Notas iniciais
Espero que gostem, só vou postar por que comentaram duas pessoas, não vou deixar elas na mão, mas comentem todas as leitoras, que saber a opinião de vocês.
Boa leitura.

P. D. V. Carol

Eu tinha falado com o tio Dumby e com a tia Mine (apelido que eu tinha dado para ela ultimamente), tinha contado tudo o que tinha acontecido, mas mesmo assim fiquei de detenção. Eu tinha que ajudar na biblioteca no final de semana, essa era a minha detenção por me defender.

Estava eu e os meninos no corredor no 4º andar limpando a parede que o Malfoy e os amiguinhos tinham pichado e colocado a culpa em nós. A pior parte não era levar a culpa, a pois parte era ter que limpar a parede e ficar com o braço dolorido, quase não conseguindo mexer, além de escutar o discurso da Lily.

- Por que você falou que nós não tínhamos participado do duelo? — Perguntou Remo do nada, nunca tinha pensado por que.

- Sei lá, vocês não estavam presentes quando a petrifiquei. — Falei e continuei a esfregar, eu acho que meu braço vai cair.

- Mas... — Começou James.

- Olha, eu não sei por que eu falei aquilo, eu só falei. — Falei em cima do James.

Ficamos em silencio depois disso e continuamos esfregando a parede. Depois de uns 10 minutos o Filch veio nos dispensar, de mal gosto claro. Ainda bem que tinha acabado aquela tortura, meu braço estava doendo muito e o pior é que tinha mais no final de semana, teria que arrumar a biblioteca.

Voltamos para a sala comunal e era 11 horas da noite e todos já estavam dormindo, só tinha os cinco loucos que tinham chegado de detenção. Nós nos sentamos no sofá e ficamos olhando a parede, acho que nunca mais vou conseguir olhar para uma parede normalmente de novo.

- Ainda bem que acabou. — Falou Sirius depois de alguns segundos em silencio total.

- Para vocês. — Falei um pouco baixo.

- Você que falou que não tínhamos participado, agora vai ter que aturar sozinha. — Falou James olhando para mim.

- Você acha que eu não sei? Mas acho que prefiro ir a biblioteca sem vocês, do que com vocês. — Falei olhando para ele.

- Por quê? — Perguntou Sirius olhando para mim também.

- Porque vocês fazem muita bagunça, prefiro ir a biblioteca sem ter que levar bronca. Você entra um pouquinho nessa historia também senhor Remo Lupin. — Falei quando vi ele abrindo a boca.

- Tá. Acho que eu vou subir, se não vou dormir aqui. — Falou Pedro se levantando.

- Eu também. — Falou Sirius e Jay se levantando. — Boa noite. — Falaram todos e subiram.

Eu, como sou folgada, coloquei as minhas pernas de encima do Remo, o único que tinha sobrado.

- Folgada. — Falou olhando para mim sorrindo.

- Era para você não fugir. — Falei tirando as minha pernas.

- Fala.

- Você sabe. — Falei olhando para ele preocupada, amanhã começa as noites de lua cheia.

- Eu sei, não se preocupe. E nem pense em aparecer lá. — Falou olhando para mim.

- Você sabe que eu vou, acordada ou dormindo.

- Dormindo?

- Você acha que eu já não tentei não ir, um dia eu acordei sentada na cama e com o pensamento "preciso ver o Remo". — Falei olhando para ele, seria.

- Você vai de qualquer jeito, não vai? — Falou sorrindo de lado.

- Vou. Amanhã pode me esperar lá. — Falei e dei um beijo na bochecha dele. — Boa noite. — Falei e me levantei.

- Boa noite. — Falou e eu subi as escadas.

Cheguei no dormitório e encontrei as meninas dormindo. Fui até o banheiro, precisava de um banho urgente. Liguei o chuveiro e entrei no banho, água quentinha correndo pelo meu corpo, que bom. Depois que acabei sai do banheiro devidamente trocada e me joguei na cama, amanhã vai ser um londo dia.

No outro dia...

P. D. V. James

Eu e a Lily, o meu lírio, nós dois sentados na frente do lago negro, abraçados. Estava tão gostoso, até alguém começar a me cutucar. Abro os olhos e vejo o Pedro me cutucando, agora que estava ficando bom o sonho.

- O que você quer Pedro? — Falei ainda sonolento.

- O Remo sumiu de novo. — Falou.

- E isso é uma novidade?

- Tem uma. A cama está igual a de ontem antes de dormirmos.

- Como assim? Ele nem subiu aqui? — Perguntei me sentando.

- É o que parece.

- Vou tomar banho e depois acordamos o Sirius. — Falei me levantando da cama.

Entrei no banheiro e o Pedro entrou no outro. Tomei um banho escelente, acho que demorei tanto que com certeza o Sirius estava acordado e a Carol estava sentada em alguma cama. Mas quando saio não é isso o que eu vejo, o Sirius ainda estava dormindo e a Carol não estava no quarto, estranho.

- Sirius acorda. — Falei e o acordei de primeira. — Anda vai tomar banho.

- Virou a Carol agora? — Perguntou olhando para mim.

- Alguém tem que fazer o trabalho dela. — Falei e me sentei na minha cama e o Sirius entrou no banheiro.

Fiquei lá, pensando no sonho, nunca pensei que iria me apaixonar pela Lily. Até a alguns meses eu achava que era só para irrita- la, mas agora percebo que eu gosto mesmo dela. Fiquei alguns minutos assim, foi até o Sirius e o Pedro saírem do banheiro e me tirarem dos meus pensamentos.

Descemos e não encontramos a Carol, estranho, era ela umas das primeiras a acordar. Eu esperava encontrar ela na sala comunal, já que ela não subiu para o nosso quarto. Foi quando eu vi a Lily e as meninas descendo, mas não vi a Carol.

- Oi meninos. Cadê a Carol e o Remo? — Perguntou Gina chegando perto.

- Não sabemos, a Carol não está no dormitório? — Perguntou Sirius.

- Não. — Respondeu. — Quando acordamos ela já não estava mais no quarto.

- Obrigado Gina. — Falou Sirius e a Gina saiu com as outras meninas, eu estava babando pela Lily. — James, você está babando. E para de olhar a Lily, temos que procurar a Carol. — Falou Sirius me tirando dos meus pensamentos.

- Certo, vamos. — Falei e saímos da sala comunal e fomos procurar a Carol em todos os corredores.

P. D. V. Carol

Só consegui dormir algumas horas, então resolvi passear por Hogwarts. Estava um dia nublado, sem muito sol. Resolvi entrar numa sala e fiquei brincando com a varinha, ascendi- a e fiquei fazendo desenhos com ela, era muito divertido e me ajudava a tirar, talvez desviar os pensamentos.

Estava distraia, então não escutei o professor Dumbledore entrar, só percebi que ele estava na sala quando eu vi uma sombra atrás de mim.

- O que está fazendo aqui Carol? — Perguntou se sentando do meu lado.

- Pensando. — Falei sem olhar para ele.

- Em qual dos meninos você está pensando?

- No Remo. — Falei sem olhar para ele ainda.

- Vocês são bem próximos, tem alguma coisa por trás disso? Talvez paixão, amor?

- Que? Claro que não tio Dumby, eu e o Remo somos só amigos. — Falei agora olhando para ele.

- Está bem. Mas por que pensa tanto nele? — Perguntou serio novamente.

- Eu sei, eu sei que ele é um lobisomem.

- Desde o primeiro ano, não é? — Perguntou olhando nos meus olhos.

- Sim, senhor.

- Mas por que agora se preocupar tanto? Depois de todos esses anos.

- Eu não sei, acho que é por que o Sirius, James e Pedro estão mais curiosos a cada mês que ele some. Eu sei que o Remo não quer que eles descubram, mas eles vão descobrir. E é isso que me da medo.

- Você acha que eles vão fazer alguma coisa contra o senhor Lupin?

- Claro que não, eles são amigos. Mas eles vão querer ajudar, e o Remo vai recusar, ai eu tenho medo deles brigarem.

- Tenho certeza que isso não vai acontecer.

- Como o senhor pode ter tanta certeza?

- Está escrito em um lugar que vocês usam muito.

- Onde?

- Aqui. — Falou e apontou no meu coração. — Dá para ver só de vocês se olharem, que a amizade de vocês nunca acaba, e nunca vai acabar.

- Obrigado, tio Dumby. — Falei e o abracei, ele pareceu surpreso de principio, mas logo cedeu.

- Tenho que ir. Não fica assim, ele vai voltar. — Falou sorrindo para mim e se levantando.

- Tá bom. — Falei olhando ele sair.

Voltei a encaram a janela e a fazer desenhos com a varinha, será que o Dumbledore estava certo? Será que eles iriam se entender quando descobrissem? Tenho quase certeza que sim.

P. D. V. Sirius

Estávamos eu, James e Pedro procurando a Carol no 4º andar, quando eu vejo o professor Dumbledore saindo de uma sala vazia e veio em nossa direção. Ele parecia feliz, triste, preocupado e pessimista ao mesmo tempo, se é que dá para sentir e transparecer tudo isso.

- Vocês estão procurando a senhorita Caldin imagino? Já sabem onde encontra- la. — Falou indicando a porta que ele tinha saído e continuou o sei caminho.

Fomos até a porta e a abrimos encontrando a Carol fazendo desenhos com a varinha. Legal, nunca tinha visto ninguém fazer isso.

- Carol? — Perguntou James.

- Oi? — Falou olhando para nós.

- Duas perguntas. Por que você está aqui e o que você está fazendo? — Falou James chegando mais perto dela.

- Vim pensar.

- No que? — Falei sentando no seu lado.

- Coisas. — Falou simplesmente.

- Por acaso você viu o Remo hoje sedo? — Perguntou James, não custava tentar.

- Não. Depois que eu subi não vi mais ele. — Falou olhando para o James.

- Estranho... Normalmente ele sobe, mas hoje ele nem subiu. — Comentei.

- Eu não sei. — Falou dando de ombros, mas nos olhos dava para perceber que ela sabia alguma coisa.

- Bom vamos sair daqui, precisamos de um pouco mais de sol. — Falei pegando a mão da Carol e a obrigando a levantar.

Saímos da sala e fomos até o jardim, como sempre a Carol ficou em cima da árvore e nós ficamos no chão. Ficamos em silêncio olhando para a paisagem, ela estava meio sombria hoje. Escutamos a Carol, nos chamando e olhamos para cima, ela fez um movimente de silêncio e saiu do nosso ponto de vista.

P. D. V. Carol

- Leandro... — Escutei a voz de alguém no outro lado da árvore.

Fiz um gesto para os meninos ficarem quietos e foi ver o que era. Quando vejo é o meu irmão beijando a Sophia, a amiga que sempre estava com ele. Fiquei surpresa de principio, depois abri um sorriso e depois comecei a rir e nessa hora o meu irmão e a Sophia pararam de se beijar e olharam para cima.

- Não acredito que minha irmã me pegou no fraga. — Exclamou Leandro olhando para mim espantado.

- Não acredito que você ainda não contou para ela. — Falou Sophia olhando para o meu irmão.

- Eu ia contar. — Defendeu- se Leandro.

- Contar o que? — Perguntei parando de rir.

- Que nós estamos namorando. — Falei meu irmão tímido, e por incrível que parece, ele corou.

- Como assim o Leandro, o nosso exemplo, está namorando? — Perguntou Sirius aparecendo com os meninos.

- É, o meu irmão criou coragem e falou a verdade. — Falei rindo.

- Como assim? — Perguntou Sophia e Leandro juntos.

- Como assim? — Perguntei e desci da árvore em um pulo. — Dava para ver nos olhos de vocês isso. — Respondi sorrindo para eles.

- Minha irmã me conhece mais do que eu mesmo. — Falou Lean espantado.

- Leandro, todo mundo te conhece mais do que você mesmo. — Falou Sophia, sempre gostei dela, agora mais ainda.

- Não precisa jogar na cara.

- Olha, eu quero que dure, então não estraga tudo Leandro. — Falei para o meu irmão.

- Tem que ser eu? — Perguntou me olhando e os meninos começaram a rir.

- Os homens sempre estragam tudo. — Falou Sophia indo no meu lado.

- Nem sempre. — Falou James chegando junto com os outros meninos no lado do Lean.

- A maioria das vezes. — Falei olhando para os meninos desafiando- os.

- Mas as mulheres não ajudam. — Falou Lean olhando de mim para Sophia.

- Tenho que concordar. — Falei junto com a Sophia e os meninos comemoraram.

Ficamos vendo eles comemorarem como uns loucos, coisa que eles são. Quando acabaram e comemorar, Sophia e Leandro foram se agarrar em algum canto e eu voltei para o outro lado com os meninos, me sentando entre o Sirius e o James. Ficamos olhando para a floresta em silêncio.

- A floresta fica mais assustadora com esse tempo. — Falou Rabicho quebrando o silêncio.

- É que você não viu lá dentro, lá é todo escuro, com árvores para todo lado, barulhos estranhos, você praticamente não tem para onde correr. — Falei chegando perto do Pedro com uma voz assustadora, o James e o Sirius só olhando segurando a risada.

- Verdade? — Perguntou Pedro olhando para mim assustado.

- Sim. — Falei para balançando a cabeça.

- Para vai Carol. — Falou Sirius rindo.

- Tá bom. — Falei e sentei onde eu estava antes.

- Está na hora do almoço, vamos entrar. — Falou James se levantando.

Nós estramos e almoçamos normalmente, só que sem o Remo. Depois de comermos fomos para a sala comunal, estava um tempo muito feio para ficar lá fora, e parece que a Grifinória inteira pensou o mesmo, estava tudo lotado, praticamente não dava para andar na sala comunal.

Então o Sirius me puxou até o quarto deles, que era quentinho e não tinha não tinha tanta gente. Cada um se sentou numa cama, eu sentei na cama do Remo. Ficamos olhando uma para o outro, em silêncio.

- O que vamos fazer? — Perguntou Pedro.

- Eu não sei. — Respondeu Sirius.

Começamos a conversar sobre pegadinhas e ficamos a trade inteira falando sobre isso.

Depois do jantar...

Eu tinha deixado os meninos no caminho para sala comunal e fui para a biblioteca, minha detenção começava a essa hora. Quando cheguei lá a Madame Pince me mandou recolher os livros que estavam fora do ligar e era para guarda- los nos lugares certos e quando acebasse era para eu ir lá falar com ela.

Comecei a recolher todos os livros que estavam nas mesa. Guardei todos e comecei a pegar os livros que estavam fora das prateleiras. Depois que eu guardei tudo fui para a ultima prateleira, perto da seção reservada e achei um livro fora da prateleira e o guardei. Quando eu estava olhando para ver se estava tudo certo, avistei um livro que me chamou atenção.

"Animagos e Lobisomens"; o que são animagos? Acho que eu vou levar esse livro para ler, mais não hoje, talvez um dia mais calmo. Voltei para a entrada onde se encontrava a Madame Pince sentada no seu lugar. Falei que tinha colocado tudo no lugar e ela me dispensou.

Deveria ser umas 10 horas, vou subir tomar um banho e esperar todos dormirem para ir ver o Remo. Subi para a torre a Grifinória e subi para o dormitório, as meninas a inda estavam acordadas.

- Como foi? — Perguntou Gina assim que eu entrei.

- Foi bem, tirando que estou com cheiro de livro velho, foi bem.

- Entra logo no chuveiro antes que a Lily comece a se apaixonar. — Falou Lene sorrindo.

- Pode deixar. — Falei e entrei no banheiro.

P. D. V. Sirius

A Carol estava na detenção e eu, James e Pedro estávamos no nosso dormitório.

- A Carol sabe de alguma coisa sobre o Remo e não quer falar para gente. — Falei assim que entramos.

- E o que você quer que fazemos? Obrigue ela a contar? — Falou James se sentando na sua cama.

- Sim. — Falei sentando na minha cama. — A Carol sempre sai a noite quando o Remo some, ela tem que ir para algum lugar.

- Como você sabe disso? — Perguntou Pedro da sua cama.

- Um dia eu estava sem sono e estava indo para a sala comunal, quando eu a vejo andando até o quadro da mulher gorda, então ela saiu. — Expliquei.

- Então, hoje depois de todos irem dormir, vamos pegar a capa e ficar na sala comunal esperando a Carol sair para a seguirmos. — Falou James.

Continuamos a conversar sobre coisas aleatórias, até o Frank subir e falar que não tinha mais quase ninguém na sala comunal. Esperamos mais alguns minutos e descemos, ficamos sentados no sofá durante um tempo. Quando deu meia noite nós nos cobrimos com a capa co James e esperamos alguns segundos até aparecer a Carol, ela passa pela sala e sai pelo quadro da mulher gorda.

A seguimos até o jardim, paramos na porta e tiramos a capa, ela estava indo para o Salgueiro lutador? Por que ela estava indo para o Salgueiro lutador? A seguimos e ouvimos um uivo.

- Carol, o que você está fazendo aqui? — Perguntou James dando um susto na Carol que pulou e olhou para nós.

- Eu é que perguntou. — Falou ela surpresa e ouvimos o uivo novamente, ela olhou para o Salgueiro preocupada.

- Carol, o que tem lá em baixo? — Falei para ela.

- Longa história. — Falou e ouvimos de novo, só que com um rosnado depois.

- Carol, explica essa isso direito. — Pediu James, ela estava olhando de nós para o Salgueiro.

- Me desculpa. — Falou olhando para o Salguei e olhou para nós de novo. — Só falo se saímos daqui. — E escutamos o uivo de novo.

- Vai falar a verdade agora? — Perguntou James.

- Nunca falei mentira, só omiti, mas sim vou falar tudo. Mas só se saímos daqui agora e irmos para a passagem.

- Por que a passagem? — Perguntei.

- Explico depois, mas por favor, vamos sair daqui. — Falou, ela parecia desesperada.

Saímos e fomos para a passagem, em cada 5 segundos a Carol olhava para trás, parecia que era para se certificando que não tinha ninguém nos seguindo. Quando chegamos na passagem pulamos lá dentro e ascendemos as varinhas.

- Pode começar. — Falou James.

- Prometem que não vou fazer nenhuma besteira? — Perguntou e não respondemos nada. — Tá. — Falou e se sentou no chão, acho que a historia ia ser longa mesmo.

- É sobre o Remo, não é? — Perguntei e ela concordou com a cabeça. — Conta.

- O Remo é lobisomem. — Falou de cabeça baixa.

- Está brincando, não está? O Remo lobisomem? Impossível! — Falou James.

- Tenho cara de quem está brincando? — Falou Carol olhando para nós.

- Não, mas como isso aconteceu? Quando que você ficou sabendo? — Perguntou James se sentando no chão também, eu e Pedro o seguimos.

- No 1º ano, uma noite eu o vi entrando no Salgueiro então na outra noite eu fui até o Salgueiro e entrei.

- Como?

- Pulando e desviando até entrar pelo buraco que tem nele.

- Por que não contou para gente? — Perguntou James.

- O Remo não queria, ele tinha me pedido para não falar nada.

- Que bom que o Remo confia na gente. — Falei.

- Ele confia, só que tem medo de vocês deixarem ele por isso, por ser um lobisomem.

- Mas nós nunca deixaríamos ele por causa disso. — Falou James.

- Eu sei, mas ele também não queria que se machucassem, ele quase me obriga a ficar na cama durante a lua cheia. Ele nunca iria contar para nós sobre isso, só que eu descobrir e sabia que vocês iriam descobrir também, e ele também sabia.

- Então por que ele não contou? — Perguntei.

- Ele não queria que vocês descobrissem, por isso não contou.

- Mas o que vamos fazer agora? — Perguntou Pedro.

- Como você vai ver ele sem ele te morder? — Perguntou James.

- Por incrível que pareça, ele não me ataca.

- Mas e nós? — Perguntei.

- Temos que achar um jeito não atacar vocês, assim eu posso fazer o mesmo. — Falou a Carol se levantando.

- Onde você vai?

- Ver se já amanheceu. — Falou e abriu a passagem, e entrou um pouquinho de sol, nossa tínhamos ficado a madrugada inteira acordados.

- Vai fazer o que? — Perguntou James se levantando e indo no lado da Carol.

- Nós vamos ver o Remo.

- Nós? — Perguntou Pedro.

- Sim, vocês tem que falar que descobriram que ele é um lobisomem. — Falou e começou a subir a escada que tinha.

Saímos da passagem e fomos em direção ao salgueiro lutador novamente. A Carol se agachou para pegar um graveto grande e grosso para fazer sei lá o que. Depois que ela pegou o graveto esticou ele até o Salgueiro e apertou uma parte dele. Esperamos ele parar e então começamos a andar até o Salgueiro. A Carol foi a primeiro, depois o James, depois o Pedro e por último eu, só agora vi que era um nó o que a Carol apertou.

P. D. V. Carol

Entramos no buraco e fomos andando pela passagem. Quando chegamos abri a porta e entro, tinha muitos arranhões na porta e na parede, tomara que o Remo esteja bem. Os meninos entram e olham o estrago que o Remo fez.

- Jurá que ele nunca fez isso com você? — Perguntou Sirius.

- Juro. O Remo está no quarto lá em cima. — Falo indicando a escada.

Subi primeiro e os meninos me seguiram, olho para ver se o Remo está mesmo no quarto e está, parece que ele desistiu de tentar sair e como não sentiu mais nenhum cheiro, achou que tínhamos ido embora, ainda bem que só foi lá em baixo.

Fui até o quarto, abri a porta e olhei dentro para ver se ele estava acordado, e estava.

- Remmy? — Pergunto entrando no quarto.

- Oi Carol. — Falou olhando para mim.

- Noite difícil? — Perguntei chegando perto dele.

- Você sabe que eu não lembro de nada na transformação, mas sei que a primeira noite é sempre mais difícil.

- É, eu sei disso, e hoje piorou tudo.

- Como assim? — Perguntou sem entender, nessa hora os meninos já estavam na porta, mas não entraram.

- Você me desculpa?

- Pelo que? — Perguntou e eu olhei para onde os meninos estavam e ele seguiu meu olhar. — Você contou, não foi? — E eu balancei a cabeça positivamente. — Tudo bem. — Falou ele sorrindo de lado.

- Os meninos te explicam. — Falei chegando perto da porta e empurrando os meninos para dentro.

- Nós? — Perguntou Sirius para mim.

- Sim, vou deixar vocês sozinhos. — Falei e fechei a porta.

Fui para a sala e fiquei olhando- a, fui até a janela com madeiras e fiquei olhando pelos buraquinhos que tinha na madeira.

P. D. V. Remo

O James, Sirius e Pedro estavam me olhando para ver se eu faria alguma coisa, não sei se era medo, ou outra coisa do tipo. Ficamos nos olhando durante um bom tempo, sem dizer nada.

- Por que não contou antes? — Perguntou James quebrando o silêncio.

- A Carol já deve ter contado. — Falei.

- Fala você. — Falou Sirius.

- Medo, eu tive medo. — Respondi e sentei na cama.

- Medo de sairmos correndo de perto de você? — Perguntou James se sentando no meu lado.

- Isso e de machucar vocês também.

- Sabe que não nos importamos com isso. — Falou Sirius se sentando na cama também.

- Mas eu sim.

- Remo, nós vamos te ajudar, não sei como mas vamos. — Falou James.

- E nem pense em falar não. — Falou Sirius quando eu abri a boca para falar.

- Vocês tem certeza disso? — Falei ainda tentando convence- los de não fazerem nada, eles conseguem ser pior que a Carol.

- Temos. — Respondeu Pedro.

- Não sei, não...

- Remo vamos tentar te ajudar e não importa quanto vezes você falar não. — Falou James, eu disse que eles eram pior que a Carol.

- Só não vão se arrepender depois. — Falei, não iria adiantar nada discutir.

- Cadê a Carol? — Perguntou Sirius.

- Ela não tinha saído? — Perguntou Pedro.

- Vou procura- la. — Falou Sirius.

P. D. V. Sirius.

Sai do quarto e fui até a sala. Quando olhei a sala, vi a Carol dormindo no sofá toda torta. Fui até ela e a deitei no sofá, ajeitando- a direitinho. Acho que a detenção e a noite acordada acabaram com ela. Também acabaria com todo mundo, eu estou ficando com sono só de ver ela dormindo.

Voltei para o quarto, os meninos estavam conversando sobre alguma coisa que pararam quando eu cheguei, tenho uma pequena impressão que era de mim ou da Carol, ou de nós dois.

- Do que estavam falando? — Perguntei me sentando na cama novamente.

- Nada, cadê a Carol? — Perguntou James muito rápido para o meu gosto.

- Está dormindo na sala. — Respondi.

- Acho que ficar a noite inteira acordada e ainda ter detenção não fez bem para ela. — Falou James, tinha pensado a mesma coisa, copião.

- É normal, ela sempre dorme nesse horário, e eu aproveito e durmo também. — Falou Remo dando de ombro.

- Bom, vamos fazer o que? — Perguntou Pedro.

- Não tenho a minima ideia. — Respondi junto com o James.

- Que tal fazermos isso?... — E começou a falar o Remo, tinha que concordar era uma ótima ideia.

Ficamos conversando sobre isso até ficarmos com sono e dormirmos, acho que ficar acordados a noite inteira não tinha sido bom para ninguém. Eu, pelo menos, dormi igual a uma pedra, acho que o Pedro também, já que ele foi um dos primeiros a dormir e roncava igual a um porco.

Notas finais
Obrigado por lerem.
Espero que todas comentem, vou contar todos os comentários que tiver.
Espero vocês nos próximos capítulos.
Beijos, beijos.