A Marquesa
25 Epílogo: Evolução
exército britânico exige de seus soldados uma subjugação das necessidades e laços individuais quase incompreensíveis para a mente civil. Não reconhece praticamente nenhum direito superior aos seus próprios; e as crises imprevisíveis da vida humana, nascimentos e mortes, casamentos, divórcios e doenças. Todavia, existem circunstâncias excepcionais, e foi devido a uma delas que a viagem de meu filho a serviço do exército mudou o curso das próximas gerações.
Parecia que ontem, fora o dia 11 de junho de 1885, dia que meu filho nasceu, mas eu não podia estar mais enganada, o tempo passara depressa e, hoje, 28 de julho de 1914, Sherlock estava embarcando para ser o detetive oficial do exército britânico.
A Primeira Guerra Mundial estava começando e como à guerra é a melhor amiga da morte, Sherlock estava tendo bastante trabalho, suas cartas pararam de chegar a partir da segunda semana e agora eu não tinha mais nenhuma notícia sobre o que estava acontecendo com ele. Eu continuava trabalhado na Scotland Hard junto com Capitão Gregson, Marcus Bell e Sherlock, que insistia que nosso filho sabia das decisões que tomava.
Certo dia, meu filho bate na porta da 221 da Baker Street, retornando ao lar e com um forte abraço saúdo a sua chegada, exatos 14 meses foram suficientes para que uma grande porcentagem de soldados fossem dizimadas e ele investigou todas as causas identificando traidores e vendo mortes horrendas. Sherlock trazia como companhia outro rapaz que se identificou como sendo o Dr. John Hamish Watson.
Olhei com um sorriso no rosto para Sherlock que estava sentado em sua poltrona e nos dois entreolhamos; aquela dupla, uma dupla que sempre dava certo, um Holmes e um Watson, nos tornamos um nome que ultrapassaria as barreiras do tempo e as próximas gerações que viriam e o mundo nos conheceria.
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