A Missão

3 Um Ato de Bravura


Notas iniciais
Então gente, uma pequenina mudança de planos! Nas notas iniciais da fic ( onde fica sinopse e capa ), eu disse que só postaria uma vez por semana, mas resolvi mudar a quantidade das postagens. Agora irei postar de dois, á três capítulos nos finais de semana :3 Como Sábado eu fiz o 1° capitulo, e Domingo o 2°, resolvi postar o 3° hoje! Já irei atualizar a notas iniciais! Agora, vai logo ler esse capítulo!! :D

No capítulo anterior ...

'' – Jack, por favor. Faça isso comigo — Ela disse com uma voz tão doce que acabei assentindo com a cabeça.

– É agora ou nunca — Eu disse.

– No três! — Ela disse.

Pudemos ouvir o gerente do banco ainda enfrentando o assassino, que logo disse:

– Ah é? E quem vai me impedir de te matar seu velho!

– NÓS!! — Eu e Kim gritamos pulando do tubo de ar e ficando frente á frente com o homem.''

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POVs KIM:

Eu não sabia ao certo porque fiz aquilo. Sei que por fora pareço durona e corajosa, mas por dentro, eu sentia um grande temor. Senti que a vida daquele senhor estava em minhas mãos. Se eu morre-se, seria por bravura e coragem. Eu não ia conseguir dormir a noite, pensando que um pobre homem teve uma bala atirada em sua cabeça, e que eu pudia ter evitado aquilo. Não, eu não era covarde, disso tenho plena certeza. E Jack? Oh, Jack ... Não pensei que estava colocando sua vida em risco também. Porque pedi ajuda á ele? Porque simplesmente não encarei aquele assassino sozinha? Jack, Jack ... Meu melhor amigo, e companheiro para todas as horas; que não se importou com o perigo que corríamos, mas queria fazer aquilo comigo.

O sujeito não demonstrou espanto, continuava parado, incrédulo, com a arma apontada na cabeça da vítima. Ele nos olhou e deu um sorriso de lado. Devia estar pensando Como dois adolescentes imbecis querem enfrentar uma gangue muito bem organizada? Ele tirou a arma da cabeça do senhor, que suspirou aliviado. Nos olhou com desprezo e fingiu estar apavorado:

– Oh céus! — Ele gritou com as mãos para o alto — Uma loirinha magrela e um pirralho metido á corajosos! Tenham misericórdia de minha alma!

Logo depois ele assumiu uma posição de superioridade. Chegou perto de nós e sacou outra arma de dentro de seu casaco. Agora, ambas as armas apontavam em direção á minha cabeça, e a outra na de Jack. Ele se aproximou mais e colocou a ponta encostada em nossas testas. Olhei para Jack como um sinal, e ele, assentiu. Na mesma hora nós demos um chute lateral no joelho do homem, que gritou de dor. Eu e Jack o víramos brutalmente e ele caiu no chão, arfando e gemendo de dor. Peguei as duas armas, fiquei com uma e joguei a outra para Jack, que imediatamente saltou sobre o balcão, apontando para os outros capangas. Imobilizei o sujeito que estava sob meu controle, e prendi suas mãos com um arame que encontrei pelo chão. O levantei e coloquei a pistola apontada em sua cabeça, e sussurrei em seu ouvido:

E agora, quem é a loirinha magrela?– Ele não respondeu, apenas continuou olhando para o chão — E vocês — Eu disse olhando para seus capangas — Se tentarem algo contra mim ou contra Jack, seu chefinho vai acabar com uma bala no crânio! E Jack — Eu disse o olhando — Leve esse senhor e os demais reféns para um local seguro.

Ele assentiu com a cabeça e deu a mão para o gerente do banco, que ainda chorava e o agradecia. Ele guiou os outros reféns juntamente com o senhor para fora do banco, deixando eu sozinha com aqueles homens. De repente uma coisa aconteceu. Uma explosão de dor surgiu em minha perna. Eu caí e acabei libertando o sujeito. Ele deu uma risadinha e apanhou a arma de minhas mãos. Eu não consegui distinguir o que me acertou, mas já estava começando á ficar tonta. Seguro o local da dor, e quando olho minhas mãos me assusto ao ver que elas estão vermelhas. Comecei á enxergar as coisas girando, mas pude ver aquele crápula saindo com mais dois capangas pelos fundos, dando ordens para que os demais explodissem o local. Arregalo os olhos ao ver-los preparando bananas de dinamite. Passo os olhos no local em busca de respostas para algo que eu nem sequer sei o que é. Avisto Jack, escondido atrás de uma mesa. Tive a impressão que ele segurou um grito ao ver o buraco jorrando sangue de minha perna. Com toda a sua agilidade, ele conseguiu fechar todas as saídas do banco, menos a principal. Começo a ouvir sirenes, e vejo policiais algemando os criminosos. Sinto algo me puxando e vejo que é Jack, que me segura em seus braços, gritando por meu nome. Pude notar que lágrimas escorriam por seus olhos. Estremeci ao sentir que nossas mãos estavam entrelaçadas. Queria dizer que estava bem. Que não foi nada sério. Mas eu não conseguia pronunciar uma única palavra. Do nada senti minha vizão ficando curva, e de repente me vi em meio á uma imensa escuridão. E então, apaguei.

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Abro os olhos e me vejo deitada em uma cama. Será que tudo aquilo foi um sonho? Que eu não tinha sido atingida? Que não coloquei a vida de Jack em risco? Que não enfrentei uma gangue de criminosos? Me examino e vejo que uso um vestido azul. Olho minha perna, que está enfaixada. Passo os olhos pelo local, vendo que meus braços estão repletos de agulhas com tubos de sangue e soro. O local é calmo e sereno. Era dia e as cortinas estavam abertas, dando passagem livre para a luz do sol. Vejo que estou em um quarto de hospital. Avisto um homem em pé perto de minha cama. Ele era negro, tinha uma barbicha no queixo e usava óculos. Vestia um jaleco branco e fazia anotações em um bloquinho. Provavelmente meu prontuário. Ao perceber que eu já havia despertado, ele sorriu e disse:

– Olá Kimmy!

– Pode me chamar só de Kim — Eu disse retribuindo o sorriso e apertando sua mão.

– Está bem? Está sentindo algo?

– Sim, estou bem. Só um pouco cansada.

– Isso é normal.

– Doutor, o que aconteceu comigo?

– Bem ... Você levou um tiro na perna direita.

– O QUE? — Pergunto me sentando rapidamente.

– Calma! — Ele disse com uma voz tranquilizadora — Não foi nada sério. O tiro passou de raspão.

– Mas, quando eu vi parecia ter perfurado.

– É assim mesmo. Só perfurou sua pele.

– Ok ... — Me acomodo sentada na cama, me acalmando e respirando com um pouco de dificuldade — Eu vou poder andar normalmente? Lutar, correr ou sei lá?

– Vai. Mas só daqui á 5 semanas, você ainda está em fase de tratamento.

Bufei e fiquei olhando minhas unhas. Até que ouço uma batida na porta. O médico se afasta de minha cama, sentando no sofázinho em frente da mesma.

– Pode entrar! — Ele diz.

Não demoro muito para reconhecer cada uma daquelas pessoas. Eram meus amigos! Jerry, Milton, Eddie, Rudy e ... Jack! Fiquei tão feliz em vê-los que quase saltei de minha cama para abraça-los. Sorri e eles fizeram uma rodinha em torno de minha cama, todos sorridentes.

– Kim!! — Disseram em uníssono.

– E aí galera! — Digo sorrindo.

– Como está se sentindo? — Pergunta Eddie.

– Estou ótima! E obrigado por terem vindo, eu realmente precisava do apoio de vocês!

– É claro que víriamos! Você não acha que não íamos te visitar depois do que aconteceu não é? — Diz Rudy.

Meu sorriso rapidamente se desfez depois dele dizer aquilo. Agora minha ficha caiu. Tudo foi verdade. O assalto ... aquele homem ... as pessoas aterrorizadas ... Mas não aguento deixar de perguntar:

– O que aconteceu com aqueles homens?

– O chefe e mais 2 capangas conseguiram escapar — Responde Milton — Mas os demais foram presos! Você e Jack conseguiram! Prenderam uma das quadrilhas mais procuradas dos Estados Unidos!

– É sério?

– Sim — Responde um homem na porta. Ele era alto, magro, e moreno. Vestia um paletó cinza que tinha um distintivo com as siglas SIE. O olhei confusa e perguntei:

– Quem é você?

– Sou da SIE.

– Disso eu já sei — Digo apontando seu distintivo.

Ele deu um risinho e pediu para todos se retirarem, inclusive o médico, alegando que queria ter uma conversa particular comigo. Logo após todos se retirarem, ele se sentou ao meu lado, e perguntou:

– Seu nome é Kimmy não é?

– Sim. Mas me chame só de Kim.

– Ok Kim– Ele disse gesticulando aspas e dando ênfase ao pronunciar meu apelido — Eu vi toda a sua ação no assalto ao banco pelas câmeras de segurança. Você foi incrível! Deu sua vida para salvar aquelas pessoas. Foi um verdadeiro ato de bravura.

– Obrigada mas ... Quem é você? Quem eram aqueles homens? Especialmente o chefe? O que quer comigo e ...

– Sei que têm milhões de perguntas — Ele disse cortando minha fala — Mas deixa eu te falar quem eram aqueles homens. Bem, Kim ... Esses homens fazem parte de uma grande facção, que é liderada por Carlos. Um maníaco que controla grande parte das quadrilhas de roubo e assassinato. Seu parceiro é Jason, outro homem extremamente perigoso. Foi com ele que você lutou. Os dois estão juntos numa espécie de parceria. Não sabemos o que planejam mas cremos ser algo grande, perigoso. Há anos a polícia tenta encontrar pistas desses dois, mas nunca obtém respostas. É por isso que nós da SIE cuidamos de casos assim. A SIE é o Sistema Internacional de Espiões. E eu, me chamo Peter, e sou o presidente desta organização super secreta. Procuramos jovens destemidos como você e seu amigo. E é por isso, que temos a honra de convida-los para serem de nossa equipe.

– Eu, uma espiã?

– Sim.

– Mas ...

– Seus pais já sabem do que ocorreu com você. Dissemos que você está bem, e segura. Contamos á eles todo o ocorrido. Também perguntamos se eles dariam a autorização para você entrar na nossa organização. Eles disseram que a escolha é sua; e que independente de sua escolha, eles iram te apoiar. Comuniquei seu amigo, Jack também. Ele disse que só aceitaria entrar se você fosse também.

– Eu aceito!

– Sem ao menos pensar? — Peter pergunta confuso.

– Sim. Eu peguei um imenso ódio desse cara, o Jason! Ele quase tirou minha vida, e á de várias outras pessoas! Nunca conseguirei dormir imaginando que esse crápula está a solto por aí, comentando outros crimes!! Por isso aceito entrar para a SIE.

– Ótimo! — Ele disse sorrindo.

Ele me entregou um celular, aparentemente comum. Parecia um IPhone, só que maior. Ele disse que quando eu estivesse pronta, poderia assistir a mensagem gravada no celular. Lá explicaria mais sobre a SIE, como ela surgiu, sobre armas, quadrilhas perigosas, e sobre o compromisso que teria de enfrentar ao entrar para essa organização. Um verdadeiro manual de instruções. Peter disse que esse celular também serviria para eu me comunicar oficialmente com a SIE em caso de perigo, ou se eu tivesse alguma dúvida. Também disse que Jack também ganhou um destes. Por fim se levantou e deu um beijo em minha testa, e saiu me deixando sozinha.

Alguns minutos depois uma enfermeira apareceu me dando uma sopa de legumes e suco de uva. Ela se retirou e depois que terminei minha refeição, fiquei vendo tv e encarando aquele celular que Peter meu deu. – Agora sou o mais novo membro da SIE, e Jason pagará por tudo que me fez passar– Pensei.

Notas finais
Eu amei muito esse capítulo! E vocês? :3 Beijinhos e até o próximo capítulo ;)