A Minha Doce Rosa Vermelha
1 Rasgando o silêncio
Notas iniciais
“Fico com ela, porque ela me faz bem
Estou com ela, não preciso de ninguém
Ela tá longe, sinto falta dela também
Se não é amor, eu não sei o que é, meu bem.” — Nxzero- Meu bem
“Vamos ... preciso ir para escola”
Kuriyama Mirai levantou- se com aquela frase positiva mesmo sabendo que a cama estava chamando de volta , sentindo o sol ardendo sobre os seus olhos .Ela tinha esquecido de cobrir a janela com a cortina durante a noite .
“ Que desagradável !”, pensou enquanto vestia a sua roupa tradicional e preferida para ir para a escola que já havia se habituado à freqüentar .
Seu celular vibrou assim que o pegou . Era uma mensagem de texto do Kanbara Akihito .
“Kuriyama-san , quero comemorar o dia dos namorados com você!
Me encontre no local aonde sempre nos vemos.
Até já!”
Ela andou até a sua cômoda procurando ajeitar a sua bolsa da escola enquanto pensava :
“Como eu era antes de você , Senpai , não passa mais de uma neblina do passado. E — eu não consigo mais passar um dia sem sentir medo de te amar , de desejar tocar e beijar você, e desejar você me tocando também.
Se eu pudesse parar de te desejar ...
Até tentei te esquecer, mas aonde quer que eu vá você me segue e esse meu coração que reside dentro de mim não quer te perder, não quer te esquecer.
Esse amor é ...”
Foi então que ela notou que havia um embrulho metalizado na sua cômoda. Havia um bilhete que dizia:
“Vista isso sem reclamar...
Quero te ver nesse dia especial ...sabe ... linda.”
Ela abriu e ficou completamente chocada com o presente .
Ela ainda se lembrava do modo como Akihito descreveu – a para o seu amigo Hiromi no clube de leitura.
“Seu cabelo é tão leve e macio. Um rosto inocente. Um corpo que não aparenta ser nada maduro .Pernas que ainda não conheceram a tentação. Uma postura fraca e delicada!”
Seu coração palpitou ao lembrar-se daquela descrição pervertida. E seu rosto ficou quente, e seu corpo se arrepiou em imaginar o Senpai tocando-a por inteira.
—NÃO ! ISSO É DESAGRADÁVEL DEMAIS ! – gritou para si mesma tentando se focar no pacote.
Depois de aberto , aquilo que estava em suas mãos, que estava dentro do embrulho , era o mais belo vestido que havia visto em sua vida.
Era um belíssimo vestido branco rendado que deixava seus ombros nus , era quase um tomara que caia, mas tinha ¾ das mangas. Era tão delicado como ela.
Mirai acabou tirando a sua roupa e colocou o lindo vestido que havia caído como luva em seu corpo. Para combinar com o vestido ela optou em colocar uma pulseira dourada.
Ao se olhar no espelho... ela não esperava se encontrar tão linda.
Sem perder mais tempo,com medo de se atrasar , Mirai trancou a sua porta da frente de seu apartamento e saiu.
Em pleno dia dos namorados a cidade estava pipocando de pessoas correndo atrás de chocolates , marshmallow e presentes para aquele dia “perfeito”.
Ao chegar na praça e ver aquele menino louro que arrancou um pedaço de sua respiração, parecendo um príncipe de seus contos infantis , Mirai sentiu suas pernas ficarem bambas e suas mãos tremerem.
Kanbara Akihito se levantou e ao mesmo tempo voltou a se sentar de novo porque se sentiu um bobo diante à “belezinha de óculos”.
Sua boca estava aberta escancarada e seus olhos saltaram .
—Ku-Ku-Kuriyama?
—Sim , Senpai. Sou eu.
Akihito estava vestido com um smoking branco, mas sem uma gravata apertando seu pescoço . Uma camisa social e um par de calças brancas combinando com smoking.
Mirai nunca viu menino mais lindo quanto ele em sua vida.
Kanbara sorriu para ela como se tivesse lido o seu pensamento e ergueu seu braço para encaixar sua mão na dele. Kuriyama fez o que pode para a sua mão trêmula tocar a dele com grande esforço e deixou sentir- se levada em um passeio com Akihito.
Mirai pensava que iria almoçar no café de Ayana e Ay, mas conforme mais caminhavam,notou que Akihito estava levando para a casa dele.
—Por que está me levando em sua casa, Senpai? – disse sentindo a sua garganta se fechar , suas bochechas ficarem vermelhas e seus dedos quererem teclar em seu celular para contar para as pessoas que acompanhavam seu blog o quanto achava Akihito um pervertido .
—Infelizmente, Kuriyama , todos estão tendo a mesma idéia que nós e estão levando as suas companhias para algum restaurante... então...
—Hoje teremos que nos arriscar na cozinha, né?
—Não! Eu já deixei tudo pronto, antes . Você só irá apreciar a comida e a minha companhia.
“Que desagradável.”, pensou enquanto caminhava ao lado dele até chegar a casa dele. Sentindo o medo e aquele amigo de infância , o silêncio tomar conta de seu ser.
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