A Missão

3 Capítulo 2


Renesmee dormia tranquilamente com a cabeça encostada em meu ombro. O motorista já havia me avisado que estávamos chegando ao edifício onde iríamos ficar, e mesmo assim, não tive coragem de acordar a monstrinha. Ela dormia tão serenamente que não parecia ser a mesma pessoa; a mesma pestinha e garota petulante de sempre. As suas bochechas rosadas devido ao calor, os cachos desalinhados, e a respiração leve só me remetiam há um tempo que não existiu. E nem existiria. Uma época onde eu não precisaria esconder quem eu realmente era, e não teria diferença entre nós. Seriamos apenas Renesmee Cullen e Jacob Black.

Toquei em seu rosto, acariciando sua bochecha, até que aos poucos Renesmee abriu os olhos e me fitou,demorando a perceber que estava apoiada em mim. E quando o fez rapidamente afastou-se de mim, limpando o canto da boca e se ajeitando comportadamente no banco.

- Já chegamos? – perguntou olhando para a janela, ri internamente do seu embaraço.

- Sim, acabamos de chegar. – peguei nossos casacos e minha maleta de pertences pessoais e sai do carro, fazendo a volta para logo abrir sua porta.

Renesmee saiu da limusine apenas com a bolsa particular e o óculos de sol na outra mão. Rapidamente acenou para o motorista e subiu em passos curtos a escadaria que levava ao salão central da Torre Strata, o primeiro prédio do mundo capaz de geral sua própria energia. Era uma das edificações mais modernas do mundo, consequentemente habitada por nomes conhecidos pelo mundo inteiro, que iam entre atores famosos á políticos poderosos. Renesmee passou igual a um jato pelo salão principal, indo em direção ao balcão de atendimento, conversou com o gerente e pegou uma chave dourada com um cartão magnético acoplada a ela. Enquanto ela assinava alguns papeis, olhei de relance para onde eu me encontrava. Notava-se de longe que a tecnologia irrompia aquele lugar, portas acessadas apenas por digitais, as televisões e computadores espalhados pelo salão, até mesmo a roupa dos atendentes nos levava a um futuro não muito distante. Porém a ostentação glamourosa do ouro também não foi descartada, com muito senso decorativo, o arquiteto que projetou aquele prédio soube mesclar o moderno com o clássico. Detalhes em dourado irrompiam as altas paredes e pilastras, assim como os móveis centrais eram em tons claros.

Quatro homens carregando cada um, umas médias de três malas marrons com flores em bege passaram rapidamente por mim, logo percebi que eram os pertences de Renesmee, e assim sumiram pelos elevadores de serviço, enquanto Renesmee me chamava para os elevadores principais. Ainda atônico por nunca ter visto tal lugar como aquele, entrei calado no elevador e esperei ela apertar o botão do nosso andar. Olhei aquele painel brilhante e cheio de números e letras, que iam do 1 até o 42. Nem entendi porque me assustei ao ver Renesmee apertar o numero 42 do andar, mas então me lembrei de quem estávamos tratando. De Renesmee Carlie Swan Cullen,a única filha do quase primeiro ministro dos EUA. Espantoso seria se eles não tivessem um apartamento naquele prédio. Lembrei-me do comentário que a mesma fez, citando que o apartamento estava há tempos fechado e que seria uma boa utiliza-lo um pouco. Senti como se eu tivesse levado uma facada nos rins durante uma luta, ao perceber que aquele era um dos prédios mais maravilhoso do mundo, e que raramente era usado.

- Então... Para quê tanta bagagem? – indaguei olhando em seus olhos pelo reflexo da porta dourada a nossa frente.

- Porque sim.

- Iremos ficar menos de um mês aqui. E você trouxe bagagem para quase 6 meses!

- Sou mulher Jacob. Mas acima de tudo sou indecisa. Melhor ter de sobra do que faltar. – ela riu de leve – Três malas são apenas sapatos, outras quatro são de roupas, uma contém apenas maquiagens, perfumes, acessórios.

- E as outras duas? – perguntei ainda olhando em seus olhos que cintilavam no reflexo da porta. Enfim, o elevador parou e uma porta atrás de nós abriu e Renesmee virou-se, encarando-me antes de sair pelo corredor.

- Lingeries.

Quase engasguei com a informação que recebi. Que pessoa levava duas malas enormes de apenas lingerie para Londres, para passar somente um mês? Definitivamente Renesmee era aquela pessoa. Eu fico imaginando quantas malas de lingeries ela levaria se fossemos para Dubai. Sai do elevador e a encontrei parada em frente a uma enorme porta dupla da cor branca com detalhes em dourado.

- Não me diga que todos esses detalhes em dourado pelo edifício todo é ouro puro?

- Não. – ela respondeu digitando seis números numa caixinha embutida na parede.

- Sério? – perguntei curioso e espantado.

- Claro que não. É óbvio que é ouro Jacob. Você esperava que fosse o que? Papel de parede dourado?

Uma placa fina e larga saiu de uma abertura da espessura de um celular “touch screen” da parede. Renesmee depositou sua pequena mão na placa, e a mesma leu rapidamente suas digitais; para logo em seguida uma voz robótica desejou as boas vindas à senhorita Cullen, e a porta abriu sozinha. Nessie agradeceu e entrou no apartamento jogando sua bolsa encima de um enorme sofá preto no centro da sala. Renesmee voltou correndo à sala e dirigiu-se até onde eu presumi ser uma janela, por estar coberta por longas cortinas carmim.

- Ativar sistema de comando de voz.

Foi como se após seu comando todo o apartamento ganhasse vida. As luzes principais acenderam-se, escutei barulhos de aparelhos ligando-se sozinhos, uma música divertida ecoou pelo lugar; e as cortinas abriram-se todas. Revelando em frente de Renesmee vidros e mais vidros – sem nenhuma saída para sacadas– mas com uma visão deslumbrante. A roda gigante de Londres era vista por completo de onde nós estávamos, e logo notei que tínhamos uma visão de 180 graus da cidade.

- Uau, isso é... — não consegui terminar a frase.

- Deslumbrante. É eu sei. – ela colocou as mãos na cintura e me olhou sorrindo – Por ser o último andar do edifício, temos uma vista de 360 graus da cidade. É o paraíso nos céus.

- Já vi que o apartamento funciona por comando de voz.

- ÓH sim, ele já deve ter feito o reconhecimento da sua. Então se sinta em casa! – ela deu de ombros.

- Tem alguma coisa que eu deva saber? – perguntei ironicamente.

- O apartamento tem 170 mil metros quadrados. – ela riu quando quase me engasguei diante de tal informação. Como eu iria me achar ali dentro? Primeiro que o procedimento padrão era avaliar todos os cômodos da casa, para ver se era seguro. Aquilo demoraria anos.

- Tem um mapa naquela parede. Você logo, logo se achará aqui dentro. Caso se perca é só me chamar que o sistema me avisa, e eu irei ao seu encontro. Mas creio que isso não será necessário, já que você vive na minha cola. – ela bufou.

- OK! Então, tem MAIS alguma coisa que eu deva saber?

- Oh claro. – andou até mim, com um sorriso inocente nos lábios – Iremos a uma festa hoje à noite. – deu dois tapinhas de leve no meu rosto, e disparou para dentro do “labirinto dos Cullen”, o novo apelido que eu havia dado para aquele lugar. Para não chamar de oásis.


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Depois de um pouco de esforço, eu já havia revistado o apartamento inteiro. Os cômodos eram todos grandes, e me localizei facilmente com o mapa. Na verdade, estava fazendo aquilo para ter mais o que fazer, pois era óbvio que o apartamento era completamente seguro, e não precisava de vistoria. Renesmee me avisou que íamos numa festa black tie, e que eu precisava estar impecável.

- Tome, aqui está seu terno. – ela disse adentrando meu quarto e me entregando uma caixa grande.

- Mas eu já tenho um terno. – falei apontando para o que estava em cima da cama.

- Você não tem um Hugo Boss. – ela disse com um sorriso atrevido nos lábios pintados de vermelho.

Quando terminei de me arrumar, chamei Renesmee para ajeitar a borboleta. Ela entrou no meu quarto, e tive que segurar um grito de reprovação. Afinal, eu não era seu pai. Nessie usava um vestido longo na cor chumbo, de manga comprida, os cabelos presos num alto coque, a maquiagem leve e o batom vermelho não tinham problema nenhum se não fosse o enorme decote entre seus seios. Renesmee se aproximou de mim, e começou a arrumar a borboleta em meu pescoço. O cheiro de seu perfume invadiu minhas narinas e por um segundo quis segurar em seus quadris e cheirar melhor seu pescoço. Ela estava deslumbrante mas aquele decote estava me deixando um pouco irritado, ela ainda era muito nova para usar aquele tipo de roupa. Se não fosse pelos seus seios pequenos, o vestido certamente teria ficado vulgar.

- Hum, Ness?

- Que é? – indagou ela com o cenho franzido, ainda ajeitando minha roupa.

- Acho que você irá passar frio com esse vestido.

- Está maluco Jacob? Ele é de manga longa! – Nessie deu um passo para trás, colocando as mãos na cintura.

- É que...É esse seu, — pigarreei – decote.

- Qual o problema com meu decote? – disse ela passando as unhas pintadas vagarosamente entre os seios, novamente com aquele sorriso arteiro no rosto. Me mexi inquieto no lugar.

- Eu acho que você está muito exposta. – falei rapidamente, sentindo um calor súbito no corpo.

- Mas essa não é a finalidade? Chamar a atenção! – ela agarrou minha mão e me puxou para fora do apartamento – Vamos logo, temos uma noite muito longa pela frente.


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A primeira coisa que pensei quando entrei naquele enorme salão era:

“O que eu estou fazendo aqui?”

Renesmee andava apressadamente de um lado para o outro, cumprimentando pessoas estranhas e idosas. Porque na verdade aquele lugar estava parecendo mais um asilo do que uma festa black tie, e eu não via um propósito para estarmos ali. Nessie dançou com alguns senhores, conversou animadamente com suas esposas, mas tudo rapidamente, ela parecia também querer sair de lá o quanto antes.

- Finalmente! – disse ela, agarrando meu braço – Se eu não passasse aqui, acho que meu pai me mataria.

- Então viemos aqui apenas para isso? Não entendo porque eu precisava estar impecável. – reclamei.

- Você vai ver! – ela disse sorrindo daquele jeito astuto, outra vez.

Descemos vários lances de escadas, até chegar num lugar totalmente escuro. Renesmee abriu uma porta – que eu particularmente não consegui ver, mas ela sabia que estava ali – e continuamos a andar por um longo corredor, iluminado apenas pelas luzes de emergência. Pelo pouco que eu conseguia enxergar, pude notar que ali era um andar desativado, com paredes em reforma, plásticos para todo o lado. No final do corredor, pude ver uma fina linha de luz que surgia do chão, as vezes ficando colorida, logo compreendi que era outra porta e as luzes que saia de baixo dela revelaram ser uma boate assim que Renesmee à abriu.

O local estava cheio de jovens vestidos de black tie. A música soava alto, os vários garçons andavam com as bandejas para cima, todas repletas de bebidas. Renesmee apertou mais fortemente meu braço, e esboçou um sorriso divertido.

- Você ainda está se perguntando o que está fazendo aqui? – ela perguntou.

- Não, estou me lamentando por ter que cuidar de uma bêbada hoje a noite. – resmunguei.

- Desencana Jacob, hoje você não tem que se preocupar com nada. Apenas curtir.

- Renesmee eu sou seu segurança, esqueceu?

- Não Jake, hoje a noite você vai ser quem você quiser, menos meu segurança. — sorriu maliciosamente.

Notas finais
ANTES DE TUDO: Pleeeeease, leiam minha fic nova *O* http://fanfiction.com.br/historia/403181/A_Convocacao/ JURO QUE VCS VÃO GOSTAR :D

Nháaaa minhas lindas, o cap de hoje não foi muito empolgante nem nada... mas o próximo eu prometo que será :P (risada maléfica) MUAHAHA MUAHAH MUAHAH
Agradeço desde já, quem ler e comentar. Mesmo ele sendo xoxô, espero que tenham gostado do cap ;)

Tuntz tuntz tuntz - festa no próximo cap :P e muuuitos acontecimentos. NÃO PERCAM :D

Beeijos,
Isa Sartor