A Morte Das Areias do Saara

22 Uma pequena luz descoberta


Notas iniciais
desculpa pela demora! mas olha o cap novo! tá cheio de personagem novo, personagem velho e uma surpresinha no final :) espero que gostem!

As partes mais remotas da terra se curvam diante de ti, e os limites dos céus te imploram súplicas quando te vêem. Os divinos são vencidos diante de ti, e todo o Egito oferece ações de graças a ti quando encontra Tua Majestade. Tu és um brilhante Espírito-Corpo, o governador dos Corpos Espirituais; Permanente é teu posto, estabelecido é teu domínio.

~Fragmento do Livro dos Mortos

O auge da noite se aproximava enquanto Anúbis e Anput voltavam para a cabana feita de barro na qual eles se reuniam. Ainda do lado de fora da pequena construção, Anput parou ao sentir algo leve e delicado tocar sua pele como um pequeno ponto. Não era uma sensação nada estranha, apenas algo raro considerando a existência em um dos maiores desertos do mundo. Anúbis tamém logo sentiu a mesma coisa em seu ombro e logo olhou para o céu enquanto Anput estendia a palma da mão em sua frente. Os pontos de água se juntando na mão da jovem logo provaram que aquilo era exatamente o que eles achavam, chuva.

Há quem possa pensar que no Egito, tão famoso por suas areias e deserto escaldante, não tem chuva. Contudo, assim como o frio da estação chegou, com ele chegou as chuvas. Existentes, mas raras. O barulho das gotas de água batendo nas folhas das árvores enchia os ouvidos dos dois deuses enquanto eles seguiram para a cabana onde, da porta, Bastet os olhava passando o torso da mão no nariz como se o coçasse. Se juntando na proteção da cabana, estava alguém novo que os deuses ali conheciam muito bem, Bes, o deus anão.

— Espero que essa chuva consiga trazer um cheirinho de terra molhada agradável — reclamou Bes.

— Olá Bes, decidiu se juntar? — perguntou Anúbis.

— Tawaret também teria vindo. Mas ela não é muito do tipo que luta sabe? — disse Bes — Apesar do medo de o que Seth pode fazer, vocês poderiam ter bem mais aliados. Muita gente não gostou do que ele fez com Lord Osíris. Tipo….

Bes apontou para dentro da cabana e, de dentro dela, saiu Ptah. A aparição de tal deus fez Anúbis e Anput se entreolharem brevemente num misto de preocupação e admiração. Não só era Ptah o criador do mundo, como era também o esposo de Sekhmet. Para eles estarem de lados separados, isso provavelmente botava os dois na lista de casais com problemas de relacionamento da grande e complicada família divina. A reação diferente, no entanto, foi de Bastet que corou e desviou o olhar quando o deus que, tão semelhante à Osíris, olhou para ela. Sim, Ptah podia ser facilmente o irmão gêmeo de Osíris, se não fosse o fato de não terem os mesmos pais, Ptah ser mais magro e do tom de sua pele azulada ser levemente diferente.

— S-Senhor Ptah… — disse Anput.

— Por favor, jovem, não precisa de tanta formalidade. — disse Ptah com um leve e calmo sorriso enquanto, com um leve movimento de sua mão, fez uma magia que impediu que a chuva molhasse eles mesmo pelo lado de fora ao criar uma espécie de barreira invisível. — Vejo que estão quase completando o corpo de nosso faraó.

— Sim… — disse Anúbis.

— Achamos mais um pedaço. — disse Anput mas, ao se aproximar da cabana, ela torceu o nariz.

— Notei também que o cheiro está forte e é bem preocupante — disse Ptah.

— Está forte né? — reclamou Bastet — Está cada vez mais insuportável o cheiro lá dentro!

— Achava que era apenas eu notava — disse Anúbis.

— Estava tentando evitar mencionar. Me pareceu um tanto indelicado — disse Bastet.

Os deuses se olharam brevemente e notaram que pensavam a mesma coisa. Como resolver o problema do cheiro que era exalado do corpo de Osíris. Enquanto pensavam e consideravam as problemáticas, sem falar da preocupação oriunda do fato de o corpo de Osíris aparentar estar cada vez menos divino, Anúbis se aproximou de Neby que com o rabo abanando lhe recebia mas sem coragem de sair do aconchego de sua soneca. Deitado como uma bola, Neby recebia de bom grado o carinho do deus.

— Não tem nada que faça esse cheiro parar? — perguntou Bes.

— É cheiro de morte. — disse Anúbis seriamente — Independente do tanto que tente conservar a carne, é difícil fugir do cheiro.

— Não fale assim… — disse Anput suspirando — Faz parecer a situação pior do que já é.

— Talvez possamos contornar o problema enquanto terminamos de juntar os pedaços — sugeriu Ptah.

— Acha que Lady Ísis vai ficar com raiva se passarmos perfume nele ou algo do tipo? — perguntou Anput.

— Admito que a ideia parece ser boa — disse Anúbis pensando.

— Se perfume é o que querem, posso falar com meu filho. — disse Ptah — Ele não quer se envolver nessas problemáticas todas, mas acreditem em mim quando digo que Nefertem não está do lado de Set.

Os deuses presentes pensaram um pouco na proposta. Bes e Bastet cruzaram os braços, Anúbis pensava enquanto olhava para Neby que voltava a dormir, Anput olhava para o corpo de Osíris e depositava sobre ele o pequeno pedaço que encontrara. Com breves acenos de cabeça, eles concordaram na ideia de pedir um pequeno auxílio do deus da beleza e das fragâncias.

A resposta de Ptah com a aceitação da ideia foi um leve aceno de cabeça e um pequeno sorriso calmo e tranquilo segundos antes de ele simplesmente desaparecer provavelmente indo em busca de Nefertem. Um trovão rompeu o céu quando a chuva ficou mais forte e Anput suspirou. Quando Bastet e Bes voltaram para o lado de fora para vigiar a cabana, Anput se aproximou lentamente de Anúbis.

— Sabe… — disse ela aos sussurros — Estava pensando em deixarmos para nadar junto com Shadya, Iset e Ahmen. Não nadamos desde…

— Sim... — sussurrou Anúbis de volta soltando um suspiro — Quem sabe até quando estiver calor. Dúvido que eles aceitariam agora.

— Ás vezes esqueço como os mortais são tão suscetíveis ao frio. — disse Anput.

— Pretende voltar para procurar mais algum pedaço então?

— Acho que sim. — disse ela — E você?

A resposta dela foi uma negação com a cabeça.

— Vou ficar com Neby e esperar Nefertem para aproveitar e re-arrumar os pedaços de uma vez só.

— Volto quando Rá começar a cruzar o céu. Então vamos para a vila onde Shadya, Ahmen e Iset estão. Tudo bem?

— Sim — respondeu Anúbis com um leve sorriso.

Ela correspondeu ao sorriso e se virou indo embora. Sentado o lado de Neby, Anúbis aproveitou para relaxar. Seus dedos acariciavam a cabeça do chacal fazendo uma bem vinda massagem enquanto ele dormia. Depois de algum tempo, uma movimentação do lado de fora chamou a atenção de Anúbis que logo se levantou para ver.

Já tinha visto Nefertem algumas vezes, mas nunca tinha parado para conversar com o rapaz. Nefertem parecia um pouco mais velho do que si, talvez aparentando algo entre 19 ou 25 anos. Contudo, Anúbis sabia que era só a aparência, pois Nefertem tinha nascido a mais tempo do que isso. Entretanto, Nefertem ainda tinha uma idade plausível para um humano ter. Apenas não aparentava isso de forma alguma. Ele tinha cabelos negros cacheados e bem cuidados que caíam até seus ombros. Sua pele era da cor de canela e brilhava como se ele tivesse acabado de passar algum óleo de beleza. Vaidoso era uma palavra fácil de ser usada para descrever o jovem Nefertem que combinava o saiote de linho branco até os joelhos com sandálias de couro, braceletes, colares e brincos de ouro e uma exuberante flor de lótus azul sobre a orelha. Seus olhos, assim como o de todos os ali presentes, eram marcados pelo contorno negro do kajal.

— Quem diria que eu iria acabar aqui… — disse Nefertem.

— Sem querer ser desrespeitoso, Ptah, mas certeza que isso é uma boa ideia? — perguntou Bes — Sem querer ofender mas… Sekhmet…

— Reconheço a escolha de lado de minha esposa. Contudo, não concordo com ela. Tentei permanecer mais neutro, mas o que aconteceu com Osíris é simplesmente ultrajante — disse Ptah.

— Não concordo também com a escolha de lado de minha mãe… — disse Nefertem soltando um suspiro e então olhando para Anúbis — Lamento por tudo que ela fez até então. Ouvi falar dos confrontos que teve que ter com ela.

Sem saber muito o que falar, Anúbis simplesmente afirmou com a cabeça. Em seguida, Nefertem se aproximou de Anúbis, estendeu a mão no ar com a palma para cima e, do centro de sua mão nasceu uma grande flor de Lótus. Essa flor de Lótus nasceu fechada mas, ao se abrir, seu interior revelou uma belas garrafa de alabastro de base gorda e pescoço e abertura finas. Além disso, assim como lótus normais, fechada ela não exalava cheiro algum mas, ao se abrir, seu cheiro agradável se propagou. A garrafa que se formou irradiava uma leve luz azulada que ia aumentando enquanto a flor em sua base desaparecia.

— Um perfume de lótus sagrada. Digna para o faraó e para os deuses — disse Nefertem.

Anúbis pegou a garrafa e aproximou um pouco sua abertura para sentir o aroma que era notavelmente mais agradável que qualquer lótus normal.

— Bem cheirosa né? — perguntou Nefertem — Também tem propriedades curativas. Acho que vai ser de bom proveito na situação atual.

— Se era só para deixar o perfume aqui, podia ter dado para Ptah, não? — perguntou Anúbis e Nefertem suspirou.

— Eu sei… eu sei mas… decidi que estava mais do que na hora de escolher um lado. — disse Nefertem — Não sou lutador. Minhas magias não são úteis num combate mas…

— Mas pode curar. — completou Bastet — Ouvi falar que ajudou um grupo de humanos não tem muito tempo.

— Essa história já se espalhou né? — perguntou Nefertem — Não pude evitar. Estava admirando a beleza de um oásis quando notei uma pequena caravana. Estavam com sede e um deles estava doente então…

— Acho que entendi no que deu. — disse Bes abrindo um sorriso que mostrava que achava que ele tinha feito a coisa certa.

Com o perfume em mãos e com o pedaço encontrado anteriormente por Anput ainda para juntar, Anúbis voltou para dentro da cabana e continuou o trabalho nem um pouco agradável de desenrolar os pedaços do corpo de Anúbis, passar o perfume, montar de novo, passar natrão e então enrolar de novo. Um trabalho feito com calma para não bagunçar o que encaixava onde. Além do trabalho um tanto quanto nojento, o incomodava ter que desfazer e fazer as bandagens tantas vezes. Isso parecia estar piorando as coisas às vezes. Mas não podia fazer muita coisa quando achavam algum pedaço que estava muito enrolado. Assim, tentava administrar até o tanto que enrolava alguma parte.

Quando terminou todo o trabalhoso processo, soltou um suspiro, deixou a garrafa de perfume, que estranhamente não acabava, ao lado e saiu da cabana. Do lado de fora, notou que esteve tão concentrado que não tinha notado como a chuva tinha ido embora e como o sol começava a nascer.

— Bem melhor agora… — disse Bastet enquanto ele passava por ela ao sair da cabana.

Ignorando ela, Bes que se espreguiçava logo ao lado de Ptah absortos em sua própria conversa, e a terra enlamaçada, se aproximou de um dos ramos do Nilo que passava ali perto e lavou as mãos. Foi logo seguido por Neby que, chegando ao seu lado, se espreguiçou e soltou um longo bocejo. Anúbis olhou para ele com um leve sorriso e fez carinho em sua cabeça.

— Descansou bem pela noite, não? — disse Anúbis.

O balançar de orelhas de Neby foi a única resposta que recebeu, mas ele não ligava. Entendia Neby perfeitamente tal como se o animal pudesse falar.

Ele ficou do lado de fora com Neby enquanto o animal bebia água do rio. Por falta do que fazer enquanto esperavam Anput voltar, andou com Neby um pouco até não muito longe, o que foi até bom, pois logo acharam um café da manhã para Neby no formato de um pequeno herpestidae que em um momento aproveitava calmamente o leve sol da manhã, e no outro já estava ensanguentado na boca do chacal.

No caminho de volta para a cabana, encontraram Anput que não dispensou carinhos para Neby ao se ajoelhar e abraça-lo enquanto ele lambia seu rosto.

— Hey Neby! Quer ir com a gente ver Shadya, Iset e Ahmen? Faz tempo que você não vê eles também né? — perguntou Anput.

Da boca de Neby saiu algo entre um uivo e um latido provavelmente concordando com a proposta.

— Acha que já acordaram? — perguntou Anúbis.

— Provavelmente. — disse Anput — E é melhor ir agora antes que tenham qualquer obrigação. É época de plantio afinal de contas.

Juntos, os três simplesmente sumiram e reapareceram nos arredores de uma vila que havia se formado às margens de uma das ramificações do Nilo. Anput foi logo indicando o caminho ao caminhar sem preocupações pela vila que já acordava. Os habitantes não ligavam tanto de andar descalços pelo chão lamacento pela chuva, mas conversavam preocupados com o conflito de Mênfis ao seguirem para seus trabalhos. O trio logo parou diante de uma espaçosa casa de dois andares que exibia flores tímidas que ainda pensavam se valia a pena desabrocharem na frente de sua entrada.

Na entrada da casa, sacodindo a poeira e areia de um tapete, estava Shadya. Contudo, antes de se aproximar para serem notados pela garota, Anúbis parou com o olhar de surpresa. Com a mesma concentração que era necessária para inspirar e expirar profundamente, ele pode ver o ka, a alma, de Shadya.

— Você… chegou a ver o ka dela desde que saíram de Mênfis? — perguntou ele.

— Não… Porq… — disse Anput.

A frase da garota parou pela metade ao olhar para a amiga e tentar ver seu ka. Lá estava ele, doce, tímido, acolhedor, tal como Shadya. Mas, junto dele, estava um ka muito pequeno. Ainda indescritível mas evidentemente lá, perto da barriga de Shadya.

— Ela es…. — disse Anúbis.

Entretanto, a frase dele se perdeu no ar quando Anput terminou o caminho que separava ela e Shadya.

— Shadya! — exclamou Anput com um sorriso de um lado até o outro.

— Anput! — disse Shadya surpresa abaixando o tapete e logo sendo envolvida pelos braços de Anput num abraço.

Shadya demorou para retribuir o abraço, estava claramente um tanto constrangida por ser abraçada por uma deusa. Tanto Anput quanto Anúbis se perguntavam se tudo voltaria como era antes de os amigos descobrirem seu nada pequeno segredo divino. Lentamente, os braços de Shadya abraçaram Anput até que, motivado pelos sons da conversa, a Ahmen apareceu atrás de Shadya e abriu um sorriso.

— Não acredito que vieram mesmo visitar! — disse Ahmen.

— Não podíamos deixar de conferir se estavam bem — disse Anput.

— Estamos todos bem. — disse Shadya — Graças à vocês por terem avisado sobre o ataque em Mênfis antes de ele ter acontecido.

Shadya deu dois passinhos para o lado para ficar melhor para que Ahmen passasse pela porta. O rapaz foi até os dois amigos e já ia preparando uma reverência abaixando o joelho direito até que Anput e Anúbis começaram a reclamar.

— Por favor, não faça isso… — disse Anúbis bufando levemente.

— Sim. É meio… constrangedor. Somos seus amigos tal como antes. — disse Anput.

— Desculpe. É difícil de processar ainda. — disse Ahmen.

— Conte-me! — disse Anput segurando as duas mãos de Shadya — Como vai o casamento? Queríamos tanto ter vindo visitar antes mas… está tudo tão complicado.

— Tudo bem. Não tem problema — disse Shadya com um leve e doce sorriso.

— Por acaso tem algum… acontecimento novo desde então? — perguntou Anúbis tentando, da maneira mais sútil que pode, tentar descobrir se Shadya sabia que estava carregando uma vida dentro de si.

— Não muito. A vida aqui é bem mais calma que em Mênfis — disse Ahmen dando uma leve risada.

— É bem menor afinal de contas. — disse Shadya tranquilamente acariciando a cabeça de Neby.

Anput e Anúbis se entreolharam, provavelmente ela não sabia ainda. Decidindo ser mais direta, Anput passou o braço pelo ombro de Shadya lenta e delicadamente.

— Onde podemos conversar? — perguntou Anput — Queria ter uma conversa de mulher com você.

— A-Ah… podemos todos entrar se quiser — disse Shadya corada perguntando-se o que Anput queria.

Enquanto Shadya e Anput subiam para o andar de cima, Anúbis olhava para a casa que, só no andar de baixo, era facilmente o dobro ou o triplo da cabana que estavam usando para esconder o corpo de Osíris.

— Parece que estão mesmo muito bem por aqui — disse Anúbis.

— Meu pai está conseguindo várias coisas lutando por aí. Sempre tem trabalho para uma espada — disse Ahmen aproximando a mão que lhe restava da parte do tecido de sua roupa próxima de onde deveria sair o outro braço — O resto de nós está ajudando na plantação embora eu fique tentando vender as coisas que meu pai faz depois de caçar alguns animais.

— Então… não está tão fácil como parece… — disse Anúbis.

— Não me tome como ingrato, estou feliz de ainda estar vivo, mas um braço sem dúvida faz falta. Ainda mais o que eu segurava a espada. — disse Ahmen.

— Nunca disse que era ingrato — disse Anúbis suspirando — Desculpe por não ter conseguido salvar você inteiro.

— Não precisa se desculpar por nada… — disse Ahmen suspirando e apertando o ombro de Anúbis brevemente com sua mão — Não precisa se desculpar certo? Vossa divindade.

Anúbis revirou os olhos e Ahmen soltou uma risada gostosa que com certeza.

— Mas conte-me, o que está acontecendo do lado dos deuses e com essa guerra toda? Se é que posso saber. — disse Ahmen.

— É uma longa história…

Notas finais
## REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ## livro dos mortos - https://www.holybooks.com/wp-content/uploads/Egyptian-Book-of-the-Dead.pdf clima alexandria - https://www.google.com.br/search?q=alexandria+climate&oq=alexandria+climate&aqs=chrome..69i57j0l5.6837j0j4&sourceid=chrome&ie=UTF-8 perfume -http://www.reshafim.org.il/ad/egypt/trades/perfume_makers.htm / https://www.ancientegyptonline.co.uk/perfume.html lotus - https://www.floresefolhagens.com.br/flor-de-lotus-nelumbo-nucifera/ mumificação - http://www.reshafim.org.il/ad/egypt/texts/herodotus_burial.htm Nefertem - https://en.wikipedia.org/wiki/Nefertem Bes - https://en.wikipedia.org/wiki/Bes Ptah - https://en.wikipedia.org/wiki/Ptah Berber - https://en.wikipedia.org/wiki/Berbers Herpestidae - https://pt.wikipedia.org/wiki/Herpestidae vida selvagem no delta do Nilo - https://en.wikipedia.org/wiki/Nile_Delta#Wildlife chacais - https://www.livescience.com/57654-jackal-facts.html / https://www.youtube.com/watch?v=ZetRiNizDpI batida do coração no bebê - https://bebemamae.com/saude-gravidez/coracao-do-bebe-bate-pela-primeira-vez-com-16-dias-de-gravidez (esse link tá aqui pq pensei... se os julgamentos no Antigo Egito são feitos usando o coração da pessoa, então talvez a pessoa tenha ka apartir do momento que o coração bata. não quero entrar em méritos de quando começa a vida ok? só pareceu fazer sentido para o contexto egípcio).