meu único pensamento naquela hora.



Logo começamos a ouvir uma risada, ela era grossa e não dava para saber de onde vinha, pois estava vindo de mais de um lugar.



– O que está acontecendo? – Perguntei, mas ele não me respondeu.



– Bem vindos aos seus destinos finais! – Ouvi uma voz dizendo, ela tinha um tom maligno, era uma voz fria, me fazia ficar mal. – Vocês dois, são chamados de Humano Número dois e Humano Número três. E onde vocês estão, quem são vocês? Vocês não são nada, não passam de peças sendo usadas por mim, o destino fez isso com vocês! Vocês não são vivos, são apenas brinquedos para minha diversão. – Ele começou a rir, percebi que o Humano Número dois estava estranho.



– Não somos peças! Nós temos uma vida! – Ele disse, enquanto olhava para cima.



– Tem certeza? – A voz começou a falar mais seriamente. – Prove-me isso! Conte-me a história da sua vida, seu nome, algo sobre você.



Humano Número dois apenas ficou quieto, sem responder nada, como esperado. Aquela voz que estávamos ouvindo começou a rir.



– Eu te avisei! Vocês estão aqui porque não tiveram vida! Eu sou superior a vocês e se querem mesmo saber o que está acontecido com vocês e o motivo, terão que descobrir sozinhos. Não irei ajudá-los, mas fiquem calmos. Vocês não estão sozinhos! Existem mais doze humanos por aqui, basta procurá-los. Bem vindos ao meu jogo! Eu não tenho um nome correto, abandonei-o quando eu era novo ainda e decidi viver sozinho. Bem vindos, meus incríveis jogadores! Aproveitem a vida que eu dei para vocês!



Aquela voz parou de falar, ficamos em silêncio por um breve minuto.



– Ei, está bem...? – Perguntei para o Humano número dois.



– Sim, só estou passando um pouco mal... – Ele me disse, logo ele começou a tossir um pouco. – V-Vamos... Temos que descobrir onde estamos e quem está brincando conosco...



Não podia ser verdade aquilo, aquela voz era verdadeira? Se o tal ‘’ Humano número dois ‘’ ouviu, devia ser. Por que estava confiando nele? Quem sou eu? Eu estava cheio de perguntas e com dor de cabeça. Por que eu não consigo lembrar sobre mim mesmo?



– Ei... – O Humano número dois me olhou sorrindo, a tosse dele tinha parado. – Eu quero... Matar! – Ele sorriu com um sorriso psicopata e começou a rir, logo o segurei.



– O que aconteceu em você?! Você é uma armadilha? – Perguntei.



– Eu vou te matar, eu vou matar todos que estiverem por perto, eu preciso de... – Ele começou a tossir de repente, enquanto aos poucos, ele ficava normal. Logo ele parou de falar e percebeu que eu estava segurando-o. – Ei, o que está fazendo? – Ele me olhou com um olhar estranho.



– O que eu estou fazendo?! – Eu perguntei, ele pareceu não entender. Ele era bipolar?



– Vai me soltar? – Ele me perguntou, já me olhando com raiva, eu o soltei.



– Qual é o nosso plano? Podem muito bem querendo brincar conosco... – Eu disse para ele, enquanto o encarava e me sentava em uma rocha que estava ali perto, já com menos cacos de vidro.



– Você sabe que isso não é uma brincadeira, aceite a realidade. Há mais 12 pessoas por aí que podem estar sozinhas, preocupadas, querendo se matar, ou que até já estão mortas. Tudo pode acontecer, da para perceber que há várias pessoas aqui, com diferentes personalidades. Entenda, temos que procurá-los para salvá-los. Eu mesmo não sei ainda como vou reagir, por enquanto estou bem, mas... Isso pode mudar de repente, sempre fui assim.



– Entendo... – Eu realmente entendia, era assim a natureza do Humano número dois, assim como podia ser de muitos que estavam lá, mas isso não explicava ainda aquele outro lado dele.



Logo começamos a ouvir passos, pois um caco de vidro foi quebrado, ele me olhou com um olhar de ‘’ Não fale nada ‘’, logo ele pegou um caco de vidro que estava no chão, com cuidado, para caso tivesse alguém ali que fosse preciso se livrar, segurei apenas um pedaço de uma pedra, para pelo menos causar uma dor.



– Quem está aí...? – A voz era de uma menina, ela parecia assustada e preocupada, o Humano número dois abaixou o caco de vidro e fomos até a menina.



– Você está bem? – O Humano número dois perguntou para ela, ela olhou atenciosamente para nós dois.



– Eu não sei... De acordo com as regras daqui... Sou a número treze.



– Número treze? – Perguntei.



Ela levantou o cabelo dela, revelando na testa uma cicatriz escrita ‘’ H13 ‘’, que deveria significar: Humano número treze. Deviam ter colocado a abreviatura porque não queriam que ela morresse na hora de fazer a cicatriz, por mais que tenha sido quase impossível. Como não sentir a dor na hora?



A cada momento, tudo ficava mais confuso, mas eu tinha que manter o foco, descobrir uma estratégia e dar um jeito de sair dali, mas eu não sabia a situação, não conhecia o tabuleiro e nem de que lado ela estava, era uma missão quase impossível vencer, mas apenas por enquanto.



– Ajudem-me... – Ela parecia implorar por ajuda. – Eu não me lembro de nada sobre meu passado... Quero poder ter certeza que já vivi e tive uma vida normal e não seguir o que aquela voz me disse! – Então aquela voz realmente era real, se ela também ouviu... Droga, quando eram para as peças do quebra-cabeça se juntar, elas se separam ainda mais. O que está acontecendo...?



– Acalme-se. Também estamos confusos. – O Humano número dois começou a falar, ele tinha cara de gostar de liderar, mas depois daquele lado dele, não posso confiar. – Parece que colocaram ‘’ apelidos ‘’ em nós, seja lá quem está fazendo isso, o motivo disso e o motivo de não nos lembrarmos de nada, sou o Humano número, dois, e ele... – Ele apontou para mim. – É o Humano número três.



– É bom saber que tem pessoas como vocês aqui... – Ela nos deu um abraço forte, que estranho. Não podia confiar nela também, será? Ali não tinha uma pessoa em que se pudesse confiar? Seus longos cabelos vermelhos eram de fazer qualquer um se apaixonar, mas como será que ela é de verdade, atrás dessa pessoa ‘’ amigável e fofa ‘’? Até agora, das duas pessoas que conheci ali, não confiava neles. Muitos menos na H13... O número dois era confiável, mas ele parece que é bipolar, ou que costuma ter mais de uma personalidade e isso não é normal, não é normal mesmo. Pelo menos, eu não considero isso normal.



– Ei, número três... – Número dois me chamou, olhei para ele, ele fez um sinal para mim com a cabeça como um ‘’ Vamos conversar ‘’, eu concordei e me soltei da H13, que ainda nos segurava, o número dois se soltou em seguida.



– Nós já voltamos. – Eu sorri para H13 e Humano número dois e eu fomos até um canto, observei ela de leve, ela estava esperando pacientemente.



– Ei, não confio nela. Não confie também. – Humano número depois me disse, se apoiando na parede do local em que estávamos. – Ela é estranha e perigosa, ninguém é tão carinhosa como ela quando se está em um perigo desses, é impossível existir.



– Sim, eu concordo sobre isso, mas também não podemos abandoná-la, porque podemos estar errados. – Eu disse para ele. – Não sei ainda nem se você confia em mim ou se eu confio em você, seja lá quem está fazendo isso conosco, está fazendo muito bem... Não concorda? – Comecei a rir. – Mas... Esse jogo é bem interessante. O que acha de vencermos esse jogo juntos? – Perguntei para ele, ele deu um sorriso confiante.



– Certo. Assim que acharmos as outras pessoas, podemos começar a ter um plano, mas... Não podemos deixar com quem ninguém morra. Isso vai ser difícil, mas podemos conseguir. E ela? Vamos confiar nela? – Ele se referia a tal H13.



– Vamos ver o que vai dar... Vamos andar um pouco com ela e protegê-la, mas se percebemos alguma ação diferente dela, vamos ter que matá-la... Aqui não basta sobreviver, teremos que matar também, não é? – Perguntei para ele, já sabendo a resposta. Não queria matar ninguém, sempre fui contra as mortes, mas era o jeito.



Fomos interrompidos pela H13, que chegou segurando as nossas mãos.



– Ei, vamos! Não me deixem esperando. – Ela começou a rir.



– Ah, certo. – Eu sorri para ela e olhei para Humano número dois, com um olhar tentando dizer para ele um ‘’ Vamos. ‘’. Ele entendeu e apenas sorriu, nós três começamos a andar.



Agora eu me pergunto, por que estávamos tão calmos? Era mais uma armadilha? Andando um pouco a frente, chegamos a um lugar fechado, sem saída.



– Sem saída? – Perguntei para Humano número dois e H13, esperando alguma resposta. – Que estranho... – Eu comentei.



– Vamos voltar, antes que... – Antes de o Humano número dois completar a frase dele, o chão caiu, caí com as costas para baixo, senti dor, olhei para os dois, H13 tinha batido a cabeça e Humano número dois estava com seu braço torcido.



– Droga... – Gemi de dor, eu estava com dor nas costas, não conseguia me levantar. Arrastei-me até H13, que estava desmaiada. – Ei, número dois, você está bem?



– Já estive melhor... – Ele começou a rir. – Mas, deixe comigo... – Olhei para ele, ele tossia sangue, logo ele parou de tossir e se levantou, como se nada tivesse acontecido.



– Não se esforce... Seu braço... – Eu falei, mas ele me interrompeu.



– Vamos salvar essa jovem dama, estou ótimo! – Ele correu em minha direção e viu como H13 estava, ela sangrava um pouco na testa e o coração dela pulsava devagar.



– O que deu em você...? – Perguntei para o número dois, enquanto olhava-o fixamente, ele começou a tossir novamente, ele tossia muito sangue, logo ele caiu em cima da H13.



– O que foi...? – Ele me perguntou.



– Você tem múltiplas personalidades? – Perguntei para ele, ele assentiu com a cabeça.



– Já aconteceu...? Sinto dor de verdade, mas minhas outras personalidades não... Descobri isso quando acordei, mas tentei esconder... Desculpe. Estou com dores, eu precisava conseguir continuar em só uma personalidade para... Ficar forte... Eu serei o primeiro a morrer? Que humilhante... Uma morte lenta e dolorosa, é horrível...



– Você não vai morrer ainda, acalme-se. – Eu disse para ele, enquanto olhava para cima, não conseguia mais me mexer.



Meus olhos se fecharam, eu não vi mais nada. Achei que eu tinha morrido, mas, acordei um pouco depois, não reconhecia onde estava. Era um lugar escuro, tudo ficou claro, quando alguém acendeu a luz do local. Parecia ser um porão abandonado.



– Ele está bem! – Ouvi uma menina gritando, olhei para a direção de onde tinha vindo o grito e vi uma menina com cabelo curto e castanho, vi ao lado dela o Número dois, que estava melhor, já com o seu braço bom e com um sorriso no rosto.



– O que aconteceu...? – Perguntei. – Onde estamos e onde está a H13?



– Eu também não lembro sobre mim... – A menina começou a falar. – Mas de acordo com as ‘’ regras ‘’ deste jogo, meu nome é H10. – Ela sorriu. – É um prazer te conhecer, número três. E sobre a H13, ela está no quarto ao lado, descansando um pouco, seu estado era mau, mas agora ela deve estar melhor.



Estava entendendo melhor. Para os homens, Humano número 3, por exemplo, e para as mulheres H10, por exemplo.



De repente, um grito foi ouvido.



– O que foi isso?! – Perguntei.



– Veio do quarto da H13! – H10 respondeu rapidamente, ela se levantou e foi até a porta onde H13 estava, ela abriu a porta e nós três entramos.



– Não pode ser... – Número dois disse, ele caiu no chão, quase vomitando.



H13 havia sido esfaqueada, tinha marcas de sangue pela cama em que ela estava deitada, cheguei mais perto com cuidado e olhei-a. Sua face mostrava o desespero e a tristeza. Seria por causa de sua morte ou por algum outro motivo?



Eu não sei o que aconteceu, se podíamos confiar na H10 ou a razão da morte da H13. Olhei para trás, número dois ainda estava no chão, enquanto H10 chorava.



– O que... Aconteceu...? – Número dois disse aos poucos, soluçando.



Ouvimos novamente aquela risada maligna, que vinha de todos os lugares.



– Restam apenas 13 pessoas! A primeira morte foi causada, uma morte com agonia e dor, fazia tempo que eu não via alguém sofrer após descobrir tudo sobre a própria pessoa. – Ele suspirou, enquanto ria. Naquela hora, queria matar a pessoa dessa voz, mesmo sem saber quem era e o que ela podia fazer. – É uma pena, agora perdi uma das minhas peças de jogo... Espero que não fiquem tristes. Apenas vocês três estão recebendo essa mensagem dessa vez, os outros não saberão que podem morrer desse jeito, eles iriam querer se matar na hora, pois estão desesperados.



– Quem é você? – H10 perguntou, número dois se levantou e a abraçou, como se tivesse medo de ter alguma surpresa para matá-la.



– Eu sou o justiceiro desse Mundo, sou a pessoa que vai fazer vocês se arrependerem de nascerem tentando serem superiores a alguém! – A voz falava em um tom sério. – Sou o criador da dor, do sofrimento, das lágrimas e dos arrependimentos de vocês, meros humanos! Vocês não são nadas comparados a mim, entendam!



A voz parou de falar, parece que tinha acabado.



Número dois e H10 ficaram me olhando, fui até eles e abracei-os.



– Está tudo bem... Vamos vingar a morte da H13. – Eu falei.



Naquela hora, decidi o que eu faria. Seria a pessoa em que tentaria mudar tudo, vencer o mal que estava ali. Eu seria a pessoa que poderia se sacrificar para salvar todos. Mas, por enquanto, sou apenas conhecido como Humano número três.



–-



Notas finais
Reviews? Não sei se esse capítulo agradou vocês, se o capítulo não agradou, digam pelos reviews, tentarei melhorar no próximo, deem dicas e conselhos para caso queiram que eu melhorem em algo porque ajuda muito, gosto de uma boa critica construtiva e acho que é só, por enquanto.
Vou tentar postar o próximo capítulo o mais rápido possível e é isso. Vejo vocês no próximo capítulo, até mais, obrigado por lerem esse capítulo.