A Matemática do Prazer

8 - Automorfismo da Bebida


Notas iniciais
Hello gente! u.u Bom, não deu para responder os comentários ainda, mas irei e espero que em breve.Bem-vindos novos leitores, logo falo com vocês quando responder os reviews! =DNoticia: Próxima semana não sei se dará para postar algo, por causa do bombardeio (e não, não são com bombas reais, são com provas e trabalhos).Pois é! Mas espero que gostem do capítulo! - Boa leitura!

Comecei a rir como louca enquanto conversava com as meninas e bebia mais, atraindo vários olhares zombeteiros e reprovadores com isso. O rosa do vestido de Car chamou minha atenção quando ela colocou o primeiro pé para dentro do salão me despertando um sorriso animado ao vê-la, mas ele durou por mais uma fração de segundo quando visualizei quem era o homem que passava o braço por sua cintura ao caminhar ao seu lado. Klaus...

Ele fora o número oito pelo o que me recordo, mas não confiava muito em minha mente embriagada neste instante, mas eu o reconheceria em qualquer lugar. Klaus era britânico e carregava aquele “quê” elegante, mas me traiu com uma menina pelo pior motivo que ouvi falar na história.

Não acreditava ser possível revê-lo, mas ali estava ele e agora eu observava seu olhar passear a minha direção. Deus o que eu fiz para merecer tal punição divina? Ele paralisou por um mísero segundo, mas se recompôs facilmente com um sorriso afetado para mim que virei meu olhar para Caroline alheia a nossas reações.

Virei de vez o copo de tequila e sorri amplamente para eles. “Seja forte, Elena, finja que ele não existiu e sequer o conhece! Vai dar tudo certo!”, recitei mentalmente enquanto o olhava de soslaio analisando-o. Cara, ele estava mais definido e gostoso. “Ok assumo que ele existiu, e como...”, lambi meu lábio inferior sorvendo os resquícios da bebida e o mordi recordando do fogo que sentia com ele, com muitas partes dele, mas que era físico apesar de tudo.

Com meu nível de embriaguez subindo, eu já mal me recordava do decoro e do motivo de que não poder ter mais noites como as que tive com Klaus; tarefa árdua com álcool que só me incitava à loucura. Deus me guie, por que a partir de agora eu estou abandonando o mapa da sanidade.

Pedi outra rodada de tequila e mandei ver com Rebekah me acompanhando e Meredith observando com sua taça de vinho a mão. Senti os seus passos próximos a nós e em seguida minha loira pulou em meus braços.

– Lena! Bekah, Mer! Como está a festa? – ela perguntou animadíssima.

– Mais pra lá do que pra cá, se me entende! – Bekah franziu o cenho enquanto cruzava as pernas e enquadrava ao longe um rapaz que mandou um Martini para ela que sorriu sedutoramente.

– Hum, sua mãe convidou o clube da terceira idade para a festa? – assenti. – Pode deixar que daremos um jeito nisso.

Sorri para ela.

– Obvio que sim. Mais meia hora e faremos isso se tornar uma boate. – pisquei marota para ela ignorando ao máximo o loiro pairando próximo a ela.

– Ou podemos ir para uma de verdade. – sorriu faceira e concordei rindo. – Ah Lena! Que falta de educação a minha, este é Klaus... – puxou o loiro um tanto envergonhado para seu lado. – Meu namorado.

– Olá! – cumprimentou olhando-me bem. – Prazer, Elena.

– Oi Klaus, como vai à menina da meia-calça purpurinada? – questionei irônica.

– Wou, wou! O que é isso? Vocês se conhecem? – Car nos olhou surpresa. Bekah e Mer olhavam atentas. Klaus era um dos casos que tive “escondido”, pois nem tive tempo de falar dele para minhas amigas com o namoro de três semanas que tivemos.

– Talvez! – ri um pouco. Virei-me para Caroline e sussurrei para ela em tom confidente. – Cuidado, ele pode machucar seus mamilos! – pisquei para ela e me girei sobre o banco alto em direção a mesinha em que estávamos para chamar novamente o garçom, todo este reencontro estava me deixando demasiado lúcida para meu gosto, deixando Klaus com a bomba que era a curiosidade de Caroline e me pus a animar com Rebekah.

Ela era uma festeira nata, Mer era mais pacata, por isso eu tinha amigas de ambos os lados da sanidade mental, pois era a intercessão entre estes dois estados de espirito. Mas agora eu estava confusa, sensível e confesso, transtornada com os últimos acontecimentos de minha vida, e me martirizar por eles era o que eu menos queria.

Não percebi Car e Klaus desaparecerem, mas não os vi mais, acho que foram conversar. Segui Bekah até o mestre de cerimônia e o seduzimos levemente para o convencermos a arriscar seu emprego colocando Britney Spears para tocar, porém em versão acústica – ele não foi corajoso o suficiente para por algo explicito – e eu já estava mal discernindo as coisas. Muitos velhos começaram a ir em bora, mas só parei de rir e beber quando a atenção dos presentes foi requerida para o discurso e o anuncio do noivado oficial.

– Gostaria de chamar minha irmã, Elena, para nos dizer algumas palavras sobre meu noivado com Stef. – ouvi a voz de Kath e só pensei uma coisa: Fodeu!

Não conseguia acessar o lado cognitivo de meu cérebro e por isso mesmo que me levantei sorrindo e segui cambaleando até o centro do salão com uma garrafa que não identifiquei o conteúdo, na mão.

Avistando todos os rostos fixando-se em mim enquanto Kath sentava-se ao lado de Stefan; encarei todos os presentes, em especial minha mãe que me olhava feio e alguns convidados com sorrisos zombeteiros e irônicos, outros divertidos entre os que sinalizavam prestar atenção em mim e isso não me incomodou, nada me abalava em meio a meu nível de alegria proporcionado por meus amigos com elevado teor alcoólico.

Os rostos familiares como Jer, Bonn, Bekah, Mer, agora encontrando Car e Klaus, além de minha mãe, Kath e Stefan em meio aos demais que me importavam de nada e vi uma câmera filmadora entre elas, sorri gesticulando com a garrafa em sinal de brinde e despertei algumas gargalhadas. Enfim abri minha boca para começar.

Por que fui fazer aquilo? Ah, claro! Sou burra.

– Quando a Kath me contou que estava namorando com o Stef eu quase não acreditei. Eu disse: Stefan Salvatore? O nerd que você saiu no fundamental? – Kath me olhou estranhando e Stef corou e riu nervosamente. – Ele era o maior nerd de todos, pior até que o ‘mãos de bebê’! Vocês lembram-se dele, não é? – perguntei para Bekah, Bon-Bon e Mer que assentiram rindo. – Mãos de bebê! – repeti rindo. – Vocês sabem como o Stef deu um fora nela na oitava série quando foi para a França fazer intercambio? Ele começou a sair com a melhor amiga dela! Bekah levanta aê! – incentivei e Rebekah acenou fazendo uma cara de ‘não acredito no que você está fazendo’ apontei para ela com a garrafa de vodka que estava na mão esquerda e ri. – Mas... – minha voz enrolou e eu pigarrei para falar coerentemente. – Mas... Quando Stefan viu Katherine na reunião de pais e mestres no primeiro dia do segundo ano do ensino médio, percebeu que cometeu um grande engano. Sem querer ofender Rebekah! – ela fez um ‘joia’ com a mão e sorriu tranquila e Stefan sorriu envergonhado para Kath.

– E agora o Stefan é incrível, parece outro cara! Apesar de ele ser exatamente o mesmo cara... – ri de meu trocadilho idiota. – Meu Deus! Eu queria ir a essa reunião, mas eu estava deixando a franja crescer. Eu tô sempre deixando a franja crescer! Nunca tenho franja. – falei séria. O motivo real era que eu não gostava de ir às reuniões de ostentação que minha mãe arranjava, mas a minha desculpa oficial era a franja. – Bom! A Katherine e ao Stefan! – falei em uma nova animação levantando os braços ao ar e vendo um homem velho próximo a mim prestes a me conter e choquei minha garrava com a sua taça na intenção de começar um brinde, mas resultou em cacos do copo de cristal espalhados para toda parte. – Desculpe. – murmurei para o senhor.

A maioria me seguiu sem graça no brinde e eu ri olhando a volta para as pessoas mais jovens ou meus amigos que riam comigo e Stefan que ria para uma Katherine desconsertada, disse que estava tudo bem para ela e se virou piscando para mim e fui abraça-lo.

– Cheia de surpresas hein, Lena? – ele falou para mim me abraçando.

– Não estava men-mentindo! – respondi tomando de minha garrafa e sentindo a dificuldade na fala.

– Seja o que for que a levou a beber assim, eu espero que tenha esquecido. Porque até do discurso chato que sua mãe fez você decorar durante semanas e semanas, você esqueceu! – riu comigo.

– Eu não iria falá-lo de qualquer forma, tinha escrito outro, mas o perdi em algum lugar entre a hora que entrei aqui, e agora. – Dei de ombros para ele que meneou a cabeça com diversão aos olhos, me livrei e seus braços indo até Kath e a abraçando pedindo, debilmente, desculpas por qualquer coisa que tenha falado, em vão, pois tudo que falei no discurso deu em merda!

Afastei-me desfilando até o bar improvisado para pedir outra garrafa, pois a minha já estava quente. Continuei a rir de qualquer coisa e algumas pessoas me davam os parabéns pelo discurso. E mesmo bêbada conseguia notar a falsidade nelas.

Muitas pessoas foram embora depois disso e minha mãe nem me olhou na cara ou algo similar, sequer para me passar a bronca que mais sedo ou mais tarde tomaria. Só restou a “trupe do barulho” composta pelo pessoal festeiro e os amigos de Stefan ou de Katherine, não deu outra além de nos juntarmos para irmos a alguma boate em New Jersey ou o que seja, já que não prestei muito a atenção no que disseram enquanto decidiam, somente entrei no carro de alguém que não me lembro, e fui... Para não sei onde, fazer não sei o que, mas que envolveria beber e, sem duvidas, curtir.

[...]

Balancei meu quadril no ritmo inicial da música que começou a atrair os olhares de todos para a louca com microfone em cima do balcão do bar. Prazer, eu!

– At first, I was afraid, I was petrified. Kept thinkin' I could never live, without you by my side, but then I spent so many nights. Thinkin' how you did me wrong. And I grew Strong. And I learned how to get along. (No início, eu estava com medo, fiquei paralisada. Continuava pensando que nunca conseguiria viver, sem você ao meu lado, mas então eu passei muitas noites, pensando como você me fez mal. E eu me fortaleci. E eu aprendi como me arranjar).

Fiz cara e bocas no karaokê enquanto via a atenção de todo o bar voltar-se a mim. Não fazia ideia de como, mas eu ainda estava conseguindo cantar; falar sem engolir a própria língua já era um desafio, as tequilas não me ajudavam! Sorri desfilando em cima do balcão e descendo até poder me sentar nele fazendo biquinho para Anthony e pisquei fazendo-o rir ainda mais.

– It took all the strength I had not to fall apart, end trying hard to mend the pieces, of my broken heart. (Foi preciso toda a força que eu tinha para não cair em pedaços, acabei tentando duramente remendar os pedaços do meu coração partido).

Fiz encenação pondo a mão no peito fingindo estar com dor nele enquanto cruzava as pernas e me preparava para usar o intervalo entre as estrofes da musica para virar outra shot à custa de meus ex-colegas de serviço.

– Oh no, not I! I will survive! Oh, as long as I know how to love, I know I'll stay alive! I've got all my life to live. I've got all my love to give. And I'll survive! I will survive! Hey, Hey! (Oh não, não eu! Eu vou sobreviver! Oh, enquanto eu souber como amar, eu sei que vou ficar viva! Eu tenho toda a minha vida para viver. Eu tenho todo o meu amor para dar. E eu vou sobreviver! Eu vou sobreviver! Hey, Hey!).

Abri os braços cantando o refrão com a alma e animação que tinha. Via meus amigos, colegas junto com minha irmã rindo ao longe enquanto fazia minha performance musical de I will survive, mas somente eu que estava rindo de minha própria desgraça sabendo dos motivos dela; a porra daquela lista e uma consagração a minha vida de celibato até o cara chegar nela. Até lá terei que sobreviver sem sexo. O ‘lá’ sugeria um tempo indeterminado, infelizmente.

Cambaleei em meio a minhas infelizes gargalhadas até a mesa em que minhas amigas estavam sentadas comentando sobre algo. Joguei-me no estofado ao lado de Kath que agora havia soltado o cabelo e posto um vestido curto, invés do longo que usava anteriormente. Pedi outra rodada de bebida para a mesa logo quando elas chegaram, Caroline levantou sua tequila e fez uma saudação a Kath e Stef.

– A Katherine e ao Stefan! – repetimos juntas brindando entre nós e levando nossos copos a boca, virando-os em sincronia sentindo o liquido descer esquentando a garganta. Perfeito! Neste instante tive uma ideia!

– Tá legal! Está na hora dos jogos! – fiz uma cara pervertida seguida de minhas amigas. Ah, eu amava isso!

– Um jogo? Sério? – Kath perguntou nos olhando.

– Mas é claro! – Car respondeu. – Uau, meu Deus. O que vamos jogar Lena? – se virou para mim.

– Hum. Que tal anotar o número de pessoas com quem dormirmos e depois tentamos adivinhar de quem é? – perguntei para as meninas.

– Ótima ideia! – concordaram.

– Certo, vou ali roubar papel e caneta de alguém! – pisquei para elas e fui até os meus ex-colegas de serviço, ele tinham saído do trabalho direto para cá, então deviam ter o que eu queria.

– Oi Thony! Você tem papel e caneta? – encostei-me a ele e o olhei pidona.

– Tenho né? O que fiz para merecer ser seu escravo, Elena? – me perguntou rolando os olhos.

– Nada, ainda. Só me passa logo o contrabando. – ri e ele pediu licença para alguém, foi quando olhei para frente e vi Kol conversando com Cloe e Dave. Kol me olhou de cima à baixo como um scanner e não sei o porquê, mas senti um sorriso amplo se desenhar por meus lábios. O que havia comigo? Ah sim, a bebida.

– Aqui está Lena. – Anthony me deu depois de pegar dentro de sua pasta agradeci e voltei à mesa das meninas sentindo o olhar de meu ex-chefe metralhando minhas costas.

– Olha aqui meninas! – Balancei o conteúdo de minha mão no ar e elas deram gritinhos excitados, até Kath já tinha se animado.

Rasguei em pedaços menores a folha A4 e dei para cada uma.

– Ok meninas, anotem o número de caras, dobre o papel e o ponha dentro da taça. – falei anotando meu lindo 19 e fiz o que falei passando a caneta para Kath que seguiu repassando a caneta sucessivamente.

Quando estavam todos os papeis dentro da taça eu falei:

– Pronto. Agora você sorteia um papel e tenta adivinhar, ok? Kath você começa... – olhei para ela que sorriu com as bochechas coradas e estendeu a mão para dentro da taça.

Notas finais
Hey gente! O que acharam? Contem-me! u.uPoxa pessoal, li um review e percebi uma coisa que não tinha notado ainda, só tenho uma única recomendação até agora. Será que alguém está disposto a aumentar esse número? kkkkkkkkk'Bom, comentem, favoritem, recomendem...Quero que respondam uma pergunta.Estive pensando esses dias e tipo, imaginei, o que eu faria no lugar da Lena na fic e então logo pensei no que meus leitores fariam no lugar dela, como eu não consegui visualizar isso decidi perguntar, só por curiosidade, o que vocês, no lugar da Elena, fariam?Me contem! kkk' ;)Kisses n' bites! *w* Amocês! ♥