A Melhor Festa do Ano

3 Gatos dos Estados Unidos sempre serão convencidos.


POV Stephany:


Eu estava levantando para ir ao banheiro quando começou a dar uma turbulência no avião e de repente um homem caiu em cima de mim ai eu comecei a gritar:


– TARADO, TARADO.TARADO!


Mas quando eu olhei direito vi que era um garoto mais ou menos da minha idade.


– Moça, me desculpe. E eu não sou tarado! Foi a turbulência! – ele disse e de repente eu fiquei completamente vermelha de vergonha.

– Ops :D Desculpe-me. Chamo-me Stephany , mas prefiro Teka. E você? – disse, tentando disfarçar.

– Prazer... Teka. Chamo-me Matheus.- os dois se sentaram nas poltronas novamente. Ele perguntou qual era o nome da menina sentada ao meu lado.

– Ah ela é minha amiga Larissa, nós duas viemos de São Paulo, para estudar em Harvard e você veio fazer o que aqui nos Estados Unidos?

– Que coincidência eu também vim para estudar em Harvard! – ele disse alegre.

– Nossa que legal, você veio fazer faculdade de quê?

– De Musica. E você?

– Eu e a Larissa vamos fazer de Design de moda!

– Que legal.

– Bom, agora eu vou ao banheiro. Espero que sejamos amigos.

– É tomara – ele disse com um sorriso malicioso.


Eu apenas dei um sorriso. Um sorriso normal :9


– Ah você tem celular? Ai agente pode se falar, e combinar de se encontrar alguma hora na faculdade. Gostei muito de você...

– Eu também... – eu disse, olhando no fundo dos olhos dele. Ah o telefone é 91630897... é para ligar mesmo em! – eu disse.

– Vou sim. – disso, me dando um beijo no rosto. Corei na hora.

– Bom agora vou indo. – disse sem graça.

– Tchau!

– Tchau – disse sorrindo e levantei novamente.


Entrei no banheiro, tranquei a porta e encostei na mesma. Fui descendo lentamente... até que senti o chão.

Eu não estava apaixonada. Era só... Eu estava apenas... An... Tipo anestesiada pelo perfume do Matheus. Pelo sorriso, pelo corpo musculoso... Pelos cabelos... Pelos olhos...

Levantei rapidamente do chão, e lembrei que a Larissa estava dormindo. E se acordasse, ficaria assustada.

Usei o banheiro rapidamente e sai.


POV Larissa.


Acordei com o grito da Teka.

– TARADO! TARADO! TARADO! – mas logo parou e parei de me preocupar.


Alguns segundos se passaram e eu não conseguia dormir. Senti que alguém se sentava na poltrona ao meu lado. Stephany. E ela conversava com um garoto...


– É pra me ligar mesmo em! – ela disse.

– Vou sim.


Eles se despediram e Teka levantou-se de novo.


(...)


Senti que Teka sentava-se novamente e sentei rapidamente.


– CONTA. TU.DO! AGORA! – eu disse alto. Alguns passageiros reclamaram e eu pedi desculpas.

– Conta o que garota? – ela disse.

– Nossa! Isso é jeito de me chamar Stephany Armistrong? – eu disse brava.

– Desculpa amiga. – sorriu amarelo. – Mas, amiguinha queridinha, melhor amiga do mundo inteiro: Conta o que? – ela exagerou.

– Exagerou agora em? Mas... Voltando ao caso. E ai? Quem era o garoto bonito?

– Você estava fingindo dormir? – ela me deu o seu famoso olhar mortal.

– É... Hihi... Mais me conta! Quem é o gatinho?

– É o Matheus! Amiga! Ele é um fofo! Ele me pediu o telefone. E eu dei né! Ai ele tem uns olhos lindos! E o cabelo preto! ELE É APAIXONANTE! – ela disse suspirando.

– IH! Amiga, acho que você está apaixonada... – eu disse.

– Ai Lari! Não começa! Eu não estou apaixonada. Disso eu sei. Ele vai ser um grande amigo! Disso eu posso ter certeza. – ela disse.

– Amiga! Acredite! Eu sempre tenho razão. – eu disse, pegando meu Ipod e colocando os fones nos ouvidos.

– Larissa Cristina! Tire esses fones de ouvido AGORA!!! – ela gritou e todos do avião olharam pra gente.

– Aeromoça. Essas garotas estão fazendo barulho de mais! – disse um velho rabugento bravo.

– Desculpe-me senhor. – disse a aeromoça, que parece que fez ‘Botox’ na boca, ou beijou muito na boca, A BOCA DELA É SUPER LARGA! – Queridas, podem ficar caladas? Os passageiros querer dormir. – ela disse, tentando ser simpática.

– Claro! – dissemos. Ela sorriu e se retirou. – Boca de Botox. – eu sussurrei e revirei os olhos.

– O que? – perguntou Teka.

– Nada. Vamos dormir agora. – eu disse pegando meu travesseiro e caindo no sono.


(...)


– Lari... Lari acorda... LARI A GENTE CHEGOU!!! ACORDA FILHA DE DEUS!!! – gritava Teka no meu ouvido.

– AI MEU DEUS! SANTA PACIENCIA VIU! QUE JEITO DE SER ACORDADA! – eu gritei. Olhei para os lados e havia poucos passageiros.

Chegamos.

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! CHEGAMOS! CHEGAMOS! – eu e Teka nos abraçamos e fomos pegando nossas pequenas malas que trouxemos com nós para o avião.


Fomos saindo do avião e se maquiando ao mesmo tempo. Não queríamos chegar na faculdade com a cara toda amassada.



(Letra and music: http://letras.terra.com.br/britney-spears/1837663/#traducao)


– Finalmente Teka! Chegamos aos Estados Unidos!

– Sim Lari! CHEGAMOS! FINALMENTE! PODEREMOS GASTAR, GASTAR E GASTAR! ESTUDAR, TRABALHAR! MORAR... NOS ESTADOS UNIDOS! LARI! VAMOS COMEMORAR NO MELHOR RESTAURANTE DOS ESTADOS UNIDOS! AGORA! ANTES DE IR PARA HARVARD! – gritava Teka, completamente feliz.

– AAAAH AMIGA! VAMOS SIM! PORQUE NÓS MERECEMOS! – eu gritei, e todos do aeroporto olhavam para a gente. E eu nem ligando. Abracei ela e gritamos iguais doidas.

– Vamos chamar o táxi – disse ela e fomos para a calçada, onde havia varias pessoas esperando por um táxi.

Demorou um pouco, mas logo pegamos o táxi e demos o nome do restaurante. Sim. Estudamos tanto sobre U.S.A, que sabemos até o nome do restaurante: La Piadina Cucina Italian. O melhor restaurante Italiano daqui.


(...)


– Lari, aquela comidas estava deliciosa, fala a verdade? – disse Teka.

– Com certeza.


Sentamos num banquinho da praça que estávamos andando, perto de uma pista de skates, que alias, lá havia cada garoto lindo...


– Lari? Lari! – alguém estralou os dedos perto do meu ouvido.

– Ai desculpa Teka. É que eu estava de olho naqueles garotos... Ou melhor... Naquele garoto... – eu disse suspirando, e olhando para um gato lindo maravilhoso, com os olhos castanhos, moreno, cabelo preto, corpo musculoso... Ele é... Perfeito. Mais eu tinha a sensação de já telo visto em algum lugar...

– Ele é lindo mesmo... – disse Teka, olhando sem piscar para o garoto.

– Epa! Esse já é meu, querida! – eu disse séria. Ela olhou pra mim séria também.


Ficamos nos encarando... Era sempre assim. A gente brincava de quem da risada primeiro, mas fomos interrompidas por um grito:


– Ah! SAI DA FRENTEEEEEE!


Sem saber o que fazer, nós gritamos e corremos, tropeçando e caindo no chão. Olhei para o banco, e o menino gato estava passando de skate em cima no banco, fazendo uma manobra bem radical.

Percebi que estava de boca aberta, e a fechei rapidamente. Levantei e ajudei a Stephany a levantar. Quando vi, ela havia feito um corte profundo na testa, e estava sangrando.

– Que foi Lari? – disse Teka sem entender.

– Você não está sentindo dor? – eu perguntei incrédula.

– Agora que você ta falando... Ai! – ela gritou de dor e colocou a mãe na cabeça. Quando a retirou, viu o sangue. O-OU. Ela não pode ver sangue! Ela vai...

– Ai Teka!!! – eu gritei, enquanto ela desmaiava.

– Ai MEU DEUS! EU MATEI A GAROTA!!! – gritou o gatinho desesperado.

– Calma calma! Ela só desmaiou. Não pode ver sangue. – eu disse calma, olhando no fundo dos olhos dele. Ficamos nos encarando por +/- um minuto, quando lembrei que minha melhor amiga estava desmaiada do meu lado com um corte na cabeça, e de pensar que a culpa foi desse gato. Mas ele vai ter que ouvir a minha fúria. – GAROTO! AONDE VOCÊ TA COM A CABEÇA DE PULAR DO NADA EM CIMA DE UM BANCO QUANDO SABE QUE TEM GENTE SENTADO NELE? OLHA AQUI O QUE VOCÊ FEZ COM MINHA AMIGA! ELA ESTÁ SANGRANDO? O QUE VOCÊ AINDA FAZ PARADO AI? VAMO CARA! AJUDA A MINHA AMIGA! – eu gritei igual doida no meio do parque, e todas as crianças e os skatistas que estavam lá olharam para nós dois.

– Olha! Desculpe-me! Mesmo! Bom... Vamos leva-la ao hospital mais próximo no meu carro... – ele disse se sentindo culpado. Viu, meus ataques de pelancas sempre dão certo.

– Ok. Cadê seu carro? – eu perguntei.

– Ali. – ele apontou.

– Ah meu Deus! Seu carro é... LINDO! – eu disse.

– É, eu sei. – ele disse sorrindo torto.

– Convencido. – eu sussurrei para mim mesma.

– Bom, posso carrega-la no colo ou você me ajuda a segura-la pelos braços? – ele perguntou.

– Olha, eu duvido muito que você aguen.... te. – eu disse de boca aberta. Ele a pegou facilmente no colo, sem nem respirar muito alto.

– Nossa, ela é leve. – ele disse, como se fosse normal.

– O que? Ela pesa 59 kg. E você fala que ela é leve? Poupe-me. – eu disse indo em direção ao carro dele.

– Garota, você é bem convencida. Alias... Agora que eu percebi, nós estamos falando português... Você é brasileira? – ele perguntou.

– Nossa... É verdade... – eu disse me tocando.

– É verdade o que? Que você é convencida ou que nós estamos falando português? – ele perguntou rindo e colocando Teka no banco de traz do carro dele.

– Idiota. Eu quis dizer que eu sou brasileira, e é mesmo, nós estamos falando português. – eu disse. – Você é brasileiro?

– Sou. Eu vim morar aqui nos E.U.A já faz uns 6 meses. Fiz intercâmbio e agora vou começar faculdade de música, que é meu sonho. – ele disse, sentando no banco do motorista e eu sentando no de passageiro. – Bom, qual o seu nome?

– Larissa Marie, mas prefiro Lari, e a minha amiga chama-se Stephany Armstrong, mas ela gosta de Teka. E você? – eu estava louca para saber o nome dele.

– Guilherme. Guilherme Roder. Prazer. – ele pegou a minha mão e deu um leve beijo na mesma.

– O prazer é todo meu senhor cavalheiro. – brinquei.

– Só estou fazendo o que aprendi com meu pai, querida dama. – ele disse rindo e girando a chave, e fomos em direção a algum hospital.

– Erm... Você é muito bom em skate sabia? Mesmo que aquela manobra tenha machucado minha amiga, foi muito boa! – eu disse olhando pra ele.

– Sim, eu sou MUITO bom. – ele sorriu olhando pra mim.

– Garoto você é muito convencido! – eu disse gargalhando.

– Brincadeira Lari. – ele disse. Intimo. Lari. Só amigos íntimos me chamam de Lari... Mas tudo bem. Quanto mais intimo melhor :9. – Eu aprendi tudo com meu pai. Ele já ganhou uns 30 troféus em competições. E algumas manobras eu aprendi com meu irmão... – ele dizia, mas logo ficou tenso.

– O que foi Gui? – eu perguntei. Intima também :D.

– Nada... É que... Ah deixa pra lá. – ele disse olhando direto pra estrada.

– Tudo bem... Não vou forçar você falar nada. Alias, não é da minha conta. – eu disse tensa também, olhando para a janela do meu lado.

– Tipo... Não fica brava ta? É que esse assunto me deixa muito... Sensível. Triste.

– Ta legal. – disse me virando. – Mas, todo mundo gosta de se abrir comigo. Acho até que vou virar psicóloga... Então, pode se abrir a vontade... Quando quiser.

– Obrigada. – ele disse olhando no fundo dos meus olhos. Ele começou a ir mais de vagar com o carro, olhando diretamente nos meus olhos.


Eu sabia qual era aquele olhar. Era o olhar de quando o garoto vai beijar a menina.

Ele foi chegando perto... Perto... E eu fui chegando perto também... Fechamos nossos olhos, nossos lábios se roçando um no outro...

FÓOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO.

Levamos um susto com a buzina, ele foi pegou o volante e voltou a ficar reto na estrada. (n/a: adoro ser estraga prazeres HAHA’ taparei).
Ficamos em silêncio até chegar no hospital.

Saímos do carro, e pegamos Stephany pelos ombros levando-a para dentro do hospital.


– Boa tarde. – ele disse para a recepcionista, que olhou para nós. – Nossa amiga aqui caiu no chão, bateu a cabeça e fez um corte profundo, e está sangrando muito... Vocês poderiam fazer alguma coisa?

– Claro. – ela disse. – Ela já consultou aqui alguma vez?

– Não, ela é nova na cidade.

– Então preciso de RG, cpf e o numero de telefone dela.


Peguei a bolsa de documentos da Teka e entreguei o que a recepcionista pediu.


– Qual o telefone? – ela perguntou e eu respondi. (n/a: é claro que ñ vou falar o numero de telefone dela neh). – Pronto, agora é só esperar sentados ali, olhando atentamente para o painel.

– Ok.


Pegamos Teka pelos ombros e levamos ela para o banco de espera.

Peguei a sua mãe e sussurrei em seu ouvido:


– Vai ficar tudo bem Teka.

– Nossa, vocês são bem amigas em. – disse Guilherme.

– Sim... – eu disse me virando pra ele.- Nós somos. Muito.

– Eu tinha um amigo assim... Ele se chamava Vinicius. Vinicius Gabriel.

– E o que aconteceu com ele?

– Ele... sumiu do mapa.

– Como assim? – disse confusa.

– Ele sumiu sabe. Sem nem avisar ninguém, ou dar um adeus. Nós tínhamos apenas 14 anos. Os pais dele ficaram aflitos, mas com o passar dos anos, eles começaram a pensar que ele já havia morrido...

– Caraca. E deis de então vocês nunca tiveram noticia?

– É... – ele disse, e ficou tenso. Percebi que uma lagrima desceu pelo seu rosto.

– Ei! Pegou meu ponto fraco. Não gosto de ver as pessoas chorarem.

– Eu não estou chorando Larissa. – ele disse virando o rosto na outra direção.

– Ah seu bobo. Vem aqui. – eu ri e abracei ele.


No começo ele se assustou, mas ele se virou e devolveu o abraço.


– Obrigada Lari... Você é uma ótima amiga. Stephany tem muita sorte.

– É, ela tem. – eu ri.

– Convencida. – ele riu também.

– Senha 132. Sala 5.

– Vamos. – levantamos e em seguida pegamos Teka pelos ombros novamente e fomos à sala 5.


Notas finais
[LARIIH_SWAN]oii, tudo bom leitoras?espero qe sim.Gostaram do primeiro capitulo?BJS E DEIXEM REVIEWS EM!