Notas iniciais
O título da história é muito grande e isso é tudo que você precisa saber. Enjoy.

A Minute of Perfection Was Worth the Effort. A Moment Was the Most You Could Ever Expect From Perfection Rampant Intellectualism As A Coping Mechanism.

Ryan sentou-se sobre a cadeira, enquanto esperava a jovem garçonete trazer-lhe um copo de café, as mãos tremiam e a chuva do lado de fora, correspondia à bagunça as milhares de magoas e as lembranças, que se escondiam e o massacravam e o crucificavam por entre os olhos castanho-esverdeados.

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As luzes o cegavam, o barulho alto, a extravagância, a ganância o fascinavam. As jovens mulheres se despindo como se suas vidas dependessem de seus corpos, as aberrações, as drogas, as bebidas, as musicas, a neblina, tudo contrastava na vida que agora o menino levava.

A única coisa que o protegia de tudo o que acontecia a seu redor, era seu casaco, que acima de tudo o protegia do frio, do frio da sua vida, do frio do seu coração, da frieza da sua mente e principalmente da frieza da solidão. A fumaça expelida pelos senhores, que cercavam as mesas, eram jogada na sua cara, como se fossem um tapa para cada, má-criação que menino havia cometido – não que ele não havia levado tapas, por elas – mas, sim parecia que agora tudo fazia sentido.

Rostos desconhecidos o cercavam, com olhos sedentos pela sua vida. Havia alguns senhores que os chamavam – afinal, ele estava em uma zona de prostituição não em uma zona de educação. Mas, era o único lugar que o restará em todo o mundo. A única saída para a vida, única saída para se manter inteiro para sobreviver.

Ryan esperava por um milagre, mesmo que não acreditasse neles. O pobre menino de inocência desconhecida rezava, mesmo que sem fé, ele transformava sua pobre vida cada vez mais, em uma tremenda tragédia, um poço de mentiras, aonde ele mesmo iria se afundar.

“Hey garota, o que você esta fazendo aqui?” Uma mão fria agarrou seu ombro. “Wooow. Você não é uma garota, mas você não parece que tem idade o suficiente para estar aqui.”

“A vida não te dá idade o suficiente para morrer, então pare de me questionar e volte para a sua sujeira. Eu me arrependo todos os dias por fazer parte dela, não faça me arrepender, de ser obrigado a matar você.” Ryan sabia que suas palavras, estavam cheias de mentiras, mas acima de tudo ele precisava se proteger. Antes que ele virasse a caça.

“Fique calmo, não é como se nós não estivéssemos no mesmo barco.”

“Não, nos não estamos.” Ryan deu um passe para frente, agora com seu ombro sem mais nenhum a mão o segurando, ou o impedindo de continuar o seu caminho.

Ele novamente se encontrava perdido no meio do grande salão. Os garçons passavam por ele, fazendo-o rodopiar e se apoiar em seus próprios calcanhares para não cair. Mãos o tocavam e sons que ele mesmo desconhecia ecoavam, por todo o local, causando-lhe arrepios.

Sentou-se em uma mesa, uma cadeira jogada em um canto de frente para o palco, a meia-luz lhe deixava com ar misterioso e apesar de tudo e de todos os arrependimentos, ele jamais se arrependeria de algo que ele fizesse naquela noite. Apenas, nessa noite.

Uma vez na vida ele tinha que se esquecer de todos os seus arrependimentos, uma vez na vida ele tinha que parar de ser culpar por tudo que acontecia ao seu redor, ele precisava deixar os sentimentos mesmo que artificiais pelo menos uma vez o guiarem.

Ele se preocupava que alguém percebesse o que ele realmente estava fazendo ali, ou que alguém notasse que ele não poderia estar ali, afinal ele era Ryan Ross, não qualquer ralé. E todos desejavam a morte dele, até ele mesmo.

O garoto já estava quase fechando os olhos, pois o sono o consumia. Quando sentiu um ar gelado em seu pescoço, muito próximo ao seu pescoço.

“Hey Ryro.”

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A jovem garçonete voltava com o café em punhos e com um sorriso, que você poderia comprar por menos de um real em uma loja. As roupas estavam passadas, mas havia alguns respingos de gordura, no seu avental. Não era algo que realmente valesse a pena prestar atenção, porem ele, não tinha nada que valesse apena, além de seu café.

“Aqui o seu café.” A jovem disse com uma voz aguda que podia cortar-lhe os tímpanos, mas não ela preferia irritar sua cabeça, que já estava doendo.

“Obrigado” Ryan disse com um aceno e logo tomou o café preto, em somente um gole.

Ryan nunca tinha tido problemas para se relacionar com pessoas do sexo oposto, porém ele preferia se relacionar com as do mesmo, ele achava mais interessante, fascinante, excitante. Ele realmente não se importava com os comentários a sua volta, em relação a sua sexualidade. Afinal quem pagava o lubrificante era ele – na minoria das vezes – e não era algo que o incomodasse.

Ele vivia em uma completa desarmonia com seus sentimentos, era quase impossível entende-los, mas ele preferia se machucar deixando-os guiar, o iludir, ele sabia que no final sentimentos era dispensável, mas ele não sabia que eles doíam mais do que não tê-los.

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“O que você está fazendo aqui? Você sabe que esse não é um lugar para você.” Brendon disse, arrastando uma cadeira e sentando-se ao lado dele.

“O que exatamente, você está fazendo aqui? O santo mórmon em um cabaré, realmente surpreendente.” Ryan arqueou uma sobrancelha e continuo olhando dos grandes olhos chocolates.

“Santo mórmon? Isso não soou nada bem, Ryan. Sinto lhe informar isso. Mas, a questão real é o que você está fazendo aqui quando, todos aqui querem você morto?” Brendon, cogitou a ideia de abrir um sorriso para o menino, mas percebeu que essa não era um momento apropriado para o tal.

“Você não acha a morte excitante, Brenny Bear?” O mais velho deslizou a mão pela coxa do jovem – e nem tanto inocente.

“Não, Ryan. E você tem que sair daqui.” O garoto sentia todos os músculos do seu corpo se contraindo ao toque do mais velho, sentia todos os pelos do seu corpo enrijecerem. Mas, isso era um pecado e esse seria um deles, que ele não cometeria de novo.

“Dê-me um motivo e eu saio.” Ryan se aproximou do garoto. Ele podia sentir a respiração do outro, o velho e clichê halito de menta que o perseguia por todos os lugares que ele ia.

“Sua vida.”

O mais velho estralou a língua e abriu um sorriso em escárnio.

“Não é o bastante, além do mais que esse ambiente é bastante formidável, me agrada. Você sabe do que eu estou falando, meu querido.” Ryan retirou sua mão da coxa do garoto, para alisar o cabelo.

“Eu sei quando você está com medo, quando você está desconfortável, eu sei tudo sobre você Ryan Ross, eu sei até mesmo o que você não sabe de si mesmo, pois tem medo de se perder dentro de si mesmo.” Brendon, apertou a mão do outro e começou a olhar ao redor das mesas, para ver se ninguém havia percebido que os dois estavam ali. “Ryan, por favor, eu te imploro saí daqui.”

“Você vai ficar de joelho para mim?” Ele perguntou mordendo o lábio.

“Si-si-sim.”

“Não, prefiro que você faça outras coisas enquanto esta de joelhos na minha frente.” Ryan, passou a mão pelo pescoço do menino, e seu interior se animou ao perceber que ele ainda tinha o mesmo efeito sobre o menino.

“Porra, Ryan Ross! Eu saio com você disso, mas vamos, por favor.” Ryan não conseguia negar nada para Brendon, enquanto ele estivesse o encarando com aqueles grandes olhos.

E em menos de um minuto, seus calcanhares estavam rodopiando em direção a saída do cabaré. Ele não teve tempo de olhar ao seu redor, de fotografar cada expressão facial, ele não teve tempo, pois Brendon estava na sua frente, segurando a sua mão e se ele estava lá, nada mais no mundo importava.

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O menino observava agora a chuva caindo, a única coisa que restava na sua frente era sua xícara de café, que estava vazia. Suas mãos não estavam tremendo mais como antes agora, mas sua mente funcionava com uma maquina a vapor.

Era como se o café alimentasse sua vida. Sua imaginação era como se cada gota de cafeína, ativasse sua memória e suas lembranças assim fazendo dele uma grande maquina de escrever, que não poderia parar de trabalhar, que não tinha mais o que fazer além de que escrever.

Escrever era a única coisa que havia restado para o mesmo, pois tudo e todos que ele havia prezado agora haviam se ido. E a pessoa que ele mais amava havia o deixado e agora a única pessoa que restava com si mesmo, era ele. E ele não se suportava. Ele não aguentava o som da sua própria voz, preenchendo o vazio da sua vida.

Ele era uma mentira. Uma grande mentira.

Mas, ele não podia reclamar ele havia pedido por isso. Ele havia. Ele ainda pede. Mas, agora era diferente, porque ele não tinha mais quem o desse mais a solidão, isso era a única coisa que havia o restado.

E no final ela não era tão bonita e nem tão atrativa como aparentava.

Ele era uma maquina copiando emoções, para si mesmo, para substituir suas mentiras. Ele só tinha isso na vida, ele não tinha mais nada alem de copiar, as outras pessoas e copiar as emoções delas, porque quem ligaria para ele se nem mesmo ele ligava?

Não fazia mais diferença. Nunca havia tido. Mas, ele se arrependia. Ele sempre se arrependia.

Ele sempre fazia as coisas para se arrepender depois, talvez houvesse algo em se arrepender que ele gostasse. Talvez no meio de tudo isso ele só estivesse procurando uma resposta para seus problemas, mas ele já sabia. Ele só se recusava a acreditar nelas.

Ele não podia negar que se sentia culpado pela morte da pessoa que ele mais amava. Ele não podia negar que ele ainda amava Brendon. Ele não podia, não era algo aceitável, não quando Brendon havia morrido por ele. Mas, não era uma questão de perdão, ou de favores era só amor. Mas, ele estava perdido demais dentro de si mesmo, que ele mesmo esqueceu-se de tentar salvar as pessoas ao redor dele.

Você dançara a dança de decepção

Você esperará até que ela chegue até você,

Ela te guiará para o escuro e te

Irá fazer chorar e sangrar.

Sangrar até, a ultima gota de sangue,

Que percorre suas veias e

Seu corpo cair.

Ela consumira a sua vida e

Irá levar-te para um lugar distante,

Ela te fará esquecer seus problemas,

Mas ela te trará novos por que

Nada é em vão.

Nem ela.

E quando você se perder ela te guiará de novo,

Para um poço a onde não existe saída,

Você se verá preso e quando você achar que

Não existe mais saída, ela irá te puxar.

Para um abraço reconfortante e beijará todos

Os seus machucados,

Porque você sabe que no

Final você sempre escolher

Dançar ela, por que mesmo com todos.

Os arrependimentos e as dores, que ela te traz.

Ela será a única que te salvará.

Não era como se ele quisesse viver mais, não era como se ele quisesse construir uma vida longe de Brendon. Não era como se fosse justo ele fazer isso. Não era como se ele fosse conseguir fazer isso.

Afinal, ele sempre iria pertencer a ele. Porque, mesmo distantes, mesmo que eles não estivessem juntos, eles sempre estariam ligados. Não de uma forma sexual, de modo algum, o que acontecia entre eles era algo espiritual. Era como se a alma deles, fosse uma só, porém cada uma estava seguindo um caminho e sempre no meio do caminho a pedras, e são nelas que nos temos que aprender. Todos precisamos de ajuda para se levantar e para sorrir, mas quem vai conseguir fazer isso, se não nos mesmos?

Notas finais
Na verdade, ela não está terminada, mas eu não me acho capaz de continuar ela.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!