A Minha Vida Em Mystic Falls - Season 2
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Uma pequena descontracção...
-O que vão querer?
-Diversão em último grau falou ele e sorriu.
Com muitas observações...
-O que vocês Gilbert têm contra os pickles? Eu adoro-os
E quando se pensa que a diversão ainda não acabou...
-Daqui é a Caroline. De momento não é possível conversar com Elena Gilbert porque ela está a receber um ataque de cócegas sendo que houve aqui alguém que ganhou a aposta. Ligue mais tarde!
Ela transforma-se em drama...
-Kath - começou ele, mas Katherine partiu-lhe o pescoço.
-Não! gritei quando ele caiu no chão, imóvel e inconsciente. Damon!
Capítulo 9
POV Demi Gilbert
Andámos durante mais umas horas de carro e depois ele parou junto a um bar.
-Damon, por muito que eu goste de ti, eles não me deixarão entrar.
Ele sorriu travesso.
-Mas eu tenho um grande poder de persuasão.
Ri e peguei na sua mão. Ele abriu a porta do bar e entrámos. O bar tinha um ar bastante convidativo e até tinha mesa de snooker!
-Depois jogamos um bocado – disse ele, vendo que eu estava a olhar para as mesas de snooker.
-Prepara-te para perder – falei e ele riu. Encaminhámo-nos para o balcão e sentámo-nos nos bancos.
Uma mulher virou-se para nós e sorriu sedutora para Damon.
-Damon Salvatore! – exclamou ela e saltou quase para cima de Damon. – Há quanto tempo!
Arqueei as sobrancelhas por ver que ele até estava a gostar daquela atenção toda. Ela era… bem, ela não era feia de todo. Tinha o tom de pele da Bonnie, com o mesmo cabelo, mas mais encaracolado e os olhos castanhos escuros.
-E quem é esta? – perguntou ela, olhando finalmente para mim.
-Demi, a minha namorada – respondeu Damon e eu sorri amarelo para ela.
-Olá – cumprimentou ela e voltou a olhar para Damon. – Mal chegas a Mystic Falls e ficas logo atrelado a alguém. Da última vez foi…
-Emily…
-Oh, claro, desculpa! – exclamou ela depressa colocando uma mão sobre a de Damon. Olhou para mim em jeito de desculpa e depois falou: — Desculpa, Demi. Eu e a minha boca grande.
Ela revirou os olhos e tirou a mão da de Damon.
-O que vão querer?
-Diversão em último grau – falou ele e sorriu.
-Claro que sim. Hoje vamos ter a noite dos shots – disse ela e olhou para mim. – Por exceção, podes entrar também.
-Nem eu esperava outra coisa – falei e sorri para ela. Apesar dos ciúmes estarem lá, ela não representava nenhuma ameaça. Como é que eu sabia? Bem, Damon disse que eu era a sua namorada e ela continuou com o mesmo comportamento. Se ela estivesse a tentar alguma coisa com ele, ela teria mudado a situação.
-Mas agora devem estar esfomeados. Vou preparar-vos uns hambúrgueres. Que tal?
-Perfeito, Emily – falou Damon e olhou para mim. – Que achas?
-Tudo bem para mim.
-Já venho – falou Emily e saiu da nossa vista.
-Quem é ela?
-Filha de uma falecida amiga minha chamada Bree. Era ela que cuidava deste lugar, por isso agora passou para a filha dela.
-Ela morreu? Emily parece pouco mais velha do que eu!
-Longa história – falou ele, mas percebi que preferia não toca no assunto. Eles deviam de ser mesmo amigos para ele sentir falta dela. – Queres ir jogar ou algo do género?
-Preciso de ir à casa de banho – disse e levantei-me do banco. – Onde é que é?
-Aquela porta ao fundo – ele apontou para onde era a porta e eu fui até lá.
POV Damon Salvatore
Eu sabia muito bem o motivo para ela ir à casa de banho, mas decidi não tocar no assunto quando ela voltou. Eu sabia que lhe estava a custar ter aquela ferida que em breve se iria tornar numa cicatriz mas eu não podia fazer nada senão distraí-la do mundo cruel. Daí a minha ideia de vir para a Geórgia, para este bar no meio do nada que tinha mesa de snooker, servia ótimos hambúrgueres e tinha concursos de bebida. Tudo o que ela precisava para não se lembrar da ferida.
Os hambúrgueres chegaram pelas mãos de Emily, que sorria de orelha a orelha.
-Bom proveito! – exclamou ela e foi atender os outros clientes.
Começámos a comer, mas percebi que ela estava afundada nos seus pensamentos. Não tinha sido para isso que eu aqui tinha vindo com ela, tinha que fazer alguma coisa.
-Então em NY jogavas muito snooker?
-Sim. O Nate e a Jenny adoravam aquilo. Antes da Serena ter ido embora, ela também alinhava.
-E o Chuck?
Ela sorriu e deu uma dentada no hambúrguer.
-Chuck era mais strip poker.
Revirei os olhos. Claro que sim, Chuck era mesmo desse tipo.
-Devia de ter adivinhado.
-E pólo. O Nate adora basquetebol e jogging.
-A sério?
-Sim, ele é muito divertido. Nas férias do verão tenho que os convidar para virem cá. Podiam ficar na tua casa?
Acenei com a cabeça.
-Claro que sim. Vai ser muito divertido.
Ela voltou a sorrir e pousou a sua cabeça no meu ombro.
-Obrigada.
-De nada. Não digas nada, mas eu simpatizei com o Nate. Exceto na discoteca.
-Ah, isso – disse ela e voltou a dar outra dentada. Olhei para o prato dela e os pickles estavam de lado.
-O que vocês Gilbert têm contra os pickles? Eu adoro-os – falei e comi-os todos.
-Os Gilbert? – perguntou ela, confusa.
-Eu trouxe a Elena para aqui naquele dia em que ela descobriu que a Katherine era igual a ela. Deixou os pickles de lado, como estás a fazer agora.
-É uma coisa de irmãs – falou ela e depois riu. Virou-se para mim, como se tivesse tido a melhor ideia à face da terra. – Temos que fazer a experiência com o Jer!
-Assim que lá chegarmos – assenti e acabámos de comer.
-Estava bom? – perguntou Emily, recolhendo os nosso pratos.
-Muito bom – respondeu Demi.
-Ainda bem. Querem mais alguma coisa?
-Guarda-nos o lugar para a noite dos shots – pedi e falei num tom mais baixo. – Ela é nova iorquina.
-Hum, então temos competição! – exclamou Emily, rindo com Demi. – Sabes, gostei de ti. És tão o género do Damon.
-Eu sei que sim – concordou Demi e as duas voltaram a cair na gargalhada.
-Isso, vá, gozem comigo! Mas não se esqueçam que eu estou aqui!
-Não é nada disso, Damon, e tu sabes disso – disse Emily. – O que querem de sobremesa?
-O que tens? – perguntou Demi com um sorriso nos lábios. Eu gostava de a ver assim, alegre e descontraída. Era mais a pessoa pela qual eu me tinha apaixonado do que a Demi depressiva e triste. Espera, apaixonado? Eu pensei mesmo nesta palavra?
POV Demi Gilbert
Depois de ter comido gelado de café, fomos jogar snooker. Eu estava concentrada em acertar na bola verde, que iria ser muito difícil de acertar porque tinha que bater na mesa e só depois é que iria ganhar trajetória para entrar no saco.
-Bu! – exclamou Damon ao meu ouvido quando eu ia acertar na bola branca para bater na bola verde. É claro que a trajetória não se concretizou, saiu tudo ao lado.
-Isso é batota! – exclamei e empurrei-o para trás.
-Tens medo de perder? – perguntou ele, o que me fez revirar os olhos. – Ei! Esse olhar já tem direitos de autor!
Virei-me para o jogo e olhei para a bola verde, completamente desiludida. Ia sendo uma jogada perfeita!
-Eu ajudo-te na próxima – prometeu ele e pegou no meu taco. – Eu mostro-te como é que se joga.
Colocou as suas mãos por cima das minhas e inclinou-se, tocando levemente na minha cara. Sentia o seu respirar e as suas pestanas a baterem levemente na minha têmpora. Lançou o taco para frente, batendo mesmo no meio da bola branca, que foi parar para a azul, que bateu na aresta da mesa e foi para o lado contrário, onde estava a bola verde e as duas entraram.
-Agora diz lá: eu sou o melhor jogador de snooker do mundo – sussurrou ele ao meu ouvido, sorrindo vitorioso.
-Para mim, és – falei e fiquei hipnotizada pelos seus olhos. Pisquei várias vezes e voltámos ao jogo, eu ainda um pouco tonta por causa do seu poder de sedução.
-O teu telemóvel está a tocar – disse ele, apontando para a minha mala, que estava em cima de uma cadeira.
Corri até lá e atendi, sem ver quem era.
-Oi?
-Demi, é a Elena. Onde estás?
-Algures pelo mundo – falei, indecisa se deveria realmente dizer onde estava.
-Estás com o Damon?
-Sim, estou — respondi e ouvi gargalhadas do outro lado. – O que se passa?
-Nada, nada! – exclamou ela e começou a rir. – Para!
-Já estou com inveja. O que se passa Elena?
-Daqui é a Caroline. De momento não é possível conversar com Elena Gilbert porque ela está a receber um ataque de cócegas sendo que houve aqui alguém que ganhou a aposta. Ligue mais tarde! – exclamou Caroline, tentando controlar a gargalhada. – Estão muito longe de casa?
-Um bocado, porquê?
-Porque precisas de vir imediatamente para Mystic Falls – disse ela, e até deu para perceber que revirou os olhos. – Achas que podes vir?
Olhei para Damon, que estava concentrado a colocar uma bola no saco.
-Vou perguntar-lhe. Depois telefono-te, Car – disse e desliguei o telemóvel. Fui até Damon, mas nem precisei de lhe perguntar se podíamos ir.
-Vou só pagar – falou ele e entregou-me o taco. – É a tua vez.
Sorri e comecei a arrumar a mesa de snooker. Depois de despachada dessa tarefa, fui até Emily para me despedir dela.
-Foi bom conhecer-te, Emily – falei.
-Eu também. E voltem sempre! – exclamou ela e fomos os dois embora.
Entrámos no carro e ele começou a guiar rapidamente.
-Gostei muito da nossa tarde – comentei. – Obrigada.
-O dia ainda não acabou. Pelo que ouvi da Caroline, eles têm uma festa para ti na mansão.
-E o Stef deixou?
Sorriu de lado, o que me derreteu o coração.
-Ás vezes ele é divertido. Mas só quando quer.
-Estou para ver… — falei e virei-me para a estrada. Respirei fundo e olhei para o crepúsculo. – Isto é lindo.
-Acho que o melhor de todos é no Alasca. E o nascer do sol também.
-Já foste ao Alasca? – perguntei, espantada, mas depois tomei noção que ele era um vampiro e já devia de ter viajado por todo o mundo.
-Sim, já – assentiu ele. – É lindo. Um dia levo-te lá.
Fizemos o resto do caminho em silêncio e quando chegámos à mansão eu estava mesmo cansada.
-Estranho – comentou Damon.
-O que foi?
-Nada – disse ele, mas sabia que estava a mentir. – Só mantem-te atrás de mim.
Assim fiz e ele abriu a porta de casa. Estava tudo escuro, sem alguma luminosidade. Damon deu um passo em frente e acendeu as luzes.
-Olá, Katherine – cumprimentou ele e eu enrijeci ao seu lado. Coloquei a minha mão sobre o seu antebraço, com medo. Katherine estava ali? Como?
-Olá, Damon! – exclamou ela, aparecendo do nosso lado esquerdo com uma garrafa de vinho. – Demi, gostaste da surpresa?
-Eras tu ao telemóvel – falei, percebendo tudo. – Como é que tens o telemóvel da Elena?
Ela tirou do bolso de trás das calças o telemóvel de Elena.
-Deve de se ter esquecido aqui. Ups.
Damon colocou-se entre mim e ela.
-O que queres desta vez? – perguntou ele, inclinando a cabeça para a frente.
-Ela – disse ela manhosa, apontando para mim e senti alguém a puxar-me para longe. Prendi a mão no braço de Damon, mas ele fugiu-me.
-Kath… — começou ele, mas Katherine partiu-lhe o pescoço.
-Não! – gritei quando ele caiu no chão, imóvel e inconsciente. – Damon!
Fui levada para fora de casa, mas continuei a gritar, esperando que alguém me ouvisse. O pânico tomava conta de mim. Os braços que me obrigavam a mover eram musculosos, mas eu não conseguia ver a cara de quem me carregava. Katherine estava ao meu lado, sorrindo discretamente.
-Oh, por favor! – exclamou ela dando-me uma pancada na cabeça e eu caí na inconsciência.
Notas finais
Os "Salvatores" vão a caminho...
-É ali. Stuarts Draft.
Mas nem tudo pode correr como previsto...
-Ela não vai sair daqui falou ele, olhando para Demi.
-Observa-me disse e apertei-a num abraço, correndo escadas abaixo com ela.
-Ela sai, ele morre ameaçou Katherine, prensando Damon contra a parede e Mason estava ao lado dela, com uma estaca a milímetros do coração de Damon.
-Salva-a disse o meu irmão para mim, mas eu neguei com a cabeça. Não, tinha que haver uma maneira de os salvar aos dois.
E no final do dia, os amigos é que contam...
-Oh, Demi disse Bonnie e as duas abraçaram-me ainda mais fortemente.
-Foi horrível disse entre soluços e lágrimas. Horrível.
Sentámo-nos na cama e começámos a conversar sobre o que tinha acontecido.
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