A Matemática do Prazer
1 - Show de Potência
Notas iniciais
POV Elena
Meu celular vibrou sutilmente sob o travesseiro, me acordando em sobressalto. Olhei para o lado e Elijah dormia tranquilamente, somente de cueca em minha cama revirada. Ontem ele havia dormido aqui. De novo.
Levantei devagarzinho, para não mover a cama, e peguei silenciosamente o pente na cômoda ao lado, andando nas pontas dos pés para o banheiro. Eu ficava horrível de manhã. Principalmente meu bafo de dragão e meu cabelo de piaçava.
Escovei os dentes duas vezes, uma garantia de não estar com o meu mau hálito matinal, lavei o rosto com sabonete anti-oleosidade, tirei as remelas dos olhos que me incomodavam logo pela manhã e passei rímel três vezes em cada olho, proferindo um volume sutil a meus cílios negros. Passei desodorante roll-on de lavanda e meu perfume da Victoria Secret com cheiro de amoras.
Penteei cuidadosamente meus cabelos, retirando todos os nós e o deixando impecavelmente lisos. Amarrei a barra da blusa xadrez vermelha que usava, abrindo os dois primeiros botões, mostrando o começo de meus seios sem sutiã e permaneci de calcinha preta fio dental.
Caminhei até a cama lentamente e depositei o pente na cômoda novamente, me deitei arrumando o cabelo ao meu redor, fazendo uma posição que julgava sexy e fingi dormir novamente esperando que ele acordasse.
Fiquei contando números primos enquanto o esperava. Em torno de sete ou oito minutos depois ele bocejou e se espreguiçou. “Opa! Minha deixa!”
– Ah! – fiz som de quem está acordando e me espreguicei um pouco. – Bom dia! – falei com voz de sono.
– Bom dia! – Elijah se virou para mim e sorriu. – Você é tão linda de manhã! – ele disse me avaliando por completo.
– Sou? – sorri de volta amplamente. Ele assentiu. YES! – Obrigada Eli. – falei olhando para seu peitoral desnudo, apreciando um pouco a vista. Até que ele era gostozin. Sorri com malícia e olhei em seus olhos. – Vou fazer o café da manhã.
Ele assentiu e eu me levantei rebolando sensualmente em direção à cozinha do meu apartamento, senti seu olhar queimar em minha bunda enquanto desfilava de calcinha pela casa. Ouvi a porta do banheiro se fechar e ri internamente.
“Era Elijah o vegetariano?” Pensei comigo mesma, com um pacote de bacon e um de hambúrguer de tofu nas mãos. É, acho que sim!
Fritei o hambúrguer enquanto pegava o leite de soja e colocava em um copo e leite integral, em outro. Pareciam idênticos para mim, não entendia a diferença, mas dane-se. Fiz uma salada rápida e temperei com azeite e sal. Coloquei o hambúrguer por cima e me virei para pegar os copos quando ouvi ele me chamar.
– Elena, muito obrigada pela noite. – ele falou rapidamente enquanto colocava a camisa de hippie, desembolando alguns cordões de maloqueiro e calçava os chinelos. – Foi maravilhosa, mas eu tenho que... – ele parou para me olhar que estava estendendo um copo para ele, com um sorriso um tanto afetado por sua atitude enquanto o observava.
– Eu preparei hambúrguer de tofu, salada e leite de soja para você. – tomei um gole do copo com leite normal e deixei escorrer um pouco por meu pescoço em direção ao meu decote. – Quer um pouco? – perguntei com a voz atrativa e rouca enquanto assistia seu olhar acompanhar as gotículas escorrerem por entre meus seios.
– Q-qu-quero! – ele falou largando suas coisas de qualquer maneira e se sentava, começando a comer esfomeadamente. “Nossa! Guloso!”
Sorri para ele me sentando ao seu lado e comendo a salada toda enquanto ignorava o hambúrguer nojento no prato. “Odeio tofu! Tem gosto de papel machê!” Comemos mais um pouco e ele estava em silêncio.
– Sabe. – comecei como quem não quer nada. – Nesse fim de semana é aniversário da minha mãe e eu queria... – ele me olhou e interrompeu.
– Elena, você é gostosa. Realmente gostosa. – ele enfatizou me olhando e eu sorri lisonjeada. – Nós transamos algumas vezes e...
– 14 vezes parece ser um bom número? – perguntei irônica, profetizando quais palavras viriam a seguir. Ele estava me dando um fora.
– Mas! – ela falou mais alto que eu, ignorando a minha pergunta. – Eu acabei um namoro de dois anos com a Lexi recentemente.
– Isso tem mais de onze meses, Elijah. – Eu o cortei e ele me olhou de lado.
– Só que foi traumatizante. – ele dramatizou colocando uma mão sobre seu peito, eu rolei os olhos. – Não sei se estou pronto para algo sério agora. – acrescentou baixo. Bufei.
– Ah, mas ontem parecia seríssimo, não acha? – perguntei brava. – Principalmente na parte em que eu estava de quatro na cama.
Ele sorriu sacana, esquecendo-se de manter a fachada de homem ferido e cortou mais um pedaço daquela gororoba vegetariana colocando na boca.
– Talvez pudéssemos continuar como estamos... – ela falou malicioso.
– Então você que transar sem compromisso? – perguntei esperando uma negativa. Ele me olhou de cima a baixo, parando os olhos em meus seios e em minha calcinha por alguns instantes.
– Exatamente! – ele sorriu abertamente para mim e eu finquei o garfo naquela droga de hambúrguer com gosto de bosta. Sorri ironicamente para ele. – Não é como se tivéssemos algo antes.
– Está falando sério? – eu perguntei chocada.
– Sim. Te foder é bom! – ele falou animado enquanto continuava a comer a porcaria de comida vegetariana de trinta dólares às minhas custas. Fechei os olhos em fendas mortais, pura fúria. “Como assim?”
– Você não falou isso! – murmurei friamente.
– Por que não? – ele me olhou, confuso.
Levantei rapidamente enquanto o arrastava pela a orelha até a porta violentamente. Eu estava possessa!
– Ai, Elena! Está doendo! – ele chiou, reclamando.
Abri a porta com força e o joguei para a fora.
– Esta é a intenção! – respondi enquanto voltava ao corredor recolhendo tudo que lhe pertencia e levando à entrada, jogando suas tralhas no hall.
– M-mas... – ele falou.
– Escuta aqui Elijah! – falei sério e baixo e ele arregalou os olhos de sua posição no chão. – Eu não sou uma puta! Se quiser comer alguém quando bem intender, sugiro que vá à esquina e procure uma que esteja disposta a arreganhar as pernas para você. – falei apontando o dedo para a cara dele que me olhava atônito. Era totalmente desrespeitoso o modo como ele insinuou que sou uma qualquer.
– E-eu... – seu tom vacilou algumas oitavas.
– Calado! – gritei o interrompendo de primeira. – Tenho certeza que até uma prostituta vai concordar comigo, quando você enfiar esse palito de picolé minúsculo nela, que não dá nem pra sentir tesão com você. – ele se levantou todo atrapalhado.
– Ma-mas... – gaguejou novamente ainda me olhando como se não me conhecesse.
– VAZA DAQUI, DISCO ARRANHADO! – Urrei fazendo com que ele pegasse suas coisas, se levantando. – Vá fazer remix na puta de pariu, seu gago da desgraça! – estava tão emputecida com ele que até estava inventando palavras para descrever meu estado.
Neste instante escuto o chiado da porta do vizinho abrindo. Ignorei completamente e continuei a dar bons nomes ao homem em minha frente.
– Para o inferno seu veado mal comido! – Esbravejei e ele foi em direção à escada todo atrapalhado, eu avancei para fora o seguindo, pouco me importando em como estava vestida no meu atual estado de descontrole. – E aproveita para ir à farmácia procurar um Viagra para tu, por que seu pau não faz nem cosquinha de tanta impotência, seu punheteiro do caralho! – vocifero me inclinando sobre a mureta de proteção da escada e gritando para o andar de baixo enquanto ele descia a escada de três em três degraus, quase caindo.
Ouvi uma risada trás de mim e me virei furiosa para ver quem estava se divertindo com a minha situação estressante.
– Acho que deveria procurar um homem de verdade, neste caso. – falou o dono da voz despreocupadamente rouca e sexy, me olhando carnalmente, com muita malícia em seu sorriso ofuscante.
– Obrigado pelo conselho não solicitado! – informei, irritada, focalizando os olhos no meu vizinho, não tinha o visto, mas sabia que tinham se mudado para o apartamento do lado há duas semanas. Só sabia que todo dia de manhã ouvia as diferentes vozes femininas gritando que ele era um canalha. Um puto de um canalha gostoso!
Meu queixo perdeu a força e quis ir ao chão quando olhei para ele. A única coisa que ocultava seu corpo da minha completa visão era um pano-de-prato sujo de graxa escrito: “MAD POWER”, que era posicionado em frente ao paraíso que deveria estar entre suas pernas.
Observei as coxas fortes, a virilha definida, subindo para a barriga torneada, pelo peito rígido e pelos braços bombados que saltavam os músculos másculos que capturavam minha atenção especial pelos arranhões vermelhos que tinham. Abanai-me, Jesus!
“Êh potência!” Pensei abestada enquanto ele sorria aprovando minha reação. Ele abaixou e pegou o jornal a seus pés e desejei ser o bolo de papel impresso para sentir sua mão ao meu redor. Oh!
Balancei a cabeça, recuperando a consciência, e pousei o olhar com menos luxuria em seus olhos azuis carregados de diversão.
– Sou Damon. – Ele falou com um sorriso de lado e usou a mão que segurava o jornal para segurar o pano e me estendeu a outra, aquela que provavelmente ele tinha passado em seu brinquedinho, que estava me tentando a olhar. Inegável como essa mão era sortuda!
– Sou Elena. – respondo simplesmente, decidi me fingir de difícil e não peguei sua mão para cumprimenta-lo, mesmo louca para fazê-lo e averiguar por mim mesma se ele tinha a pegada firme que aparentava. Ele sorriu, como se soubesse de minha tática.
– Então, Elena, o que ele te fez para te fazer esquecer as calças? – seu olhar queimou em minha cintura e abaixei minhas vistas corando violentamente percebendo que ainda estava só de calcinha preta e blusa xadrez aberta que quase mostravam meus seios, exatamente como mais cedo. Fiquei irritada por ele conseguir me deixar constrangida tão facilmente.
– Provavelmente o mesmo que fizeram com você, porque parece que não sou a única que esqueceu calças aqui. – falei arqueando sugestivamente a sobrancelha para o seu pano-de-prato e ele gargalhou.
– Mulher arisca, pelo visto... – ele comentou dando de ombros, me fazendo observar como seus músculos se moviam. O filho da mãe era tesão ambulante!
Antes que pudesse responder algo ou limpar a baba que certamente estava escorrendo da minha boca, ouvi uma voz feminina chamar manhosamente o nome dele, o fazendo olhar para trás me dando uma linda visão de sua retaguarda deliciosa. “Oh lá na minha cama, hein?” Pensei atordoada. Pena que já tem companhia.
– Já estou indo hã... Gatinha! – Ele falou e eu comecei a rir, ele claramente nem sabia o nome da mulher que estava com ele. Ele se virou para mim novamente e sorriu. – Bom, até mais, Elena. – ele falou meu nome sedutoramente, como se apreciasse cada letra com seus lábios e acariciando as sílabas com sua voz. Arrepiei. – Espero te encontrar sem calças mais vezes. – ele gargalhou. Merda, ele não vai me fazer corar novamente! Resolvi dar uma responder espertinha.
– Igualmente, Damon. – olhei descaradamente para ele, sussurrando seu nome de maneira provocante e lhe lancei meu melhor sorriso enquanto me virava e caminhava lentamente para o meu apê, cada passo era uma quebrada de quadril, ciente de cada movimento. Senti seu olhar em minhas costas – mais precisamente em minha bunda – enquanto me deliciava com sua gargalhada envolvente.
Fechei a porta e me abanei, relembrando detalhadamente de todo seu corpo exalando sensualidade até imóvel. Meu dia que parecia arruinado ganhou um sorriso ofegante de mim, devido à conversa inusitada que agora pouco. Enquanto eu ia para o banheiro me arrumar para ir trabalhar, seriamente excitada com o meu vizinho-perdição, ponderava minhas opções de alívio imediato. Acho bom eu ir verificar as pilhas de meu vibrador!
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