A Marriage Is Coming

6 Capítulo 5 - "Evelyn's point of view"


Notas iniciais
Oi povo bonito! Como cês tão? O próximo capítulo sai hoje mesmo, já foi agendado. ;) Espero que gostem ♥ Boa leitura!

Capítulo 5 – “Evelyn’s point of view

Aquele dia havia amanhecido ensolarado e como se fosse um dia de novas oportunidades. E de fato, era. Meu irmão entregou o diário de casamento dele para mim e meu irmão, eu decidi que vou narrar o quinto dia, já ele, o sexto. Nesse momento estou me sentindo um profeta que está pensando quais dias narrar do grande nascimento das coisas. Tô rindo porque não acredito.

Isso mesmo, não só Max, mas eu também não acredito. Somos ateus, e dos sarcásticos.

Voltando ao dia...

Jeff já corria com as coisas pela nossa casa, quase surtando ao lado da mãe que gritava ordens de como ajeitar as coisas para o jantar (eu já havia me perdido no cronograma, por isso mesmo decidi que o melhor a ser feito era esperar o oficial sair) que seria ali. Max corria ajeitando as últimas coisas e vendo quantos convidei haviam sido entregues, conversando com o homem que havia nos atendido ontem no correio (lindo por sinal, se não fosse lésbica eu casava com ele — aquelas...). Eu estava sentada no sofá rindo da desgraça de todos enquanto escrevia, afinal, uma oportunidade dessas eu não recusaria. Ver eles surtando ou apertando o foda-se para algum problema era bom demais.

Brett estava fora de casa ajudando nossa mãe e Anne com algumas coisas para complementar o casamento (A.K.A coisas que Grizelda havia pedido)

Um tempo depois eu iria me encontrar com meu irmão para o ajudar com as flores e docinhos. Eu sinto que vamos usar muitos sarcasmos do tipo: “olha que doce. Coisa que não somos” e de mal a pior. Porque sabemos como usar coisas fofas e frágeis para zoar e nos tornar malvados.

Se nós fomos crianças adoráveis? Pode crer que não. Imagina uns seres que viviam andando juntos e falando mal de quem fazia bullying com a gente? Fomos nós. Éramos aqueles que sabiam como tirar alguém do sério em segundos, mas tentávamos dar um desconto para nossos pais. Não que funcionasse, até porque éramos culpados de perseguir os carinhas que praticavam bullying com a gente, sim, eles tinham medo de nós. Hoje eu dou risada disso, antigamente eu gargalhava.

Levantei do sofá para poder ir me encontrar com o caçula no local da empresa que faria as comidas.

.~.~.

Assim que cheguei meu irmão estava abraçado a Jeff, dando beijinhos e encostando suas testas. Eles pareciam aqueles casais adolescentes apaixonados, em seu primeiro amor. Era legal ver que ele estava junto da primeira pessoa que havia amado. Quase ninguém conseguia isso, nem todos eram destinados para isso. Ficava feliz do meu irmão ser uma dessas pessoas.

Me aproximei deles, após ter pagado o taxista e visto o carro amarelo sumir na esquina no horizonte.

— Olá para vocês, pombinhos. – Abracei os dois, vendo-os sorrir.

— Olá para você também, Evelyn. – Brincou Jeff e mandei um coração feito pelo gesto da mão, fazendo-o rir.

— Vamos comer? – Questionei, vendo-os assentir rindo.

Entramos no local, a porta cinza fez um som típico de metal, rangendo ao entrarmos, fomos até o fim do corredor onde havia um corredor e subimos. Quando o elevador parou, eu não pude me livrar da sensação de estar num filme de terror. Aquele elevador aparentemente não muito seguro, com uma grade de metal entrelaçado, o chão parecendo de cortiça, pelos detalhes dele, e aquele corredor não fora muito bonitinho, todo vazio e branco.

Quando o portão do elevador abriu eu soltei um grito.

— Meu Deus, o que houve Evelyn? – Max questionou e eu apontei para o doce com um abacaxi no topo. Era feio! Porém não só isso, quem em sã consciência coloca um pedaço de abacaxi em doces? Totalmente fora de sanidade. Ele começou a gargalhar ao lado de Jeff, vendo o marido se segurar na parede e começar a rir junto dele. Eu fechei a cara e uma mulher linda, ruiva e usando um sobretudo bege.

— Boa tarde, sou Cassie, dona da Heaven Candy, e vocês, suponho eu, sejam Jeff e Max, que vão se casar, certo? – Eles assentiram. – Mas você eu não tenho como presumir, mas talvez seja irmã de um dos noivos, certo?

— Sim, Deana Evelyn, mas pode me chamar só de Evelyn. – Cassie sorrir e apertou minha mão.

— Então, vamos começar? – Ela perguntou, vendo os três assentindo.

— Antes de começarmos mesmo, quem gosta de abacaxi em doce? – Eu perguntei, vendo meu irmão me olhando com os olhos arregalados. – Que foi?! É uma pergunta válida.

— Eu te entendo, também não gosto de abacaxi. – Cassie riu. – Mas fizemos uma pesquisa e muita gente gosta dessas combinações com abacaxi.

— Mas é abacaxi!

— Foi o que eu disse quando vi as estatísticas! – Cassie sorriu abertamente. – Venham aqui experimentar e vocês vão entender.

Ela nos levou para a mesa de frente a nós. Ali podíamos ver bolinhos com abacaxi em cima. A glacê segurava a fruta e eu estava absolutamente horrorizada com aquilo. Para mim era contra uma lei do universo. Igual pizza com ketchup, o que já havia gerado brigas entre eu e meu irmão, no caso Brett.

— Experimente. – Ela sorriu para mim e por mais que meu bom senso dissesse “PELO AMOR DE DEUS – o qual você não crê – NÃO FAÇA ISSO!”, o sorriso dela e contagiante expectativa no olhar me fizeram pegar o bolinho e levá-lo a boca com aquele pedaço cortado num triangulo perfeito e morder. Não foi tãããão ruim... NA VERDADE FOI ÓTIMO!

— MEU DEUS! – Eu gritei, atraindo a atenção de mais de metade do estabelecimento. – ISSO É EXCELENTE! Eu quero comprar alguns.

— Pode pegar mais um de cortesia. – Ela corou. Aparentemente ela quem tinha feito aqueles.

— Obrigado – Agradeci, pegando mais um e praticamente enfiando na boca.

— Muito bom mesmo. – Comentou meu irmão e ela agradeceu.

— O que recomenda pra um casamento? – Jeff perguntou indo direto ao assunto. A armadura de negociante voltou a ela.

— Então, temos várias opções, eu indico que vocês experimentem e escolham o que gostarem. Ou melhor, o que preferirem. E como trouxeram a irmã de uma de vocês, podem ter uma terceira opinião.

— Minha irmã é bem disposta a comer comida gratuitamente e comentar sobre. – Cassie riu e eu corei. – Claramente com bom gosto. – Agora foi minha vez de rir e dela corar.

— Vamos começar? – Jeff perguntou para nós e eu assenti.

— Então, que tal começarmos com o bolinho de frutas vermelhas, pequenos pedaços de noz e glacê de chocolate? – Cassie sugeriu e meus olhos, eu tenho certeza, que brilharam.

— Nozes? Partiu, onde? – Ela riu novamente e eu me peguei observando o sorriso dela pela (vigésima?) vez.

— Nessa mesa... – Ela nos indicou a mesa e eu me senti uma criança. Uma criança adulta, tendo a possibilidade de comer de graça, admirar uma pessoa que me cativou logo de início e me divertir. Seria uma longa – e feliz – noite.