A Marota- Caroline Caldin
17 Ala Hospitalar
Notas iniciais
P. D. V. James
Hoje aconteceu a coisa mais estranha na minha vida, o Malfoy está atrás da Carol. Quando chegamos da Ala Hospitalar de noite, encontramos Pedro, Frank e Alice conversando, tínhamos acabado de deixar a Carol na Ala Hospitalar e de descobrir que ela tinha quebrado o tornozelo na corrida para fugir do Malfoy. Pedro percebeu que tínhamos chegado e veio falar com a gente, e trouxe o Frank e a Alice junto.
– Onde vocês estavam? – Perguntou Pedro.
– Onde esta a Carol? – Perguntou Alice.
– Ela está na Ala Hospitalar e nós estávamos lá ate agora. – Falou Remo.
– E por que ela está na Ala Hospitalar? – Perguntou Frank.
– Ela quebrou o tornozelo... – Se parou o Sirius.
– Como assim ela quebrou o tornozelo? – Perguntou Alice, com certeza ela estava preocupada.
– Ela o torceu e então quebrou. – Falei.
– Como isso aconteceu?
– Ela pisou errado e torceu- o.
– Mais ela esta bem não está?
– Está Alice, só vai ter que ficar na Ala Hospitalar ate amanhã. – Respondeu Remo.
– Bom agora que eu sei onde ela esta, eu vou dormir e avisar as outras meninas. Boa noite meninos.
– Boa noite Alice. – Falamos todos juntos.
– Bom, agora que eu sei que vocês e a Carol estão bem, vou seguir o exemplo da Alice e vou dormir. Boa noite.
– Boa noite para você também Frank, ainda vamos ficar aqui um pouquinho.
– Tá bom. – Falou subindo as escadas.
– Por que vamos ficar aqui ainda? – Perguntou Pedro.
– Porque vamos te contar o que aconteceu de verdade. – Falou Remo. Contamos toda a historia, claro que omitindo algumas coisas para não dar medo no Pedro, ele não é uma das pessoas mais corajosas da Grifinória. Falamos exatamente isso, nós estávamos fugindo do Malfoy, pois fizemos uma pegadinha com ele, então a Carol caiu e nós não percebemos, quando percebemos, ele já estava ameaçando a Carol e então nós o estuporamos. Pedro ficou com um pouco de medo só que muito menos do que eu, Sirius e Remo tomamos quando vimos a sena, só que não demonstramos e nem falamos nada.
Depois de contarmos a historia omitida, combinamos que iríamos fazer uma pegadinha com ele para nós nos vingar e claro que combinaríamos com a Carol, afinal, ela foi a mais afetada e ele estava atrás dela, não da gente. Claro que Pedro não gostou muito de mexer com o Malfoy, afinal ele era mais velho e muito maléfico quando queria, mais aceitou, pois também queria vingar a Carol.
No outro dia...
Hoje o Remo me acordou, fui tomar banho e me troquei. Enquanto eu tomava banho lembrei que o Sirius só acordava com a Carol, pelo menos eu acho.
– Remo como vamos acordar o Sirius sem a Carol? – Perguntei e ele ficou um minuto pensando.
– Vamos usar a técnica dela. – Falou simplesmente.
– Qual?
– Não sei. Sirius... acorda Sirius... – Tentou em vão.
– Sirius, Sirius levanta... – Falei o balançando.
– Sirius nós estamos indo pegar a Carol na Ala Hospitalar, se quiser ir junto levanta agora. – Falou Remo e Sirius se mexeu um pouco, acho que estamos conseguindo, só que o sono esta falando mais alto do que a vontade do Sirius.
– Estamos conseguindo, me deixa tentar. – Falei para o Remo já que o Frank saiu do quarto enquanto estava no banho e o Pedro estava no banheiro. – Sirius eu estou vendo um moto super linda aqui, você deveria ver...
– Vocês são cruéis. – Falou Sirius abrindo um pouco os olhos.
– Aprendemos com a melhor. – Falou Remo. – Mais estamos indo ver a Carol, se quiser ir com a gente, já para o banho.
– Tá bom. – Falou Sirius se levantando e indo para o banheiro.
– Dessa vez ele acordou mais rápido. – Exclamou Remo.
– Os dias que ele passou na casa da Carol lhe fez bem.
– É! Para ele e para nós também.
– É verdade. – Falei.
Depois de 5 minutos o Pedro saiu do banheiro e depois de mais 10 minutos o Sirius saiu todo arrumado. Saímos do dormitório e fomos para a sala comunal.
P. D. V. Carol
Eu não acredito que vou ter que ficar aqui mais, eu vou ter que ficar ate a noite para melhorar, eu odeio essa Ala Hospitalar, não tem nada para fazer a não ser olhar para o teto. Essa hora ou eu estava acordando o Sirius ou já estaria na mesa da Grifinória comendo das comidas deliciosas dos elfos de Hogwarts e estaria com os meus amigos me divertindo e não olhando para o teto todo branco e sem barulho nenhum.
Eu estava com os braços cruzados, sentada com dois travesseiros nas costas e com o pé bom, que era o esquerdo, mexendo nervosamente, já o pé direito estava todo enfaixado e com uma tala para eu não sair andando e não mexer meu pé, acho que Madame Pomfrey também tinha medo que eu saísse andando pelo castelo com o pé machucado e quebrado.
– Nossa Carol que cara feia é essa? – Perguntou Sirius aparecendo com Remo, James e Pedro na porta da Ala Hospitalar.
– Primeiro é a única que eu tenho e segundo por que foi a pior noite da minha vida e vou passar esse dia aqui trancada sem fazer nada. – Falei de uma vez só e olhei para Sirius.
– Você vai ter que passar a tarde aqui? – Perguntou James.
– Vou e não tem nem um livro para eu ler, eu vou ter que ficar encarando o teto ou a parede na minha frente. – Falei e o Sirius riu baixinho mais deu para escutar, a sala era tão silenciosa que se eu sussurrar da marca que eu estou os meninos vão ouvir lá da porta.
– Sirius vem aqui rapidinho? – Perguntei e ele veio, eu cheguei perto do ouvido dele e falei alto. – Vai se ferrar Sirius Black!
– Não faz isso Carol, quer me deixar surdo? – Perguntou dando um pulo de 10 metros para trás.
– Surdo não, mudo era melhor. Assim você não falava besteira. – Falei e dei um tapa na cabeça dele que já estava perto novamente, e isso fez os meninos rirem, o James era o que mais ria.
– Você me paga Carol. – Falou Sirius chegando perto de mim com as mãos levantadas.
– Não Sirius ainda dói meu pé quando mecho. – Falei segurando suas mãos e ele desistiu de fazer cosegas, por enquanto.
– Ainda dói muito Carol? – Perguntou Remo chegando perto da marca com Pedro e James.
– Não tanto, mais ainda dói um pouco quando eu mecho.
– Vai ser muito chato sem você na aula. – Falou Pedro.
– E vai ser muito chato sem vocês aqui comigo. – Falei e depois me lembrei de uma coisa. – Ei vocês não querem se machucar e ficar aqui comigo?
– Não dá, alguém tem que pegar a matéria. – Falou Remo com um sorriso.
– Eu não quero perder aula. – Falou Pedro.
– Eu quero aprender mais. – Falou James.
– Sem graça. – Falei junto com o Sirius. – E você Sirius?
– Eu quero ver a cara do Malfoy. – Falou sorrindo maroto.
– Eu também! – Falaram o resto dos meninos.
– Só se quiser ver a cara de felicidade dele. – Falei cruzando os braços de novo.
– Por que felicidade se ele apanhou de três alunos do 1º ano?
– Eu estou trancada numa Ala Hospitalar! O que poderia ser mais alegre para ele do que isso? – Perguntei.
– Sua morte? – Perguntou Pedro.
– Pedro se você não ficar quieto, eu vou desejar sua morte. – Falei sorrindo sínica. – É brincadeira Pedro, eu ano vocês, não quero o seu mal nem dos outros.
– Que bom eu estava começando a ficar com medo de você ter pegado a doença do Malfoy. – Falou brincando e todos riram.
– Vocês já tomaram café? – Perguntei.
– Ainda não. – Respondeu Remo.
– E eu estou começando a ficar com fome. – Falou Sirius.
– Então é melhor vocês correrem, o café já esta acabando.
– Como você sabe? – Perguntou James.
– Tem um relógio enorme na porta. – Falei apontando para o relógio.
– Temos 10 minutos para comer e ir para a aula. – Falou Remo e Pedro e Sirius já saíram correndo.
– Eu também quero comer! – Falou James. – Tchau Carol. Nós nos vemos mais tarde. – Falou acenando e correndo atrás dos outros dois meninos.
– Você não vai comer Remo?
– Não sou tão desesperado quanto eles.
– Ninguém consegue ser mais desesperados que eles, nem o meu irmão.
– Bom me deixa ir que você esta me deixando com fome falando de comida.
– Tchau Remo. – Falei e ele me abraçou e foi para a porta.
– Carol, eu trago um livro para você quando eu voltar.
– Obrigado Remo, mais um livro interessante, não esses de matéria que temos; quero um livro novo.
– Mais esses são os mais interessantes! – Falou brincando e saindo da Ala Hospitalar me deixando sozinha na sala branca do terror de todos os malfeitores e pessoas que não consegue ficar parados.
P. D. V. Remo
Pelo menos a Carol esta bem, e ainda não fugiu que é uma surpresa para todos nós. Depois que sai comecei a andar rápido, só que não iria dar tempo deu comer se eu não corresse, e foi o que eu fiz, comecei a correr ate chegar ao salão principal, me sentei e comecei a comer junto com o James, Sirius e Pedro.
Quando acabamos de comer saímos correndo para o 2º andar onde teríamos aula de feitiços com a Lufa- Lufa. Quando chegamos na sala nos sentamos e a aula começou. Quando saímos a Lily, a Marlene, a Alice e a Dorcas vieram falar com a gente.
– Meninos cadê a Carol? – Perguntou Alice.
– Ainda está na Ala Hospitalar. – Falei.
– Ela não iria sair hoje de manhã? – Perguntou Marlene.
– Era para ela sair, só que Madame Pomfrey preferiu deixa- lá na Ala Hospitalar ate a noite. – Explicou James.
– Acho que eu vou ver ela hoje. – Falou Lily.
– Vamos com você. Também queremos vê-la. – Falou Dorcas.
– Vamos meninas ou nós chegaremos atrasados. – Falou Sirius.
P. D. V. Carol
Na hora do almoço os meninos vieram me trazer o livro e logo depois as meninas vieram ver como eu estava, claro que eu falei que estava bem, e que quando eu torci meu tornozelo estava brincando de pega- pega (que é a pura verdade) mais que eu iria ficar bem. Acho que elas acreditaram, pois pareciam mais tranquilas quando elas saíram da Ala Hospitalar.
Comecei a ler o livro que os meninos trouxeram, era “Guilherme e Tulipa”, contava a historia de uma bruxa que se apaixona por um bruxo das trevas e ela fica a vida inteira tentando trazer ele para o bem e deixar essa historia de trevas. Quando finalmente consegue, ele se apaixona por ela mais nenhum dos dois lados quer aceitar isso. O lado das trevas fica com raiva do Guilherme e fica em pé de guerra com Tulipa, enquanto no lado bom eles não querem aceitar ele pois ele era um praticante das trevas e nunca iria deixar de ser.
Eu estava tão concentrada que não ouvi Madame Pomfrey sair, e nem o meu não tão querido Malfoy entrar, só percebi quando ele apertou bem aonde tinha quebrado. Joguei o meu livro para cima com o susto e exclamei de dor.
– Fiquei sabendo que você quebrou o tornozelo. Eu vim conferir e acho que é verdade pelo jeito que você exclamou de dor. – Falou dando um sorriso e apertando mais.
– Me esquece Malfoy, por favor. Finge que eu não existo que sou alguém insignificante para você e me deixa viver a vida. – Falei tentando tirar as mãos dele do meu machucado, só que eu só o fiz apertar mais.
– Nunca que eu faria isso.
– Por quê? Qual é o problema que você tem contra mim?
– Eu gosto de me divertir. – Falou sorrindo maligno para mim.
– Mais você pode ter todas que você quiser para se divertir, por que eu?
– As outras meninas praticamente se jogam encima de mim, eu não gosto disso. Você foi a primeira que eu conheci que não fez isso. – Falou soltando meu machucado, eu acho que vou ter que passar a noite aqui, ou não.
– Você não devia estar na aula?
– Tenho um tempo livre.
– Tá legal já deu sua visita, já me torturou, agora vai embora que eu preciso descansar.
– Que coisa feia, mandando os outros embora sendo que ele acabou de chegar.
– Se esse ele for o cara que causou isso... – Falei apontando para o meu curativo. – Sim, eu vou mandar ele embora.
– Mais isso não vai acontecer comigo. – Falou apertando minha perna novamente.
– Senhor Malfoy o que pensa que está fazendo? – Falou Madame Pomfrey entrando na Ala Hospitalar, minha salvadora.
– Eu só estava fazendo carinho! – Falou na maior cara de anjinho bonzinho dele, que por trás era na verdade um demoniozinho.
– Eu sei o que eu vi senhor Malfoy. Agora o senhor precisa ir para sua aula e deixar a minha paciente descansar. – Falou Madame Pomfrey. Malfoy me olhou feio e saiu da Ala Hospitalar. – Você esta bem?
– Acho que sim.
– Está doendo?
– Sim.
– Vou fazer um poção para você, qualquer coisa grita.
– Sim senhora.
Ela foi fazer a minha poção me deixando sozinha novamente na Ala Hospitalar. Quando eu vi que ela não poderia mais me ver, peguei o meu travesseiro e enfiei na minha cara e comecei a gritar de raiva do Malfoy. Depois de alguns minutos ela me trouxe uma poção para dor e a outra para o meu pé, para melhorar o mais rápido possível.
Depois de algumas horas já tinham acabado as aulas e eu continuava lendo o livro que os meninos trouxeram só que fui interrompida por alguém abaixando o meu livro, era eu irmão.
– Tudo bem Carol? – Perguntou ele.
– Tudo. – Falei e ficamos quietos por um minuto.
– Pode me falar quem fez isso com você. – Falou apontando para o meu pé.
– Eu tropecei brincando.
– Eu te conheço, você pulou da janela lá de casa e não se machucou, não fez nem um aranhão, e agora você brincando de pega- pega quebra o tornozelo? Conta outra. – Falou bravo.
– Promete não contar para ninguém? – Perguntei e ele balançou a cabeça. – Nem fazer besteira?
– Fala logo, eu estou ficando preocupado. O que aconteceu?
– Foi o Malfoy.
– Como assim o Malfoy? Conta-me essa historia direito. – Pediu ele, então eu contei tudo, que eu e os meninos fizemos uma brincadeira com ele, que ele me viu olhando para ele mais não viu os meninos, pois estavam rindo no chão, contei que ele correu atrás de mim e então eu tropecei e quebrei o tornozelo.
– Por que não me falou antes? – Perguntou aborrecido.
– Porque não era para ninguém saber. Só que você é meu irmão e não consegui menti para você, você iria conseguir tirar de mim mais sedo ou mais tarde.
– Isso é verdade. Eu vou acabar com a cara do Malfoy! – Falou bravo.
– Você prometeu que não iria fazer nada Leandro.
– Mais eu não vou conseguir ficar quieto vendo o que ele fez com você.
– Não precisa se preocupar Leandro, nós vamos cuidar dele! – Falou Sirius aparecendo com James, Remo e Pedro na porta.
– Nós quem? – Perguntou Lean.
– Eu, Sirius, Remo, Pedro e Carol. – Falou James.
– Como vocês vão fazer isso? – Perguntou meu irmão.
– Leandro temos cinco cabeças super malignas; uma dessas cabeças já fez varias pegadinhas com você, uma já leu todos os livros no mundo, e as outras três são super estratégicas. – Falei. – Vamos dar um jeito.
– Qualquer coisa, é só me chamar! – Falou dando risada e um sorriso. – Agora tenho que ir fazer lição. – Falou me dando um beijo.
– É bom mesmo! – Falei.
– Você me conhece!
– Vou por um espião atrás de você.
– Por quê?
– Eu te conheço. – Falei com um sorriso e logo depois ele saiu.
– Você contou que foi o Malfoy néh? – Perguntou Remo. – Ouvimos quando ele falou que iria acabar com ele.
– Eu não consigo mentir para o meu irmão.
– Gostou do livro? – Perguntou James.
– Muito, gostei tanto que nem vi o Malfoy e o meu irmão chegar.
– Pronta para sair hoje a noite? – Perguntou Sirius.
– Acho que não vou sair hoje. – Falei triste.
– Por quê? – Perguntou Pedro.
– E como assim o Malfoy veio aqui hoje? – Perguntarão Remo e James.
– Vocês já sabem a resposta.
– O que o Malfoy fez? – Perguntou Remo.
– Adivinha? – Falei brava.
– Ele mechou no seu tornozelo, não é? – Perguntou James.
– Era para estar pior se Madame Pomfrey não tivesse chegado na hora.
– Como assim? – Perguntou Pedro e Sirius.
– Ela tinha saído e nesse meio tempo ele veio e fez isso comigo, então na hora Madame Pomfrey entrou e viu ele apertando meu tornozelo. Então ela me deu um poção e falou que ela achava melhor eu ficar aqui ate amanhã de manhã. Mais talvez eu saia hoje à noite, se eu já estiver melhor.
– Sabe, é muito chato sem você com a gente. – Falou Sirius puxando uma cadeira e se sentando.
– Como assim?
– Fica chato as aulas ou ate para gente ir de uma aula á outra é chato sem você.
– Isso é um elogio? – Falei sorrindo.
– Claro. – Respondeu Remo.
– Eu já dei minha sugestão, se machuquem e assim nem eu e nem vocês vamos ficar sozinhos.
– Eu aceito sua sugestão. Um minuto que eu vou me enforcar. – Falou Sirius fingindo se enforcar e se jogando no chão causando muitas risadas de todos.
– Só vocês mesmo para alegrar a minha vida. – Falei entre as risadas.
– Gente eu acho que vou vomitar. – Falou James pegando a mão do Sirius e fazendo que estava vomitando causando mais risos com a careta do Sirius. E assim foi a minha tarde, muitas risadas e na companhia dos meus melhores amigos.
Notas finais
Bjs, bjs.
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