Eu corri desesperadamente para um lugar bem longe dos policiais e acabei invadindo uma casa verde com detalhes em branco muito bonita. Entrei por uma janela que estava aberta, que dava direto no quarto de um lindo bebezinho... Eu me aproximei um pouco do berço e me inclinei.

Mas de repente um homem abriu aporta, e ao me ver, ficou enfurecido, ele estava prestes a atirar em mim quando sua esposa o parou e tirou sua arma. Eu fiquei muito nervosa e tentei me esconder, mas o homem me puxou pelo braço me colocando em frente a sua bela esposa.

– Se acalme John, é só uma menininha.

John... Eu reconheci aquele nome, ele era um dos policiais que havia achado um orfanato para eu ficar... Entrei na casa exata, preciso fazer algo para me livrar desse tal John. Olhei carinhosamente para a esposa de John, meus olhinhos piscaram e com um rostinho muito inocente a moça resolveu que iria ficar comigo até encontrar um outro lar para mim.

John ficou meio assustado, ele reconheceu meus olhos mas não se lembrara a onde havia visto. A mulher chamada Kori, passou a cuidar muito bem de mim... Mas em uma noite eu acabei matando seu filho... Não consegui me controlar nós estávamos dormindo no mesmo quarto e ele não parava um minuto de chorar não me deixando dormir.

Apenas cortei sua garganta com um estilete que estava sobre a cômoda, depois fui ao banheiro onde eu me lavei e também lavei o estilete que o coloquei certamente em seu devido lugar em cima da cômoda.

Quando Kori e John acordaram foram até o quarto e viram o pequeno filho deles morto, e jamais iriam imaginar de que eu havia feito isso. Eles me tiraram do quarto e John chamou seus parceiros para tentarem descobrir algo. Agora eu estava dormindo em um quarto de visitas, mas ali era muito ruim, a cama era dura, o quarto quente de mais, e a vizinha de noite falava muito alto brigando com os cachorros que não paravam de latir...

Bem... Nesse momento John já estava suspeitando de mim e foi quando se lembrou dos meus olhos...

– Kori, essa menina, eu resgatei ela quando era um pouco mais jovem, deveria estar agora em um orfanato, se me lembre bem, seu nome é Sanrisa.

Kori ficou muito surpresa e foi correndo me ver no quarto, mas que surpresa, eu não estava lá...

Apareci lentamente por trás de John segurando uma faca, eu imediatamente cravei nas costas dele cobrindo sua boca para que não fizesse barulho, mas ao corpo cair no chão, provocando um estrondo, Kori se virou e viu o que eu havia cometido.

– Sua desgraçada, o que você fez?

– Nada querida Kori... Mas seu marido era um cretino, eu precisava mesmo me vingar dele.

– Foi você quem assassinou meu filho, meu pequeno Cody. Ela começou a falar de forma rude, o que não me deixou nem um pouquinho contente.

– Acalme-se senhorita Kori, se você deixar isso tudo em silêncio, eu a deixo viva.

– Do que adiantaria eu ficar em silêncio? Irias me matar do mesmo jeito, não é?

– Bem... — Eu disse de forma irônica... — Pois é, só para ter certeza de que não irás falar nada mesmo. Eu corri até ela e antes que pudesse gritar esfaqueei seu estômago por 3 vezes seguidas. Deixei o corpo no mesmo lugar. — Descanse em paz... Senhorita Kori.

Deixei uma pequena cartinha dentro da boca de Kori, é um bilhetinho para os meus caros amigos detetives.