A Marota

75 Capítulo 73


Narradora

O Black caminhava pelos corredores escuros, a aquela hora da noite já não tinha mais ninguém perambulando por ai. No corredor do quinto andar, o garoto olhou para os lados e entrou em uma das salas, fechando a porta e acendendo a ponta de sua varinha, encarando os outros jovens a sua frente.

— Pensei que não viria. — Bellatrix disse, apoiada em uma das mesas da sala de aula.

— Não ficaria curioso pra saber o que vocês querem comigo. — ele retrucou, olhando os primos e esperando que esses falassem.

— Virou amiguinho da Potter? — Narcisa perguntou, a expressão de nojo sempre presente em seu rosto.

— Acho que isso é assunto meu. — Régulo riu, cruzando os braços e se encostando na porta fechada.

— Se torna nosso se estiver nos traindo. Se estiver fazendo isso, eu... — a Black mais velha foi interrompida.

— Não me ameace, Bellatrix.. Eu não seria louco de trair o lorde das trevas, mas são realmente assuntos meus. — o garoto disse, dando de ombros.

— Que assuntos seriam esses? — Lúcio perguntou, curioso em sabe o que o Black queria com a Potter.

— Algo do meu interesse, preciso da confiança dela pra conseguir. Teria que tirar o Turner do caminho, mas isso é fácil pra mim. — esse sorriu, tendo muita vontade de revirar os olhos com a cara de nojo de Narcisa. — Tirando que ter a confiança de um daqueles que estão com Dumbledore sempre é bom.

— E como pensa em fazer isso? — Rodolfo questionou, mais interessado no assunto depois da última frase.

— Simples.. Eu defendi ela de vocês, isso me deu pontos. E eu disse que me arrependi de tudo que fiz e que agora queria mudar de lado. A Potter é ingênua.. Ela caiu direitinho. — Régulo sorriu, brincando com a varinha entre os dedos de forma que sempre irritava Bellatrix.

— Você é espero, priminho.. Espero que seu irmão não estrague seus planos. — ela cruzou os braços, mantendo os olhos frios no outro Black.

Se tinha algo que Bellatrix odiava, era que Régulo não a temia. A garota gostava de ter poderes acima de todos, mas acabou perdendo um dos postos para o primo. Eram os melhores comensais mais jovens que Voldemort tinha, mas ela queria aquele cargo só pra ela.

— Se já terminamos, eu estou indo embora. — o garoto disse, se virando pra porta e a abrindo. — A proposito, Bellatrix.. Belas pernas.

A garota olhou pras próprias pernas amostras, revirando os olhos antes de ameaçar usar sua varinha. Antes que ela o fizesse, o Black riu e saiu da sala, fechando a porta atrás de si. Ele sabia onde estava se metendo.. Só não fazia ideia que o tamanho dos riscos eram muito maiores do que o que ele pensava.

*****

Jane Potter

— Já nos beijamos, o que mais você quer fazer? — eu perguntei para a garota a minha frente e ela sorriu.

— Conseguimos fazer ciúmes no Black, talvez no Turner, mas Amy pareceu completamente normal. Parecia indiferente, na verdade. — minha amiga suspirou frustrada, observando a casa dos gritos meio entediada.

— Você sabe, pelo menos, se ela também gosta de garotas? — eu perguntei, cruzando meus braços e a olhando com atenção.

— Claro que sim, ela é lésbica. — ela me disse e agora tudo fazia sentido.

— Oh.. Talvez Ephram tenha razão sobre eu não saber nada nesse castelo. — eu disse e Marlene sorriu concordando. — Mas acho que devia contar pra ela logo.

— É.. Pode ser.. Vou falar com ela mais tarde. — ela disse e eu assenti. — Mas agora.. Eu vou buscar cerveja amanteigada pra gente.

— Quer que eu vá com você? — perguntei mas ela negou.

— Não precisa, eu já volto.

Eu assenti e observei ela caminhar em direção a rua principal. Suspirando, eu me apoiei na cerca e observei a casa dos gritos. Eu nunca me cansaria de observar aquele lugar, era assustador.. Mas continuava tendo uma certa beleza. Me trazia algumas lembranças..

— Pensei que não ficaria longe da McKinnon nunca mais.

Eu me virei, sorrindo ao ver Régulo caminhar na minha direção lentamente.

— Pensei que não ficaria longe da Narcisa nunca mais. — retruquei e ele riu.

— É minha futura noiva, preciso dar atenção a ela. E, acredite, ela adora atenção. — ele me disse e eu concordei. — Encontrei meu irmão esses dias.. Ele não parecia muito feliz.

— É.. Acho que ele vai me deixar em paz por um tempo. — eu sorri fraco, voltando a observar a casa dos gritos.

— Pensei que já não estavam mais juntos.. Depois de todo o boato que rolou com o Turner. — Régulo disse e eu suspirei.

— Nunca acaba de verdade.. — eu disse mais pra mim do que pra ele.

— Talvez seja porque não devia acabar. — ele pareceu falar sério quando eu o olhei.

— Até você? — eu ri dele, balançando minha cabeça em negação. — Se fosse pra ficarmos juntos, já teria dado certo.

— Nem sempre o amor é fácil. — me lembrou e eu cruzei os braços. — São jovens e jovens fazem besteira. Se for pra acontecer, quando estiverem mais maduros irão saber. Mas se você estiver certa.. Tudo o que se pode fazer é aceitar e superar.

— Superar Sirius Black não é fácil.. É como se ele não quisesse seguir em frente e nem deixar que eu siga. — lhe expliquei e o sonserino sorriu.

— Meu irmão é teimoso como uma mula.. Quando cisma com algo, é difícil fazer ele deixar esse algo. — Régulo pareceu pensativo. — Mas pode ser que ele realmente não queira te deixar ir pois não quer te perder.

— Acontece que se ele não tomar uma atitude em relação a tudo isso.. Acabou pra mim. — dei de ombros, tentando fingir uma indiferença que não existia.

— O que seria esse "tudo isso"? — ele fez as aspas com os dedos.

— Sirius é um garoto um pouco rebelde.. Que gosta de liberdade. Eu não quero continuar sendo um caso dele, eu quero.. — eu tentei dizer mas as palavras travavam em minha garganta. — Eu queria..

— Você queria ser a namorada dele. — o garoto mais velho completou e eu suspirei apenas assentindo. — Você o ama.

— É.. Eu amo ele. Muitas vezes quero gritar isso pra ele, mas.. Caso nada dê certo, será mais fácil se ele não souber. — eu sorri triste, recebendo um olhar de compreensão de Régulo.

— Jane, eu.. — nós olhamos para Marlene e ela sorriu. — Olá!

— Olá, McKinnon. — Régulo a cumprimentou.

— Eu não sabia que estava aqui, só trouxe duas cervejas. — minha amiga disse, indicando as cervejas em suas mãos.

— Eu já estou indo, na verdade. — ele disse, se aproximando um pouco de nós. — E vocês duas formam um belo casal de mentirinha.

Com uma piscadela, ele nos deu as costas e seguiu seu caminho.

— Como ele sabe? — Marlene não pareceu muito surpresa quando me entregou uma das cervejas.

— Ele sabe de tudo. — eu sorri, tomando um gole da bebida quente.

*****

Marlene McKinnon

Marlene McKinnon.. Eu sabia que quando as pessoas ouviam esse nome, pensavam em uma garota durona que não tem medo de quase nada e enfrenta Sirius Black. Mas a verdade era que eu estava apavorada agora..

Depois que voltamos de Hogsmeade, Jane disse que me esperaria no nosso dormitório e me deixou na sala comunal. Quando eu perguntei a Alice sobre Amélia, eu ainda estava bastante confiante. Mas assim que parei a porta do dormitório delas, a minha confiança deu tchauzinho e desceu as escadas. Não só dos dormitórios, do castelo inteiro. E agora eu tinha certeza que ela estava escondida em meio a neve que começava a cair na floresta proibida.

Vamos, Marlene.. Você consegue.

Minha consciência tentava me encorajar, mas aquelas palavras já tinham sido ouvidas por mim.

Cansada de encarar a porta de madeira, eu respirei fundo e bati três vezes, os segundos parecendo anos enquanto eu esperava alguma resposta. Cada segundo foi contado, o suor querendo escorrer pelas minhas costas até o início da calça jeans que eu usava.

— Alice, eu já disse que.. — a porta foi aberta com certa violência e a garota parou de falar ao me ver.

— Não sou a Alice. — eu disse, sorrindo fraco pra ela mas ficando séria ao ver seus olhos molhados.

— Eu não quero falar com ninguém. — ela disse, ameaçando fechar a porta mas eu a segurei.

— Precisamos conversar. — eu lhe disse e ela me olhou por um momento.

Amy apenas assentiu e deixou que eu entrasse. Eu encostei a porta e apertei minhas mãos, olhando pra ela meio nervosa ainda. Se fosse a uns dois anos atrás, eu não teria vindo até aqui. Eu estava tão mais afetiva e era tudo culpa de Jane Potter.

— Sobre o que precisamos conversar? — ela perguntou, passando as mãos pelo rosto e me encarando.

— Amy, eu.. Eu não sei como te dizer. — eu falei, deixando que meus ombros caíssem e ela riu.

— Você beijou Potter.. Mas não consegue dizer que gosta de mim? — ela perguntou e eu olhei pra ela confusa.

Ela sabia..?

— Como sabe?

— Foi uma suposição.. Por que beijou ela? — os olhos da loira ainda brilhavam e eu suspirei.

— Eu queria saber se gostava de mim.. E optei por ciúmes. — abaixei meus olhos, os apertando e me xingando interiormente.

— Legal, você conseguiu. Está satisfeita? Quer os meus parabéns? — ela perguntou, uma lágrima escorreu por sua bochecha.

Puta que pariu, Marlene.. Você a fez chorar.

— Amélia.. — eu tentei dizer mas ela me interrompeu.

— Não me chame assim..

— Me escuta. — eu pedi, me aproximando dela e segurando seu rosto quando ela tentou se afastar.

— O que vai me dizer? Que se arrepende? — ela riu, mesmo que sua voz fraquejasse.

— Não.. Mas eu posso dizer que o beijo com Jane não significou nada pois eu gosto de você. Eu gosto de você desde que tínhamos 13 anos e eu te vi jogar quadribol pela primeira vez. — eu lhe disse, limpando as lágrimas que caíam de seus olhos. — Você era tão bonita e ainda é.. Mandona, que tirava sarro dos garotos e agia como se nenhum deles te interessasse.

Ela apenas manteve seus olhos nos meus, ouvindo cada palavra que eu lhe dizia. Os olhos azuis ainda brilhavam e algumas lágrimas teimosas desciam e molhavam o seu rosto.

— Eu estou apaixonada por você, Amélia. Só por você. E eu demorei demais pra te dizer isso.. Não quero mais perder tempo. — coloquei os cabelos loiros pra longe de seu rosto e ela sorriu em meio as lágrimas.

— Então não perca.

Eu sorri e a beijei. Seus lábios tinham um leve gosto salgado das lágrimas mas eu não me importei.. Era bom, finalmente, beijar ela.

— Espera, espera.. Eu preciso pedir uma coisa. — eu lhe disse, separando nossos lábios e a olhando.

— O que? — ela perguntou e eu acariciei seu rosto.

— Eu seria a garota mais feliz desse castelo se você aceitasse.. Amélia.. Quer namorar comigo? — eu perguntei, meu coração estava batendo forte em meu peito.

— É claro que sim! — ela exclamou e me abraçou.

Amélia Robinwood.. Era a mulher da minha vida. E eu estava muito feliz, muito feliz mesmo.

*****

Jane Potter

— O que? Ela foi se declarar? — Ephram perguntou enquanto desciamos até a cozinha.

Eu estava no dormitório, mas estava com uma vontade enorme de comer doces. Por isso, desci. Encontrei o Malfoy saindo da biblioteca e o arrastei escada abaixo. Aproveitei a oportunidade pra lhe contar o que estava acontecendo ultimamente.

— Sim.. Eu espero que ela tenha sorte, ela parece tão apaixonada ao falar de Amy. — eu sorri para o meu amigo, encostando minha cabeça em seu ombro.

— Espera que ela tenha mais sorte que você? — ele perguntou e eu o olhei, suspirando em seguida.

— Por que o assunto sempre tem que se virar para a minha vida amorosa? — eu questionei, olhando o teto como se perguntasse a Merlin.

— Porque a sua vida amorosa é um romance de livros. Vários garotos apaixonados ou gostando de você.. Quando você só ama um que acabou te machucando. — ele disse quando paramos em frente ao quadro que levava a cozinha.

— Vários?

— Tudo começou com Theodore, lembra? Ele gostou de você, mas desistiu e passou para o lado das trevas. — Ephram zombou, usando um ar meio sombrio que me fez rir. — Depois o Bones. Você deu alguma esperança pra ele?

— O Bones? Do que está falando? — eu ri de novo, olhando pra ele confusa.

O garoto loiro revirou os olhos e fez cócegas na pêra, logo uma porta apareceu pra nós. A cozinha estava mais calma do que durante o jantar, mas os elfos ainda lavavam pratos e talheres, os secando e guardando. Tudo com magia.

— Sr. Malfoy! Em que Wonky pode ajudar? — um elfo se aproximou de nós, os olhos maiores do que de muitos ali.

— Olá, Wonky. Minha amiga e eu adoraríamos saber se você não tem alguns doces pra nós. — Ephram sussurrou como se fosse um segredo e eu sorri.

— É claro! Wonky irá buscar. — o elfo fez uma reverência e se afastou.

— Voltando ao meu raciocínio.. Só você não notou que o Bones gosta de você. Logo em seguida foi o Brendan, o moreno estranhamente parecido com o meu namorado. — ele disse e eu ri, concordando. — Sabia que ele está com Abigail agora? Mas eu ainda acho que gosta de você.

— Eu não. — eu dei de ombros, me lembrando do garoto com olhos âmbar.

— Enfim, agora tem o Turner que está caindinho por você. — Ephram sorriu malicioso e eu revirei os olhos sorrindo. — E depois o Régulo.

— O Régulo? — eu questionei, o olhando com sarcasmo. — Agora você foi longe.

— Não acha? — ele perguntou e eu neguei.

— Claro que não, você viajou agora. — ri, olhando o elfo chamado Wonky que de aproximou de novo.

— Como pediu a Wonky, senhor. — ele entregou algumas coisas a Ephram.

— Obrigado, Wonky. — ele sorriu e me puxou para sairmos.

Subimos até o segundo andar e entramos em uma sala de aula. Nos sentamos nas primeiras cadeiras e comemos os doces. Eu estava com muita vontade de me encher de chocolate, mas depois da segunda mordida em um bolo, eu o deixei de lado e fiz uma careta. Um enjôo subiu pelo meu estômago e eu neguei. Eu não iria vomitar, não ali.

— O que foi? — meu amigo perguntou e eu respirei fundo.

— Estou meio enjoada. — sorri levemente, fechando os olhos por um momento.

— Vontade de comer doces, enjoada.. Jane.. Você ainda é virgem? — ele perguntou e eu o olhei.

— Não.. Mas o que isso tem a ver? — eu questionei e ele fez uma careta.

— Depende.. Se protegeram? — ele me olhou com receio e eu neguei. — Jane..

— O que quer dizer? Que eu posso estar grávida, é isso? — eu ri, olhando pra ele com sarcasmo.

— Não ri, é sério. — ele me disse e eu ri mais ainda.

— Ephram, eu te garanto que não estou grávida. — falei, me ajeitando na cadeira e fechando o casaco que eu usava.

— Como sabe? Por acaso ele.. Ele tirou?

— Ele tirou.

— E quem é ele?

Eu ri, guardando os doces e me levantando.

— Joshua.

— Olha ela.. Foi bom? — ele continuou a me perguntar, se levantando também.

— Depende. Durante, sim.. Contando com a parte que não nos falamos desde que aconteceu.. — eu lhe indiquei minha mão, a balançando em sinal de descanso.

— Sério? Que vacilo. — me disse e eu dei de ombros.

— Marlene tem esperança por mim. — eu sorri, o puxando pra sair dali. — Devíamos passar mais tempo juntos..

— Tem razão.. Mas você some, amorzinho. — ele me disse quando eu encostei minha cabeça em seu ombro.

— Você que some. — eu o contrariei.

— Claro, claro.. — ele revirou os olhos e eu sorri. — Nos vemos amanhã, então.

— Nos vemos amanhã. — eu lhe entreguei os doces, não comeria mais nada hoje.

Ephram me puxou para um abraço rápido e beijou a minha testa, acenando pra mim antes de seguir para as masmorras. Eu segui o meu caminho também, subindo para o sétimo andar em direção a sala comunal da Grifinória. Mas uma cena já vivida por mim me fez lembrar de alguns meses atrás no corredor da sala precisa. Rodolfo saía dali, as roupas bagunçadas e seguido de uma garota. Eu sorri e cruzei os braços, observando eles até que os dois me notaram.

— Lestrange. — eu cumprimentei, não reconhecendo a garota.

— Ah.. Potter. — ele retribuiu meio entediado. — Vá na frente.

A garota apenas assentiu, me lançando um olhar antes de seguir seu caminho em direção as escadas. Eu ri e olhei Rodolfo novamente, esse me encarava como se eu fosse algo muito interessante. Eu me encostei na parede e respirei fundo.

— Bella sabe que anda se esfregando com outras garotas por ai? — eu questionei e ele sorriu.

— Ela não é ciumenta. — me disse e eu assenti, rindo ao imaginar uma Bellatrix ciumenta.

— Se fosse.. Eu até teria pena de você. — eu fiz uma careta, me preparando pra seguir meu caminho mas ele entrou na minha frente e me fez permanecer na parede.

Minha tia costumava dizer que quem brinca com fogo acaba fazendo xixi na cama.. Mas eu só senti o vapor quente. Bem quente.

— É costume andar sozinha pelo castelo a noite? — ele perguntou e eu olhei pra cima, observando seu rosto a alguns palmos do meu.

— Talvez.. Eu gosto de aventuras. — comentei, lhe dando um sorrisinho de canto.

Está na hora de parar..

— Eu adoraria ter uma aventura com você. — ele murmurou e eu balancei a cabeça, o empurrando levemente e me afastando.

— Hora de dormir, Lestrange. — eu disse pra ele, lhe lançando um último olhar antes de seguir pelo corredor.

Não demorou muito pra que eu chegasse a sala comunal, suspirando e me jogando em uma das poltronas. Algo estranho seguido de um gemido me fez levantar correndo e eu olhei pra poltrona confusa. Devagar, eu me aproximei e tateei, puxando ao encontrar uma especie de tecido. No mesmo momento, James apareceu sentado ali. Eu me abaixei perto dele ao ver seu lábio cortado e uma mancha de sangue entre seu nariz e sua boca.

— Por Merlin, o que aconteceu? — eu perguntei, segurando seu rosto com uma das mãos e fazendo ele olhar pra mim.

— Briguei com o Diggory. — ele disse e eu suspirei. — Ele está pior, acredite..

— Seu idiota.. — eu lhe disse, passando as mãos por seu cabelo e deixando um rápido selar em sua testa. — Vem, vamos pra dormitório.

Ele apenas assentiu e eu o ajudei a levantar, apoiando um de seus braços em meus ombros, a capa de invisibilidade na mão livre e caminhando devagar em direção as escadas do dormitório masculino.

— Por que brigaram? — eu perguntei, olhando pra ele curiosa.

— Ele estava tentando beijar Lily mas ela não queria.. Desgraçado. — ele disse, fazendo uma careta quando paramos no pé da escada.

Eu podia imaginar que o Diggory queria algo que Lily não queria.. Mas não que poderia querer beija-la a força. O retrato da mulher gorda se abrindo me impediu de responder a James e nós dois olhamos pra lá. Era Sirius.

— Cara, o que aconteceu com você? — ele perguntou a James, se aproximando e avaliando o amigo.

— Eu estava defendendo a minha garota.. Que brigou comigo por ter defendido ela. — James riu, soltando um gemido baixo.

— Precisa tomar um banho e descansar. — eu disse pra ele, lhe indicando a boca manchada de sangue e ele assentiu.

— Eu cuido dele agora. — Sirius disse, pondo um dos braços de James em seus ombros e se virando.

— Mas..

— Vá dormir, Potter.

Eu observei eles dois subirem as escadas e fiquei parada ali, olhando o vazio ainda segurando a capa. Ele mal me olhou.. E eu mal sabia que a tendência era piorar.

Notas finais
HELLO HELLO! Eu não costumo falar muito nas notas finais, não é mesmo? Mas ai, maratoninha de A Marota pq eu to com um notebook e aproveitei isso pra postar, já que pelo celular fica mais difícil por conta do site. Mas enfim, eu espero que vocês estejam gostando da história :') Um beijo e um cheiro!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.