A Marquesa
1 Prólogo: Os Mistérios do Luar

em mais nem menos, estava perdida, estagnada em meio ao negro e vazio espaço sideral. Segundos se passaram, minutos se passaram, anos e eras se passaram. Átomos foram descobertos. Como um sinal algo atravessou a poeira cósmica e uma profunda reflexão a atingiu.
Em consecutivas tentativas aprendeu que se olhasse para um lado avistava um futuro desconhecido, se olhasse para o outro o mundo deixaria de existir. De início sentia–se como uma pedra lisa quicando sobre a superfície de um lago, depois guiava seus olhares como em uma dança para leva–lá exatamente aos lugares que queria ver.
Examinou séculos como se fosse uma mãe vendo seu filho crescer, abrilhantou casais em suas noites mais marcantes, serviu de inspiração para muitos, quando terminou, sentia–se cansada e solitária e planejava estratégias para sua partida.
Estando pronta ela se deslocou entre as estrelas movendo-se para o começo, o início e o renascimento.
Sherlock Holmes proclamou todas estas falas, encostado à balaustrada da janela de sua casa mirando a lua, que estranhamente tornava-se maior aos nossos olhos atentos.
De fato, ele tivera muitos aprendizados ao longo de sua vida, mas somente uma semana ao seu lado, já me mostrava o quão impressionante era sua sabedoria. Cada vez me impressionava mais com suas reflexões era como se ele pudesse ver além, como se sua mente fosse algo único e que jamais pudesse ser reproduzido, mesmo assim ele queria me ensinar tudo o que sabia, queria que eu decifrasse enigmas e acima de tudo me tornasse uma detetive.
Os olhares de repreensão, a falta de credibilidade dada a uma mulher e os inúmeros desafios enfrentados até agora não eram nada: Para mim ele será o maior e o mais sábio homem que já conheci.
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