A Missão que Une Nalu
5 A Descoberta
Notas iniciais
Pela manhã, Lucy, Erza, Natsu e Gray foram falar com a única pessoa que sobrevivera ao ataque. A mulher tinha entre 25 e 30 anos e estava realmente apavorada.
– Conte-nos o que aconteceu – pediu Erza
– Um homem, de uns 25 anos, alto, loiro e forte, entrou na loja como um cliente qualquer. Olhou pela loja a procura de roupas, sem nenhum tipo específico, eu acho. Não era eu quem estava a atendendo, era minha amiga que está... – a mulher se permitiu pausar por um momento antes de continuar – Após escolher algumas roupas e foi ao provador... E então eu subi para buscar um modelo de blusa para a menina que eu estava atendendo. Depois de uns 5 minutos eu escutei gritos e gritos vindos do andar de baixo e logo após veio um silêncio absurdo. Desci as escadas sem fazer barulho algum, abaixei e foi quando eu vi: Todos, todos estavam mortos no chão, com sangue escorrendo e uma adaga em seus corações... e lá estava ele, ainda usando as roupas que tinha escolhido. Inexplicavelmente, olhei para aqueles que estavam no chão e vi as adagas de seus corações sumirem do nada. Logo após Kayoo caminhou até a porta e desapareceu. Não levou nada, apenas uma peruca de um de nossos atendentes e as roupas, todo o dinheiro ficou na loja... – ela olhou os quatro, seu rosto estava pálido e ela parecia que ia chorar a qualquer momento. – Ele pensou que havia matado todos naquele dia...
O silêncio permaneceu por alguns segundos, pois eles tentavam processar tudo o ocorrido.
– Que cor era os olhos dele quando vc viu? – pergunta Lucy subitamente. E todos olharam para ela com uma cara de interrogação.
– Não me lembro, pareciam ser castanhos um pouco avermelhados...
– Por que quer saber isso Lucy? – perguntou Gray
– Pra saber – mentiu. Ela tinha uma sensação de que o cara que ela vira pela noite tinha alguma coisa haver com a missão.
– Muito obrigada, suas informações nos foram muito úteis – disse Erza – A propósito, aconselho que procure um psicólogo, passou por momentos muitos difíceis. Vamos.
– Sábado, 2:40pm, hotel –
– Não temos nada concreto ainda, mas podemos supor algumas coisas e afirmar outras. Os boatos sobre Kayoo ficar se disfarçando é realmente verdadeira, levando em conta que levou as roupas e uma peruca de um morto e deixou todo o dinheiro na loja. Porém, o fato de ele escolher uma cidade com apenas aquela loja de roupas, que agora está fechada, ainda é estanho. Além disso, podemos afirmar que ele possui a Kansou... minha magia. Pedi permissão e nessa tarde irei examinar as imagens das câmeras de segurança da rua e da loja. Tentarei ver hoje também se tenho acesso às informações da estação para descobrir onde ele foi.
– Nós vamos com você. – diz Natsu
–Não, vocês vão ficar aqui. Pode ser que Kayoo ainda não tenha ido embora da cidade. Fiquem alertas – disse ela – Estou indo.
– Sábado, 3:25pm, quarto do hotel –
– Que tédio – reclama Gray – Acho que vou dar uma volta por aí. – Ele se levanta e se dirige para a porta.
Ao sair, Natsu fica as sós com Lucy. Então pergunta:
– Por que queria saber a cor dos olhos de Kayoo?
– Pra saber...quanto mais informações sobre ele melhor, não?
– Lucy, eu sei que não foi por isso – Ele olhava fixamente em seus olhos, o que a deixava meio desconfortável. Desviou então o olhar para o lado, onde Happy dormia tranquilamente.
– Nessa noite, eu acordei, pois tive um pesadelo, então e fui ao banheiro – começou – Quando sai olhei para a janela vi um homem parado no meio da rua. Ele me observava como o cara do meu pesadelo... ambos tinham olhos vermelhos, davam até arrepios. – contou ela voltando seu olhar para Natsu. Ele estava com uma expressão que ela nunca vira, como se estivesse preocupado. – Desde então, devo admitir, estou com medo, não só do homem como o que ainda pode acontecer nessa missão... tenho um mal pressentimento, Natsu.
Ela estava com um olhar triste e que transmitia um pouco de seu medo.
– Ei! Quantas missões já fizemos que nos surpreenderam no final? – perguntou Natsu, com o que parecia um sorriso tímido e levantando seu queixo delicadamente – Essa é só mais uma de muitas que ainda viram – disse ele. Ela estava estranhando o modo de Natsu falar... sua forma estabanada se fora, ele agora estava carinhoso e preocupado, mas Lucy estava assustada que nem ligou.
– Obrigada, Natsu...eu acho – então, uma ação involuntária tomou Natsu e ele, sem dizer mais nada, abraçou-a, que retribuiu. E assim ficaram até escutar passos no corredor.
– Natsu – diz Gray – Venha comigo.
Assim, os dois saíram do quarto e desceram.
– O que quer, Gray?
– Eu e a Erza achamos que você está muito quieto ultimamente. Aconteceu alguma coisa?
– Desde quando se preocupa comigo, peladão?
– Desde quando nos tornamos amigos
Andaram alguns passos em silêncio
– Te coisas que vem acontecendo que estão me deixando com medo de... – Natsu se interrompeu. Ele estava quase falando os ocorridos constrangedores entre ele e Lucy. E isso acabaria levando ele ter que falar sobre “aquilo”
– ...Com medo de...? – pergunta Gray
– Talvez perder alguma coisa?!...
– Que tipo de coisa?
– Tenho medo de estar desenvolvendo algo que possa destruir uma amizade
Gray encarou Natsu. “ O Natsu nem parece o Natsu. Ele está falando cada coisa...”, então ele entendeu o que estava acontecendo, mas não sabia quem era a pessoa envolvida.
Ficaram novamente em silêncio.
Estavam ainda caminhando pelo jardim do hotel. Eram 5: 10 da tarde.
– Pessoal! – gritou Erza, que vinha correndo até eles – Descobri. Eu já sei quem é Kayoo!
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