A mente de Sanrisa passara por sérias mudanças pouco a pouco, principalmente depois do assassinato de sua irmã mais velha. Para uma criança tão jovem ainda era difícil ter que carregar todo o seu sofrimento.

O padrasto era o demônio em pessoa, a mãe já não se importava mais e passava chorando pelos cantos, a pequena Sanrisa era maltratada na escola por sua doença. A pequena começou a sair mal na escola por causa de todas essas pressões sobre sua mente.

Teria de fazer algo para escapar desse inferno. E ainda manter sua mente limpa... Mas seria muito difícil ela se livrar dessa marca de infância, o tempo foi se passando e Sanrisa foi crescendo, agora ela com treze anos, ainda vivendo no mesmo terror real. O padrasto cada vez piorava mais a confronto de sua mãe...

A mulher já em desespero, não aguentando tudo isso, passou a corda entre a escadaria e se enforcou em frente a própria filha. A sua última palavra em frente Sanrisa foi "Siga-me".

Mas Sanrisa não queria deixar por passar a morte de sua irmã e de agora, sua mãe. Ela estava mais uma vez indo para a escola quando... Um bando de garotos mal humorados atravessaram a sua frente a observando.

– Quem temos aqui... Galera. A garota dos olhos coloridos. Haha — Ele riu de forma totalmente sarcástica como se zombasse da pequena.

– Me deixem em paz, seus idiotas. — Sanrisa os empurrou, mas logo um garoto afrente a parou. — UUUH a garotinha ficou irritada, sua monstra, veja sua diferença, como ousa ficar e atravessar nosso território? — Ela ficou em silêncio. Os garotos preparavam o punho quando um jovem surgiu os parando.

– Vocês não percebem o que iriam acabar cometendo? Deixem de querer ser o valentões e tomem vergonha na cara. — O jovem segurou Sanrisa pelo braço e a levou para a sala de aula, em meio, ele falou com ela mas Sanrisa apenas respondeu qual era seu nome e nada mais. O garoto se chamava Robert.

Na saída da escola ele a acompanhou para que os garotos chatos da sala ao lado não a seguissem. Sanrisa chegou a comentar sobre o que se passava em sua casa... Mas ninguém podia ajudá-la sobre isso.

Ao chegar em casa o padrasto já irritado por ela ter chegado tarde deu um tapa em seu rosto a mandando subir para seu quarto. A garota já irritada com isso. não foi ao quarto, se direcionou correndo para a cozinha a onde parou suspirando.

– Por que você está me desobedecendo? — Perguntou o homem super nervoso.

Sanrisa sem mais sem menos, pegou uma faca que estava em cima da mesa e apontou para ele o desafiando.

– O que você vai fazer?

A menina deu um sorriso insano, se aproximando lentamente do homem até que cravou a faca em seu ombro esquerdo e torceu fortemente, em seguida deu um chute em seu estômago o fazendo bater contra porta. "Isso é pela minha irmã". Ela pegou a faca e desferiu um corte em seu pescoço. " E isso... Pela minha mãe."

Em seguida Sanrisa ainda com raiva arrastou o corpo até o pátio cavando uma cova e jogando o corpo para o buraco bruscamente. Ela novamente riu e ficou um bom tempo sentada ao lado enquanto utilizava a faca, ainda fazendo cortes no corpo do padrasto. Assim que começou a chover, a água lavou o sangue de suas mãos e de seu rosto. já lavando também o corpo do padrasto. Ela aproveitou a chuva e com a terra molhada enterrou o corpo, voltando para dentro de casa.

A garota dessa vez deixou a faca na cozinha, e subiu as escadas até seu quarto, ela não dormiu e ficou olhando o som do relógio ecoar no silêncio profundo. Sua mente agora estava mais atormentada do que antes, e por não aturar mais os maus tratos ela estava disposta a matar todos aqueles que se atrevessem a fazer mal a ela. Era uma mudança de personalidade repentina...