A Marota

13 Capítulo 12


— Não quero ir, ruiva. — digo pondo o travesseiro no rosto e a ruiva bufa.

— Por que não? — pergunta cruzando os braços.

— Porque eu não quero ver o Sirius e não estou bem. — respondo simplesmente.

— Esta com cólicas, não é? Está naqueles dias? Olha, eu te dou um remédio mas vamos comigo, por favor. — pede tirando meu travesseiro e fazendo uma carinha fofa.

— Como você sabia? — pergunto me referindo a cólica e ela revira os olhos.

— Não importa, agora levanta. — diz me puxando e eu resmunguei caminhando até o banheiro.

— Você é chata. — digo entediada entrando no banheiro.

— Obrigada! — ouço ela dizer do lado de fora.

[...]

Vinte minutos depois, nós estávamos na dedos de mel junto de Jessy e Marlene comprando vários doces. Elas estavam enchendo a cestinha de sapos de chocolate, varinhas de alcaçuz, chicletes, Feijõezinhos de todos os sabores e etc. Pagamos tudo e saímos indo em direção ao caldeirão furado.

Ao chegar, pedimos quatro cervejas amanteigadas e nos sentamos em uma mesa. A neve caia fortemente lá fora e quem passava, quase não era visto. Olhei para o lado e vi Sirius sentado com Roxanne a algumas mesas de distância. Ele olhou na minha direção e eu virei o rosto.

— Meninas, eu vou dar uma volta. Nos encontramos aqui na hora de voltar pro castelo, okay? — pergunto me levantando.

— Claro! Até depois. — diz Lily e as outras concordam.

Sorri e sai do bar sentindo o frio tomar conta de mim. Caminhei por alguns minutos até que senti um braço ser posto sobre meus ombros. Olhei para a pessoa e vi Remo a sorrir pra mim. Caminhamos mais um pouco até chegar perto da casa dos gritos onde ficamos em baixo de uma arvore ali.

— O que aconteceu? — pergunta Remo quebrando o silencio e eu o olho.

— Como assim? — pergunto de volta e ele ri levemente.

— Você estava no três vassouras, do nada levantou e saiu. — explica e eu suspirei logo bufando ao lembrar do motivo.

— É só que... Eu estou cansada. — digo olhando para o nada.

— E o que está te cansando? — pergunta Remo passando seu polegar por minha bochecha que devia estar mais rosada que o normal pelo frio.

— Sirius... Um dia ele me beija, no outro beija a Roxanne, depois está com uma corvina ou lufana em um armário de vassouras. — digo tudo de uma vez soltando um suspiro no final.

— Esse é o jeito dele. Ele é assim desde... Desde que o conheço, pra falar a verdade. — diz e eu ri baixinho vendo sua leve careta.

— É, mas ele não devia me iludir. Sabe que eu gosto dele e... Simplesmente faz isso. — digo levando as mãos ao rosto.

— Espera, você gosta dele? E ele sabe? Eu não sabia. Ou sabia? Deveria saber? Sim! Ou não? Jane?! — diz tudo rápido e eu ri novamente.

— Calma, Remo! Respira... — digo e ele respira fundo me fazendo rir de novo.

— Okay, agora me responde. — pede e eu mordi o lábio.

— Olha, eu não te contei pois, como diz Lily, nem eu quero admitir. — respondo revirando os olhos.

— Eu acho que ela tem razão. — responde e eu lhe dou um tapa fazendo o mesmo rir.

— Olha de novo, eu gosto dele ta? Mas... Ele não gosta de mim e namora Roxanne. É um cafajeste, galinha, brinca com as garotas e comigo não está sendo diferente. — explico cruzando os braços.

— Você acertou em tudo, menos em duas coisas. Ele não namora mais a Roxanne e quem disse que ele não gosta de você? Só porque ele tem um jeito cafajeste, não quer dizer que não possa gostar de você. — diz Remo e eu o olho rindo em seguida de sua expressão.

— Não tenho certeza, Remo... Mas vamos mudar de assunto, por favor. — peço ajeitando minha touca e ele assente.

— Temos que estudar para os N.O.M.s. — diz e eu mordi o lábio novamente.

— Verdade... Podemos estudar juntos em defesa contra as artes das trevas? — pergunto o olhando novamente e ele sorriu.

— Claro! — responde e eu sorri.

— Pode ser amanhã a noite na sala comunal? — pergunto novamente o puxando e voltando a caminhar.

— Err... Amanhã a noite não dá. Eu... Eu tenho uma coisa importante pra fazer. Pode ser outro dia? — pergunta parecendo meio nervoso o que me deixou confusa.

— Pode, claro.. — respondo ainda meio confusa.

— Ótimo! E, por favor... Não saia do castelo amanhã depois do jantar, okay? — pede quando entramos novamente no três vassouras.

— Okay.

[...]

— Amanhã é lua cheia. — diz James como se não fosse obvio.

— Idai? Eu não posso sair porque é lua cheia? Vocês somem toda lua cheia e eu não reclamo. — digo me jogando na poltrona ao lado de Ramo que lia um livro.

— Olha, só não saia. E para onde a senhorita iria tão tarde da noite? — pergunta me olhando desconfiado e eu engoli em seco.

— Não importa. Não vou poder ir mesmo. — respondo revirando os olhos e cruzando os braços.

— Boa garota! — ele sorriu e eu bufei.

— Só porque você é mais velho, não quer dizer que manda em mim, sabia? — pergunto levantando e parando a sua frente ficando bem mais baixa.

— Só estou cuidando da minha irmã caçula e o papai mandou eu fazer isso. — responde sorrindo e tocando a ponta do meu nariz me deixando indignada.

— Não acredito! Vocês ainda pensam que eu sou uma criança. Mas eu vou provar que não! — exclamou indignada fazendo ele e Sirius rirem.

— Não é mas tem o tamanho de uma. — diz James ainda rindo.

— Você é um idiota, James! — exclamo novamente dando tapas em seu peito o que fez ele rir mais ainda.

— Ai! Para, Jane! Só disse a verdade. — diz segurando meus braços e eu os soltei tirando os cabelos dos olhos.

— Quer saber? Eu vou dormir. Vocês dois são uns idiotas, adeus! — digo caminhando até as escadas do dormitório feminino e subindo as mesmas.

— Parece que ela ficou irritada. — ouço a voz de Sirius comentar e risadas logo em seguida.

Reviro os olhos e entro no dormitório só querendo dormir. Amanhã eles querendo ou não, eu vou sair. Afinal, não podem me impedir, nem vão estar aqui mesmo...