Notas iniciais
olá! bem vindo à um capítulo q acho q vai ser gostosinho de ler :3 desculpa a demora!

Eles chegaram ao local onde Ahura e Merab haviam caído na água, e Nefer-ka-ptah sentiu o poder de Ra atraindo-o. Embora ele lutasse contra isso, ele sabia que iria conquistá-lo. Ele pegou um pedaço de linho real, fino e forte, e o fez em um cinto, e com ele amarrou o Livro de Thoth firmemente em seu peito, pois ele estava decidido que Thoth nunca mais teria seu Livro novamente.

~ Fragmento de “O Livro de Thoth”

Uma fraca chuva caía tímida pela área do vale marcado por um rio que corria de norte a sul até desaguar no Mar Arábico. O curso do rio era acompanhado por montanhas e também por uma floresta predominada por pastagens e pradarias naturais que traziam bastante verde apesar de não tantas árvores quanto traziam arbustos. Ali, logo às margens do rio que viria a ser batizado de Indo, uma grande cidade se erguia no que viria à ser o sul do Paquistão.

A enorme cidade de Mohenjo Daro tinha um tamanho impressionante para a época. Seus vários quilômetros quadrados eram divididos entre a cidadela e a cidade baixa sendo ambos cortados por um, para a época, sofisticado sistema de água e esgoto que levava água do rio para as casas da população e para o grande banho construído na cidadela. Apesar da chuva, era possível ainda ver pessoas pela rua onde quer que você fosse. Afinal, com mais de 30.000 pessoas morando dentro de sua área, era difícil encontrar uma rua vazia na cidade de Mohenjo Daro.

A cor da cidade era ampliada pelas vestes de seu povo. Os mais abastados eram os que conseguiam bancar as tangas, saias e xales de ombro com padrões mais detalhados e de tecidos refinados de algodão ou lã. Também eram os mais abastados que conseguiam bancar os colares, braceletes e anéis de ágata, ouro ou prata. Um ou outro homem ainda usava uma fina faixa ao redor da cabeça segurando um círculo de bronze no meio da testa enquanto algumas mulheres usavam vários colares de ouro e belas pedras de tons terrosos de comprimentos diferentes que faziam um trabalho medíocre e quase inútil em esconder os seios expostos.

Das jóias que o povo vestia, talvez a que mais chamava atenção, por sua diferença, dos dois egípcios que entravam na grande cidade, eram os finos anéis de nariz de tamanhos diferentes. Mas, assim como os dois egípcios olhavam com curiosidade e surpresa para a pequena argola de nariz que alguns habitantes de Mohenjo Daro usavam, os habitantes da cidade também olhavam com estranhamento para o delineador preto que ambos os egípcios usavam.

Caso o saiote de linho completamente negro de Anúbis e o elegante e esvoaçante vestido de linho branco de Anput já não os dedurassem o suficiente como estrangeiros, certamente a aparência dos dois lançava a maior das dicas. Afinal, o biotipo daqueles que moravam dentro dos muros de Mohenjo Daro possuía certas características em comum. Talvez o mais claro deles eram os cabelos extremamente pretos e lisos que adornavam rostos cujo tom amarelo-acastanhado que lembrava o bronze. Suas feições eram, no geral, mais finas, com exceção do nariz que era bem reto e abaixado. Assim, quando os dois deuses egípcios entraram na movimentada cidade, a aparência de ambos atraiu bastante atenção.

Os dois deuses andavam ao longo da longa rua, ladeada de casas feitas de tijolos de barro, que levava de um lado da cidade até o mercado central sem ligar tanto assim para a leve chuva que caía já que ela não era forte o suficiente para fazer muito mais do que deixar os cabelos úmidos.

— Espero que a chuva não aumente… — desejou Anput — Já estamos chamando atenção o suficiente sem ter que fazer nenhuma magia para não nos molharmos. E não quero que minha roupa fique encharcada.

— Acho que vai parar em breve mas vai piorar um pouco antes de ir embora… — disse Anúbis olhando para o céu sentindo as fraquíssimas gotas de chuva caírem sobre seu rosto.

Os dois conversavam tranquilamente enquanto entravam cada vez mais dentro de Mohenjo Daro. Era uma sensação engraçada e gostosa conversar em um idioma que ninguém ao seu redor conseguia entender. Certamente chamava atenção de quem passava, mas não era como se os dois deuses soubessem falar o idioma dali para ao menos fazer as pessoas encararem menos.

— Espero mesmo que passe. — disse Anput — Temos que aproveitar a rara oportunidade que é você estar de férias.

— Acho que estamos aproveitando bem até.- opinou Anúbis olhando no horizonte para a parte mais elevada da cidade que, com sua torre, se erguia sobre a cidade baixa — Conseguimos ir para Harappa mais cedo até. Ela foi tudo que Nefertem falou mas, Mohenjo Daro parece ser bem mais interessante.

— E maior! — completou Anput — Parece que na cidade alta tem um lugar, bem grande e fundo, que dá para entrar e nadar. Tipo as piscinas dos jardins e templos, só que fundo o suficiente para a água passar de nossa cabeça.

— Sério?! — perguntou Anúbis surpreso — Já tinha ouvido falar mas…

— Vamos lá depois se der. — disse Anput olhando ao redor um pouco esperando encontrar algum deus do povo do Vale do Indo, mas apenas via os mortais normais curiosos com os óbvios estrangeiros — Só eu que estou estranhando a sorte de nenhum deus daqui ter vindo ver nossas intenções em vir até aqui.

— Mas teve um voando distante mais cedo quando estávamos entrando na cidade… — disse Anúbis — Ficou nos observando de longe por um tempo e depois foi embora…

— Sério? Eu não notei… — disse ela com um suspiro de desapontamento consigo mesma.

— Estava bem longe e provavelmente tentando não ser notado. — garantiu Anúbis tentando tranquilizá-la — E também… Se eles estiverem minimamente informados, vão saber que o Egito não está em condições de vir até tão longe começar nenhuma guerra. Mal estamos em condições de manter nossas próprias fronteiras. Tanto que elas já diminuíram bastante.

— Infelizmente, é verdade. — resmungou Anput soltando um suspiro.

Tentando lidar com a preocupação com a terra Natal, Anput se deixou sentir a vibração e as cores da praça que guardava o mercado de Mohenjo Daro. À passos lentos, Anput se aproximou de uma das lojas que rodeavam a praça de comércio. A chuva fraca, mas que começava a engrossar um pouco, parecia começar a afugentar os vendedores ambulantes que temiam pelo estado de suas mercadorias.

A loja que Anput entrou parecia atrair as madames de Mohenjo Daro, pois elas estavam em peso ali. Não muito surpreendentemente, ao verem dois claros estrangeiros entrando na loja, as pessoas começaram a olhar curiosas e fofocarem entre si enquanto viam o casal entrando na loja que parecia vender vários tipos de roupas e acessórios para estas.

— Sabe… não sei se me incomoda mais as pessoas ficarem estranhando a gente desse jeito aqui ou do nada começarem a rezar e se jogar nos nossos pés como fazem no Egito. — disse Anúbis nem notando uma dupla de garotas adolescentes que, com bochechas coradas, olhavam-no de cima a baixo e então de baixo a cima com olhares de interesse e depois trocavam uma risadinha.

— Bem, não posso opinar tanto assim quando ao segundo… não acontece tanto assim comigo. — disse Anput pegando um longo pedaço de pano laranja adornado com alguns desenhos de flores marrons e usando-o para cobrir Anúbis como se fosse um véu — Talvez você devesse começar a andar escondido quando for passear comigo. Não tem lógica você andar invisível para os mortais quando eu queria justamente interagir um pouco com eles.

— Vou lembrar dessa ideia. — disse Anúbis tirando o pedaço de pano de sua cabeça e colocando na de Anput — Mas esse fica melhor em você. Pode proteger você um pouco da chuva.

— Essa era a intenção. — disse Anput sorrindo de leve e arrumando o pano ao redor de sua cabeça.

O pano era tão longo que ela conseguia cobrir até sua cintura e, ao segurar cada ponta dele diante de seu peitoral, Anput passava a se sentir não só mais protegida da chuva de um jeito que não chamava muita atenção, como também se sentia mais integrada ao lugar. A etapa seguinte era a complicada negociação pelo pedaço de pano. Sem Anúbis nem Anput saberem falar o idioma do vendedor e sem o vendedor também saber falar o idioma egípcio, era uma discussão complicada. Mas o vendedor aceitou felizmente o anel de bronze que Anput fez aparecer mágica e discretamente na palma de sua mão.

— Porque você insiste em sair pelos mercados humanos comprando coisas quando um pouco de magia pode fazer qualquer uma das coisas que os mortais fazem? — perguntou Anúbis.

— Ah… não sei explicar direito. — disse Anput enquanto os dois saíam da loja tentando se proteger da chuva nos poucos lugares que haviam pelo caminho — Vamos começar com o fato de que eu não sou tão boa em magia quanto você.

— Alguma coisa me diz que isso não é o motivo principal. — arriscou Anúbis e Anput afirmou com a cabeça.

— Sei lá… acho gostoso. — admitiu Anput dando de ombros — É legal pensar de onde a coisa veio e também gosto de pensar que estou ajudando os mortais de certa forma e fazendo parte do mundo deles. Acho que eu sinto um pouco de falta da época que éramos apenas mais duas crianças brincando pelas ruas de Mênfis com Shadya, Chenzira, Ahmen e Iset.

— Já fazem quase 1000 anos… — disse Anúbis suspirando — Tudo era muito diferente…

— Sim… — concordou Anput — Era mais simples e “normal”. Ao menos para os parâmetros mortais. Agora nosso normal é isso… julgamentos, mumificações, atender templos, lidar com outros deuses, ver a humanidade crescer, ver impérios surgirem e caírem… Só espero que o Egito não seja a próxima julgando por como as coisas estão agora por lá.

— Eu também… — disse Anúbis suspirando pesadamente.

O casal continuou a passear pela grande cidade e, a cada passo que davam, mais a chuva ia se afastando e se tornando um empecilho mais distante. O passeio rendeu ainda um colar para Anput e uma breve degustação da culinária da cidade.

Contudo, eles estavam curiosos querendo passear pela cidadela e conhecer o tal grande banho. Mas, ao chegar no portal que deixava as pessoas entrarem dentro dos grandes muros que separavam o resto da cidade de Mohenjo Daro de sua parte mais estimada, Anúbis e Anput logo encontraram o caminho obstruído por um deus que os encarava de braços cruzados sem nada dizer ou fazer além de simplesmente impedir eles de continuarem.

— Não sei o idioma deles, mas acho que a tradução disso é “só até aqui” — opinou Anúbis.

— Será que lá dentro tem templos também? — perguntou Anput e Anúbis deu de ombros.

— Talvez… Para não deixarem a gente ir mais... — respondeu Anúbis começando a dar a volta se virando pelo caminho de onde tinham acabado de sair — Não vamos começar um problema diplomático… vamos voltar.

— Sim… — concordou Anput fazendo o mesmo mas soltando um pesado suspiro — Droga, queria conhecer os tais banhos.

— Quem sabe no futuro… — sugeriu Anúbis numa tentativa de animar Anput.

— Quem sabe… — disse Anput sem muita firmeza enquanto tirava o pano de sua cabeça, já que a chuva havia claramente parado, e deixava-o apenas pelos seus braços — Hum… será que se eu comprar um desses anéis que eles usam no nariz, a gente consegue arrumar um jeito de colocar ele no meu nariz? Quer dizer… não é como se nós fossemos muito fáceis de furar… ainda mais porque a ferida com certeza também fecharia quase imediatamente. Eu achei muito bonito...

— Ahm… não sei… talvez? Thoth deve ter alguma ideia que não seja perigosa como… aquela espada de Set de quando o Egito unificou pela primeira vez. — disse Anúbis olhando brevemente para a argola de nariz que uma idosa à frente deles usava em uma das narinas.

— Acha que eu ficaria bonita com uma? — perguntou Anput sorrindo levemente esperando a reação e a resposta dele.

Anúbis abriu um sorriso e olhou para ela com as bochechas levemente coradas. Já sabia a resposta, mas mesmo assim parou alguns segundos para olhar para Anput e imaginar uma pequena argola de ouro enfeitando uma de suas narinas.

Mais do que só às vezes se sentia sortudo por ter Anput ao seu lado por tantos e tantos séculos. Não por causa do medo que ela tinha de desaparecer, embora ele também se preocupasse, mas sim pois se perguntava como ela não cansava dele por ele estar sempre tão ocupado. Por isso, sempre que possível ele tentava dar um pouco de seu tempo para ela. E era isso que aquela viagem era. Poderia fazer várias coisas naquelas férias tão pequenas que Osíris havia lhe dado, mas queria passar ao lado dela fazendo seja lá o que ela queria fazer. Se ela queria viajar para uma cidade de outra civilização a tantos quilômetros de distância, que seja.

— Você fica bonita de qualquer jeito… — respondeu Anúbis.

— Uma resposta séria por favor. — respondeu Anput soltando uma risada e ficando corada.

— Acho que ficaria muito bonito. — acrescentou Anúbis — Especialmente uma dourada. Acho que ouro combina com você.

— Está decidido então. — disse Anput determinada imediatamente acelerando o passo em direção mais uma vez à praça rodeada de lojas.

Não foi exatamente fácil encontrar a loja de jóias. Vitrines ainda eram uma invenção distante e não podiam perguntar para as pessoas. Era uma pergunta muito difícil de fazer com mínima. Mas, de uma forma ou de outra, entrando pelas ruas e ruelas, eles conseguiram achar. Era claro que pareciam estar numa parte mais rica de Mohenjo Daro, seja pelo nível das casas ou pelas vestimentas das pessoas.

O vendedor, um senhorzinho encurvado pelo tempo que Anúbis sentiu que não tinha mais tanto tempo para caminhar pelo mundo, os recebeu com um sorriso que faltava alguns dentes mas não faltava simpatia apesar de os dois deuses não terem entendido uma palavra sequer.

Uma mera mímica de Anput formando um círculo com uma das mãos juntando o dedo indicador com o dedão enquanto segurava a narina esquerda foi o suficiente para o inteligente velhinho entender o que o casal queria. Enquanto o dono da loja caminhava sofridamente até onde estavam os modelos de argola de nariz, ele tagarelava sobre como tinham vários modelos, sobre o que eles significavam e sobre como a vizinha, que era como uma neta pare ele, tinha acabado de ganhar a sua. Mas tudo isso havia passado despercebido pelos dois deuses que não sabiam uma só palavra sequer no idioma.

Anput observou os modelos e todos seus diferentes tamanhos. Os menores eram pequenos o suficiente para envolverem perfeitamente a narina sem deixarem um espaço sequer. Mas, quanto aos maiores, Anput se perguntava se eles não eram por acaso pulseiras. Como era uma ideia nova, Anput não se sentiu confortável o suficiente para ousar demais e, assim, acabou por escolhendo uma argola pequena e completamente de ouro sem qualquer adereço além da própria argola.

Como a peça era pequena mas de ouro, oferecer um anel de ouro parecia um pouco exagero. Assim, Anput ofereceu um anel de prata, mas foi apenas com dois que o velhinho se satisfez. Como o céu estava começando a ficar alaranjado, o casal decidiu que ali que terminaria o passeio deles. Tinha sido um dia bom, afinal, até tinham conseguido jogar o jogo que Nefertem havia apresentado para eles no aniversário de Anúbis, no dia anterior, com dois guardas no portão de Harappa pela manhã.

Eles voltaram para o Salão do Julgamento enquanto Anput já pensava em como conseguiria furar o nariz para botar a argola e Anúbis pensava, tenso, em quanto a fila do julgamento poderia ter aumentado. “Não, estou de férias”, dizia ele mentalmente para si mesmo.

— Vou falar com Seshat e ver se ela e Thoth tem alguma ideia de como botar esse anel. — disse Anput assim que eles chegaram no Salão do Julgamento que estava completamente vazio com exceção de Osíris que conversava com Hórus numa das extremidades dele provavelmente sobre algo sério demais para ser interrompido pela chegada do casal.

— Acho que vou inaugurar o presente de Lorde Osíris… — disse Anúbis pensando no kit de mumificação. Afinal, estava precisando aliviar a tensão um pouco.

— Certo. — disse Anput sorrindo e logo dando um breve selinho nele — Obrigada pelo passeio apesar de ter sido você o aniversariante de ontem.

— No seu aniversário faremos outro com certeza. — garantiu Anúbis fazendo a esposa sorrir.

— Assim espero. — disse Anput.

Com Anput indo para Seshat e Osíris ocupado com Hórus, Anúbis se viu sozinho. Isso é, se ignorasse o olhar de carente de carinho que Ammit lançou em sua direção. Ele abriu um pequeno sorriso para a demônio e passou a mão carinhosamente por sua cabeça antes de seguir para a sala de mumificações.

Como reflexo das férias, as várias mesas de pedra estavam completamente vazias. Ele havia feito questão de terminar todas as mumificações que tinha pendente antes de começar as comemorações de seu aniversário. Claro, estava de férias e não deveria trabalhar. Mas as mumificações o tranquilizavam. Dificilmente ele conseguiria contar aquilo como trabalho, por mais grotesco que o serviço pudesse ser.

Tentando ignorar a ansiedade de pensar em como a fila de mortos para julgar estava aumentando a cada segundo no decorrer daqueles dois dias sem julgar uma alma sequer, Anúbis fez aparecer magicamente sobre uma das mesas de pedra o elegante baú que Osíris havia lhe dado. Fez ele surgir na extremidade da mesa para que ainda pudesse ter espaço para deitar o corpo de alguém ali.

Lentamente, ele passou a mão pálida pela superfície ricamente detalhada do baú e então abriu-o. Era claro que as ferramentas de mumificação ali eram da mais alta qualidade, mas ele de fato sentia uma magia irradiando do conjunto. Ele pegou o gancho que era usado para auxiliar na retirada do cérebro do morto pelo nariz e tentou ler a magia que o adornava e não pode deixar de soltar uma rápida e pequena risada ao sentir que, dentre as magias, estavam feitiços que faziam cada peça inquebrável e insujável. Útil sem dúvidas, por mais fácil que fosse limpar magicamente o sangue seco que ficava no material depois de uma mumificação toda feita à mão.

Queria alguém para mumificar agora e extravasar sua ansiedade, mas estava sem paciência de ir até o mundo humano e justificar para a família e amigos que iria simplesmente tomar o corpo do morto por alguns dias. Assim, Anúbis decidiu se concentrar em, mentalmente, procurar alguém recentemente morto que não tinha ninguém para velar pelo corpo. Algum indigente solitário qualquer. Seus dedos batiam repetidamente sobre a mesa de madeira em um ritmo ansioso enquanto procurava algum mortal assim e não se desapontou ao encontrar um jovem solitário que parecia ter acabado de ser morto por guerreiros núbios perto da fronteira sul.

O deus da morte soltou um suspiro pesado ao se preocupar pela situação do próprio país. Conflitos com a núbia não eram novidade, mas certamente era estar do lado perdedor do conflito por tanto tempo. Torcendo para que aquilo não fosse um indício de que o Império Egípcio estava chegando ao fim, Anúbis magicamente trouxe o corpo do jovem para sua mesa de mumificação e, dando-se um mero segundo para olhar triste para a enorme ferida aberta no peito do morto e para as costelas marcadas pela fome, o deus da mumificação começou seu trabalho.

Notas finais
espero q tenham gostado e aproveitado, pq apartir do proximo COMEÇA O DEDO NO COOL E GRITARIA! REFERENCIAS **** O Livro de Thoth - https://www.sacred-texts.com/egy/woe/woe10.htm O Rio Indo - https://en.wikipedia.org/wiki/Indus_River#Geography Mohenjo Daro - https://video.nationalgeographic.com/video/101-videos/0000015e-14f8-db02-a9df-1efe241d0000 Mohenjo Daro 2 - https://history.stackexchange.com/questions/27873/has-mohenjo-daro-been-reconstructed Mohenjo Daro 3 - https://www.britannica.com/place/Mohenjo-daro Roupas em Mohenjo Daro - https://indusvalleycivilizations.weebly.com/everyday-attire.html Roupas em Mohenjo Daro 2 - https://www.quora.com/Indus-Valley-Civilization-What-was-the-dress-of-ancient-Mohenjo-daro-people PS : foi bem difícil achar quaisquer dados sobre a cultura de Mohenjo Daro… então não ousei aprofundar-me mais do q já aprofundei.