A Missão
1 Capítulo Único: A Missão
Notas iniciais
Como havia prometido, a one-shot especial no ponto de vista da Sakura seria postada até o dia 19 (sábado que vem), então cá estamos! Haha
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Essa one-shot me deu trabalho; perdi a conta de quantas vezes a reescrevi e digamos que fiquei 70% satisfeita com o resultado.
De toda forma, dedico-a a todos os meus amados leitores de O Peregrino, que completará um ano e está entrando na sua reta final!
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Espero que gostem, escrevi com muito carinho e para endeusar nossa Rainha porque ela merece todo o amor desse mundo, mas, infelizmente, só recebe hate cego e estúpido, então, vamos encher essa deusa com muito amor! *-*
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Boa leitura!
A Missão
Por Deusa Nariko
⊱♦⊰
❝Você não sabe?! Mulheres precisam ser fortes para sobreviver!❞.
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Eles vieram pelo norte assim que a noite caiu, fria e silenciosa ao sul de Takigakure. Não imaginei que correriam o risco de se expor para me atacar, mas tampouco fui ingênua de acreditar que também não viriam até aqui por minha causa.
Eram cinco ao todo, todos Nukenins procurados nos seus países de origem e com altas recompensas por suas cabeças certamente no Bingo Book. O problema é que poucos haviam se arriscado em tentar a sorte de capturá-los ou talvez eles tivessem sido, no fim, apenas prudentes. O que eu não fui, decerto.
O informante que deveria ter me encontrado em uma pequena aldeia, a leste de Takigakure, uma hora atrás, não apareceu no horário combinado. No seu lugar, eles vieram, galgando os telhados das casas com suas capas escarlates esvoaçantes e a luz do luar projetando um halo em suas cabeças descobertas.
Eram quatro homens e uma Kunoichi. E ainda estavam no meu encalço. Eu apanhei os poucos pertences que trouxe comigo, minha mochila havia ficado em Imagawa, no quarto que aluguei de uma velha senhora, e parti, apertando o passo no intuito de despistá-los.
A floresta densa se fechou sobre mim em pouco tempo, mas se por um lado camuflou minha presença, concedendo-me a oportunidade de escapar, por outro também limitou meu campo de visão e, assim, as cinco silhuetas sussurrantes desapareceram como eu entre as árvores gigantescas.
Caía um chuvisco fino e frio, proveniente das nuvens cinzentas que se esgueiravam agora pelo céu noturno, quando Katsuyu-sama lembrou-me de sua presença, escorada no meu ombro.
— Mais dez milhas para o próximo ponto de encontro, Sakura-san! Siga em frente, por favor! — encorajou-me no seu costumeiro tom gentil, porém um tanto esbaforido agora devido à urgência da situação.
Cerrei a mandíbula e apertei ainda mais o passo, praticamente voando por entre os galhos robustos a pouco mais de quinze metros do chão. Se eu alcançasse o próximo ponto de encontro teria uma chance.
No momento em que Katsuyu-sama alertou Kakashi-sensei da proximidade da Higanbana, Shinobis leais à Aliança, previamente infiltrados na vila, começaram a se mover para o ponto de encontro mais próximo. Eu tinha de chegar lá de qualquer jeito, Shannaro!
— Sakura-san! — Katsuyu-sama alertou-me de súbito, trazendo-me de volta para a realidade, e eu me atirei para a direita no último instante, evitando a trajetória de três kunais, que se cravaram num tronco, três metros adiante.
Pela minha visão periférica, percebi que dois deles tentavam me abordar pelo meu flanco esquerdo, a Kunoichi (quem havia atirado as kunais) estava entre eles, junto de um ancião de chapéu de palha. Os outros três homens ainda me perseguiam pela retaguarda.
Enviei mais chakra para os meus pés e apertei meu passo, ziguezagueando por entre as árvores ao passo que o chuvisco engrossava, umedecendo minhas vestimentas e meu cabelo. A lua ocultou-se por completo no céu noturno e a chuva, por fim, se tornou uma tempestade de inverno.
Tremi dentro de minhas roupas, mas não ousei relaxar um segundo sequer, forçando-me a continuar seguindo em frente.
— Você... pare já! — vociferou um dos homens, às minhas costas. — Ou seremos forçados a machucá-la!
Nos seus sonhos, bastardo, pensei ao trincar os dentes e obrigar minhas pernas rijas a continuarem saltando galho atrás de galho. Devo ter percorrido talvez mais uns quinze metros quando o maior deles se pronunciou num tom claro o bastante para que eu o ouvisse e entendesse que estava me intimidando:
— Deixe-a, Tetsuya! Quanto mais a cadela correr, maior será a minha diversão!
Enfezei-me ao ouvir seu insulto, mas minha careta logo se tornou um sorriso provocativo.
— Sakura-san! — Katsuyu-sama murmurou meu nome com preocupação quando notou que eu estiquei meu braço até as minhas costas para alcançar a minha bolsa de equipamentos.
— Veremos quem é a cadela — rosnei assim quem meus dedos se fecharam em torno das kunais que eu procurava.
Num só movimento, puxei as kunais para fora de minha bolsa e as manejei entre os meus dedos, estendendo meus braços e, com um floreio dos pulsos, atirei-as com minha pontaria precisa em pelo menos quatro árvores à minha esquerda e à minha direita ao mesmo tempo. Então, impulsionei minhas pernas, flexionando meus joelhos assim que meus pés tocaram o galho da próxima árvore, dobrando meu corpo para impeli-lo em direção ao solo.
Mergulhei de ponta-cabeça no chão no próximo instante decisivo enquanto ouvia meus perseguidores soltarem alguns impropérios e serem pegos pelas explosões dos papeis-bomba atrelados às minhas kunais. Apoiei-me no último momento sobre as minhas mãos, girando meu corpo antes das minhas botas tocarem o solo encharcado. Ainda deslizei alguns bons metros para trás, de olhos bem abertos nas copas chamuscadas acimas da minha cabeça.
Os estrondos sucessivos das explosões causaram uma onda de impacto que varreu todo o perímetro, estremecendo a floresta ao meu redor; o cheiro da pólvora de detonação se perdeu na chuva que engrossava a cada segundo. Quando a nuvem de fumaça se dispersou, eles haviam desaparecido.
Tudo aconteceu depressa demais em seguida: um vulto materializou-se bem ao meu lado, e não me deu chance de esquivar. Era o tal Tetsuya de antes e ele já apontava seu punho para mim, mal o roçando no meu flanco esquerdo quando seu chakra detonou:
— Permita-me retribuir o favor... — murmurou apático, o semblante quase inexpressivo: — Bakuton: Jiraiken!
Uma luz amarelada explodiu no meu rosto a seguir, cegando-me. Senti uma dor lancinante em todo o lado esquerdo do meu corpo que se propagou por todo o restante, obliterando meus pensamentos.
Eu fui arremessada violentamente por vários metros até me chocar contra o tronco de uma árvore e rachá-lo ao meio. O impacto bruto arrancou todo o ar dos meus pulmões e um grito dos meus lábios. O som da explosão deixou meus ouvidos zumbindo e, por um momento, minha mente limitou-se a caos e a dor, muita dor.
Voltei a mim numa névoa avermelhada de confusão e entorpecimento momentâneo. Um usuário do elemento explosão, a minúscula porção racional do meu cérebro que ainda não havia sido afetada pela dor informou-me assim que recobrei meus sentidos, estatelada no solo encharcado daquela floresta e com queimaduras de primeiro grau cobrindo meus braços e pernas.
— Sakura-san, levante-se, por favor! — ouvi, por fim, os apelos de Katsuyu-sama ainda atrelada ao meu ombro.
Com um gemido, ousei mexer uma perna, depois, um braço. Então, cerrando os dentes para suportar as fisgadas dolorosas e a ardência das queimaduras, pus-me de pé de uma vez, avaliando os danos em minhas costelas com meus dedos. Suspirei de alívio quando percebi que nenhum órgão interno havia sido atingido pela explosão.
Tetsuya estava a poucos metros de mim, imóvel, no mesmo lugar em que havia me atingido, seu cabelo castanho encharcado pela chuva caía-lhe sobre a metade direita do rosto e apenas um olho escuro estava à vista; ele não me dizia absolutamente nada.
— Heh, ainda consegue ficar de pé?
Enrijeci quando os outros quatro pousaram ao mesmo tempo, ao meu redor, cercando-me completamente. Dobrei meus joelhos e mantive uma postura defensiva, pronta para revidar.
— Sakura-san, você precisa continuar, precisa despistá-los — Katsuyu-sama sussurrou-me cautelosamente.
Assenti, dardejando olhares de um inimigo a outro: dois estavam à minha frente, dois cobriam cada um dos meus flancos e o último estava muito bem posicionado na minha retaguarda.
— Eu sei, Katsuyu-sama, eu sei.
Mordi meu lábio e tracei meu plano; eu sabia que não sairia dali tão fácil, não sem fazer algum tipo de sacrifício antes. Por isso, aprumei-me e ajustei minhas luvas. Separei bem as minhas pernas e descartei o chakra de minha segunda reserva. Não, para escapar dali eu precisaria do meu poder total.
— Cuidado! — gritou a Kunoichi no momento em que eu me movi.
Mal dei dois passos, entretanto, antes de ser interceptada pelo primeiro deles.
Apoiei uma mão no chão, usando-a como alavanca para lançar meu corpo para a esquerda, desviando do espadachim no último momento; merda, ele era rápido!, praguejei quando a lâmina de sua espada desenhou um arco perfeito, tinindo, um pouco acima da minha cabeça, errando-me por alguns poucos centímetros.
Recuei para longe dele, seguindo adiante em seguida. Escolhi aleatoriamente o primeiro dos meus adversários e me lancei contra ele: o maior deles, o Shinobi de cabelos curtos e traços fortes. Teria de ser ele. Ergui meu punho na altura do meu queixo e joguei o meu corpo para a direita.
Ele abriu um sorriso sádico para mim e juntou suas mãos num selo que eu reconheci. Tentei não demonstrar meu contentamento por isso e fingi apreensão quando me preparei para abordá-lo:
— Yōton: Shakugaryūgan no jutsu!
Reprimi um sorriso: um usuário do elemento Lava, como o relatório do sensei me informou. Da sua boca, rochas derretidas envoltas em magma e anéis de chamas foram expelidas, reluzindo na noite escura e chuvosa. Desviei dos três primeiros projéteis sem dificuldade, jogando meu corpo para o lado e de encontro ao chão, abaixando-me quando uma delas passou zunindo acima da minha cabeça até bater numa árvore e explodir num anel de chamas brilhantes, devorando a madeira com seu fogo.
A quarta bola de pedra e fogo atingiu-me no ombro, exatamente como eu queria. Vislumbrei o sorriso vitorioso do homem desmanchar-se quando eu usei meu chakra para a técnica que guardei na manga. Substituí meu corpo com um tronco de árvore, trocando de lugar com ele, e em seguida já corria em disparada novamente pela floresta.
— Kawarimi no jutsu?! — um deles praguejou enquanto eu me afastava, certamente zangados por haverem sido ludibriados por uma técnica tão básica.
Voltei-me para frente, contudo, no momento em que o ancião que usava um chapéu de palha interceptou meu caminho, preparando seus selos:
— Não vai escapar! — ele me advertiu e seus olhos claros faiscaram por baixo da aba do seu chapéu: — Raiton: Bakurai!
Elemento relâmpago?! Amaldiçoei-me por meu descuido enquanto me jogava desesperadamente para o lado oposto à imensa descarga elétrica que surgiu das mãos dele, estalando e brilhando na floresta escura como um verdadeiro relâmpago.
Caí sobre o lado mais atingido do meu corpo em meio ao solo lamacento e mordi minha bochecha a fim de aplacar um impropério zangado por conta da dor. Katsuyu-sama por pouco não escorregou do meu ombro com o movimento, segurando-se a mim por um tris. Infelizmente, não fui rápida o bastante para evitar completamente a rajada de eletricidade, que raspou o meu braço esquerdo, abrindo um rasgo na minha pele.
— Sakura-san, cuidado!
Eu estava de pé no segundo posterior a isso, um punho erguido e carregado com chakra. Senti a chuva fustigar o meu rosto no momento em que o levantei, encarando o ancião de cima ao saltar sobre ele.
Soltei um brado que ecoava a ira cáustica que inflamava tanto o meu ego quanto o meu corpo, ambos feridos, e descarreguei todo o chakra no meu punho. Infelizmente, o velho saltou para longe no último segundo, evitando meu golpe. Eu colidi contra o solo da floresta como um meteoro e o esmigalhei com minha força, provocando tremores tão violentos que reverberaram por todo o terreno.
Depois disso, havia reassumido o ritmo de minha fuga alucinada, aproveitando-me da distração que minha destruição criou. Mesmo em movimento, realizei alguns selos para fechar o ferimento no meu braço esquerdo (dormente àquela altura devido à perda de sangue).
Não tenho certeza de quantos quilômetros mais percorri, ciente de que meus perseguidores continuavam no meu encalço, incansáveis e em vantagem numérica. Foi uma noite longa e eu certamente não a esquecerei tão cedo.
De certa forma, ela findou no momento em que eu abandonei a floresta, só para ser encurralada por eles em um precipício, no trecho mais fundo e violento do rio Kitakamu. Eu me lembrava de tê-lo percorrido apenas horas antes naquele mesmo dia, mas em circunstâncias completamente diferentes; as águas do rio estavam ainda mais turvas e agitadas agora devido à tempestade.
Percebi meu equívoco quase ao mesmo tempo em que Katsuyu-sama o fez, enquanto contemplava o abismo escarpado e negro que se abria perante os meus olhos embaçados pela chuva:
— Era uma armadilha, eles me guiaram até aqui de propósito, Katsuyu-sama!
Constatar isso tivera a mesma sensação de ser empalada pela espada envenenada de Sasori mais uma vez: eu me senti impotente. E estava furiosa.
Analisando as minhas opções, percebi que só me restavam duas e nenhuma delas me agradava de todo: jogar-me do abismo e morrer afogada, ou lutar contra eles e morrer em batalha. Engoli em seco quando percebi que estava mais inclinada à segunda opção do que a primeira.
— Sakura-san, talvez você possa contornar o precipício e...
— Não — meneei minha cabeça, interrompendo a sugestão de Katsuyu-sama, no momento em que me afastei da borda do abismo. — Não posso...
As rochas ali eram escorregadias e irregulares demais, se eu tentasse escalá-las, mesmo com as solas dos meus pés envoltas em chakra, provavelmente acabaria caindo de qualquer forma. Quando me virei para o perímetro da floresta, ponderando talvez embrenhar-me na mata e tentar despistá-los outra vez, descobri que meus perseguidores já estavam ali, lado a lado.
— Fim da linha, garota — declarou um deles, o maior e mais intimidador.
— Você vem conosco — a garota disse-me sem emoção.
Meneei minha cabeça, negando. Eu não poderia ser capturada. Se me levassem com eles, todas as informações da minha missão seriam extraídas, mais do que isso: toda a operação secreta da Aliança para vigiar as ações de Takigakure seria descoberta.
Eu nunca permitiria que isso acontecesse, Shannaro! Eu lutaria e levaria quantos deles conseguisse comigo. Só depois, me permitiria morrer.
Afastando os meus pés, flecti meus joelhos e reassumi minha postura defensiva.
— Será assim, é? — O grandão voltou a me provocar com um sorriso e eu o devolvi, altiva.
— Ela não pretende se entregar tão fácil, Ichiro. — O espadachim ecoava o divertimento dele; a chuva escorria pelo seu rosto magro e grudava seu cabelo louro à testa.
Cerrei ambos os meus punhos no momento em que investi contra eles, mas ao invés das minhas mãos, direcionei o chakra para os meus pés, saltando sobre eles. Dobrei uma perna, mirando no maior deles, e então a estiquei, desenhando um semicírculo com meu pé no ar. O tal Ichiro fez seus selos no último momento e meu chute explodiu numa parede de rocha, despedaçando-a.
Dois deles já estavam em cima de mim no segundo posterior a isso.
Pousei no chão sobre os dedos dos meus pés e as minhas mãos, dobrando meus joelhos e curvando meu corpo para baixo; impulsionei-me para trás, desviando do espadachim e do velho usuário de Raiton ao mesmo tempo.
— Tetsuya, agora! — bradou Ichiro, fazendo disparar todos os alarmes na minha cabeça.
Tetsuya abordou-me por trás, movendo-se feito sombra, já realizando uma série de selos manuais:
— Bakuton: Jinraiken!
Entretanto, ao invés de direcionar seu punho para mim, ele tocou-o no chão, fazendo seu chakra se propagar por todo o solo abaixo de mim. Ainda equilibrada sobre a parte da frente dos meus pés e das palmas das minhas mãos, assisti ao chão sob o meu corpo se transformar num campo minado, detonando metro após metro.
Tentei impulsionar meu corpo para cima no último instante, porém fui pega numa das explosões e arremessada com força. Levei meus braços até o meu rosto, visando me proteger quando o primeiro impacto atingiu-me no flanco direito, arrancando um grito de dor de mim.
Ichiro estava em cima de mim quase no mesmo instante, enquanto eu ainda caía, empurrada pelo choque da última e violenta explosão. Ele fez mais selos e em seguida um muro de rocha erigiu do solo e me atingiu no estômago como um punho gigante de pedra, fazendo-me cuspir sangue e por pouco não perder a consciência.
Ouvi o som das minhas próprias costelas quando elas trincaram e o som das minhas costas quando bati no chão, perdendo todo o fôlego que me restava. Incapaz de continuar me concentrando, liberei o chakra da invocação de Katsuyu-sama e ela desapareceu do meu ombro numa nuvem tênue de fumaça.
— Deixa comigo agora, Ichiro! — declarou a garota ao correr até mim e fazer seus próprios selos.
Desnorteada e ferida, fiquei ali, deitada no chão sem me mover um único centímetro que fosse. Uma escuridão benquista caiu sobre mim então, suave, embora fria e solitária, como um cobertor feito de sombras, junto da certeza de uma corrente tênue de chakra, intrusa e invasiva se infiltrando no meu corpo. Tentei respirar uma vez de cada, ignorando as pontadas nas minhas costelas enquanto também me atentava às vozes sussurrantes que me cercavam:
— Tem certeza de que ela está sob controle, Sora?
— Não se preocupe, Tetsuya, ela está sob o meu genjutsu agora — a garota garantiu e eu teria sorrido em meu estado de semiconsciência, se minha boca não estivesse cheia com o meu próprio sangue.
— Vamos levá-la de volta para a vila então e entregá-la a Inoue-sama.
Quando os espiei por debaixo das minhas pálpebras, minha vista estava turva. Meus dedos se afundaram no solo encharcado, dobrando-se como garras; nenhum deles percebeu absolutamente nada.
Acredito que quando notaram, de fato, que eu nunca estive presa ao genjutsu da garota, já era tarde demais. Eu me levantei de uma só vez, minha visão desfocada fez com que o meu corpo se voltasse, por puro instinto, para o alvo mais próximo e meu punho carregado de chakra acertou-o em cheio no estômago.
— Tetsuya! — alguém, não tenho certeza quem ao certo, gritou por ele no momento em que eu o golpeei com toda a minha força e com toda a minha fúria.
Não pude afirmar que Tetsuya sobreviveria ao meu golpe. Tenho certeza de que estourei pelo menos três órgãos vitais dele, isso a julgar pelo modo cuspiu um impropério com uma boca ensanguentada e um olhar vítreo ao ser atirado para trás com tamanha violência que bateu em quem estava logo atrás dele, desnorteando-a também; ah, a garota, Sora.
Eu tirei vantagem desse breve instante em que ela cambaleou e a ataquei: direcionei uma quantidade de chakra específica para o meu pé direito e deslizei pelo solo rochoso até ela; girei sobre um único calcanhar, dobrando e estendendo minha perna.
Plantei a sola do meu pé no seu estômago e a chutei com força suficiente para jogá-la vários metros adiante, seguindo o mesmo do seu companheiro.
— Cadela! — Ichiro vociferou, preparando-se para fazer mais selos, mas o espadachim foi mais rápido e interceptou-me primeiro.
Mais ouvi o som pegajoso da sua lâmina me perfurando do que verdadeiramente a senti me empalando. Talvez tanta adrenalina tivesse me entorpecido para um pouco da dor, talvez fosse a minha resistência, no fim das contas.
— Kazuhiko! — o ancião o chamou, mas o olhar dele estava travado no meu tanto quanto sua lâmina estava travada no meu peito.
— Eu perfurei o seu pulmão — ele declarou com certo ressentimento, olhando nos meus olhos; eles eram cinzentos como a sua lâmina. — É provável que você não tenha muito tempo de vida, então poupe as suas forças.
Acredito que ele não entendeu a razão de eu ter lhe aberto um sorriso ensanguentado; não a princípio. Talvez, quando envolvi a lâmina que atravessava meu tórax com uma mão, ele tenha começado a acreditar que eu fosse insana.
— O que está fazendo?!
— Vocês... — articulei com dificuldade, devido à quantidade de sangue na minha boca. — Vocês realmente não sabem quem eu sou, sabem?
No momento em que intentei puxar a lâmina do meu peito, liberei o chakra na minha testa para a minha técnica mais poderosa. A batalha seria longa pelo visto. Os selos do Byakugō no jutsu se espalharam pelo meu corpo tão naturalmente, revestindo a minha pele, curando meus ferimentos de forma instantânea e indolor.
À distância, a garota, Sora, atingida pelo meu chute, levantou-se por fim; movia-se com dificuldade e eu estava certa de que não regressaria à luta.
Isso ainda me deixava três oponentes para cuidar.
Kazuhiko, o espadachim, talvez alarmado pelos selos que agora cobriam meu corpo, recuou, por fim, puxando sua espada do meu corpo com um gesto fluído, e postou-se ao lado dos outros dois.
Franzindo o cenho, olhei-os sem me deixar abalar.
— Deixem-me dizer uma coisa... — murmurei, limpando um filete de sangue no canto da minha boca com as costas de minha mão. — A respeito da mulher que me treinou, Tsunade-sama.
Eu conhecia essa sensação. A sensação de invulnerabilidade e intangibilidade que o Byakugō no jutsu fornecia ao seu usuário. Apenas aqueles que são realmente corajosos podem usá-lo. Apenas aqueles que não temem a morte.
— Eu sou Haruno Sakura — disse-lhes, friamente. — E além de não tolerar que subestimem a força da minha mestra, eu não tolero que me subestimem como oponente também!
Por um instante, tive o prazer de ver um lampejo de temor nos seus rostos; era o bastante. Bati meus punhos um contra o outro no intuito de intimidá-los. E, então, parti para cima deles.
Os ferimentos que sofri foram incontáveis. Perfurações, lacerações, queimaduras de diferentes graus, ossos quebrados, órgãos dilacerados; por pouco, não perdi a minha vida ali.
Em algum momento, exausta demais até mesmo para ficar em pé, usei todo o chakra que me restava para socar o penhasco sob os meus pés e desestabilizar todo o terreno. Foi aí que corri em direção ao precipício e pulei rumo ao vazio, certa de que não me restava saída.
Caí nas águas turvas e revoltas do rio Kitakamu e quase me afoguei. Quando estava no fundo do rio, entretanto, prestes a abdicar do meu direito de lutar pela vida, com água gelada enchendo os meus pulmões, lembrei-me dos rostos de todos que eu amava e que deixaria para trás... Meus pais, Ino, Naruto, Kakashi-sensei, Tsunade-sama, Shizune-san...
Sasuke-kun. Pensar nele ainda me deixava cheia de saudades e esperanças. Se morresse ali, jamais o veria novamente, jamais me despediria dele apropriadamente. Nossa história, juntos, sempre havia sido ditada pelos nossos conflitos e desencontros: eu queria alcançá-lo, ajudá-lo, salvá-lo de alguma maneira e ele não quis nada disso por muito tempo.
Mesmo depois de haver voltado para a vila conosco, eu ainda não podia alcançá-lo, não completamente, porque ele mesmo não estava inteiro para mim, não estava pronto. Eu fui paciente por muitos anos, apesar de querer estar desesperadamente ao lado dele. Compreendi-o e apoiei-o porque o amo acima de tudo, acima de mim mesma e as necessidades dele sempre estarão acima das minhas.
Ele prometeu-me que haveria uma próxima vez, prometeu a nós dois que, algum dia, ele estaria pronto para aceitar o meu amor. E, tocando a minha testa, seguiu o seu caminho, três anos atrás.
E foi essa promessa a me dar forças, no fim, para lutar contra a correnteza e emergir.
Para ser honesta, não sei quanto tempo permaneci naquele rio. Talvez estivesse amanhecendo quando consegui, enfim, nadar até uma das margens, num trecho mais raso e calmo. Extenuada e ferida como estava, eu sabia que havia poucos minutos separando-me de uma inconsciência certeira. Por isso, arrastei-me até a margem lamacenta, tossindo e expelindo dos meus pulmões parte da água que havia engolido.
Ao menos, minha fuga alucinada me daria uma pequena vantagem em relação a Ichiro e os outros.
Uma vez que saí do rio, avaliei os danos que sofri durante a queda e os que sofri enquanto lutava contra a correnteza e os rochedos do rio. Todo o meu corpo estava dormente devido ao frio (e eu temi que estivesse manifestando os primeiros sintomas de uma hipotermia), de modo que era difícil identificar apenas pelo tato e pela dor quais ossos meus estavam quebrados e quais estavam apenas trincados.
Curei-os com minha limitada reserva de chakra rapidamente se esgotando e curei o rasgo no meu couro cabeludo, de uma pancada que sofri numa rocha; podia sentir o sangue secando e grudando no meu cabelo.
Porém, o esforço foi demais para mim, no fim das contas, e eu perdi a consciência. Não por algumas horas ou por alguns dias. Meu corpo estava em um estado tão crítico e minhas reservas de chakra, tão deploráveis que eu entrei em coma.
Levei três semanas para recobrar a consciência e mais alguns dias para estabilizar meus níveis de chakra. Quando acordei, descobri-me em uma casa numa montanha muito bem protegida e sendo velada por uma Kunoichi, que descobri, mais tarde, se chamar Ginchiyo Kawano.
Ela tem cuidado de mim desde então, embora evada o assunto toda vez que a interrogo para saber suas motivações. É uma mulher cheia de segredos e dores, mas, ora, eu também não o sou? Criamos uma espécie de laço afetivo uma para com a outra nos últimos dias e ela também tem me sido uma boa companhia.
Não sei ao certo por que decidi memorar os eventos daquela noite hoje. Não sei ao certo por que optei ficar acordada até tão tarde... Ou talvez, eu saiba.
Ele está aqui. Comigo. E dorme profunda e imperturbavelmente ao meu lado, ressonando baixinho.
Sasuke-kun está bem aqui, imóvel.
Sinto vontade de estender a mão e correr os dedos por sua pele, por seu cabelo, mas não quero acordá-lo.
Na noite passada, fiz amor com Sasuke-kun pela primeira vez e esse simples pensamento faz com que eu me sinta tão leve ao ponto de quase flutuar. Não sei ao certo que espécie de ímpeto desvairado se apossou de mim, mas... Eu senti que não podia (eu não queria) mais ficar longe dele; não suportaria. Preciso dele e eu o quero.
De repente, ele franziu o rosto e se remexeu; fiquei imóvel e em silêncio, esperando que relaxasse e voltasse a dormir, mas, contrariando meus pensamentos, Sasuke-kun abriu os olhos e fitou o meu rosto:
— Não consegue dormir?
Fiz que sim com a cabeça e estendi minha mão, deslizando-a ao longo do seu peito numa breve carícia.
— Também está sem sono? — perguntei e Sasuke-kun limitou-se a me olhar em profundo silêncio.
— Você parece cansada, deveria tentar dormir — disse por fim e eu senti que ele estava tentando me persuadir.
— Estou com a cabeça cheia — justifiquei-me e estava sendo sincera; dormi talvez uma ou duas horas antes de acordar com as lembranças vívidas daquela noite sendo repassadas na minha cabeça.
Eu precisava tirar essa memória terrificante dos meus pensamentos.
Fingindo despretensão, aconcheguei-me ao corpo do Sasuke-kun, sentindo seu calor, seu cheiro... Ele é tão lindo e eu não me canso de contemplá-lo. Deslizando minhas mãos pelo seu peito, enlacei-as nas suas costas, encaixando meus braços sob os dele.
Quando rocei a ponta do meu nariz na pele do seu pescoço e inspirei seu perfume limpo, Sasuke-kun estremeceu e pousou uma mão no meu quadril:
— Sakura — chamou-me e soou como uma advertência para mim; eu adorava provocá-lo.
Essa manhã, descobri que Sasuke-kun tinha sensibilidade em lugares que eu nem mesmo sequer sonhava em imaginar. Ele é quente e viril em todos os sentidos, eu o adoro e o desejo, e cada segundo que passo assim, na companhia dele, é precioso demais para mim.
Afastei-me de repente, tombando meu rosto para trás a fim de fitá-lo:
— Mais cedo, no jantar, quando você disse que se, algum dia, quisesse, formaria uma família...
— Duvida de mim? — ele levantou uma sobrancelha para mim, seus olhos estavam me sondando outra vez, sempre me sondando.
Estalei minha língua no céu da boca e tracei meu dedo ao longo da gola da sua blusa, esbarrando de propósito nos ossos da sua clavícula; Sasuke-kun tinha ombros fortes e largos e eu ainda não acreditava em como ele havia crescido nesses últimos três anos: suas feições, embora não muito diferentes, estavam mais proeminentes no seu rosto cinzelado de traçados finos e aristocráticos.
— Eu só estava pensando — baixei meu olhar, enganchando meus dedos no tecido da sua blusa. — Não seria difícil para você se estabelecer em Konoha com tudo o que houve e...
Sasuke-kun ficou em silêncio por um tempo, talvez quase um minuto. Já estava começando a me arrepender de haver tocado no assunto quando seu tom, manso, atraiu meus olhos de volta para o seu rosto:
— Não vou dizer que seria fácil. Eu mesmo não me iludo com fantasias e, depois de tudo o que houve na guerra com Obito e Madara, a reputação do meu clã precisa ser limpa por alguém; o clã Uchiha precisa renascer e eu não estou certo se seria correto que revivesse através de mim. — Depois de um tempo, acrescentou quase sussurrante com um olhar vazio: — Por um tempo, meu coração esteve tomado pela escuridão e pelo ódio, o que me levou a buscar essa jornada porque não só o meu cerne precisava ser purificado, como também a forma como eu via o mundo precisava ser emendada.
Abri um sorriso para Sasuke-kun; estava contente por ele. Compartilhar esse tipo de intimidade com ele, poder conversar com ele sobre o seu passado, sobre os seus planos para o futuro... Isso me deixava feliz. Na verdade, suspeito que radiante.
Por isso, me esgueirei de volta para o peito dele e o enlacei com meus braços, suspirando profundamente. Sasuke-kun voltou a me envolver também e seus lábios roçaram no topo da minha cabeça.
— Sakura?
Acalentada mais uma vez pelo calor do seu corpo e embalada pelo som do coração de Sasuke-kun batendo uniformemente, eu estava quase adormecendo quando ele me chamou.
— Hmm?
Ele expirou o ar lentamente antes de me responder.
— Não é nada — desconversou, mas minha intuição me dizia que ele havia tentado me dizer algo importante.
Ergui os meus olhos para fitá-lo e afaguei seu rosto, afastando uma mecha de cabelo que cobria seu olho esquerdo. No passado, a mera visão do Rinnegan teria sido o bastante para me fazer estagnar, mas a suavidade contida no olhar de Sasuke-kun, a serenidade ali refletida inspirava em mim mesma uma leveza, um contentamento íntimo tão grande.
— Você pode me perguntar qualquer coisa, Sasuke-kun — assegurei, tentando lhe transmitir firmeza no meu tom, mas sem pressioná-lo; sei que ele se abriria comigo no momento em que julgasse certo.
O que se provou verdadeiro a seguir com a persistência de sua recusa:
— Agora não.
— Certo — concordei de forma arrastada com uma careta e acabei arrancando um meio sorriso dele.
Impelida por meu atrevimento, inclinei meu rosto e encostei meus lábios aos dele, desmanchando seu sorriso torto e provocador; ganhei um olhar de censura como resposta.
— Você deveria descansar — ele murmurou numa tentativa leviana de soar sensato, mas a rouquidão no seu tom, eu sabia, entregou-me o seu desejo.
Então, apertei-me contra o seu corpo e enlacei seu pescoço com meus braços. Voltei a pressionar nossos lábios e Sasuke-kun cedeu com um suspiro; sucesso. Impulsionei meu corpo para trás, levando-o comigo no futon estreito que dividíamos até que ele estivesse sobre mim, e afastei minhas pernas para acomodá-lo.
Apesar da relutância inicial (e dissimulada), senti suas mãos envolverem minha cintura e meus dedos acariciaram seu cabelo. Pensei tê-lo ouvido murmurar um “irritante” antes que sua boca descolasse da minha e afundasse no meu pescoço. Abri um sorriso incisivo antes de começar a batalhar com suas roupas, erguendo a bainha de sua blusa até a metade das suas costas para senti-lo sob os meus dedos, tão firme e tão quente.
Sasuke-kun travou sua própria luta com o nó atado na minha cintura e, uma vez nua para os seus olhos, estremecendo com intensidade do meu desejo e do dele, voltou a afundar seu rosto na minha pele, dessa vez no vale entre os meus seios; cada inspiração errática, cada beijo sôfrego dele me desmantelava num amontoado irracional de suspiros e lamentos.
Impaciente, eu mesma levei as minhas mãos ao cós da sua calça e, com puxões insistentes, consegui abaixá-la; precisava senti-lo em mim outra vez, talvez assim apagasse de uma vez da minha cabeça os resquícios das lembranças daquela noite aterradora, desses medos que me assaltavam de tempos em tempos, como se a qualquer momento eu pudesse despertar e descobrir-me sonhando.
Fechei os meus olhos e gemi baixo, acredito que possa ter machucado Sasuke-kun com a forma como afundei as minhas unhas nos seus ombros no momento em que nos unimos. Dobrei os meus joelhos enquanto buscava, sem ter consciência, por um meio de amenizar aquele estranhamento inicial.
Subitamente, eu estava ciente demais da proximidade de Sasuke-kun: do encaixe perfeito que nossos corpos formavam e do ritmo constante dos seus quadris contra os meus, dos seus músculos se flexionando e se contraindo tensos de desejo sobre os meus, das gotículas de suor que corriam da sua pele para a minha e do entrechoque ruidoso das nossas respirações irregulares.
Estar assim com ele ainda era, para mim, uma novidade magnificente.
O roçar da sua pele contra a minha fazia com que arrepios de desejo se alastrassem pelos meus membros. Eu quase não suportava a intensidade dessas sensações arrebatadoras: o amor pungente no meu peito, no meu cerne, obliterando tudo, eclipsando tudo.
— Sasuke-kun — gemi seu nome pausadamente, incapaz de comandar o meu corpo, de controlar meu anseio mais urgente.
Ele reivindicou meus lábios justo quando eu me permiti sucumbir àquela torrente de sensações, estremecendo e pressionando-me contra ele no mesmo momento em que Sasuke-kun atingiu a completude com um grunhido gutural, que terminou sufocado no nosso beijo.
Minha cabeça tombou sobre o travesseiro fino e Sasuke-kun descansou sua face sobre os meus seios desnudos, arrepiados pelo ar noturno; o suor porejava a minha pele e eu senti frio pela primeira vez, agora que a minha libido arrefecia, relaxando todos os meus músculos com uma letargia inescapável.
Foram longos minutos imersos num silêncio aconchegante até que, sorrindo, baixei os meus olhos para o seu rosto sonolento que descansava no meu peito:
— Sasuke-kun?
— Hmm? — Foi sua resposta preguiçosa e relutante.
Afundei meus dedos no seu cabelo e ele emitiu um som de apreciação que se assemelhava a um ronronar; Sasuke-kun parecia gostar quando eu fazia isso.
— Antes... — hesitei, mordiscando meu lábio. — O que queria me perguntar?
Seu muxoxo acabou abafado na minha pele suada, depois se fez silêncio outra vez. Lá fora, se prestasse devida atenção, eu poderia ouvir o cricrilar dos grilos e o gemido agudo do vento.
Quando pensei que havia caído no sono sem responder minha pergunta, Sasuke-kun se levantou de cima do meu corpo e, apoiando-se em um cotovelo, esticou o seu braço para tocar dois dedos no centro da minha testa. Franzi o rosto, descontente, já prevendo sua resposta:
— Na próxima vez, eu te direi — prometeu-me. — No momento certo.
— Ne, Sasuke-kun — estalei a língua no céu da boca —, você está sempre me tocando na testa e dizendo “na próxima vez”... O que isso realmente significa?
Mas, para o meu descontentamento, ele se sentou para vestir as roupas, murmurou um “boa noite, Sakura” com evidente satisfação e se deitou com as costas viradas para mim. Ajeitei meu quimono, copiando-o, e cruzei os braços, fingindo mal humor.
Conforme os minutos escoavam ininterruptos como grãos de areia numa ampulheta, entretanto, percebi que estava realmente cansada demais e admiti minha derrota: virei-me para Sasuke-kun com um bufar e o envolvi em meus braços.
Apertando-me contra as suas costas, suspirei contente enfim e fechei os meus olhos que já pesavam.
O que o novo amanhã me traria, eu não sabia, mas estava finalmente ao lado do homem que eu amo e nada no mundo seria forte o bastante para voltar a me separar dele. Absolutamente nada, Shannaro!
Notas finais
Só em O Peregrino agora! ;)
Os acontecimentos dessa one-shot se passam na penúltima noite deles na cabana da Ginchiyo, só para ajudá-los a se situar na timeline, caso tenham alguma dúvida.
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Espero que tenham gostado e essa semana tem capítulo novo de O Peregrino. Meu pc finalmente vai voltar do conserto e eu vou poder digitar com mais facilidade (digitar no notebook acaba comigo, nossa, detesto -.-).
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Não esqueçam de dizer o que acharam, ok? É importante para mim! :)
Nos vemos em O Peregrino e nos reviews!
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