A Missão
41 A Aposta
Notas iniciais
POVs KIM:
Eu e Jack descemos para a sala secreta e logo nos sentamos nas cadeiras, e a imagem de Peter rapidamente apareceu na tela. Com um sorriso caloroso de boas vindas ele nos deu bom dia. Retribuimos e começos a contar todo o ocorrido: sobre a minha burrada de chamar Mika para morar com a gente, e de sua chegada na escola, e sobre como faríamos para esconder nosso segredo sobre a SIE...
Peter coçou o queixo. Alguns segundos depois ele finalmente respondeu:
– Essa é uma situação extremamente delicada, mas sempre temos que estar preparados para esse tipo de coisa. Há um velho galpão a alguns quilômetros de sua casa, podemos reforma-lo e transforma-lo em um dojo. Irei contratar alguns atores para fingirem ser alunos dessa academia. Levem a Mika para este lugar alegando ser o dojo onde vocês treinam. Quando forem sair para missões digam a Mika que como o treinamento do dojo é bem pesado, vocês terão treinamentos surpresas a qualquer hora e a qualquer dia. E se ela quiser acompanha-los, digam que não é permitido.
– Ótimo, mas... e nossos uniformes de agentes? Nossas armas? Como vamos levar tudo isso sem que a Mika veja? — perguntei.
– Já ia chegar nesse ponto. Bem, atrás da casa de vocês há alguns arbustos e atrás deles há uma passagem secreta até o subterrâneo. Há também uma porta onde você deve colocar a mão para escanear. Ela só será aberta pela digital de um de vocês. Essa passagem levará direto a sala secreta. Assim podem se trocar e levar o que precisam para as missões.
– Brilhante — exclamei aliviada.
Peter riu.
– Enfim, quero que fiquem de olho nessa Mika. Se ela realmente trabalha para Jason, através dela podemos descobrir algo.
– Pode deixar — Jack respondeu.
– Tenho uma reunião agora. Tenham uma boa noite! — a tela ficou escura.
Voltamos para cima. Parei na frente da porta do meu quarto.
– Então, acho que alguém me deve desculpas — olhei fixamente para Jack.
– Pelo o que? — Ele levantou uma sobrancelha.
– Por ter me julgado por convidar a Mika pra morar com a gente.
– Eu só não queria que tudo fosse por água a baixo — ele revirou os olhos.
– E por que iria? Olha, a SIE sempre está preparada para esse tipo de coisa, eu sabia que eles teriam uma solução. Sei que é arriscado, mas... mesmo com tudo isso acontecendo ela é minha amiga, e revê-la depois de tanto tempo foi muito bom pra mim.
– Eu também estou feliz. Mas... e se Mika não for a pessoa que achamos que é? E se todos esses anos ela sempre foi má e só estava fingindo?
– Prefiro não acreditar nisso — abaixei a cabeça — Eu quero acreditar que ela tá sendo obrigada a fazer isso pelo pai, e que no final dê tudo certo.
– Me desculpe...
– Era isso o que eu queria ouvir — sorri.
– Você realmente não tem jeito — ele riu também.
– Boa noite — Abri a porta do meu quarto
– Boa noite.
– Mais uma coisa — disse fazendo ele me olhar.
– Eu vi você me espionando alguns minutos atrás. E parece que gostou do que viu — dei um sorrisinho sarcástico, e Jack fez uma expressão de pânico.
– Como sabe?
– Dãr, eu não sou tonta.
– Quer saber a verdade?
– Quero.
– Você é uma puta de uma gostosa.
Fiquei sem reação. Jack nunca falou assim comigo.
– Você me chamou de...
– Não estou te xingando, isso é apenas uma maneira de dizer.
– Hm... que bom que acha isso — mordi os lábios.
– Não me provoque — ele me olhou desafiador.
– Não? — me encostei na porta e deslizei lentamente, vendo Jack observar atento.
Ele caminhou em minha direção me encurralado e apertando meus pulsos acima da cabeça. Nossas cinturas colaram e eu pude sentir sua ereção de encontro com minha intimidade, me fazendo arrepiar da cabeça aos pés. O rosto dele foi se aproximando me fazendo ficar grogue com seu perfume viciante. Quando estávamos a poucos centímetros fechei os olhos sentindo aquelas sensações incríveis a espera do encontro de nossos lábios, mas isso não ocorreu. Abri os olhos indignada e vi que sua boca ia de encontro a minha orelha, onde, sussurrou:
– O que acha de fazermos uma aposta?
Demorei um pouco pra entender o que ele queria dizer. Pisquei os olhos tentando me livrar do prazer que já me consumia. Como ele pode me fazer ficar assim só por se aproximar? Oh céus...
– Aposta? — respondi
– Sim, deixa eu explicar: eu sei que mexo com você. E você mexe comigo. O que acha de testarmos isso?
– Como assim? — estava começando a gostar da ideia
– Vamos provocar um ao outro. De todas as formas possíveis. Se algum ceder, por exemplo, beijar ou até atacar ao outro, perde a aposta.
– Hm... o que acontece com quem ganhar?
– Se eu ganhar, bem... parece que vamos ter uma noite bem agitada, e eu farei o que quiser com você — engoli em seco ao ouvir aquilo
– E se eu ganhar, você vai ser meu mordomo pessoal durante 2 meses.
O rosto dele foi para perto do meu novamente, onde ele sorriu de canto.
– Fechado? — perguntou
– Fechado — apertei sua mão.
Ele se afastou e me deu um beijo na testa.
– Boa noite — ele entrou em seu quarto.
Ri baixo. O que acabou de acontecer aqui? Fiz uma aposta com Jack? Bom, parece que é pra valer. Adoraria ter Jack como meu serviçal, pra limpar a casa, fazer a comida, me dar uma vida de rainha. Também adoraria ter uma noite ''agitada'' com ele, mas não queria dar muita bola para Jack. Afinal, não sou uma prostituta, e sabia que depois ele iria ficar me infernizando. Quero ver se ele consegue resistir a mim.
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