Notas iniciais
Oi Darlings!
Desculpem o meu desaparecimento, mas eu precisava de um descanso da escrita. Desculpem não vos ter dito nada.
E, novidades fresquinhas, eu entrei para a Faculdade de Letras de Lisboa! YAY!!!! As aulas começam amanhã, então hoje tenho que deitar cedo. Own :(
Em relação ás fanfics, eu vou começar a postá-las só de 15 em 15 dias e aos sábados, OK? Porque domingo preciso de me deitar beeeem cedo (demoro 1h 30 min a chegar à Faculdade)
Espero que gostem do capítulo!

Capítulo 13

POV Demi Gilbert

Bonnie, Caroline e eu estávamos a pendurar as lanternas pelas ruas de Mystic Falls. Enquanto isso, estávamos a falar sobre coisas que estavam a acontecer ultimamente.

Bonnie estava a namorar Jeremy, mas quando ela o trouxe à vida (enquanto eu estava com Klaus), porque a Xerife deu-lhe um tiro por engano, ele passou a ter acesso ao Outro Lado. O pior de tudo era que ele estava a falar com as ex-namoradas dele sem dizer nada a Bonnie. E na noite passada, Vicky fez o carro de Alaric explodir com a intenção de matar Elena e Stefan. Então Matt apareceu para lhe dizer que ele era a conexão de Vicky. Bonnie fez um feitiço para a expulsar.

-Então quando tu fizeste aquele feitiço para mandar Vicky embora, também te livraste da Anna? – perguntei.

-Quem me dera. Só bloqueei a magia que fazia a Vicky ter acesso físico a este lado. Jeremy ainda tem acesso ao Outro Lado e a partir do momento em que ele quer ver a Anna e ela o quer ver a ele… — Bonnie desceu do escadote com cuidado.

-Tu sabes que eu não consigo resistir em comentar isso – falou Caroline.

-Vês? Acabaste de comentar – Bonnie encolheu os ombros.

-Bonnie… — falei.

-O que querem que eu diga? Fui contra o balanço da Natureza quando trouxe Jeremy de volta e agora estou a sofrer as consequências.

-Só quero que digas que não estás bem com isto.

-Não estou bem com isto cem vezes, só não sei o que fazer quanto a isso.

Um carro azul parou perto de nós, fazendo os pneus chiarem levemente.

-Saudações, loirinha, bruxinha… ninfinha – cumprimentou Damon e eu percebi o seu tom de amargura quando disse “ninfinha”. Focou-se em Bonnie. – Acho que tu trocaste os fios quando mandaste Vicky Donovan embora.

-Porque dizes isso?

-Porque tenho a certeza que acabei de ser empalado pelo fantasma do Mason Lockwood.

-O quê? – perguntei.

-Porque pensarias isso? – indagou Caroline.

-Porque fui acorrentado a uma cadeira e fui empalado no peito com um espeto de ferro quente. Digamos que tive um dejá vu.

-Mas tu disseste que fantasmas não podiam interagir com pessoas – falei para Bonnie.

-E não podem – concordou ela.

-Bem, eu não tenho tempo para aturar o Lockwood vingativo. Quando eu mato alguém, é suposto ela ficar morta! Qualquer asneira que tenhas feito, conserta – mandou ele e arrancou com o carro, fazendo os pneus cantarem.

-Vamos perguntar ao Matt – sugeri. – Se Vicky está aqui, e só pode ser ela quem fez aquilo ao Damon, ela deve ter contactado o irmão.

-É uma boa ideia – concordou ela e fomos até ao Matt. – Oi, Matt.

-Olá – cumprimentou ele. – Precisam de ajuda com alguma coisa?

-Na verdade, queria perguntar-te se Vicky voltou a contactar-te – disse Bonnie.

-Não tenho-a visto. Mandei-a embora, tal como tu me disseste.

-De certeza? Porque ela tem tantos motivos como o Mason para assombrar Damon – falei.

-Ela foi-se – assegurou. – Se ela estivesse aqui, eu saberia.

-Porque é que vocês têm tanta a certeza que é a Vicky e não o Mason? – perguntou Caroline.

-Porque se é o Mason e não a Vicky, como o Damon diz, então algo de realmente mau está a passar-se – respondeu Bonnie.

-Eu já tive o suficiente deste assunto de fantasmas – falou Matt. – Acho que vocês podem deixar-me de fora desta vez.

Deitou um sorriso apologético e foi-se embora. Voltámos a atravessar a rua e Caroline comentou:

-Sinto-me tão triste por ele. Custou muito mandar a irmã dele embora.

-É – concordou Bonnie.

-Tanta tristeza para um único homem – continuou Caroline e por momentos achei que ela estivesse a dar uma dica à Bonnie para ficar com Matt.

-Deixa o monólogo, Caroline. Guarda o sermão do assunto Jeremy para mais tarde – pediu Bonnie e baixou-se para pegar na sua mala, mas o livro antigo que estava por cima dele abriu-se.

-O teu livro acabou de… — falei.

-Sim – concordou ela.

-Por favor, diz-me que isso é uma receita para bolinhos de bruxas – falou Car.

-É um feitiço de Manifestação – informou Bonnie.

-A sério? – aproximei-me do livro, espreitando para o feitiço. – É para revelar Matéria Oculta.

-O que é Matéria Oculta? – perguntou Caroline.

-Fantasmas – respondeu Bonnie.

POV Bonnie Bennett

-Então foi aqui que tu ressuscitaste o Jeremy? – perguntou Demi.

-Sim. Desculpem, eu sei que é meio assustador, mas precisávamos de privacidade para fazer o feitiço – a casa onde as bruxas tinham sido assassinadas foi o primeiro lugar em que pensei para realizar o feitiço.

-Não há hipótese nenhuma de este lugar estar assombrado pelas cem bruxas que foram horrivelmente queimadas neste preciso lugar, pois não? – Caroline estava um pouco assustada.

-Elas já não estão mais aqui. Deixaram claro que não voltariam mais.

-Certo – Caroline acenou. – Juras com o mindinho?

-Precisas de ajuda? – perguntou Demi, esperançosa. Percebi que ela precisava de fazer parte disto também, já que era uma ninfa.

-Claro. Porque não?

Ajoelhámo-nos no chão, uma ao lado da outra e Caroline começou a acender as várias velas que estavam espalhadas pela sala. Demi e eu fechámos os olhos e começámos a recitar o feitiço.

Senti as mãos de alguém a apertar ligeiramente as minhas. Abri os olhos, não acreditando em quem estava à minha frente.

-OMG – murmurou Caroline. – Essa é a tua…

-Avó? – indaguei.

-Melinda? – olhei para o lado. Demi estava de mãos dadas com a tia dela, Melinda.

POV Stefan Salvatore

Estava a andar por Mystic Falls, a ir para o meu carro, quando vejo um reflexo loiro no vidro de um carro. Parei e olhei para a mulher.

-Lexi.

Ela inclinou a cabeça para o lado.

-Olá.

-Tu estás morta.

-Hum, tecnicamente, tu também – falou ela.

-Como é que…

-Consegues ver-me? É, não faço a mínima ideia – completou ela. – E nem sei quanto tempo é que vai durar, por isso, vamos diretos ao assunto: tu estás fora dos trilhos. Em grande.

-Olha, não sei porque estás aqui, mas deixa-me em paz, está bem?

Dei um passo em frente, mas ela pegou no meu braço e puxou-me para trás.

-Que tipo de amiga seria se eu não te ajudasse a sair desta bagunça?

-Eu não quero a tua ajuda – afirmei.

-Sabes, dizes isso sempre: “eu não quero a tua ajuda”, “não quero melhorar”, “deixa-me em paz!” – ela fez uma voz mais grave, tentando imitar-me.

-Talvez devesses de ouvir desta vez.

-Ou, talvez, eu devesse de fazer isto – empurrou a minha cabeça contra o vidro do carro e eu apaguei.

POV Caroline Forbes

-Nem acredito que estás aqui – Bonnie estava a chorar, enquanto Demi estava de olhos fixos em Melinda.

-Agora, para de chorar, não temos tempo para choros – afirmou a avó de Bonnie e olhou para mim, com um sorriso leve nos lábios. – Bom ver-te de novo, Caroline.

-Olá, Miss Sheila – falei.

-Que bagunça fizeste, querida – repreendeu ela, com calma. – As bruxas disseram-te que haveria consequências se trouxesses Jeremy de volta e mesmo assim fizeste.

-Não tive escolha. Eu amo-o e eu… não podia deixá-lo ir.

-Entendo. Mas abriste a porta para o Outro Lado. Há uma bruxa por aqui. Ela aproveitou-se disso, ela aproveitou-se de ti, querida. Quando tu fizeste aquele feitiço para mandar Vicky Donovan embora, ela deixou a porta aberta, dando acesso a todos os que têm assuntos inacabados aqui.

-Como sabes tudo isso? – indagou Bonnie.

-As bruxas falam, até mesmo no Outro Lado. Quem achas que faz as regras?

-O que é que a bruxa quer?

-Isso é assunto dos vampiros Originais, não teu. Não quero que te envolvas no meio disso. Estou aqui porque tu perturbaste o balanço da Natureza e é teu dever consertá-lo. Precisas de fechar esta porta.

-Mas como? – indagou Bonnie e Miss Sheila olhou para Demi e Melinda.

-É por causa disso que Melinda está aqui. Nós as quatro vamos fechar esta porta.

POV Demi Gilbert

Até Caroline e Bonnie encontrarem o colar da Elena, que pertenceu a uma bruxa muito poderosa, eu e Melinda fomos fazer uma visita à nossa casa.

-Não tens estado aqui durante muito tempo – observou ela. – Nem tiraste os lençóis de cima dos sofás.

-Nem sei quem os colocou – murmurei, olhando para o chão. – Aconteceram muitas coisas este verão.

-Eu sei disso – afirmou ela e colocou um dedo no meu queixo, fazendo-me erguer a cabeça. – Eu achei que Klaus ia cumprir a sua palavra. Desculpa.

-Não faz mal – encolhi os ombros. – Também não teria para onde ir este verão. Damon traiu-me. Eu vi com os meus próprios olhos.

-Já ouviste a versão dele dos factos?

-Não consigo nem olhar para ele. As farpas no meu coração doem cada vez que me aproximo dele – abracei o tronco com os meus braços. – Desiludi-te. Desculpa.

-Não há nada para pedires desculpa. Este é o teu caminho, o teu destino. Só tens que continuar a percorrê-lo, como tens feito este tempo todo.

-É tão bom sentir o teu toque outra vez – admiti. – Preciso de ti, tia. Não podemos fechar o véu!

Ela suspirou alto e olhou para o chão, voltando a erguer o olhar, muito mais determinado.

-Não, querida, temos que o fechar. Há muitas pessoas no Mundo que têm assuntos inacabados.

-Mas eu não consigo ficar em Mystic Falls sozinha! Preciso de ti! – peguei nas suas mãos, apertando-as com força. – Por favor, fica comigo!

-Ouve com atenção: lamento ter morrido e ter-te deixado sozinha, sem parente direto algum, mas é nosso dever manter o equilíbrio da Natureza. Não se pode ter todos os mortos aqui. É impossível.

-Mas… — as lágrimas embaciavam-me os olhos. – Eu não quero estar sozinha no meio deste mundo de vampiros! Eu sinto-me tão… tão perdida!

Melinda abraçou-me e eu fiquei a soluçar, finalmente admitindo para mim mesma que eu estava sozinha e perdida no Mundo e todos aqueles meses que tinha passado com Stefan e Klaus tinham sido uma mentira. Eles nunca poderiam ser a minha família, por mais que eu tentasse. Eu estaria sempre sozinha, não importava a quantidade de pessoas que estariam à minha volta.

©AnaTheresaC

Notas finais
Espero que tenham gostado!
XOXO, até daqui a 15 dias!