A Missão
7 Dia de Treinamento / Parte 2 - Um Pequeno ''Desentendimento''
Notas iniciais
No capítulo anterior ...
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– Eu ... Estava com ciúmes.
– Ciúmes? Francamente Jack!
– O cara é boa pinta e tem um ar de conquistador, não quero que ele te machuque. Só quero seu bem.
– Eu acabei de conhecer o cara! E não é porque ele é boa pinta e tem um ar de conquistador que já vou transar com ele! É mais provável eu fazer isso com você do que com outro! — Nessa mesma hora desejei ter ficado calada. Arregalei os olhos assim como ele. ''
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– Há, então quer dizer que a senhorita transaria comigo?
– Me desculpe!! Sei lá, eu soltei isso sem querer!
Eu me levanto e quando tento correr, ele me segura, fazendo-me desabar no chão. Ele deita em cima de mim olhando em meu olhos. Tentei me soltar mas ele segurou em meus pulsos. Não podia chuta-lo, pois suas pernas estavam entrelaçadas nas minhas. Estremeço ao sentir suas mãos deslizando de minha cintura, para cima, levantando minha camiseta. Me debatia muito, mas isso só fazia ele apertar seu corpo contra o meu. O chingava e mandava ele me soltar, mas Jack só ria e fazia carícias em minha cintura. Senti seu membro encostar em minhas partes íntimas, e ele ia para cima e para baixo devagar. Mordi minha língua na tentativa de segurar um gemido. Eu ... Eu estava gostando daquilo. Parei de me debater e chinga-lo, dando a oportunidade para nossos lábios se encontrarem. No mesmo instante sua língua invade minha boca. e percebi que ele estava quase arrancando minha camiseta. O prazer me invadiu como uma explosão ao sentir que ele tocava em meus seios, cobertos pelo sutiã branco. Minha camiseta estava jogada para o lado. Senti suas mãos descerem até meu short. Ele desabotoava cada botão e abriu o zíper. Ele descia o short devagar, até suas mãos tocarem em minhas coxas.
Até que sinto algo vibrando. Pensei que fosse Jack exitado mas era algo no meu short. Tiro o rosto de Jack do meu, já que ele distribuía chupadas e mordidas em meus lábios. Ele me olha confuso e eu digo:
– Desculpe interromper seu momento de excitação mas nossos celulares de espiões estão vibrando!
– Tem certeza que são os celulares? — Ele diz me olhando provocante.
– Sim, tenho — Digo com cara de irônica.
Me levanto e puxo meu short, que estava caindo em meus pés. Fecho o mesmo e retiro o celular. Era Peter na linha. Atendo e ele diz:
Ligação On:
– Olá agente Kim! Vocês já estão a bordo do jatinho?
– Olá Presidente Peter, sim, já estamos no jatinho.
– Ótimo! Creio que já conheceram meu filho, Luke.
– Sim. É um ótimo rapaz. Você não mencionou que tinha filhos.
– Pois é. Eu amo muito o Luke mas ... Prosseguindo. Agora são 15:30 certo?
– Certo.
– Ficarão no treino até as 19:20. Agora tenho que desligar. Tenham um bom treinamento espiões!
Ligação Off.
Olho para Jack, que vinha se aproximando mas dei meia volta e peguei minha camiseta. Enquanto á vestia, disse:
– A gente não podia ter feito isso.
– Porque? — Jack pergunta.
– Porque? Bom, porque será? Nem eu sei o porque Jack! Somos amigos, MELHORES amigos. Não peguetes ou namorados.
– Mas ...
– Mas nada Jack! Por favor, não faça isso de novo!
– Tá ok.
Sorrio e ouço a porta ser aberta. Era Luke. O mesmo sorriu e disse que havíamos chegado. Me pegou pela mão e me puxou para fora do jatinho. Jack como sempre estava vermelho de raiva, e me olhava irônico. Revirei os olhos e quando a porta do jatinho se abriu por completo quase soltei um suspiro. O lugar era incrível! Era enorme, com paredes a prova de som. Havia várias pessoas lá dentro. Uns treinavam com arco e flecha, outros lutavam, atiravam com explosivos ou armas, alguns ''voavam'' com cordas especiais ... De tirar o fôlego! E então começa nosso ''tour''.
Primeiramente Luke nos leva para a sala de computação. Lá, todas as atividades são monitoradas por verdadeiros ''nerds da tecnologia''. Depois somos levados para uma sala especial de treinamento, onde havia simulações e coisas do tipo. Luke disse que esse seria nosso último estágio depois dos dias de treinamento. Nos mostrou cenas de combate entre alguns ''espiões mirins'' e uma sala especial. Lá, havia todos os tipos de armas, explosivos e equipamentos espiões. Ele nos mostrou como alguns deles funcionavam. Havia o ''chiclete bomba''. Basta masca-lo por 30 segundos, colar em algum lugar, que em questão de segundos o metal ou qualquer material seria derretido. Também mostrou uma arma que confunde os sentidos do inimigo quando apontada para ele. E mais uma par de engenhocas malucas e legais.
Luke nos apresentou aos nossos ''professores'' e nos deixou em uma sala escura. Havia uma espécie de ringue no centro. Ficamos sentados em um banco quietos, até vermos uma mulher surgir. Ela aparentava ter uns 30 anos. Era branca, alta, tinha cabelos compridos e escuros, e vestia um uniforme preto e vermelho. Ela se aproximou sorrindo e disse:
– Agente Kim e Agente Jack, certo?
– Sim — Respondo.
– Sejam bem vindos! Aqui vocês aprenderam tudo para se tornarem espiões profissionais. Eu me chamo Angel, e sou sua instrutora no primeiro estágio.
– Beleza, e o que vamos fazer? — Pergunta Jack.
– Primeiro, vão mostrar tudo o que sabem. Subam naquele ringue e mostrem seus melhores golpes de karatê.
– Eu primeiro! — Digo.
– Ok Agente Kim — Responde Angel — Mas primeiro terão de vestir seus uniformes. Na porta á sua esquerda há os trocadores. Os dois vão!
Eu e Jack assentimos. Entrei no pequeno quartinho e percebi que haviam 2 provadores, um do lado do outro. Entro em um e Jack no outro. Tiro meu short e minha camisa, ficando apenas com a roupa íntima. Olhei para o uniforme. Era uma calça semelhante á um jeans, e uma camiseta com as siglas SIE bordadas. Só que a nossa era preta e branca. Senti uma presença estranha e vejo uma mão no chão do meu provador. Deito e vejo Jack me espiando! Dou um chute em sua mão o fazendo gritar. Ele levanta e me olha pela parte de cima do provador, ainda gemendo de dor. Rio e digo:
– Nada de me espionar mocinho!
– Tarde de mais, já vi tudo!
Reviro os olhos. Termino de vestir o uniforme e prendo meu cabelo em um rabo de cavalo alto. Saio pronta em direção ao ringue. Jack vem logo atrás e senta num banquinho ao lado de Angel.
– Então, Angel ... Porque nossos uniformes são preto e branco? Essas não são as cores oficias da SIE – Pergunto.
– Agente Kim, essa academia é como se fosse um dojo. Não existe faixa branca, amarela, laranja, verde e preta? Pois bem, aqui também é assim. Como são iniciantes usaram o uniforme preto e branco, e conforme vão melhorando, as cores mudam. Até chegar ao vermelho.
– E quais cores existem? — Pergunto.
– Branca é iniciante. Violeta é bom. Azul é excelente e por último Vermelho, que é espião profissional. Entendeu?
– Sim.
– Bem, agora vamos ao primeiro teste. Em sua volta existem 25 bonecos de pancada. Você terá que derrubar todos em 20 segundos!
– Tudo bem.
Olho ao redor. Realmente haviam 25 bonecos lá. Pra mim não é difícil, já que vivo derrubando esses bonecos no dojo. As luzes cessam um pouco, dificultando a visibilidade. Mas, eu consigo! E então, um grande relógio surge á minha frente. Nele estavam marcados exatos 20 segundos. Ouço Angel gritar ''já'' e começa a ''brincadeira''.
Derrubo 4 bonecos de um só vez com chute rápido e forte. Nesse tempo já se passam 3 segundos. Distribuo chutes e socos rápidos, derrubando 15 bonecos. Nesse tempo já se passam 7 segundos. Já estava me sentindo cansada e minhas mãos latejavam, pois os bonecos eram mais duros. Até lembrar de um truque que Rudy me ensinou. Me concentrei e me afastei um pouco. Corri e dei um grito de guerra, pulando em cima de dois bonecos, fazendo todos de uma só vez desabarem no chão! Nesse tempo se passam 5 segundos. O cronometro para no instante que o último boneco vem ao chão. Minha pontuação foi 16 segundos! Saio do ringue e abraço Jack, que sorria e dizia que eu tinha sido ótima. Angel aparece e me dá um abraço.
– Parabéns Agente Kim! Você derrubou todos os bonecos de uma só vez!
Sorrio e percebo que minhas mãos estavam doendo e sangrando.
– Kim, é melhor você ir á enfermaria! Olhe suas mãos — Diz Angel.
– Não, está tudo bem.
– Kim vá! Eu aplico o teste com Jack enquanto isso.
– Tudo bem. Eu vou — Digo revirando os olhos.
Antes de ir Angel me deu um papel com cor de bronze, com o número de minha pontuação. Ela diz que isso seria como um troféu. Fiquei admirada e não parava de encarar o número ''16''. Enquanto andava, acidentalmente esbarrei em alguém. Olhei para o sujeito. Era um garoto. Devia ter a minha idade. Seus cabelos eram escuros assim como seus olhos. Ele era alto e meio musculoso. Percebi que ele tinha um copo com café nas mãos, mas o líquido havia sido derramado por toda sua camiseta.
– OLHE O QUE VOCÊ FEZ IDIOTA!!! — Ele gritou.
– Me desculpe! Eu estava distraída!
– TEM QUE SER LOIRA MESMO! — Ele gritou me empurrando.
Tá, aquilo foi o cúmulo. Entendo que ele esteja com raiva, afinal o café devia estar queimando sua barriga. Mas me empurrar, e me julgar por eu ser loira? Estava fritando de ódio, pois ele ficava me empurrando bruscamente. Não aguentei e peguei em seu braço, torci e o joguei violentamente para o lado. Ele levantou já vermelho de raiva, e veio em minha direção. Ele pegou meu braço, o apertando. Dei uma cabeçada em seu rosto, e distribui socos por seu corpo, mas isso só fez ele ficar com mais raiva. Me imobilizou, apertando seu braço contra meu pescoço. Estava sem ar e ele ria. Comecei á ver minha visão ficando embaçada. Ele pareceu perceber que eu podia estar morrendo, e me soltou na mesma hora. Desabei de cara no chão. Ele me virou e começou a bater em meu rosto, gritando ''ei garota, acorda!'' e '' estou ferrado! E agora? ''. Minha visão estava ficando escura, até eu sentir ele me pegando no colo, e me levando a algum lugar. 1 segundo depois, apago completamente.
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