Notas iniciais
Um dos melhores capítulos que já escrevi, não sei se foi do episódio, que está cheio de bons momentos e eu AMO 3X04, mas foi um dos melhores que já escrevi. Sério
TVD Season 2 vai estrear hoje á noite! Estou tão entusiasmada! É ÓBVIO que vou ver! A promo está linda, quem me derem que pudessem ver. Talvez o canal depois coloque na internet. Sério, está lindo!
Boa leitura!

Capítulo 7

POV Demi Gilbert

Saí do provador, mas Rebekah permanecia lá dentro.

-Tem que haver mais tecido para este vestido.

-Não há – falou Klaus.

-Sai lá, Rebekah! Eu quero ver o vestido! – insisti e ela saiu do provador com uma cara de má.

-Então mulheres do século XXI vestem-se como prostitutas – arregalei os olhos e preparei-me para ripostar, mas a irmã do Klaus continuou: — Eu ganhava olhos safados por usar calças!

-Tu usaste calças para as mulheres de hoje não usarem nada.

Abri a boca espantada com a frase de Klaus. Abanei a cabeça e coloquei as mãos no ar.

-Eu sei que todos vocês não nasceram neste século e já viveram muito, mas eu estou aqui e não me visto como uma prostituta!

Stefan baixou a cabeça, rindo baixo e Klaus deu um gole de champagne. Rebekah suspirou teatralmente e eu senti-me como uma criança perto deles.

-Ah, já percebi. Para vocês eu ainda continuo a ser a criança do grupo.

Entrei no provador e vesti a minha roupa normal. Peguei em todos os vestidos que tinha experimentado e quando saí atirei-os para cima de Klaus. Ele olhou-me carrancudo.

-A criança aqui quer os vestidos todos.

Peguei na minha mala que estava ao lado de Stefan e saí da loja, determinada. Não tinha algum ponto de chegada, apenas ia passear por Chicago. Já que estava aqui, precisava de me divertir um pouco.

-Ora, ora, quem é ela – congelei. A voz igualzinha a mim falou, mas com um sarcasmo notável.

Virei-me para trás e deparei-me com uma rapariga igual a mim, só que com o cabelo vermelho.

-Lilianne – falei e virei-lhe as costas, continuando a caminhar. Ela começou a acompanhar o meu passo.

-Precisamos de falar.

-Então fala – apressei o meu passo. Precisava de sair das ruas e rápido.

-O que estás a fazer com Klaus? E Rebekah? E Stefan? Não percebes que era muito melhor teres ficado em Mystic Falls?!

-Falas como se te importasses com a minha segurança.

Katherine apareceu à minha frente com um sorriso nos lábios.

-Acontece que tu és demasiado importante para nós.

Parei e saltei o olhar de uma para a outra. Algo se passava, elas eram duas vampiras que estavam a fugir do Klaus, no entanto, estavam ali.

-O que vocês querem?

-Já que estás no meio do problema, vais resolvê-lo – disse Katherine.

-Desculpa? – cruzei os braços, semicerrando os olhos.

-Isso mesmo. Nós queremos o Klaus morto. E tu vais ajudar-nos nesse plano – completou Lilianne.

-Lamento, mas não posso fazer isso – eu tinha outros planos para o Klaus.

-Não? E quanto à querida Elena? – arregalei os olhos. – Klaus não sabe que ela está viva. E se, de repente, ele ficasse a saber?

Katherine e Lilianne sabiam jogar bem as suas cartas. Elas sabiam que Elena ainda era importante para mim, o que elas não sabiam era que naquele momento, pouco me importava a vida de Elena, tudo o que importava era descobrir quem era a minha real família.

-Não quero saber se a Elena está viva ou morta – Katherine semicerrou os olhos, não acreditando no que eu estava a dizer. – Desta vez, não importa. Acho que afinal o sangue de doppelganger entrou nas minhas veias, e com isso, o meu instinto de sobrevivência.

-Mas tu sabes que ela está viva – afirmou Lilianne. – Klaus iria sentir-se deveras traído caso soubesse que a sua querida ninfa lhe escondeu algo de tão importante – ela fez uma cara triste, com beicinho.

-Boa sorte com isso, cópias – disse. – Esqueçam, não contem comigo para o vosso plano maquiavélico para matar o Klaus.

Virei-lhes as costas, sabendo que elas ainda me observavam. Entrei de novo na loja e Rebekah tinha acabado de sair do provador, com outro vestido curtíssimo.

-E que música é esta? Parece um acidente de carro em cadeia.

-É música dance – respondeu Stefan.

-Pessoas dançam ao ouvir isto? – perguntou ela retoricamente.

Stefan acenou com a cabeça.

-Já terminámos? – indagou Klaus.

-E porque estás tão irritado?

-Eu precisava de um só coisa tua para a minha bruxa descobrir os motivos dos meus híbridos estarem a falhar. Uma coisa: o teu colar, e tu perdeste-o.

-Não o perdi – defendeu-se. – Só está desaparecido por noventa anos. O que achas?

Deu uma voltinha para Stefan ver.

-Eu… gosto.

Rebekah inclinou a cabeça.

-O quê? Eu disse que gostava!

-Eu sei sempre quando estás a mentir, Stefan – falou Rebekah e voltou a entrar na cabine.

-Boa, muito bom trabalho, Stefan – falou Klaus e sentei-me na ponta do seu sofá.

-Foste tu que tiraste a adaga.

-Eu ouvi isso! – disse Rebekah.

-Tenho que falar contigo – murmurei ao seu ouvido.

-Agora já estás de bom humor? – inclinei a cabeça para o lado. – Está bem. Fala.

-Em privado. Onde ninguém nos possa ouvir.

Rebekah fez um esgar quando passou por mim e eu levantei-me, irritada. A irmã de Klaus vinha a fazer isto constantemente, desde que me conheceu.

-Tens algum problema comigo?

Ela virou-se lentamente, olhando-me de cima a baixo.

-Tenho?

-Não brinques comigo, Original – ameacei. – Sou muito mais poderosa do que aquilo que imaginas.

Ela deixou as roupas caírem das suas mãos e avançou para mim, mas Klaus apareceu à minha frente.

-Nada de lutas entre meninas – disse ele e percebi que o aviso também era para mim.

Mordi a bochecha para não começar a ripostar.

-Vou dar uma volta. Este ambiente está a estragar as minhas férias em Chicago – informou Stefan. – Encontramo-nos no bar da Gloria?

-Claro – Klaus suspirou alto e quando Stefan saiu da loja, perguntou: — Se eu vos comprar a loja inteira, vocês param de se antagonizar uma à outra?

-Ela é que começou – falámos ao mesmo tempo e eu olhei para Rebekah com raiva, que fez a gentileza de retribuir.

Klaus voltou a suspirar alto e juntou as mãos, como se estivesse a rezar.

-Por favor, parem. Tenho problemas maiores do que rivalidade entre duas loiras.

POV Stefan Salvatore

-O que raios estás a fazer aqui? – perguntei a Katherine.

-Vocês os dois parecem muito amigos. Klaus é o teu melhor amigo?

-Se ele descobrir que estás aqui, ele mata-te.

-Feliz por saber que ainda te importas. Corrige-me se estiver errada: o colar que o Klaus está á procura, é o mesmo colar que deste á Elena.

Eu não podia dizer nem que sim nem que não. Informações nas mãos de Katherine tanto podiam jogar a meu favor, como contra. Não valia a pena arriscar.

-Adeus, Katherine.

-Ei, ei, espera – ela colocou uma mão no meu peito, parando-me. Retirou-a logo de seguida. – Estás a tramar algo, diz-me.

Decidi abrir o jogo. Katherine queria matar o Klaus para se ver livre dele. Talvez fosse boa ideia ela ter alguma informação.

-Eles não sabem onde é que o colar está, só preciso de fazer com que eles não saibam onde está. Tenho tudo controlado.

-Por favor, diz-me que tens um plano melhor do que isso – pediu ela e eu inclinei a cabeça. – Tu tens. Vá lá, Stefan, tu não és do tipo diabólico. O que quer que estejas a planear, não vai funcionar.

-Bem, se a mulher mais diabólica que eu conheço não consegue descobrir, então acho que estou no caminho certo.

-Ah, eu esqueci – ela deu um meio sorriso. – Agora tu és mau. Não fiques muito convencido. Klaus é mais esperto que tu, é mais esperto que todos nós.

Sorri e virei-lhe as costas.

-E eu ouvi falar da irmã. Cuidado. Ela vai arruinar-te.

Virei-me para ela, começando a andar para trás.

-Feliz por saber que ainda te importas!

POV Rebekah Mikaelson

Stefan apareceu. Finalmente.

-Deixaste-nos.

-É, desculpa. A terapia das compras estava a dar cabo de mim.

-Nem me fales – disse Nik e eu revirei os olhos.

-O que elas estão a fazer? – indagou Stefan.

-Estão a falhar – respondeu o meu irmão.

-É difícil encontrar algo quando não temos nada por onde começar – justificou Gloria. – Nem a Demi está a ser grande ajuda.

Argh, aquela Demi! Eu lembrava-me bastante bem da cópia original, Lilianne. Ela teve um romance com um dos meus irmãos e sabia que Demi tinha algo com Klaus. Só ainda não tinha escrutinado se era algo romântico ou não. O meu irmão recusava-se falar disso.

-Então usem-me. Eu tenho-o usado por mil anos.

-Vêm? Esta aqui dá-me uma solução. Dá-nos as tuas mãos, querida.

Dei a mão a Gloria e a Demi e as duas fecharam os olhos. Gloria começou a entoar algo e alguns minutos depois, elas abriram os olhos.

-Encontrámos – falou Gloria.

©AnaTheresaC

Notas finais
Gostaram das visitas inesperadas da Lilianne e da Katherine?
E o que acharam do momento Demi/Rebekah?
Viram como ela nem pensou no Damon?
Até para a semana!
XOXO