Notas iniciais
A fanfic saiu finalmente do hiatus!

Capítulo 17

POV Demi Gilbert

Algo estava errado. Eu sabia-o porque já conhecia Caroline há algum tempo, e ela tinha dito isso. Subimos as três a um monte e ela pôs-se à escuta.

-OMG – disse ela, de repente.

-O que foi? – indagou logo Elena.

-Stefan e Damon – respondeu Caroline e eu fiquei imediatamente alarmada. Ela começou a correr, e eu e Elena seguimo-la.

Corremos por cerca de dez minutos, e apesar do ar me faltar dos pulmões, eu não me importava, eu só queria saber onde é que Damon estava.

Caroline parou de repente e eu parei junto dela.

-O que foi? – perguntei.

-Eles estiveram aqui – disse Car e olhou para o chão.

Havia sangue no chão. Abafei um soluço, esperando que não fosse o sangue de Damon, mas lá no fundo sabia que havia grandes probabilidades de ser dele.

-O que estão a fazer aqui? – indagou Mason por trás de mim e eu virei-me assustada e dei uns cinco passos atrás.

-Viste o Stefan? – Elena foi logo direta à questão.

-Sim, Elena, eu vi-o – falou Mason, também deixando-se de rodeios. – E o Damon também.

Uma raiva cresceu dentro de mim, percebendo que ele era o culpado de eles estarem desaparecidos. E o pior de era que ele sabia onde é que Damon estava.

-Onde estão eles? – indagou Elena e Mason deu uns passos adiante. Caroline estava pronta para atacar, e a fúria que eu não conhecia, mas que sabia que despertava os meus poderes de ninfa, pulsava dentro de mim, ameaçando explodir a cada segundo que passava.

-Não precisas de mim para isso – respondeu ele. – Vou deixar a tua amiga rastrejá-los.

Então ele sabia da Caroline. Sem dúvida que tinha sido ele.

-A tua mãe sabe o que és? – perguntou ele para Caroline, tocando no ponto fraco dela. – Ficaria feliz em dizer-lhe.

Caroline avançou para ele, mas ele pegou em Elena e enrolou um dos seus braços no pescoço de Elena, e a mão do outro braço atrás da cabeça dela.

-É tão fácil quebrar o pescoço nesta posição – brincou ele.

-Posso deitar-te abaixo – disse Caroline, calma e calculista.

-Queres apostar?

-Sim, quero – disse Caroline e desenvencilhou Elena dele e encostou-o a uma árvore. – Disse-te.

Deu-lhe uma joelhada “naquele” local e ele caiu no chão. Ela deu-lhe um pontapé no estômago e ele foi parar ao outro lado da clareira.

-Vamos – disse ela, mas eu sorri.

-Só mais uma coisa – falei e toquei com as mãos no solo. A energia da Terra passou através de mim, pronta para responder ao que eu mandasse, e eu foquei-me nos ramos e raízes da árvore que estava mais próxima a Mason. Aos poucos, os ramos mais baixos e as raízes foram-se aproximando dele, e prenderam-no.

Olhei para ele, sentindo-me vitoriosa e uma verdadeira heroína.

-Isto é um aviso. Nem queiras saber o que posso fazer com as plantas do teu lindo jardim – avisei-o e Elena e Caroline olharam para mim, orgulhosas e espantadas. – Vamos meninas.

Continuámos a correr e parámos perto de umas ruínas. Caroline ficou à escuta e passados uns segundos colocou a mão à frente da boca.

-Caroline – chamei-a, mas ela não me respondeu. – Caroline, o que foi?

-A minha mãe. Ela vai matá-los.

-O quê? – indagou Elena e começou a descer as escadas, mas eu parei-a. – Demi, larga-me. Temos que pará-la!

-É muito perigoso. Precisamos de pensar primeiro.

-Não posso – disse subitamente Caroline e nós as duas olhámos para ela. – Ela vai descobrir o que eu sou.

-Não te preocupes, eu cuido do assunto – falei para as duas e comecei a descer as escadas, com o poder ainda à espera que eu o mandasse fazer algo.

-Demi, espera! – disse Elena e começou a descer as escadas atrás de mim.

Abri o portão de ferro e apareceu-nos um polícia, mas eu mandei-o contra a parede com apenas um olhar e ele caiu no chão inconsciente.

Passei por uma abóboda e a Xerife Forbes estava a apontar-me uma arma.

-Demi, Elena, o que estão a fazer?

-Não pode matá-los, não vamos deixar – disse, desesperada e Elena passou por mim, mas o outro polícia colocou-se entre ela e os corpos de Damon e Stefan, que estavam deitados no chão.

Uma sombra passou de um lado para o outro, impossível de ver exatamente o que era.

-O que é isto? – indagou o polícia, com a arma apontada a Elena.

Uma nuvem loira poisou por cima dele e atacou-lhe o pescoço. Caroline. Lizz ficou de boca aberta, a olhar para a vampira que era a sua filha.

-Olá, mãe – disse Caroline numa voz angelical.

POV Damon Salvatore

Depois de me alimentar da Demi, que tinha o sangue bastante mais delicioso e revitalizante da última vez que me alimentei dela, olhei para Stefan.

-Tens que beber um pouco do polícia morto.

-Não – murmurou Stefan. – Vou ficar bem, só vai demorar mais um pouco.

Revirei os olhos. Stefan e o eterno mártir.

-Não, Damon está certo – corroborou Caroline. – Se há algum momento em que deves quebrar a dieta…

-Ele já disse que não, está bem? – interrompeu Elena.

Demi pegou na minha mão e apontou discretamente para Lizz.

-O que vamos fazer com ela? Ela sabe de vocês e viu o que eu fiz. Ela sabe sobre Caroline.

Acenei a cabeça. Lizz era minha amiga, uma boa ajuda, mas agora ela sabia o que nós éramos. O que Demi era. O que eu iria fazer?

Peguei nela e foi a explosão total:

-Damon, por favor! – gritou Elena.

-Não, Damon! – disse Caroline, levantando-se.

-Damon, não! – disse Stefan.

-Damon, larga-a! – implorou Demi, agarrando no meu braço.

-Relaxem. Ninguém vai matá-la – olhei para Lizz. – Tu és minha amiga.

POV Caroline Forbes

Damon decidiu levá-la para a casa deles, até a verbena sair do organismo dela e depois um de nós hipnotizá-la a esquecer.

Toquei á campainha. Eu estava a sentir-me tão mal. A minha mãe tinha descoberto o que eu tanto tentava esconder dela. Ela jamais me iria perdoar. Talvez ela me fosse matar, se pudesse. Apesar de ser minha mãe, ela passou a vida a caçar vampiros, era nisso que ela acreditava.

Elena abriu a porta.

-Oi – falei. – Desculpa ter demorado uma eternidade. Só não sei quanto tempo a minha mãe vai ficar aqui.

-Damon disse que iria demorar cerca de três dias, talvez menos – Demi apareceu e abraçou-me.

Caminhámos até à arrecadação e Stefan seguiu-nos.

-Oi – falei.

-Oi.

-Caçaste algum coelhinho? – indaguei. A conversa fazia-me bem para me distrair um pouco.

-Sim, sinto-me muito melhor, obrigado – disse ele.

Descemos as escadas e eu fui até onde a minha mãe e Damon estavam.

-Podes manter a minha filha afastada de mim, por favor? – a minha mãe falou e eu parei antes de entrar na divisória.

-Ela é tua filha, Lizz – falou Damon, olhando para mim discretamente. Demi pousou uma mão no meu ombro.

-Não mais. A minha filha foi-se.

-Não sabes o quão errada estás quanto a isso – Damon disse e olhou para mim com pena.

Pousei a mala e voltei para o andar de cima. Demi seguiu-me, silenciosamente. Ela respeitava o meu silêncio assim como respeitava tudo o que eu falasse. Eu sabia que ela tinha uma opinião quanto a isso, mas ela só diria quando achasse certo.

Sentei-me no sofá e abracei uma almofada. As lágrimas começaram a escorrer sem eu conseguir impedi-las.

-Queres que eu te leve a casa? – indagou a minha amiga num sussurro.

-Não posso ir para casa.

-Porque não?

Elena apareceu e sentou-se do meu outro lado.

-Porque estou assustada.

-Porque estás assustada? – Elena quis saber.

-Porque Katherine estará lá. E vai querer que eu conte tudo o que aconteceu hoje. Ela disse para eu te espiar, Elena, e depois dizer tudo a ela.

Elena acenou com a cabeça.

-Eu sei – disse ela, e eu não percebi. – E tenho estado tão zangada contigo. Mas depois, coloquei-me no teu lugar, para tentar entender o porquê de estares a fazer isto comigo e com Stefan, porque ele tem sido tão teu amigo. Quem é que ela ameaçou?

-Matt – desabei e Demi alisou-me o cabelo. – Ela ameaçou Matt! E eu tenho tanto medo dela! Estou com tanto medo dela!

-E deves estar – falou Demi. – Todas nós devemos estar.

-Porque é que ela está a fazer isto? – perguntei-lhes. – Porque é que ela está a fazer isto comigo?

-Essa é a pergunta de um milhão de dólares – disse Elena e elas abraçaram-me.

-Eu preciso de fazer uma coisa – Demi disse subitamente e nós olhámos para ela. – Desculpem, mas não pode esperar.

-Então vai – Elena incentivou-a e eu corroborei, acenando com a cabeça.

-Obrigada – disse ela e saiu de casa.

POV Melinda Courtney

Bateram à porta e eu abri-a. Demi estava ali, com um pesar no olhar que me deu pena.

-Queres entrar? – perguntei.

Ela acenou e eu deixei-a entrar. Fechei a porta e falei:

-O que aconteceu?

Ela virou-se para mim e começou o seu discurso:

-Têm acontecido coisas que… coisas que eu não queria que acontecessem. E hoje percebi que sem alguém da minha família, não sou nada porque eu sou… sou eu! E apesar de eu nunca conseguir chamar-te “mãe”, eu não quero perder mais ninguém da minha família – ela começou a chorar. – E tu és a única família que me resta.

-Oh, Demi – falei e abracei-a.

-Eu não te quero perder! – disse ela, soluçando e chorando.

-E não irás – prometi-lhe e abracei-a mais forte.

©AnaTheresaC

Notas finais
Espero que tenham gostado! Próxima semana há mais!