A Melhor Parte de Mim

1 A Melhor Parte de Mim


Notas iniciais
Essa história é para uma amiga minha, Lua. Espero que você goste!

Eu levantei minha mão, acariciando o rosto bonito do meu marido adormecido. Marido. A palavra ainda soa estranha para mim, mesmo depois de um ano de casamento e três anos de namoro, antes de casarmos. Hoje faz exatamente um ano desde que eu disse sim e aceitei a Edward como meu companheiro para a vida toda, e mesmo que ele as vezes me tire do sério, eu não nunca, nem por um segundo sequer, me arrependi da minha decisão. Edward era, é e sempre vai ser a melhor parte de mim.

Edward suspirou e sorriu, empurrando seu rosto contra minha mão, que acariciava sua face. Senti minha cintura ser envolvida por um de seus braços e ser puxada a seu encontro. Eu sorri e lhe dei um beijo na testa. Ele abriu os olhos e por um segundo eu perdi o fôlego apreciando aquela infinitude de verde derretido. As vezes eu esqueço como meu marido é bonito e isso me choca, como na primeira vez em que o vi, a mais de cinco anos atrás.

— Bom dia, olhos lindos. — A voz de Edward pela manhã era a coisa mais deliciosa de se ouvir. Era rouca e macia e provocava reações em meu corpo que ele adorava me lembrar todos os dias quando fazia amor comigo pela manhã.

— Bom dia, raio de sol. — Eu sorri e recebi um beijo de esquimó. Edward me puxou contra seu corpo nu, afundando seu rosto no meu pescoço e o beijando. Ele estava, como sempre, pronto para me amar e eu queria mais que tudo amá-lo e ser amada.

— Já volto. — Ele me deu um beijo no pescoço e se afastou de mim.

Edward se levantou, ficando de costas para mim e se espreguiçando, alongando seu belo corpo. Ele deu alguns passos graciosos pelo quarto e entrou no banheiro. Ouvi-o resmungar quando fez xixi com uma ereção — esse é o tipo de coisa com o qual você acaba se acostumando em um casamento — e depois escovar os dentes. Em seguida, ele saiu do banheiro e veio se juntar a mim na cama novamente.

Envolvi meus braços em seu pescoço e o puxei para cima de mim. Ele veio de bom grado, ronronando em meu pescoço como um gato, deixando beijos quentes e molhados por todo ele, acendendo meu corpo, não que ele precisasse disso. Meu corpo permanece em um constante estado de excitação se Edward está por perto, achei que com o tempo isso diminuiria, mas apenas aumentou e continua a aumentar gradativamente, dia-após-dia. E isso é bom, pois Edward e eu somos insaciáveis.

— Tão cheirosa… — Sua voz tamborilou nos meus ouvidos causando sensações incríveis e já muito bem conhecidas por mim, mas que nunca deixavam de me impressionar com a facilidade com que eu era afetada por Edward.

Sua boca passou do meu ouvido para minha bochecha, rodeando ela com beijos, seguindo para a têmpora, testa, a outra têmpora, a outra bochecha, o queixo e então minha boca. Era um beijo lento e desejoso. Uma de suas mãos desceram pelo meu corpo, tocando, acariciando r apertando os lugares certos. Sua boca continuava sua deliciosa carícia na minha. Sua mão agarrou minha coxa, puxando-a para si, enganchando-a na sua bunda, do jeito que eu sei que ele gosta que eu faça. Em seguida o senti entrando em mim. Ele, mais uma vez, entrou no meu corpo, meu coração, minha alma, minha essência e todas as vezes eram mágicas, me fazia ver estrelas e clamar por ele, repetidamente.

Quando terminamos, ficamos deitados juntinhos, ofegantes e eu deliciosamente satisfeita. Dormi pouco tempo depois, com sua silenciosa carícia em meu quadril e cabelo. Acordei horas mais tarde com beijos por todo meu rosto e um delicioso cheiro de comida. Abri meus olhos e vi Edward debruçado sobre mim com um sorriso maravilhoso nos lábios.

— Oi, dorminhoca. — Ele disse com aquele delicioso sorriso. Eu sorri de volta e bocejei.

— Que horas são? — Me sentei na cama, puxando o edredom para me cobrir. Edward estava vestido.

— Uma da tarde. — Edward tirou os sapatos e se sentou na cama. Em cima do criado mudo havia uma bandeja recheada de comida.

— Hmm… Estou faminta! — Não perdi tempo e agarrei um pedaço de pão, mergulhei na sopa de camarão, que eu amava, e coloquei na boca. Gemidos involuntários escapavam nos meus lábios enquanto eu mastigava. Edward mastigava algo e dava ocasionais risadas. — Sopa de camarão. Acho que te amo um pouquinho mais. — Eu me aproximei, o edredom escorregou, se embolando no meu colo e me deixando nua da cintura para cima.

— Só um pouquinho? — Edward trouxe mais um pedaço de pão mergulhado na sopa para a minha boca. Eu abocanhei o alimento, lambendo seus dedos no processo.

— Um montão! — Eu disse e me inclinei sobre ele, beijando seus lábios. Me afastei e engoli o pão. Dei uma olhada na bandeja e além dos pães e da sopa de camarão havia arroz a parmegiana e frango frito. Minhas comidas favoritas no mundo. — Hm. Eu sou a mulher mais sortuda do mundo.

Edward riu e me serviu arroz, frango e alguns pedaços de camarão. Nós comemos na cama, dando beijos entre garfadas. Parecíamos um casal recém casado e apaixonado. Digo, um casal apaixonado nós somos, mas não mais recém casados.

Eu me recostei na cabeceira da cama, totalmente satisfeita em vários sentidos. Edward retirou a louça da cama e levou para a cozinha. Eu voltei a me deitar, disposta a curtir meu dia especial na cama e a trazer Edward para junto de mim. Com minha manhã animada e o almoço na cama, eu havia me esquecido — brevemente — da minha surpresa para Edward.

— Pode ir levantando, preguiçosa. Eu tenho planos para hoje. — Edward tirou do guarda-roupa uma pequena mala de mão e pelo barulho quando ela se chocou com o chão, estava cheia. Eu me apoiei nos cotovelos.

— Vamos para onde? — Perguntei genuinamente confusa. Não me lembrava de termos combinado nada.

— Uma pequena viagem surpresa. Vamos, levante. Quero sair antes das três. — Edward saiu do quarto e eu fiquei ali, confusa. — Isabella, não estou ouvindo o chuveiro! — Ele gritou da sala e eu bufei e me levantei.

Entrei no banheiro e liguei o chuveiro, entrando debaixo da cascata de água quente e relaxante. Passei sabonete pelo corpo, acariciando os lugares certos e sorrindo com as imagens que a minha mente criava cada vez que eu pensava no assunto. Eu também tenho uma surpresa, marido. Eu pensei sorrindo. Saí do chuveiro e fui escolher uma roupa, mas não sabia para onde íamos, então não sabia o que vestir.

— Edward, o que eu visto? — Eu gritei e logo ele colocou sua cabeça para dentro do quarto.

— Algo leve.

Assenti com a cabeça e coloquei um vestidinho soltinho e calcei rasteiras. Penteei os cabelos e os prendi em um coque, passei um pouco de maquiagem e caprichei no perfume. Edward gostava quando eu passava perfume. Peguei minha bolsa e coloquei o celular e o carregador e saí do quarto, encontrando Edward na sala, me esperando.

— Você está linda. — Edward se aproximou e me deu um beijo na bochecha e um cheiro no pescoço, eu me encolhi e ri quando sua respiração me fez cócegas. — E muito cheirosa. Podemos ir?

Eu apenas assenti e me deixei ser guiada para fora do nosso apartamento e para dentro do nosso carro, um Volvo SUV. Edward dirigia rapidamente pela cidade, até estarmos saindo dela.

— Para onde vamos? — Eu perguntei, olhando para ele, que tinha um sorriso no rosto.

— Surpresa. — Ele pegou minha mão e a entrelaçou com a sua, dando um beijo em nossas mão juntas. Cerrei os olhos. Eu não era fã de surpresas.

— Nenhuma dica? — Ele apenas negou, olhando fixamente para frente e com um sorriso de canto. — Bem, já que é assim… Eu também tenho uma surpresa. — Dei de ombros e virei o rosto para frente. Edward se virou para mim. Eu tinha a atenção dele agora.

— Surpresa? É mesmo? — Ele estava estranhando, mas gostando. Eu não era fã de surpresas e de rodeios, então Edward havia se acostumado com a Bella sem graça que fala tudo na lata.

— É sim. Mas você só vai saber… na hora. — Nem eu tinha certeza de que hora seria a hora. Estava nervosa e ansiosa por sua reação.

— Hmm… Que vença a melhor surpresa.

— A minha já ganhou. — Eu respondi muito confiante.

— A minha garota está confiante hoje. — Ele disse com um sorriso nos lábios. — Eu gostei.

O resto da viagem foi rápida e silenciosa, trocamos ocasionais beijos e nos provocamos sobre nossas surpresas. Edward diminuiu a velocidade até parar completamente no acostamento da pista. Estávamos no meio do nada.

— Onde estamos? — Eu perguntei olhando em volta.

— Quase chegando. Mas, antes de chegarmos lá, você precisa colocar isso. — Ele tirou um lenço do bolso e o balançou na frente do meu rosto.

— Ah… Edward… — Eu ia reclamar, mas o rosto cheio de expectativa dele me desarmou. Eu apenas suspirei e assenti com a cabeça e sua expressão mudou para um sorriso aberto.

Edward amarrou o lenço na minha cabeça, tampando minha visão e logo eu senti o carro voltar a andar. Era agoniante não saber para onde estava indo e pior ainda não poder ver nada. O carro começou a balançar e logo parou. Edward abriu a porta e saiu, me deixando para trás. Segundos depois, minha porta foi aberta e Edward me tirou do carro.

— Ta certo. Vamos lá, só mais um pouquinho.

Fui guiada por um gramado que fazia cócegas nos meus pés. Eu sentia o sol me aquecer, hoje era um daqueles dias raros em que o sol aparecer em Seattle. Nós paramos e uma porta foi aberta. A primeira coisa que senti foi cheiro de flores e de vela.

— Ok. Vamos lá.

Minha venda foi tirada e me deparei com um — familiar — quarto branco e marrom. O chão e a cama king size estavam recheadas de pétalas de rosas vermelhas e rosas. Haviam velas por todo o quarto, a única iluminação, com exceção do dia lá fora. A direita da cama havia um janelão com uma vista maravilhosa para um lago, onde o sol se escondia aos poucos. Não havia como me esquecer daquele quarto.

— Edward. É o quarto. — Eu me virei para encará-lo. Ele tinha um sorriso nos lábios, suas mãos estavam ao redor da minha cintura, acariciando-me. — Estamos na pousada? — Ele assentiu e deu um passo para dentro do quarto, me levando consigo e fechando a porta atrás dele.

Estávamos no quarto em que eu havia perdido a virgindade com ele, o mesmo quarto em que ele havia me pedido em casamento, a mais de um ano atrás. Eu sorri e agarrei seu pescoço, trazendo sua boca para a minha e lhe beijando. O beijo nos levou para a cama e logo estávamos nus e nos amando tão intensamente que eu perdia a capacidade de dizer meu próprio nome.

Quando terminamos estávamos ambos exaustos, suados e ofegantes. Me deitei no peito dele, tirando as pétalas de rosas que grudaram no corpo maravilhoso dele. Ele fazia o mesmo comigo, retirando pétala por pétala, arrastando seus dedos pelo meu corpo, tocando-me como um tesouro valioso.

— Esse negócio de pétalas de rosa não é tão romântico assim. Tem rosa até na minha bunda. — Edward quebrou o silêncio depois que nossas respirações haviam voltado ao normal. Eu ri e lhe dei um tapa no peito.

— Para. É romântico sim. — Beijei seu peito, onde eu havia lhe batido. Sua mão acariciou meu cabelo.

— Sim, é muito romântico ter flor no meio do rabo. Eu aposto que eu consigo achar algumas em você. — Sua mão escorregou das minhas costas para a minha bunda, eu ri e a tirei de lá.

— Edward, se comporta! Não arruíne o momento com a sua grosseria. — Dessa vez eu lhe belisquei nas costelas. Ele se contorceu e fez cara feia. Eu ri e lhe beijei.

— Você ainda acha que a sua surpresa é melhor que a minha? Melhor que esse sexo barulhento e suado que acabamos de ter? — Eu corei quando ele mencionou o barulho. Edward adora eu não controlar minha voz quando fazemos amor, ele diz que é autenticidade. Eu chamo de perversão.

— Hmm… Eu tenho certeza que a minha surpresa é muito — beijo — muito — beijo — muito — beijo— melhor que a sua. Mas sua surpresa foi muito boa, não fique chateado. — O beijei de novo. Eu não conseguia manter meus lábios longe dele.

— E onde é que está essa surpresa tão incrivelmente boa? — Ele perguntou. Certo, é a hora. Eu me sentei, puxando o lençol para me cobrir.

— Bem… a nossa surpresa talvez demore um pouquinho para chegar.

— Tipo quanto tempo? Cinco minutos? Você pediu comida? Puxa estou morrendo de fome.

— Um pouco mais. Talvez uns nove meses. — Eu toquei minha barriga instintivamente. Edward paralisou, seus olhos arregalados e expressão assustada. — Edward? Amor? Fala alguma coisa. — Comecei a me preocupar. Edward não é o tipo de cara que fica sem palavras tão facilmente.

— Nove meses? Você está…? — Ele não terminou a frase. Antes que eu me desse conta, ele estava sentado, suas mãos estendidas a centímetros da minha barriga.

Eu não disse nada, apenas assenti. Meus olhos se encheram de lágrimas. Eu puxei suas mãos com as minhas para a minha barriga. A mão dele me tocou por cima do lençol, o calor de sua palma atravessando o tecido e enviando ondas aquecidas para a minha pele. Fui pega de surpresa quando Edward puxou o lençol e me empurrou para baixo na cama, me deitando. Logo, ele estava no meio das minhas pernas, sua cabeça no meu estômago. Ele apoiou a testa na minha barriga.

— Um bebê. Vamos ter um bebê. — Ele disse contra a minha pele. Seu hálito quente me causando cócegas.

— Sim. Um bebê. — Eu disse baixinho, acariciando seu cabelo macio. Quando ele levantou o rosto havia lágrimas em seus olhos. Ele se arrastou por cima de mim, até nossas cabeças estarem juntas.

— Eu te amo. Te amo tanto. — Ele me beijou e eu sorri, lhe beijando de volta.

Ficamos assim, curtindo um ao outro e imaginando nossa pequena família crescendo dentro de mim. Nos amamos repetidas vezes, dessa vez lentamente, apreciando cada pequeno movimento, cada segundo era valioso.

— Bella. — Edward disse, depois do nosso terceiro round. A lua estava alta lá fora e já passava da meia noite. — Você estava certa.

— Sobre o quê? — Eu perguntei, tirando o cabelo úmido da testa suada dele.

— A sua surpresa foi a melhor.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!