A Missão
35 E... Aconteceu.
Notas iniciais
Desliguei o carro e saí. Tranquei e guardei a chave na bolsa. Entrei na cafeteria, podendo notar um movimento tranquilo. Havia uns 7 clientes no local, todos sentados saboreando guloseimas ou só tomando uma chicara de café.
Avistei Charlie limpando uma das mesas, e Cody estava varrendo o chão. Sorri e me aproximei.
– Oi Charlie! Vim para o meu primeiro dia de trabalho!
Ele me olhou e abriu um sorriso. Deixou o pano de lado e me deu um abraço.
– Kimmy! Que prazer enorme em revê-la!
Sorri e acenei para Cody, que sorriu e piscou.
– Obrigada Charlie. Estava muito ansiosa! Bom, o que devo fazer primeiro?
– Bom, Cody lavou a louça e agora está varrendo... Bem, você me ajuda á servir os clientes? O movimento vai ficar maior daqui á pouco.
– Claro, mas agora eu faço o que exatamente?
– Só fique no caixa. Minha irmã que fica lá, mas hoje ela pegou uma gripe e estamos nos virando aqui.
– Tudo bem. E, quem que cozinha?
– Ah sim, venha, vou te apresentar.
Ele me levou para os fundos, e lá havia a cozinha. Bem limpa e organizada, e um aroma delicioso preenchia todo o lugar. Uma mulher estava decorando uma torta com glacê. Ela aparentava ter uns 50 anos, e tinha os cabelos escuros, com alguns fiozinhos brancos. Os olhos eram castanhos. Ela vestia um avental vermelho com o nome da cafeteria e calça jeans.
– Kim, esta é a Rosa, minha mulher.
Sorri e Rosa me olhou, logo abrindo um sorriso também.
– Olá! Você que é a garota nova?
– Sim, sou. É um prazer conhecê-la, me chamo Kimmy, mas me chame de Kim.
– Como quiser. Bem vinda á minha cozinha! É aqui que a mágica acontece!
– Ual! — Eu disse rindo um pouco — Você podia até me dar umas dicas de culinária, porque eu não sei cozinhar quase nada!
Ela riu.
– É claro! Posso visitar sua casa?
– Hum, que tal esse Sábado?
– Sim!
– Então tá marcado! — Eu disse sorrindo.
Ela piscou e voltou a atenção para a torta.
Charlie me orientou em tudo o que eu precisava e depois voltou a seus afazeres. Coloquei meu avental e fiquei no caixa. Atendi alguns clientes e depois, como previsto, o movimento aumentou. Charlie disse para que eu servisse os clientes e ele cuidasse do caixa. E assim foi.
Algumas horas depois, meu expediente acabou. Ajudei a limpar as mesas e fechar tudo. Peguei minha bolsa e meu casaco, e me despedi de Cody, Rosa e Charlie. Entrei no carro, e dei a partida, indo em direção a minha casa.
Era fim de tarde, a estrada estava calma, e eu estava pensando no que Jack fez o dia inteiro que estive fora. Uma festa? Garotas? Do jeito que ele é...
Cheguei em casa e estacionei o carro. Saí e entrei na casa. Tudo estava silencioso, e a casa escura. Joguei a bolsa no sofá e caminhei em passos lentos, estranhando tudo estar tão quieto. Ouvi um barulho e rapidamente me virei, conseguindo avistar um vulto correr em meio a luz da lua que penetrava na sala, já que as cortinas estavam abertas. Comecei a suar e continuei á andar, até que algo, ou melhor, alguém, me prendeu por trás tampando minha boca. Não consegui ver quem era, pois eu estava numa parte mais escura da sala. Mordi a mão do sujeito e ele gritou, cambaleando um pouco para trás, até um ponto onde havia luz. Fiquei em posição de luta pronta pra me defender até ver que era Jack. Oh...
– Aí Kim! — Ele disse segurando a mão, onde já havia a marca dos meus dentes.
– Jack, você é maluco ou o quê? — Perguntei com as mãos na cintura e as sobrancelhas franzidas.
– Só queria te fazer uma surpresa.
– Sério? Mas você me assustou! Pensei que fosse alguém que tivesse invadido a casa.
– Você tá exagerando. Agora... Preparei uma surpresa pra gente, mas antes coloque essa venda — Jack disse tirando do bolso uma venda preta. Não tinha reparado, mas ele estava arrumado. O cabelo solto e perfeitamente perfeito. A roupa era simples, ao estilo Jack, mas ainda assim eu notava diferença. Sua colônia era viciante e gostosa.
– Oh não... O que você aprontou dessa vez?
– Nada! Só coloque isso — E ele me estendeu a venda.
Estava meio desconfiada, mas coloquei a venda sobre meus olhos, afinal, eu confiava em Jack. Senti ele se aproximar de mim, mas mesmo não vendo nada, consegui deduzir que estávamos a poucos centímetros de distância. Sua mão veio calmamente até meu rosto onde ele acariciou o mesmo, depois, as mesmas foram descendo até meus ombros e meu braço, me fazendo ficar arrepiada. Por fim sua mão encontrou a minha e ele a apertou, logo começando a caminhar, me conduzindo até algum lugar. Depois, ele parou. Uma brisa suave veio de encontro a mim, então deduzi que não estávamos dentro da casa. A mão de Jack saiu da minha e tudo ficou quieto. Fiquei parada esperando ele dizer algo. Mas nada.
– Jack? — Eu perguntei, girando a mão e não o encontrando — Tá legal, para com essa brincadeira agora!
Levei um susto ao sentir ele me abraçar por trás, prendendo nossos corpos. Ele segurou em minha cintura e sussurrou em meu ouvido:
– Pode tirar a venda.
Engoli em seco. Aquilo estava acontecendo de novo... Eu, eu estava... Estava ficando mole. Aquele perfume viciante, a voz sexy, o corpo perfeito... Eu era apaixonada por tudo nele, e basta até um simples toque ou olhar, para eu ficar encantada por ele.
Tirei lentamente a venda e arregalei os olhos. Eu estava na área de lazer da casa. Olhei em volta... Estava tudo tão lindo! A piscina estava iluminada com algumas flores boiando. Havia pétalas de rosa no chão, seguido por velas perfumadas. Jack pegou em minha mão e sorriu. Retribui e caminhamos no caminho das pétalas. Avistei uma mesa bem baixa, e vários travesseiros no chão. Por cima da mesa estava dois pratos com comida, vinho, água e uma vela no meio. Me sentei por cima dos travesseiros, e Jack fez o mesmo.
– Jack... Você fez tudo isso?
– Sim — Ele respondeu — Passei a tarde toda fazendo.
Meus olhos brilharam.
– Você fez tudo isso... Pra mim?
– Sim. Você anda muito estressada. Tem a escola, a missão, e agora o trabalho... Achei que você, ou melhor, nós, podíamos fazer algo diferente sabe...? Pra relaxar.
Sorri.
– Nossa... Jack... Nem tenho como agradecer. Eu confesso que precisava disso. A minha cabeça anda a mil e... Só você pra me acalmar.
Ele sorriu.
– Bom... Vamos comer!
– Você preparou o jantar?
– Sim. Fiz camarão com molho, salada, e para sobremesa, bolo de chocolate, morango e baunilha.
– Pensei que não soubesse cozinhar — Disse levantando uma sobrancelha.
– E não sei. Aprendi essas receitas na internet.
– Ual, Jack Brewer vendo receitas na internet... Vai chover hoje! — Eu disse em tom irônico.
Ele riu e me serviu. A cara da comida estava ótima, e o aroma também. Experimentei. Estava delicioso! Revirei os olhos e disse:
– Jack! Tá maravilhoso!
– Obrigado, tentei fazer o meu melhor.
– E parece que conseguiu — Eu disse o fazendo sorrir.
Continuamos a comer. Acho que Jack já estava cansado de quantas vezes eu elogiei sua comida. E ele merecia ser elogiado. Jack, Jack... Ele é o cara mais perfeito do mundo. Lindo, talentoso, fofo, romântico, sexy, e ainda sabe cozinhar? Qualquer garota pagaria para estar no meu lugar, mesmo sendo só amiga dele.
Comi a sobremesa, que também estava uma delícia. Logo depois ele se levantou e pegou um pequeno rádio de som. Ligou o mesmo, e tocava uma música lenta.
– Quer dançar? — Ele perguntou me estendendo sua mão.
– Claro — Respondi sorrindo e pegando em sua mão.
Me levantei e ele colocou suas mãos em minha cintura, e eu coloquei as minhas em seu ombro. Ele colou nossos corpos e começou a dançar lentamente.
– Kim — Ele disse
– Que foi? — Perguntei.
– Porque você não olha pra mim?
Aquela pergunta me pegou de surpresa. É, eu evitava o olhar diretamente. Eu era tão apaixonada por ele que tinha vergonha de olhar em seus olhos.
– Sei lá... — Respondi corando.
Ele riu baixo.
– Eu sou o contrário de você. Adoro olhar para você. Observar cada detalhe seu. Seus olhos brilhantes, que me encantam. Essa pele macia que sei que fica arrepiada a cada toque meu. Esse cabelo dourado, e esses lábios... Esses lábios perfeitos e carnudos, que me deixam louco. Você me deixa louco.
E ele me beijou. Um beijo intenso. Sua língua adentrou em minha boca. O curioso é que ainda estávamos dançando. Dançando lentamente. A mão dele começou a apertar minha cintura, e depois foi descendo até meu bumbum. Ele apertou o mesmo me fazendo estremecer. Até que ele separou nossos lábios e me pegou no colo, correndo até dentro da casa.
– Jack, o que está fazendo? — Perguntei enquanto ele ainda me carregava, subindo as escadas.
Ele não respondeu, apenas abriu a porta de seu quarto e entrou, fechando a mesma com os pés. Ele me colocou em sua cama e tirou a camisa. Arregalei os olhos, e antes que pudesse dizer algo ele subiu em cima de mim e começou a me beijar. Ele fazia tudo muito rápido, devia estar quase louco, afinal, á quanto tempo a gente não fazia isso? Ele quase rasgou minha camisa de tanta rapidez, então entrei no embalo também, e tirei minha calça o mais rápido que pude, enquanto ele beijava meu corpo.
E... Aconteceu.
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