A Million Pieces
2 Capítulo 2
Notas iniciais
"A minha única pessoa preciosa"
Andava há dias, e não fazia ideia de onde ir e já estava anoitecendo, seguia alguns rumores apenas ainda sim não parava de procurar por ele, desde o fim da guerra não o via, achava que ele ainda estava em Konoha, mas quando soube que ele tinha saído de lá e estava peregrinando suas esperanças de reencontra-lo e de quem sabe algo mais se ascenderam novamente, na verdade nunca tinham se apagado, o mais apropriado a se dizer é que voltaram a arder, sabia que suas chances eram nulas mas no fundo do seu coração queria que Sasuke Uchiha a notasse, abraçasse, beijasse que dissesse que sempre a amou e juntos povoassem a terra que lindos Uchihas ruivos e...
–Senhorita?-
–Há... hã...- balançou a cabeça pra afastar seus pensamentos e tirar o tom rubro das bochechas devido aos seus pensamentos digamos... Poucos conservadores. -
–Senhorita, devo avisa-la que há uma doença que se espalhou por esse vilarejo. — Lhe disse o senhor na estrada, não muito longe podia avistar as casinhas, mas sem nenhum movimento em um lugar que segundo lhe informaram deveria estar em festa. -
–Doença? Que doença?-
–Ainda não identificamos, mas estamos em condições de emergência, não vamos proibir de entrar, mas temos de avisar do risco que corre visto que não sabemos os meios de infestação. –
–Entendo. — Estava prestes a dar meia volta, mas algo lhe ocorrera por mais improvável que fosse Sasuke poderia estar ali, doente, precisando de cuidados de alguém que lhe tirasse a camisa a passasse um pano úmido a fim de baixar uma provável febre... ôh... era impressão dela ou a temperatura tinha aumentado?
–A senhorita está bem? Está vermelha!- Perguntou o senhor alarmado de certo por ter visto muitas pessoas padecendo dessa doença misteriosa.
–E... Estou... estou... er... a verdade é que procuro alguém, um homem... um peregrino, soube que ele estava nesse vilarejo.-
–Um peregrino?- O senhor vacilou um pouco, não sabia se podia dar aquela informação, mas o tal peregrino estava acamado por tê-los ajudado por tanto tempo e ele precisava de cuidados que não aceitava de ninguém mas talvez alguém conhecido poderia ajudar.- Sim! Tem alguém, um jovem que chegou a algumas semanas. — respondeu por fim. –
–Alto, cabelos negros, uma franja cobrindo o rosto e bem caladão. — falou rápido e gesticulando empolgada, finalmente o tinha encontrado. –
–Si...Sim.- respondeu assustado .- Ele está em na pensão, a única que temos aqui e...- Nem tinha terminado de falar e a moça ruiva tinha corrido até aquele lugar.-
Andou pelas ruas praticamente desertas até a pequena pensão e informou que era uma amiga do rapaz que estava ali, a senhora que a recebeu logo levou a moça até Sasuke, já estava preocupada com ele doente e sem ninguém pra ajuda-lo, deu graças a Deus por aquela moça deter aparecido.
Deu exatas três batidas na porta do quarto e esperaram até ouvir a resposta.
–Entre!- Com uma voz baixa e rouca. -
Entraram devagar naquela quarto escuro, a senhora tateou a parede até encontrar o interruptor enchendo tudo com a fraca luz amarela.
–Karin!?-
Ela estava assustada, ele aparentava estar bem debilitado, fios de cabelo grudados no rosto suado, pele ainda mais pálida assim como os lábios que também estavam secos, seu olho descoberto estava avermelhado e ambos estavam inchados, seu corpo mesmo estando coberto estava visivelmente tremulo de certo pela febre.
–Você está horrível de um jeito que eu nunca vi. -
–Obrigado. -
–Pelo menos seu humor continua o mesmo. — falou já indo em direção ao banheiro pegar água e toalhas, agora sua prioridade era baixar a febre. — Mas que diabos de doença é essa que foi capaz de deixar mesmo o Sasuke assim?- perguntou a si mesma ajeitando os óculos e voltando ao quarto. -
–Eu volto logo com algo que possam comer. — Disse a senhora saindo do quarto, enquanto Karin começava seriamente a cuidar de Sasuke e ele sequer tinha forças pra reclamar ou se opor, aquilo era realmente muito grave.
Já era madrugada quando conseguiu ao menos diminuir a febre e tinha conseguido a grande vitória de fazer Sasuke comer e beber água, sabia que não era muito o que podia fazer mas aqueles eram cuidados básico e necessários pra que ele não tivesse uma anemia ou um quadro de desidratação que piorariam sua condição, ele agora dormia e Karin exausta também o fez, sentada no chão, ao lado da cama encostada na parede, acordou pouco depois com os múrmuros de Sasuke, tocou-lhe a cabeça e percebeu que a febre tinha voltado, ele estava delirando, em um pulo ela se levantou e pegou mais água e outra toalha limpa e ajoelhando-se ao lado da cama voltou a tentar baixar a temperatura dele e mesmo cansada e com sono continuou, não entendia bem o que Sasuke falava até que um nome foi pronunciado claramente.
–Sakura. -
–Hãn?-
–Sakura. –
Ela sentiu uma pontada no peito, ficou com a impressão que algo tinha se partido dentro dela, mesmo que tenha ido por meio mundo atrás dele e estivesse ali a horas ele chamava o nome de outra? Tentou ficar realmente furiosa, mas não pôde afinal ela tinha procurado aquela situação, sequer podia ficar com raiva e aquilo foi bem frustrante, olhou por um pequeno espaço entre as cortinas o céu começando a clarear, decidiu ir embora quando o sol saísse completamente, afinal ela tinha seu orgulho.
–Sakura...-
Tentou tirar da memoria porque aquele nome era familiar... Pensou até lembrar, sentiu um frio na espinha quando a lembrança de Sasuke quase a matado lhe veio a mente, ela o tinha perdoado, mas aquela não era uma lembrança na agradável, Sakura... Foi Sakura quem a salvou a mesma que estava na guerra lutando com Sasuke e o garoto Uzumaki a mesma que os ajudou a vencer, suspirou de ciúmes, sem motivos é certo, mas ciúmes não é racional, levantou, pegou a mochila e saiu.
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