Notas iniciais
Bom, mais um projeto que irei começar o/ Estamos aí, comentários fazem bem a saúde mas nem por isso são minha motivação (mas eu gosto deles, de verdade).E para o ambiente da história, diria que é algo meio Steampunk (para quem não conhece, dá um google que cês vão entender ^^)Boa leitura :) Espero que gostem ^^

Scarleson

Reino Deltron, cidade Mysvill

Dia 14 do mês Threval

Chamas.

A Cidade era completamente tomada por chamas. A lua que antes pairava no céu, agora, era escondida pela fumaça que vinha das casas e prédios. As pessoas corriam desesperadas. Eram atacados. E o fogo vinha dos céus. Seria uma maldição de Cândido? Não, não haveria motivo para o Deus daquela dimensão, fazer aquilo.

O homem percorreu, enquanto tropeçava nos próprios pés, a pavimentação de pedra estava seca e coberta pelas cinzas que vinham das casas que se corroíam ao redor. Ao longe, podia ver as fábricas da cidade em chamas, enquanto mais atrás, o castelo da Família Real de Deltron também era atacado. E estação de trem provavelmente já fora destruída, fugir de carruagem também não era uma boa ideia.

Virou outra esquina, não sabia o que fazer.

Os corpos queimados, mutilados e machucados estavam estirados nas calçadas, as casas queimavam. Era assustador, completamente atemorizante. Já não bastavam as bestas que existiam naquele mundo, e os abissais que vieram após a Torre da Eternidade se erguer em Scarleson, ainda precisavam ser atacados por algo que não conseguiam atingir.

O homem continuou correndo, se aproximava das fábricas que cercavam a cidade, olhou para o céu e então viu a sombra entre a fumaça planar o voo. Os olhos de cor vermelha brilharam entre as cinzas, e então, sua forma de escamas alaranjadas desceu os céus, o dragão se aproximava de onde estava. Mas permanecia desesperado de mais para correr.

O animal então se preparou para lançar fogo, porém, antes que as chamas o atingissem, foi empurrado. Alguém o empuxara para longe, rolaram e só pararam ao atingirem as cercas das fábricas.

— É idiota? Não via que aquele animal iria mata-lo queimado? — Era uma mulher e aparentava ser jovem. Deveria ter vinte e tantos anos, cabelos e olhos de estranha combinação prateada, e a pele rosada estava suja com cinzas. Sua expressão não era muito simpática. Vestia partes de armaduras na cor branca e azul, e carregava consigo uma arma presa em seu sinto e uma espada em suas costas.

— Você é uma bélica do Reino de Deltron? — O homem disse de olhos arregalados, ainda estava assustado.

Ela observou-o, era fria.

— Não, vim de Edésia. — Poderia parecer uma ironia, mas não, ela realmente viera do outro reino, Edésia.

E após isso se afastou do homem que se levantava. Precisava dar um jeito naquele animal que atacava a cidade, embora procurasse onde os bélicos de Deltron estavam. Não havia muito que fazer sozinha. Olhou ao redor, procurava pelo irmão.

— Aurora?! — Viu a figura de, aparentemente, uns dezesseis anos correr na sua direção. Tinha as mesmas cores de cabelos e olhos, no entanto, vestia roupas comuns. Não era um bélico.

— Auracle, onde você estava? — Perguntou enquanto se aproximava, no entanto, antes que pensasse em dizer algo, ouviu a explosão.

Olhou para trás, a fábrica deflagrara e as chamas se aproximaram, empurrando-a para longe. As coisas passavam em milésimos de segundos ao seu redor, enquanto destroços voavam. Foram arremessados para longe, e por sorte, as chamas não os alcançaram. No entanto, ao caírem no chão, enquanto Aurora notava a poeira que havia ao redor, sentiu que algo fora arremessado sobre si.

Tossiu notando que o tempo parecia voltar ao seu fluxo normal, e só então abriu seus olhos.

O corpo do homem que salvara fora lançado na explosão, o cadáver estava carbonizado sobre si com uma expressão de horror. Quase quem em um pulo empurrou-o para outro lado enquanto ofegava, notando que Auracle estava desmaiado no chão, um pouco mais distante dela.

Parecia que aquele pesadelo não iria acabar.

***

Tenebriys

País Morgen, Estado de Hapai, cidade Porto Livre

Dia 23 do mês Threval

E a nevasca aumentou. Alastrando-se, congelando as pessoas que corriam e gritavam, deixando-as como estátuas cobertas por gelo no meio das ruas. Era um dia cinzento e no céu, viam apenas a forma do animal sobrevoar a cidade. Abaixou o voo, planando pela rua enquanto com as asas de escamas brancas quebrava as estatuas de gelo. Junto das casas também congeladas.

— Ei! Não faça isso! — O homem gritou, era alto, de pele negra e olhos castanhos. Estava na porta de sua casa, e chamava o outro que corria em direção ao dragão que voava os céus, transformando a cidade em um cemitério gelado. — Sei que pode ser um invocador, mas nem por isso conseguira matar um animal como esse sozinho.

— Ainda serei o Herói dessa história! Preciso fazer algo! — Não dava ouvidos aos avisos vindos do mais velho, e então, continuou a correr.

Aproximou-se dos entulhos de uma casa, ao redor, a cidade encontrava-se coberta pelo branco. As ruas, as casas, tudo completamente coberto por neve, era um branco perturbador. Viu o Dragão de Gelo se aproximar, formou um selo em suas mãos. Iria atacar o dragão com seus servos. Afinal, era o que um invocador fazia, contudo, antes que completasse o selo que se formava em suas mãos... O dragão lançou o sopro gelado, a nevasca congelava o que havia a frente.

E isso o obrigou a correr, novamente.

Desviou do gelo, agradecendo aos deuses por não ser atingido. E então correu pela rua, o dragão o perseguia e a cerca de uns cem metros, ainda via o homem que o chamava antes encara-lo. Tentou correr até o mesmo, porém, antes que fizesse isso, sentiu o frio se aproximar.

Deu-se por si somente quando não conseguiu mais se mexer. Lentamente, paralisando-o enquanto sentia o gelo subir seu corpo. Tentou desprender-se, agora sim se desesperara. Porém, não conseguiu e quando notou, já estava congelado até o pescoço. O dragão acelerou o voo e o sopro, e então, por fim congelou-se por completo.

Estava morto.

O homem que antes o chamara, no entanto, apenas via a cena, atônico. O dragão acelerou o voo, porém, não lançou seu sopro quando passou a sua frente. Era grande, enorme e de escamas brancas que pareciam querer se camuflar entre a cor alva e fúnebre da cidade, enquanto passavam a sua frente. Permaneceu parado, não sabia como reagir. Viu o dragão levantar voo e em seguida, fazer uma curva no ar, só então, notou o homem se cabelos vermelhos que caminhava na rua à frente. Estava de costas e não podia ver seu rosto, usava uma espécie de capa marrom.

O dragão voou na direção do estranho, e parou.

— Lemon, o que está fazendo? — O homem observou a esposa, a mulher era tinha pele pálida e olhos negros como a cor dos cabelos.

— Não sei, Aeden. Volte para dentro de casa e corra para o porão, não acho que isso vá terminar bem. — Era sério e estava preocupado, viu a esposa, Aeden, assentir e sair. Permaneceu observando o dragão na sua a frente.

Conhecia muito bem a história sobre aqueles animais e sabia os quão perigosos e fortes eram ao mesmo tempo.

Deveriam estar a certa de uns cem metros, o dragão desceu ao chão e começou a caminhar em direção ao outro homem. Este, em seguida ergueu a mão esquerda na direção do animal, como se pedisse para que passasse. Lemon estreitou os olhos ao encarar aquilo.

E o Dragão de Gelo obedeceu como se estivesse se curvando, em frente ao homem de cabelo de fogo. Viu-o então, dar alguns passos, ao ponto de que o animal deixou-o tocar sua testa, e por fim, constatou que o dragão adormecera.

— Ele é... Dominador de Dragões? — Acabou deixando o pensamento alto escapar.

Ainda não conseguia crer no que via, porém, resolveu que o melhor a fazer seria entrar novamente para dentro de casa.

Precisavam aproveitar o momento em que o dragão dormia.

Deveriam seguir para o mais longe possível dali.

Notas finais
Dúvidas? Críticas? Elogios? O Próximo capítulo vem na semana que vem o/