Notas iniciais
Mil anos depois, eu voltei a escrever, me perdoem pela demora, eu realmente tinha desistido da fic por vários motivos, mas hoje minha inspiração voltou e voltei a posta-la, por favor não tenham me abandonado.

America enterrou a cabeça nas costas do urso de pelúcia, estava envergonhada pela vergonha que havia feito Maxon passar.

Maxon esticou o braço e ligou o som do carro, “High Hopes – Kodaline” soou pelos alto falantes.

— High hopes, it takes me back to when we started — Maxon cantarolou baixinho enquanto olhava para a rua.

— Você está bravo comigo? — a voz de America soou abafada pelo ursinho.

Maxon sorriu de lado, parou o carro perto de uma calçada e tirou o urso do rosto da ruiva que não o olhou.

— Eu não estou bravo com você, ela mereceu — ele sorriu e America perdeu as palavras pela primeira vez.

— Você acha que ela vai me matar? — perguntou quebrando o silêncio.

— Não sei, quem sabe?! — ligou o carro novamente.

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Marlee e Carter conversavam sobre o tudo e sobre o nada, eles haviam achado coisas em comum de uma maneira simultânea.

— Sua amiguinha é um máximo — olhou de lado.

— Você também gostou do soco? Eu amei, detesto a fingida da Kriss, não sei o que Maxon viu nela — revirou os olhos.

— Ele não viu nada, ele está cego pelo orgulho dele, ela deu um fora e é o primeiro que ele leva na vida dele — respondeu.

— Eu gostaria que ele se apaixonasse pela Meri, eles seriam lindos juntos — suspirou.

— Seria complicado — diminuiu um pouco a velocidade, não queria chegar tão rápido a casa dela.

— Você acha?

— Tenho certeza — parou no semáforo — Maxon é complicado demais, é orgulhoso, algumas vezes a maneira com que ele fala machuca as pessoas, ele tem um ar de superioridade, ele não gosta de admitir nada e odeia pedir desculpas — o semáforo abriu.

— Pensando por esse lado, America é três vezes mais tudo isso que você falou — a loira tirou o cinto de segurança ao avistar a sua casa.

Carter parou vagarosamente o carro rente ao parapeito da calçada, a luz da casa da garota estava acesa, Marlee virou-se devagar e sorriu docemente.

— Então — suspirou sem saber o que dizer — Obrigada.

O rapaz apenas sorriu enquanto abria sua porta e rodeava o carro para abrir a porta do lado da moça. Marlee desceu do carro, seus sapatos ainda nas mãos.

— Devo agradecer novamente? — corou.

— Não, não precisa.

Marlee virou as costas e caminhou a passos lentos pelo caminho de pedras que levava a porta de sua casa.

— Tames — a voz do rapaz soou se aproximando dela.

— Diga — virou-se esperançosa e voltou caminhando vagarosamente.

— Você só não se despediu — caminhou até ela.

Ela parou, gelou e ele a encarou sorrindo, Carter colocou uma mão na bochecha de Marlee e a outra enlaçando sua cintura torneada, seus olhos se encaravam sorrindo, flamejando, faiscando.

— Boa... — Marlee foi interrompida por lábios macios, os lábios dele estavam quentes, os dela estavam gelados, assim como suas mãos que ao tocar a nuca de Carter o fizeram arrepiar levemente — Boa noite — os rostos ainda estavam perto, as respirações misturadas.

— Boa noite — afastou-se agora segurando a mão da loira.

Carter soltou lentamente a mão da garota que continuou suspensa no ar, ele se afastou andando para trás, seus olhos nos dela.

— Acho que devo te agradecer pela noite, não havia me divertido assim há muito tempo — sorriu e entrou no carro.

— Por nada — a voz de Marlee soava vacilante.

Ele buzinou e foi embora, Marlee pegou o celular e com os dedos trêmulos tocou a tela digitando uma mensagem curta, mas tão significativa.

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America se assustou com o celular vibrando e rapidamente abriu a mensagem quando viu o nome de Marlee na tela.

Ele me beijou”

— Deus! — America deixou o celular cair em seu colo e levou as mãos à boca escondendo o sorriso escancarado.

— Posso saber o motivo de tanta felicidade? — Maxon olhou de relance.

— Três palavras — America tirou as mãos da boca — Carter, Marlee, beijo — bateu palminhas.

— Eu sabia, sabia que ele faria isso — disse nada surpreso.

— Ele sempre faz isso com as garotas que sai? — Meri avermelhou as bochechas.

— Só depois do terceiro encontro, mas hoje no parque vi algo diferente no olhar dele, algo que nunca havia visto — parou o carro na frente da casa de America.

— Boa noite — America abriu a porta do carro e desceu.

— Boa — Maxon acelerou um pouco o carro e estacionou na frente de sua casa.

America parou na porta e manteve seus olhos no carro de Maxon e o mesmo não havia descido.

A ruiva girou a chave na fechadura e encarou a mãe sentada na escada, os olhos brilhando, o sorriso de orelha a orelha.

— E então, ele te beijou? — perguntou ansiosa.

— Não — America deu de ombros e subiu.

— Meri...

— Amanhã mãe, amanhã — alcançou o último degrau.

Meri fechou a porta do quarto, se olhou no espelho, seu rosto transparecia cansaço, mas havia outra coisa em seus olhos, uma coisa que ela realmente não sabia o que era. Uma coisa assustadoramente bonita.

Ela estava com sono demais para trocar de roupa, chutou as botas que se chocaram com a porta, fez um coque rápido no topo da cabeça e caminhou para fechar a janela. Maxon tirava a camisa do outro lado.

Oh Deus!

America fechou rapidamente a janela e colocou a mão no peito.

— Concentre America — repetiu várias vezes antes de se jogar de costas na cama.

Ela fechou seus lindos olhos e por algum motivo desconhecido o rosto de Maxon inundou os pensamentos dela. America sabia que no fundo não o odiava tanto, mas se apaixonar por ele estava fora de questão.

O celular vibrou e ela deslizou o dedo na tela.

“Querida... Não me lembro de me despedir, então, boa noite”

Ela não queria, mas sorriu.

“Não sou sua querida e boa noite para você também”

Cinco segundos, trinta segundos, um minuto, um minuto e meio, dois minutos e America roia as unhas esperando por uma resposta que só veio mais um minuto depois.

“Desculpe a demora, minha mãe estava perguntando se eu te beijei”

America colocou a mão na boca e depois digitou.

“O que você disse?”

Segundos depois a resposta chegou.

“A verdade, disse que ainda não”

O sorriso bobo apareceu novamente.

“Vou dormir, tchau”

“Sonhe comigo, querida”

“Vai sonhando Maxon, vai sonhando”

A noite de America fora regada por sonhos bobos e sempre com a presença dele. Ele só podia ter rogado praga.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo, continuarei postando se vocês ainda estiverem aí, me deem um sinal de vida. Se alguém quiser que a fic continue, por favor comente. Obrigada, beijos e espero que até logo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.