A Missão do Anjo

1 O Primeiro Ato do Anjo.


A Missão do Anjo.

O Primeiro Ato do Anjo.

Mary Jane Whiles, uma jovem garota de cabelos loiros e olhos castanhos, escondeu-se atrás de seu livro de português ao avistar ao longe um luxuoso carro prateado, estacionado no estacionamento da escola – local cujo era usado somente pelos professores e conselheiros escolares. Engoliu um seco, sentindo-se estremecer com o pensamento de que seu tio poderia estar cruzando pelos corredores naquele exato momento, sorrindo e mostrando todos os seus dentes perfeitos.

— Srta. Whiles? – a professora de Língua Portuguesa chama a jovem Whiles, que pula em sua cadeira e abaixa o livro, lançando um olhar um tanto quanto assustado para a mulher de cabelos ruivos, que olhava-a com certa curiosidade. Quase como se estivesse rolando alguma briga, todos os alunos viraram-se para encarar a garota de cabelos louros, que corou com toda atenção sendo direcionada para si. – Está tudo bem? Não me parece muito interessada na aula.

— Ah, n-não! – Mary Jane exaltou-se, rindo nervosamente enquanto coçava sua bochecha. – Eu só estava pensando em... coisas!

— E a senhorita gostaria de compartilhar tais coisas com a turma? Parecem serem muito interessantes para lhe tirar a concentração. – a professora falou calmamente, ignorando as risadas dos alunos que se seguiam ao final de sua frase. Mary Jane crispou os lábios e abaixou a cabeça, sentindo-se enraivecer com a atitude imprudente da mulher.

Mas não posso deixar-me levar por estar raiva! Esse não é um perfil de um anjo!— a garota repreendeu-se, voltando a encarar a mulher, que começava ficar impaciente com a falta de resposta. – Não senhora, professora. Seria um tanto quanto rude compartilhar minhas ideias com meus colegas, sendo que sequer são sobre a aula.

A professora fechou a cara, mostrando-se emburrada com a imprudência da aluna. Estava pronta para contra-atacar aquele argumento quando a porta da sala abriu-se rapidamente, fazendo Mary Jane olhar para cima, como se pedisse misericórdia. Um homem de altura mediana com belos cabelos louros parou em frente a porta, abaixando minimamente os óculos escuros e mostrando seus belos olhos verdes. Usava uma camisa social branca, com as mangas em seus cotovelos, e uma simples calça preta, combinando com o sapato social – igualmente preto.

Deus, em nome de Seu sagrado nome, tire-me daqui!— a jovem mestiça contorceu-se em sua cadeira, mordendo o lábio inferior quando o homem de cabelos louros sorriu abertamente, mostrando seus dentes perfeitos.

— Com licença, desculpe interromper a aula – o homem falou calmamente, olhando brevemente para a jovem Whiles, que bateu a cabeça contra o livro ao ouvir algumas de suas colegas suspirando pelo o homem.

— Oh, não! – a professora rapidamente falou, sorrindo para o homem. Aquela foi a gota d’água para a jovem mestiça, que bateu em seu rosto com a mão, deslizando-a aos poucos. – Por favor, sinta-se à vontade!

— Ótimo. – o homem colocou os óculos escuros de volta, sorrindo e apontando para Mary Jane. – Então, Mary, guarde seus materiais e venha com o seu incrível tio!

Todos olharam diretamente para Mary Jane, com os olhos arregalados como se a mesma estivesse pegando fogo. A professora franziu o cenho e tossiu fracamente, folheando o livro e tentando desfazer a careta que se formava em seu rosto. A mestiça de cabelos louros respirou fundo antes de fechar o estojo e jogá-lo dentro de sua mochila, seguido do caderno e do livro. Levantou-se quase em pulo, colocando uma das alças de sua mochila sobre os ombros, e caminhando em direção a porta.

A jovem mestiça sequer disse algo antes de passar reto pelo tio, preocupando-se em caminhar pelo longo corredor, interessada em ver os armários que encontravam encostados nas paredes. O homem facilmente a alcançou, espreguiçando-se e erguendo os braços para cima, resultando em mostrar suas belas e chamativas asas douradas, que brilhavam em destaque com a luz do Sol.

— Eu não acredito que você fez isso, tio Gabriel! – Mary Jane exclamou, tentando ignorar a risada do Arcanjo. A mestiça passou pelo portão da escola, rumando em direção ao carro prateado que lhe era tão familiar; abriu a porta e entrou rapidamente, tentando ignorar os curiosos que olhavam pela janela de sua sala, encantados com as asas douradas de Gabriel, antes das mesmas desaparecerem. – Já não basta eu chamar atenção por ser meio anjo, agora vão cair para cima por sua causa! – contudo, enquanto reclamava, Gabriel entrou no carro e logo deu a partida, ignorando os protestos da jovem. – E deu para ver que a professora vai pegar no meu pé amanhã!

— O importante é você passar de ano. – Gabriel sorriu divertido, saindo as presas do estacionamento da escola. – Mas é melhor mudarmos de assunto... o Conselheiro dos Anjos estará aqui em breve para lhe ver.

— O Conselheiro dos Anjos? – Mary Jane gaguejou assustada, olhando espantada para o tio, que apenas mordeu o lábio inferior enquanto assentia. – O que ele quer comigo? Digo, ele está aqui para conversar comigo, certo? – o Arcanjo de cabelos louros apenas balançou a cabeça, resultando em um breve sobressalto na mestiça. – Será que eu fiz algo de errado dessa vez? Se eu fiz, juro que não foi intencional!

— Mary Jane, sei que você nunca faria algo de errado em sua vida, e quando faz, não é por querer. – Gabriel respirou fundo enquanto parava o carro ao ver o semáforo anunciar o tão famoso sinal vermelho. — Ele apenas quer conversar com você sobre os humanos, como ele disse, saberem de nossa existência.

— Os humanos sempre souberem de nossa existência... há mestiços espalhados pelo mundo inteiro, e meu professor de matemática é um deles! – Mary Jane protestou, franzindo o cenho – talvez em indignação, ou puramente de raiva? – Porque, só agora, quando eu decido assumir minha verdadeira identidade, o Conselheiro dos Anjos decide falar sobre esse assunto. De tantos bilhões de mestiços, eu sou a única que é sempre alertada como um perigo e ameaça a nossa raça!

— Garota, há certas coisas em nossas crenças que são consideradas como um tabu. – o Arcanjo solenemente respondeu, acelerando quando viu que já poderia voltar a dirigir. – Em todos esses bilhões de casos, todos mostraram seus verdadeiros euem situações extremas, como em um acidente ou alguém que se machucou na escola.

— Todos ficaram sabendo sobre mim na aula de educação física, quando uma bola de basquete atingiu o nariz de Carrie Miles. Certamente, é uma situação bem básica – a jovem de cabelos louros suspirou antes de sorrir docemente com a lembrança que logo veio à tona. – mas não é, pois Carrie tem câncer, e com a batida, ela acabou caindo para trás e desprendendo o soro que a ajudava na quimioterapia.

— Ah, sim, lembro-me da srta. Miles. – Gabriel retribuiu o sorriso. – Certamente, foi um simples descuido, mas que poderia ter levado a morte dela.

— Ela está pensando em ser arquiteta, ou engenheira civil. – Mary Jane logo abriu a porta do carro assim que o mesmo estacionou em frente à sua casa. No mesmo momento, a mãe da jovem mestiça apareceu rente à porta, sorrindo. Jane Whiles possuía cabelos louros e curtos, repicados nas pontas, e seus olhos verdes brilhavam entre a beleza de seu rosto pálido. Segurava em mão uma pequena caneca rosa. – Olá mamãe!

— Bem-vinda, meu amor. – Jane cumprimentou a filha, oferecendo-se para segurar a mochila da mesma, que logo a entregou e recebeu em troca a pequena caneca. – Preciso que devolva a caneca da srta. Cooperfield, por gentileza.

— Claro, mamãe!

Mary Jane sorriu docemente enquanto virava-se e caminhava, olhando para os dois lados antes de atravessar a rua. Enquanto via sua sobrinha rumar em direção a vizinha da frente, Gabriel cumprimentou Jane com um caloroso olá enquanto entrava na casa dos Whiles, sendo seguido pela humana de cabelos loiros.

A mestiça preparou-se para bater na porta mas parou com a mão no ar ao ouvir móveis sendo arrastados dentro da casa. Antes que pudesse pensar em sequer olhar o que se ocorria pela janela, a porta foi aberta violentamente, com uma figura negra correndo da casa, por ocasião derrubando a jovem de cabelos loiros, que deixou a caneca chocar-se contra o chão, quebrando-se em pedaços.

A figura correu pela calçada, pulando sobre carros e telhados. Mary Jane levantou-se rapidamente, olhando brevemente para a rua antes de entrar na casa, encontrando uma jovem caída no chão, com as mãos sobre sua barriga.

— Oh, Deus! – as asas negras de Mary Jane apareceram rapidamente enquanto corria em socorro a mulher, que murmurava em meio aos soluços. – Você está bem? O que aconteceu? Aquela coisa lhe machucou?

— Meu bebê... – entendendo o murmúrio desesperado da mulher, Mary Jane arrancou uma pena de suas asas, colocando-a suavemente sobre a barriga da mulher. Com as mãos postas ali, concentrou-se em sentir se a pequena criança estava bem – por sorte, a mestiça conseguiu sentir os batimentos cardíacos do feto, vendo-o em segurança.

— Não se preocupe, senhora, seu bebê está bem. – a mulher soluçou aliviada, aceitando a ajuda oferecida, sentando-se no chão. – Agora, por favor, me diga o que aconteceu... aquela Figura lhe machucou?

— Não... eu estava apenas voltando para a sala quando aquela coisa apareceu. – a mulher respondeu rapidamente, olhando espantada para os olhos castanhos da mestiça. – Foi tudo muito rápido, e quando percebi, já estava caída no chão enquanto reviravam meus móveis. Felizmente, eu acho, não levou nada.

A cabeça de Mary Jane estava uma confusão enquanto tentava assemelhar os fatos – as Figuras, como eram chamadas, eram criações de seu pai, baseadas em sentimentos negativos. Suas reais funções eram simplesmente vagar pelo Purgatório, afim de serem punidas como pecados antes de desaparecerem. Contudo, aqueles seres de energias negativas haviam encontrado um meio de escapatória, agora vagando pelo mundo humano, em busca de dor e sofrimento para se alimentarem.

— Por favor, feche a porta e tranque as janelas! Não deixe que ninguém entre! – Mary Jane falou rapidamente antes de levantar-se em um pulo e correr para a porta, logo desaparecendo da visão da mulher.

. . . .

A praça central de Creek Hill tornara-se ponto de referência na cidade depois de seu centésimo aniversário. A Figura pousou rapidamente no chão, olhando ao seu redor antes de focar sua visão distorcida na grande estátua que encontrava-se no meio da praça. Ao virar-se brevemente para trás, encontrou a mestiça Mary Jane Whiles pousando no chão, franzindo o cenho irritada ao ver a Figura ali, no meio de tantas pessoas.

— Você não pode sair por aí, invadindo a casa dos outros! Isso é errado, e nada educado! – a mestiça falou em voz alta, fazendo um movimento ameaçador com suas asas negras. A Figura moveu-se para trás, tendo suas costas chocadas contra o pedestal da estátua. – Seu lugar não é aqui, entendeu? Você e seus outros iguais não tem direito de vagarem por esta terra! Vá embora agora para que possa ser julgada por seus atos!

A Figura parou um pouco, olhando desesperada para os lados antes de atravessar o pedestal da estátua e correr em direção a um carro, pulando sobre o mesmo. A mestiça de cabelos loiros estava prestes a segui-la, mas parou abruptamente ao ouvir o som de uma rocha de quebrando. A estátua despencou em sua direção, em um movimento rápido.

Contudo, ao cair, a estátua não a feriu, pois Mary Jane foi jogada para longe. Ao levantar-se do chão, encontrou um homem alto de pele extremamente branca, com cabelos negros em contraste com seus olhos extremamente escuros. Usava um casaco de couro e uma calça escura social, que combinava com o sapato que usava. Suas asas igualmente negras bateram algumas vezes quando pousou no chão, em frente a mestiça.

— Tio Lúcifer! – Mary Jane exclamou aliviada, vendo Lúcifer olhar para ele, nada contente. – Ah, muito obrigado!

— Aquela obra horrenda de seu pai está indo em direção ao hospital. – Lúcifer comentou friamente, vendo o sorriso desaparecer dos lábios de Mary Jane. – Dê graças a Deus por eu ter lhe salvado, menina, caso contrário, Oliver arrancaria minha cabeça.

— Eu estou bem, sério. – a loira rapidamente falou, afobando-se ainda com a recente notícia. – Está indo para o hospital?! O que aquela coisa pensa que fara com aquelas pobres pessoas!? Temos que impedi-la!

Temos? Acho que a senhorita quis dizer que eu tenho que impedi-la. Você não irá a lugar nenhum! – a jovem garota estava prestes a protestar, mas Lúcifer continuou. – Se seu pai descobrir um arranhão sequer em você, cabeças irão rolar... por falar nisso, onde você se machucou? – Mary Jane abriu e fechou a boca diversas vezes, olhando para seu cotovelo, que estava destacado por um pequeno roxo. – Eu sabia que você não conseguiria ficar longe de encrenca... hoje, cabeças irão rolar por causa desse pequeno machucado!

— Aquela Figura me derrubou no chão antes... eu devo ter me batido em algum lugar. – murmurou inquieta, ainda tendo sua atenção voltada a Figura, que seguia rapidamente para o hospital. – Por favor, deixe-me ajudar! Aquela Figura quase machucou uma gestante, eu preciso impedir que ela machuque mais alguém!

— Deixe esse trabalho para os anjos! – entretanto, Mary Jane arregalou os olhos enquanto crispava os lábios.

— Eu ainda estou à procura de minha missão como anjo, para que eu possa ser considerada como um! – a mestiça vociferou irritada, olhando magoada para o anjo caído. – E essas Figuras são obras de meu pai, então também é meu dever detê-las! Como encontrarei minha missão como anjo se não consigo ao menos permissão para proteger os humanos?!

— Você fez o suficiente, Mary Jane. – o Arcanjo Gabriel declarou, pousando no chão e olhando rapidamente para seu irmão caído. – Lúcifer tem razão ao falar que cabeças irão rolar caso você se machuque... antes de seu pai dar sua vida para que você possa viver no mundo dos humanos, e encontrar sua missão, ele pediu para que eu e Lúcifer tomássemos conta de você. O sacrifício de seu pai não será em vão, então, por gentileza, vá para casa enquanto resolvemos isso.

— Mas eu quero ajudar... – a mestiça murmurou inquieta, estranhamente sentindo-se completamente inútil.

— Você fez o suficiente, Mary Jane. – Lúcifer falou calmamente, balançando a cabeça. – Vá para casa, e espere até o Conselheiro dos Anjos chegar... explique a história para ele, e pronto. Tudo se esclarecera em breve.

A mestiça apenas abaixou a cabeça e concordou silenciosamente – entretanto, aproveitando quando ambos anjos se distraíram por breves segundos, virou-se rapidamente e abriu as asas, voando para longe de seus responsáveis, seguindo o rastro da Figura. Tanto Lúcifer quanto Gabriel gritaram pela garota, que a essa altura, já estava longe para ouvir os protestos.

— Ah, Oliver vai arrancar minha cabeça... – Gabriel suspirou cansado, vendo Mary Jane desaparecer entre os prédios. – Se algo acontecer a ela, seremos nós os culpados.

— Ela puxou essa teimosia de Oliver. – o anjo caído murmurou antes de passar a mão pelos cabelos. – Precisamos ir atrás dela, antes que algo aconteça a ela. Se aquela Figura machucar ela, ou algum mortal, nós dois estaremos muito ferrados.

. . . .

O Hospital Central de Creek Hill era um dos maiores hospitais de toda a cidade, contando também com a construção de um novo prédio, ligado à uma das alas, que seria justamente para aqueles que precisavam de um atendimento mais do que imediato. Ao pousar em frente as grandes portas duplas, uma velha mulher abriu-a com uma expressão horrorizada, tornando-se aliviada ao ver as belas asas negras de Mary Jane.

— Oh, meu santo sagrado, graças ao Senhor que você veio! – a mestiça entrou no hospital, vendo como todos da sala de espera estavam agitados. – A senhorita precisa nos ajudar, minha querida! Há algo... não humano rondando pelos corredores!

— Não humano? – a garota espantou-se, virando-se para encarar a recepcionista, que levantava-se de sua cadeira para acudir um pequeno garoto que estava aos prantos. – A senhora deve estar da falando da Figura... por algum acaso, era algo com a fisionomia de um humano, mas escondido por um manto de escuridão?

— É um monstro! – aquele mesmo garoto gritou em meio aos soluços. – Eu o vi entrando em um dos quartos... ele era horrível, e tinha uma boca enorme!

— Oh, Deus, não! – Mary Jane exclamou horrorizada, olhando rapidamente para um segurança que voltava às pressas para a recepção. – A Figura deve estar com fome... onde ela está?!

— Você deve ser um anjo – o segurança de pele morena aproximou-se de Mary Jane, mas logo balançou a cabeça. – Não, você não tem uma auréola... mas de certa forma, precisa nos ajudar! Aquela coisa está presa no quarto n° 15, e parece que não vai sair de lá tão cedo assim!

É melhor eu me apressar antes que aquela coisa machuque alguém! – a mestiça pensou antes de correr pelo corredor, procurando atentamente pelo quarto indicado.

Ao finalmente conseguir achar o quarto, abriu a porta rapidamente, fazendo com que a mesma batesse fortemente contra a parede. A Figura estava pairando sobre um jovem homem, que dormia profundamente graças aos remédios em seu soro. O ser envolto de escuridão, olhou brevemente para a garota de cabelos louros, mostrando sua gigantesca boca de dentes afiados, em um gesto ameaçador.

— Eu cansei de você, Figura do Sofrimento! Você não pode sair por aí, invadindo a casa dos outros para causar o mínimo de sofrimento por aí! – a mestiça deu um passo à frente, agitando suas asas em um gesto ameaçador, fazendo com que aquele ser caísse da cama e se afastasse do homem. – Primeiro, você invade uma casa e ameaça uma gestante! Segundo, você praticamente destrói a estátua da praça central para me machucar! E agora, isso! Pare com isso!

A Figura afastou-se rapidamente da cama, seguindo em direção a janela. Enquanto Mary Jane caminhava em sua direção, claramente aborrecida, aquele ser confinado a ser caçado pelos anjos, tomou uma decisão arriscada – endireitando seu corpo, jogou-se contra a janela, quebrando o vidro. A mestiça arregalou os olhos enquanto corria para a janela, contudo, viu apenas uma mancha fazer um certo destaque no pavimento da calçada, como se aquele ser tivesse... entrado na terra.

Quando a recepcionista e o segurança entraram no guarda, depois de terem ouvido aquele estrondoso barulho do vidro sendo quebrado, encontraram Mary Jane olhando fixamente para o chão com o cenho franzido.