Jesse estava se mostrando um ciumento terrível e eu não gostei nem um pouco, mais poucos dias depois da nossa briga a situação se inverteu. Tudo começou na festa que meu meio-irmão Dunga tinha feito. Ele chamou todo o pessoal popular da nossa escola, apesar disso não incluir os meus amigos Cee Cee e Adam, eles foram como os meus convidados, assim como o Jesse.

Assim que a festa começou milhões de garotas não tiravam os olhos de Jesse e não paravam de dar em cima, isso me deixava extremamente estressada. O pior é que elas já estavam cansadas de ouvir minhas indiretas falando que ele era meu namorado, mas pareciam nem ligar. Enquanto ao Jesse... Ele não dava a mínima pra elas e nem para mim. Parecia mesmo que a nossa pequena briguinha tinha sido um grande fardo para ele. Eu preferia milhões de vezes que ele ficasse sem falar comigo do que a ignorância dele que eu tinha que suportar todo dia. Para piorar o Paul chegou à festa com a Kelly quase em pendurada no seu pescoço.

– Eu vou pegar algo para beber – Falou Jesse para mim deixando-me sozinha com Adam e Cee Cee.

– Tudo bem – Respondi.

Assim que o Jesse saiu a Cee Cee me puxou para o canto e perguntou:

– Tem alguma coisa acontecendo entre vocês?

– Sim.

– Mais o que?

– O Paul está acontecendo.

– Suze...

Infelizmente Cee Cee foi interrompida pela Kelly, que se meteu na conversa.

– Ei garotas, festa legal, não?

– Demais – Falei com um falso entusiasmo.

– Serio? Eu e o Paul estamos tão feliz juntos, agente se ama.

– Nossa que legal – Falou Cee Cee.

– Não é legal Suzannah?

– Demais.

– Bom, mais se eu fosse você eu teria mais cuidado – Falou Kelly.

– Por quê?

– Parece que a menina nova está interessada no seu homem.

E foi quando eu me virei e vi a Alice se atirando em cima do meu namorado. Aquilo simplesmente me deu nos nervos. Alice, tinha se transferido da HSFF, um internato na Flórida. E apesar de ser nova já tinha muitos pretendentes, mais ela tinha que escolher o meu?! Alice já era popular, além de ser muito bonita, mais era uma enorme vadia.

– Se vocês me permitem – Falei saindo de perto das garotas. – Eu tenho uma vadia para bater.

Já longe das meninas peguei um copo de Coca-Cola e cumprimentei Alice.

– Oi Alice, tá gostando dá festa?

– Estou amando, seu irmão sabe mesmo como dá uma festa. E você?

– Não estou gostando não.

– Por que amiga? – Falou Alice.

Amiga? Amiga? Ela é louca ou bateu a cabeça muito forte quando era bebê. Ela estava dando em cima do meu namorado na minha casa e na minha frente, e ainda me chamou de amiga. Eu realmente não sei o que me deu nesse momento, mais tudo que eu queria era ferrar a cara dessa vadia.

– Por que tem uma vadia dando em cima do meu namorado – E joguei o copo de Coca na cabeça dela.

Toda a festa parou para olhar para o que eu tinha feitos, muitos riram, outros só ignoraram. Alice, porém começou a me xingar de nomes que prefiro não citar, mais, pelo contrario eu só fiz ignorar.

– Suzannah porque você fez isso? – Perguntou Jesse pasmo.

Bom, eu podia simplesmente dizer: esse era meu momento de ciumenta. Eu não sabia o que tinha dado em mim, mais eu só joguei nela. Não foi uma coisa que eu pudesse impedir.

– Porque me deu vontade.

– Por que te deu vontade? Suzannah quem é você?

– É sim porque me deu vontade – Gritei.

E foi nesse momento que a diversão da festa voltou para agente de novo.

– Suze, se acalma. Sobe lá para cima, depois você resolve isso – Paul sussurrou no meu ouvido.

– Suze... – Falou Jesse.

– Venha comigo, eu vou precisar de um amigo por perto. – Falei para Paul.

– Qualquer hora – Respondeu.

– Suze... – Falou Jesse me seguindo.

– Porque você não fica ai, consolando a Alice. Tchau Hector – Falei.

Chegamos ao meu quarto e eu liguei a luz e me deitei na cama.

– Você está melhor? – Perguntou Paul.

– Estou assim, aquilo foi só...

– Você sendo ciumenta.

Não pude deixar de rir e ele também.

– Você e Jesse, um verdadeiro drama.

– É mais não existe um grande amor sem isso.

– Sim, existe. E se chama amor saudável.

– Dê um exemplo.

– Eu e a Kelly.

– Na verdade isso se chama interesse.

Paul começou a rir, mais foi interrompido pela a batida na minha porta. Sem esperar minha autorização a pessoa, que vinha a ser a Kelly, entrou.

– Você deu um belo show lá em baixo Suze.

– Eu sei Kelly.

– Realmente pegou aquela vadia.

– Peguei.

– Você é muito ciumenta Suze.

– Eu não me considerava assim até o fato ocorrido hoje.

– Então agora você entende como eu me sinto em você está sozinha no seu quarto com meu namorado.

– Paul e eu? Bom, eu ficaria despreocupada se fosse você.

– Meninas não briguem por mim – Falou Paul rindo. – Mas realmente Kelly não existe nada entre eu e Suze. Só queria ficar sozinho com ela, estamos conversando.

– Tudo bem.

O mundo pode acabar amanhã, porque a Kelly foi gentil e compreensiva. Porém o mundo realmente parecia está de cabeça para baixo, porque eu tinha bancado a namorada ciumenta hoje e a chata da festa.

Paul se sentou ao meu lado na minha cama e botou a mão no meu pescoço.

– Eu nunca consegui te esquecer.

– Lembra do que você acabou de falar para a Kelly?!

– É, eu lembro – Falou rindo. – Mais isso não muda os fatos.

Paul era um romântico nato, disso eu tinha certeza. Ele acariciou meu rosto e me deu um beijo na testa e falou:

– Eu vou te esperar, por quanto tempo seja necessário.

E me beijou.

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Notas finais
Estão gostando? Bom... comentem !!