A Marota

8 Capítulo 7


Narradora

— Awn... O que houve, piralha? — pergunta uma voz masculina perto de seu ouvido e Jane levantou a cabeça encarando um par de olhos sinistramente azuis e um sorriso malicioso e diabólico ao mesmo tempo.

Droga, Jane!

— O que você quer, Régulo? — pergunta a garota abaixando as pernas pois estava de saia.

Régulo olhou para suas pernas e sorriu malicioso olhando novamente para a garota que engole seco.

— Ah... Você é tão linda, não devia desperdiçar seu tempo com meu irmão ingênuo. Ele tem namorada. — diz Régulo e passa sua mão gelada na bochecha rosada de Jane que fecha os olhos segurando o choro.

— Régulo... Por favor. — pede a garota com a voz tremula.

— Shiii! Fique quietinha. — diz Régulo e se aproxima.

Com um impulso, a garota levanta rapidamente do chão e tenta correr mas o Black segura seu braço a jogando na parede fazendo suas costas arderem. — Onde está indo?

— Régulo... Por favor, me deixa em paz. — pede novamente a garota já não conseguindo segurar o choro.

— E por que eu faria isso? Você será só mais uma diversão, e eu adoro diversões. — diz Régulo segurando os pulsos da garota contra a parede e a encurralando na mesma não dando chances dela o chutar, bater ou fazer qualquer coisa pra se defender.

Ele puxou a garota para o armário de vassouras ali ao lado e fechou a porta olhando aquela pequena e frágil garota que agora estava encolhida na parede com medo dele. Sorriu e foi até ela a encurralando na parede novamente e beijando seu pescoço. A garota se debateu (ou tentou) mas nada adiantou, Régulo era bem mais forte que ela e a mesma chorava muito. Achou uma única solução, que alguém a ouvisse e a ajudasse a se livrar do garoto que a queria abusar então começou a gritar.

— Socorro! Me ajuda, alguém! Socorro! — gritava cada vez mais alto ate a mão de Régulo tapar sua boca.

— Cala a boca! Você é uma garota de sorte, então só aproveite. — diz Régulo e sorri maldoso voltando ao seu "trabalho".

Sem que a garota pudesse impedir, ele abriu os botões de sua blusa deixando a amostra seu sutiã branco. A admirou mordendo o lábio inferior e beijou seu pescoço descendo até o colo de seus seios. A garota fechou os olhos fortemente e sentiu nojo de si mesma naquele momento, nojo por ser fraca e estar deixando ele a tocar dessa maneira. Régulo ainda estava super surpreso por uma garota da idade dela ser tão linda daquela maneira e ter aquele corpo tão perfeito como o dela. Olhou novamente em seus olhos mas eles estavam fechados, sorriu e desceu uma das mãos até a coxa da garota a apertando fazendo Jane chorar mais ainda. A cada toque do garoto, Jane sentia mais nojo de si mesma, sentiu ele apertar sua coxa mais ainda e se arrepiou ao imaginar Sirius o fazendo. Mas a imaginação foi embora ao lembrar que o maroto é um cafajeste repugnante e ao abrir os olhos e ver Régulo voltando a beijar seu pescoço.

O garoto em um movimento rápido, jogou a morena no chão ficando por cima dela ainda beijando seu pescoço. Jane já fraca de tanto lutar e chorar, ficou totalmente paralisada. Fechou os olhos e pediu a Merlin que acontecesse algo impedindo o garoto de completar o que queria fazer. Régulo se divertia em fazer aquilo e ao ver que a frágil garota parou de lutar, resolver agir logo de uma vez. Mas derrepente, a porta se abre e James entra pela mesma vendo aquela cena de sua irmã tão frágil e pequena nas mãos daquele idiota do Régulo a quem seu melhor amigo chamava de irmão.

— Larga ela! — diz James entre dentes e Régulo ri saindo de cima de Jane fazendo a mesma se sentar com dificuldade no chão e se encolher no canto da parede.

— Awn... O Potter veio defender a irmãzinha? Sabe, ela até estava gostando. — diz Régulo cínico e James lhe dá um soco fazendo Régulo cair por não estar esperando.

James foi pra cima do mesmo lhe dando vários socos seguidos esquecendo que poderia usar a varinha facilmente. Régulo lhe deu alguns socos e chutes mas estava em desvantagem, pois estava em baixo de um Potter furioso.

— James... Não... — Jane tenta dizer mais sua voz falha por ter chorado demais.

James não cansou até ter desmaiado Régulo de tantos socos que deu no mesmo. Levantou ofegante e foi até a irmã que fechava a blusa ainda tremendo um pouco.

— Você está bem? — pergunta James e Jane o abraça fortemente voltando a chorar em seu peito.

— Eu fiquei com tanto medo, James... — diz com a voz meio abafada mas James entendeu claramente o que a irmã disse e a apertou mais ainda contra si.

— Está tudo bem, já passou. — diz James ao ouvir os soluços da irmã que chorava em seu peito. — Vem, vamos sair daqui.

A garota assentiu e eles saíram dali deixando Régulo lá, do mesmo jeito. Caminharam pelos corredores em silêncio ate chegarem a torre da Grifinoria que estava vazia pois os alunos ainda estavam em aula.

— Ele te machucou? — pergunta James sentando a irmã em uma poltrona e ajoelhando a sua frente.

— Não, ele... Ele não conseguiu. — diz a garota ainda com a voz tremula.

— Mas os seus pulsos estão roxos, Jane. — diz James pegando os pulsos da irmã e os olhando. — Estão doendo?

— Não, não to sentindo nada. A não ser nojo de mim mesma... — responde Jane e volta a chorar.

— Ei, não chora, já acabou. Ele nunca mais vai chegar perto de você, ta bom? — pergunta James e como a poltrona era grande, sentou ao lado da irmã que o abraçou fortemente.

SiriusBlack

Depois do que aconteceu com Jane na torre de astronomia, fui para o banheiro masculino e fiquei lá, sentado no chão com as mãos a cabeça pensando se ela me perdoaria algum dia. Desisti de ficar pensando e fui procurar ela, talvez eu conseguisse fazer ela me ouvir. No caminho para os jardins, ouvi gritos, procurei onde eram mas do nada eles pararam então resolvi continuar a procurar Jane. Procurei por todo o castelo mas não a achei, então resolvi ir para o salão comunal, quem sabe ela não está lá.

Subi todas aquelas escadas até chegar no retrato da mulher gorda e a mesma me encher o saco por eu levar cinco minutos para lembrar a senha. Assim que lembrei, disse e ela me deixou entrar resmungando coisas que eu ignorei. Entrei de cabeça baixa mas ao ouvir a voz de James a levantei rapidamente vendo ele e Jane sentados em uma poltrona abraçados e Jane parecia chorar.

— James? — chamei e o mesmo me olhou sorrindo fraco. Jane me olhou brevemente e voltou a por o rosto no peito de James. — O que houve com ela?

— Ela... — James não termina e olha pra Jane que assentiu ainda sem levantar o rosto. — O seu irmão...

— O que ele fez? — pergunto cerrando os punhos.

— O mesmo que quer fazer desde que Jane chegou aqui... — responde James e eu respiro fundo cerrando mais ainda os punhos se é que era possível.

— Ele não fez isso... — digo e dou um soco na parede ao meu lado. Não acredito que aquele infeliz tocou na Jane.

— Ele não conseguiu o que queria, mas ele a tocou. Eu cheguei bem na hora e consegui impedir que ele completasse o que queria. — diz James acariciando os cabelos de Jane que estava de olhos fechados.

— Droga! Quando eu pegar aquele infeliz... — sou interrompido por James.

— Não, Sirius, talvez Jane não queira que você bata no seu irmão e não iria adiantar nada. — diz James e percebo que Jane havia pegado no sono ao seu lado.

— Você tem razão. — digo e me a próximo parando a sua frente. — Deixa eu levar ela?

— Tudo bem. — diz James e eu me curvo um pouco pegando a pequena garota a minha frente no colo. Rio baixinho ao sentir que ela é super leve. — Cuidado para as meninas não se assustarem com você no dormitório feminino.

— Se eu conseguir entrar, não é? — digo rindo e ele ri também.

Caminho até a escada do dormitório feminino e coloco um pé na escada, vendo que ela não virou a tipica rampa divertida(ou não), termino de subir e bato na porta sendo recebido por uma ruiva com cara de sono.

— Sirius? O que faz aqui? — pergunta coçando os olhos.

— Eu vim trazer a Jane, posso entrar? — pergunto meio hesitante com medo da resposta da ruiva estressadinha.

— Claro, entra. A cama dela é a última. — diz e eu entro indo em direção a última cama e depositando Jane ali cuidadosamente.

Ela se mexeu um pouco mas não acordou, sorri e depositei um beijo em sua testa.

— Boa noite, anjo. — sussurro e ela sorri levemente. Olhei pra trás e Lily sorria fracamente nos olhando. — O que foi?

— Nada, melhor você ir. Boa noite, Sirius. — diz a ruiva e me acompanha até a porta.

— Boa noite, ruiva. — digo e saio descendo as escadas e encontrando James ainda sentado na poltrona olhando pra lareira. — Sonhando acordado, veado?

— É cervo, e não, estava pensando na minha ruivinha. — diz e eu não aguentei e ri da sua cara. — Do que está rindo?

— Minharuiva. Ah qual é, James, você tem todas aos seus pés, por que ela? — pergunto parando de rir e me sentando em sua frente.

— Porque ela mexeu comigo, de uma maneira que nenhuma outra fez. — diz James ainda sonhador.

— Nisso eu não te entendo, meu caro amigo... — digo rindo sendo acompanhado por ele.

— Sabe que não vai poder ficar assim pra sempre, não é? — pergunta me olhando.

— Assim como? — pergunto confuso e ele revira os olhos.

— Assim, Sirius! Pegando garotas o tempo todo, uma hora terá que conseguir uma só pra você. Porque essas, como já passaram por você, podem passar por muitos outros se não já passaram. — responde e sem pedir permissão, Jane entra em meus pensamentos como se fosse dona deles. Balanço a cabeça tentando afastar esses pensamentos.

— Em uma parte você tem razão, mas agora eu quero aproveitar a minha juventude que não vai durar muito tempo quando sairmos daqui. — digo irônico a última parte e lhe jogo uma almofada fazendo o mesmo rir.

— Você é um idiota, almofadinhas. — diz rindo e eu levantei me sentando ao seu lado.

— Aprendi com o melhor, não é, querido pontas? — pergunto bagunçando mais seus cabelos e ele ri mais ainda.

— Não sou idiota, você é! — responde e gargalha da minha cara de indignado. — Ah, para! Isso não é uma ofensa pra você, almofadinhas.

—Vindo do melhor amigo dói, okay, seu veado. — digo me fingindo de ofendido. Ele ri e também bagunça meus cabelos.

— Ah, para de drama, você não fica legal assim! — diz e eu gargalhei.

— E você fica? — pergunto ainda rindo.

—Não, mas... Ah, esquece. — diz emburrado e eu ri mais ainda.

Ficamos o resto da noite assim, rindo como dois idiotas mesmo na sala comunal. Com James eu descobri o que é gostar de alguem e o que é ter um amigo. Logo depois vinheram Remo e Pedro melhorando (ou não) a situação pois Hogwarts nunca mais teve sossego depois de nossa chegada. Primeiro dia de aula, primeira detenção do ano. Depois que conheci James, passei a ir pra sua casa e finalmente conheci minha tia avó Dórea que, diferente de todos da minha familia, é um doce de pessoa. Tio Charlus é como um pai pra mim, sempre nos ensinando coisas novas e como conquistar o coração de uma garota como ele conquistou o de tia Dórea. Ficamos brincando e conversando na sala comunal até o sono nos vencer e irmos dormir para mais um dia cansativo de aula amanhã.