A Milady de Sueseen
2 O renascimento e a morte que o Outono nos traz
As chamas da lareira crepitavam e dançavam como ciganas enfeitiçando os homens. Lá fora o outono já estava no auge e a lembrança da voz do Doutor conversando com Sir Thomas ao lado de fora do quarto era como uma melodia infernal na cabeça de Elisabeth:
"- Não sei o que aconteceu. Elisabeth estava saudável e a gravidez corria bem. Desculpe a impertinência Sir Thomas, mas tenho que perguntar! Elisabeth sofreu algum acidente ou agressão?
— O que esta insinuando?
— Preciso saber! Este aborto não me entra na cabeça!
A angustia na voz de seu marido ainda lhe corroía o coração:
— Essa gravidez foi almejada e tratada como uma benção. E agora não passa de uma lembrança. Eu jamais machucaria ou provocaria qualquer dor a minha esposa. Apenas cuide dela e saia de minha casa."
Alguém bateu na porta dando fim ao devaneio doloroso. Elisabeth secou as lagrimas e sentou ereta na cadeira:
— Entre.
Clarke entrou com um sorriso. Ela havia cuidado de Elisabeth como uma mãe cuida de uma filha e isso as tornou intimas.
— Milady, como se sente?
Elisabeth pensou em uma resposta mas não foi capaz de encontrar nenhuma. A doce senhora suspirou e se colocou atrás da jovem penteando os cachos vermelhos com os dedos.
— Seu marido pediu para que eu viesse vê-la.
— Ele ainda me odeia?
— Odeia? — Clarke virou o rosto de Elisabeth para si — Quem lhe disse isso?
Elisabeth se levantou e começou a andar de um lado pro outro impaciente e perdida em sentimentos amargos:
— Ele mal me olha. Não fala comigo direito e nem me toca. Quando se deita ao meu lado adormece rapidamente e...oh Clarke, Deus queira que eu esteja enganada mas creio que meu marido tem outra mulher.
— Ora! Não diga isso nem de brincadeira! Conheço Sir Thomas desde que ele estava na barriga da mãe dele e sei que ele jamais trairia a mulher que ele ama!
Elisabeth sentou na beirada da cama e deixou que as lagrimas lhe escapassem novamente.
— Então por que ele me renega?
Clarke foi ate ela e tomou seu rosto nas mãos.
— Ele só esta abalado com o que aconteceu. Logo tudo voltara ao normal.
— E se não voltar?
— Vai voltar. Agora venha, vou lhe ajudar a se arrumar. Os convidados logo chegarão e não é de bom tom que seu marido os receba sozinho.
No andar de baixo, Sir Thomas estava absorto em pensamentos sentado na grande mesa de carvalho no grande salão. Ele se lembrou da noite de seu casamento e de como tudo havia mudado. A ideia de se casar nunca o agradou. Sempre migrara de uma cama para outra e pretendia continuar assim ate o dia em que morresse, mas Clarke conhecera Nan no mercado e soubera da existência de Elisabeth e seu dote e o convencera de que era o melhor a se fazer. Ele lembrava claramente de como ensaiara noite após noite a sua cara de bom moço antes de pedir a mão de Elisabeth ao pai e de como sairá de lá diretamente para a cama da primeira jovem loira que encontrara.
Ah as loiras voluptuosas...eram uma perdição na vida de Sir Thomas!
Ele havia imaginado que morreria na cama de uma um dia, mas tudo mudara quando vira Elisabeth nua. A pele macia, os caracóis de fogo e o riso doce. E os olhos...grandes olhos verdes como a grama primaveril. Quando ele a beijou soube que a amava e a amaria até o fim de seus dias.
Lembrou-se então da conversa que tivera com Fiory na noite passada. Ele estava sentado no mesmo lugar que agora, bebendo quando passos chamaram sua atenção e ao se virar vira, Fiory entrando com roupa de dormir.
“ — Oh, Sir Thomas? O que faz aqui? Milady esta bem? Devo chamar o medico?
— Não Fiory, Milady esta descansando. Dormindo profundamente.
— Ah, que bom.
— Fiory, lembra-se de Claudia?
Fiory suspirou profundamente e se sentou ao lado de Sir Thomas.
— Como poderia esquecer? E com os recentes acontecimentos, não pude deixar de pensar nela.
— Sim.
Fiory pegou a mão de Sir Thomas e acariciou.
— Não deixe que esses pensamentos lhe corroam a mente."
Ele ouviu passos na escada e se levantou. Seu coração pulou de amor ao ver Elisabeth descendo ao lado de Clarke. Seu sorriso estava genuíno como sempre e seu vestido vermelho se misturava aos seus cachos soltos como ele gostava. Quando ela parou na sua frente, Sir Thomas sentiu vontade de se perder nos cabelos da esposa e aspirar o cheiro inebriante de hortelã.
— Marido.
Sua voz era como o canto de uma sereia seduzindo um marujo no meio de uma tempestade. Apenas ali, olhando-a e ouvindo-a, ele se apaixonou um pouco mais.
— Esposa. Como se sente?
— Estou bem melhor, agradeço pela preocupação.
Sir Thomas pode sentir a tristeza na voz de Elisabeth e quis toma-la nos braços e embala-la com amor.
— Peço desculpas por tira-la de seu repouso, mas dois grandes amigos meus estão para chegar e gostaria que você os conhecesse.
— Claro.
Os passos na porta da entrada chamou a atenção deles e Sir também ofereceu o braço a esposa, que aceitou de bom grado. O contato fez seu corpo vibrar e ele buscou todo o seu alto controle.
Quando a porta se abriu, Edgar e Juan entraram sorridentes.
Após os comprimentos, a atenção foi direcionada a Elisabeth.
— Elisabeth, esses são Edgar e Juan. Amigos de longa data
Elisabeth se curvou e sorriu e pela primeira vez Sir Thomas quis esmagar os pescoços dos amigos. Ambos estavam boquiabertos e seus olhos brilhavam.
Juan foi o primeiro a falar:
— Milady, quero que saiba que é uma honra lhe conhecer e que se este troglodita estiver ameaçando a senhora ou sua família para que permaneça ao seu lado, eu irei mata-lo aqui e agora!
O riso de Elisabeth banhou a casa e Sir Thomas se perguntou a quanto tempo não a ouvia rir.
Edgar se curvou na frente de Elisabeth e beijou sua mão demorando um pouco demais para o gosto de Sir Thomas.
— Milady, perdoe o humor de meu irmão, mas um ogro como Thomas jamais conseguiria uma bela mulher como a senhora por mérito próprio
Sir Thomas bufou e os três riram.
— Por que vocês não calam a boca antes que eu mesmo os mate?
Elisabeth colocou a mão no ombro do marido e Sir Thomas esqueceu de respirar por um instante, o que fez com que os amigos rissem ainda mais.
— Agradeço pelos elogios, mas quero que saibam que meu marido me conquistou por mérito próprio e agradeceria se não o irritassem pois creio que não serei capaz de impedir que ele os mate.
Edgar encarou Sir Thomas e sorriu.
Os três sempre foram muito unidos, mas Edgar e Sir THomas pareciam pensar da mesma forma, era como se um tivesse acesso livre a mente e ao coração um do outro e apenas com aquele olhar, Sir Thomas soube que Edgar já havia percebido que ele não era mais o mesmo.
Juan tomou a frente da conversa:
— Milady, em primeiro lugar parabéns pelo casamento e peço desculpas por mim e pelo meu irmão por não estarmos aqui mas problemas familiares nos prenderam, em segundo, sinto muito pela perda da criança mas a senhora é jovem e haverá de preencher esta casa com filhos tão lindos quanto a mãe – ele beijou a mão de Elisabeth novamente e sorriu ao ouvir Sir Thomas rosnar. – E claro, trouxe-lhe um presente de casamento atrasado.
Ele retirou do bolso um pequeno embrulho de pele de carneiro e entregou a Elisabeth. Ela se dirigiu para a mesa e Sir Thomas puxou a cadeira para ela. Quando Elisabeth abriu o embrulho suspirou.
— Sir Juan, é lindo!
— Peço que me chame apenas de Juan.
Ela sorriu e entregou o colar de ouro com uma grande esmeralda para Sir Thomas que sorriu enquanto ela se virava e levantava o cabelo para que ele colocasse. A pedra se destacou na pele de Elisabeth e Sir Thomas a imaginou completamente nua usando apenas aquele cordão. Uma ereção despertou em seu corpo e ele procurou controle.
— Bem, agora é minha vez – Edgar tomou a frente e entregou um baú de carvalho com um dragão entalhado a mão. – Encontrei com um comerciante e achei que seria um presente adequado.
Elisabeth deixou que seus dedos percorressem pelas linhas que formavam o grande dragão e em seguida sorriu:
— É lindo.
Durante o almoço, os amigos conversavam alegremente e Elisabeth começou a observar os convidados.
Os três possuíam a mesma altura e o mesmo porte físico, Edgar porem, era louro com cabelos longos presos em uma trança frouxa e o sorriso com certeza era seu ponto forte. Seus dentes eram tão brancos que lembravam pequenas perolas. Elisabeth percebeu que entre a nuca e a orelha direita de Sir Edgar estava uma pequena cicatriz que parecia ser muito antiga . Já Sir Juan era ruivo com o cabelo praticamente raspado e algumas sardas bem claras lhe cobriam a face, apenas uma coisa confirmava que os dois eram irmãos: os olhos. Grandes olhos azuis celestes.
Fiory entrou no salão e todos se calaram. Pelo canto do olho, Elisabeth pode ver que Sir Juan encarava Fiory como quem encara um tesouro.
A jovem serviu mais vinho e saiu sem dizer uma palavra.
A conversa voltou ao tom normal e após terminar de comer, Elisabeth se levantou e todos a acompanharam:
— Me deem licença senhores.
Ela saiu do grande salão e se encaminhou para o jardim. As arvores estavam quase que completamente sem folhas e o vento frio já cortava a pele de Elisabeth. Ela se arrependeu por um minuto por não ter pegado sua capa, mas decidiu continuar caminhando para aquecer. Quando chegou as margens do rio, se sentou na grama úmida e permaneceu assim até que o frio a incomodasse o bastante. Ao chegar em casa constatou o obvio: o trio de amigos ainda estavam no mesmo lugar, bêbados.
Ela decidiu subir para o quarto sem que ninguém a visse e quando a tarefa estava quase concluída a voz de Sir Juan a fez parar nos degraus:
— E a loira, como ela é?
A pergunta era direcionada a alguém e para o desgosto de Elisabeth, este alguém era seu marido.
— Que loira?
— Ora Thomas, não precisa mentir! Você nunca resistiu a uma loira antes, na verdade nunca resistiu a mulher nenhuma! Esta que serviu o vinho. Como ela é?
— Não poderei te responder isso, mas se quiser pode descobrir por si mesmo.
As gargalhadas e os palavrões tomaram conta do ambiente novamente e Elisabeth foi para o quarto.
Após tomar banho, Fiory apareceu com uma caneca de chá.
— Milady, seu chá
— Ah,obrigada. Como eles estão lá em baixo?
— Bêbados e faladores.
— Os quartos já estão prontos?
— Sim Milady.
— Otimo. Abasteça-os com mais vinho e pode ir se deitar.
— Obrigado Milady.
Elisabeth bebeu o chá como de costume e logo em seguida dormiu. Acordou algumas horas depois com Sir Thomas entrando no quarto.
— Desculpe por te acordar minha amada.
— Thomas, esta bem?
— Sim. – Ele cambaleou um pouco e depois suspirou. – Perdoe-me, eu vim apenas pegar minha capa. Vou dormir em um dos quartos, estou fedendo a bebida e não quero contaminar nossa cama.
Elisabeth se levantou e foi até ele.
Sua nudes o fez trincar os dentes. Mas ela passou direto por ele e começou a encher a tina de água fria. Assim que terminou, foi até o marido e lhe tirou as roupas.
— Elisabeth...
— Deixe-me fazer o meu papel de esposa e lhe salvar desta situação.
Ele sorriu e acariciou seu rosto.
A água fria trouxe a consciência de Sir Thomas de volta e quando se deitaram ele beijou Elisabeth, mas antes que o desejo lhe tomasse, se afastou.
— Não podemos. Não quero que aconteça com você o que aconteceu com Claudia.
Antes que Elisabeth pudesse dizer algo, ele se levantou, pegou suas roupas e saiu do quarto deixando-a sozinha no escuro.
Pouco antes de o dia amanhecer Elisabeth, colocou um vestido e desceu para a cozinha onde os criados já preparavam o dejejum.
— Clarke?
— Milady? Aconteceu alguma coisa?
— Sim, preciso conversar com você e tem que ser agora e em particular.
Clarke não compreendeu muito bem, mas concordou:
— Claro, vamos ao seu quarto.
— Não, vamos caminhar um pouco. Pegue sua capa.
Antes que Clarke concordasse ou discordasse, Elisabeth foi para a porta da frente onde outra criada lhe ajudou com a capa e recebeu instruções para avisar o marido que ela havia saído e logo voltava.
Assim que Elisabeth e Clarke estavam longe do castelo, Elisabeth começou:
— A senhora esta aqui a muito tempo. Não é?
— Oh...nem me lembro mais. Nós paramos de contar quando passamos de trinta anos no mesmo lugar.
Elisabeth riu e continuou:
— Clarke, vou ser direta. Quem é Claudia?
Elisabeth pode ver o rosto da doce senhora se contorcer em dor.
— Onde ouviu esse nome?
— Thomas me disse ontem que ele não queria que acontecesse comigo o que aconteceu com a Claudia.
— Claudia...era minha irmã. Oh Deus! Eu devia ter percebido que ele estava assim por causa dela! Claudia era a ama de leite De Sir Thomas. Ele era muito grudado com ela. Parecia que ela o tinha gerado. Quando Claudia engravidou, Sir Thomas tinha oito anos. Ele dizia que a criança seria seu irmão. Claudia achava graça, mas ela acabou sofrendo um aborto. Ela ficou devastada e Sir Thomas também, mas depois de um mês, ela engravidou novamente mesmo o medico avisando que ela deveria esperar para gerar outro filho.
— O que aconteceu?
— Num dia quente de verão, ela levou Sir Thomas até o riu para lhe dar a aula de latim e depois para nadarem para se refrescarem. Mas ela começou a sentir dores e a sangrar. Morreu nos braços de Sir Thomas. Ele nunca mais foi o mesmo. Ele tem medo que se a Milady engravidar novamente, possa acabar por ter o mesmo fim de minha irmã. Mas isso é tolice. Já se passaram muitas semanas e sua saúde esta perfeita.
Elisabeth pensou por um segundo e decidiu voltar ao castelo. Quando chegaram na porta abraçou Clarke.
— Muito obrigo por me contar.
— Milady, ele a ama. Só esta assim por medo.
Elisabeth sorriu e depois que Clarke entrou, ela foi para o estábulo. O colcheiro se curvou e desejou bom dia.
— Bom dia, por favor, sele meu cavalo o mais rápido possível.
— Sim Milady.
— Vai sair?
Elisabeth virou assustada mas relaxou quando percebeu que era Sir Juan.
— Desculpe, não foi minha intenção assusta-la
— Oh não, eu estava distraída. Vou até a cidade, preciso falar com o doutor.
Sir Juan alertou-se
— Pelos céus, esta se sentindo mal?
— Não, eu estou bem.
— É Thomas? O que ele tem?
— Sir, por gentileza, acalme-se. Vou apenas tirar uma duvida urgente com o doutor.
Sir Juan riu e passou a mão pelo cabelo.
— Desculpe-me. Bem, neste caso, permita que eu a acompanhe.Afinal, a cidade fica a uma certa distancia e nunca se sabe quem espreita os caminhos e alem do mais, não é direito que a Milady ande sozinha por ai.
Elisabeth ponderou um pouco e por fim acabou aceitando.
Foram e voltaram antes que Sir Thomas desse falta e assim que chegaram Elisabeth se dirigiu para a cozinha com a felicidade lhe saltando as veias.
— Clarke, aqueça a água e leve para meu quarto. Prepare uma bandeja de dejejum para dois e após isso, diga para meu marido que eu preciso lhe falar com urgência!
Elisabeth foi para o quarto e se preparou para o banho. A água chegou rapidamente e ela se banhou, se perfumou e começou a secar os cabelos quando Clarke trouxe a bandeja.
— Sir Thomas esta vindo.
— Otimo, cuide dos convidados por gentileza.
— Sim senhora.
Assim que Sir Thomas entrou no quarto seu coração parou. Elisabeth parecia ter lido seus pensamentos e destruído o auto controle que ele cultivara. Ela estava nua em sua frente, com um sorriso nos lábios e a esmeralda em seu pescoço brilhava tanto quanto seu olhar.
— Elisabeth...
— Feche a porta.
Ele obedeceu e se aproximou dela. Ela começou a tira as roupas dele em silencio e quando ele estava nu...o beijou. Ele arfou e sentiu o sorriso nos lábios dela.
Ela beijou sua orelha, sua nuca, seu peito e se ajoelhou fazendo Sir Thomas ficar de pernas bambas com seus lábios.
Quando ele gemeu e arfou de prazer ela se levantou e sorriu.
— Elisabeth...eu...
Ela o beijou novamente e ele a levou para a cama a penetrando com vontade e saudade. Seu corpo comandava suas ações guiado pelos seus sentimentos. Quando ela gritou seu nome, ele se entregou a ela novamente.
Algumas horas depois, ela estava deitada em seu peito. Ambos estavam suados e exaustos.
— Elisabeth...
— Eu fui ao doutor hoje pela manhã. Ele disse que eu estou mais do que pronta para conceber outro filho e que nada vai me acontecer.
— Se algo lhe acontecer eu juro que vou mata-lo.
Ela se levantou e o beijou novamente
— Nada vai me acontecer.
Ele acariciou seu rosto e deixou que o amor o dominasse novamente.
Faltava apenas uma semana para o fim do outono e Elisabeth estava se preparando para dormir. Sir Thomas havia saído mais cedo com os amigos para uma taberna. Esta era a ultima noite deles no castelo, e eles fariam uma despedida. Ela riu ao lembrar-se de Sir Thomas lhe perguntando pela decima vez se ela ficaria bem se ele fosse.
O casamento dos dois havia tomado seu rumo novamente desde a sua visita ao doutor. Ela se deitou na cama e apagou a vela mas no meio da madrugada acordou com frio. Ao se virar percebeu que Sir Thomas ainda não havia voltado.
Decidiu descer até o grande salão para ver se eles estavam lá. Colocou uma camisola e ascendeu a lamparina. Quando chegou na metade do corredor, viu que um dos quartos que não estava sendo utilizado estava com a porta entreaberta.
Ela entrou e ergueu a lamparia, quando a luz iluminou a cama, Elisabeth teve a certeza de que o continente havia ouvido seu coração se partir.
Deitado na cama estava Sir Thomas, e sobre seu peito, Fiory.
Fale com o autor