A Marca - Vingança
14 Visita (Miguel)
Notas iniciais
La-La-Lalala-La, cante uma canção! La-La-Lalala-La, Smurf de montão!
ignorem isso. Essa cantoria tá na minha cabeça pq eu tava estudando A Marca e li o capítulo do Enzo que tem aquela guria de cabelo azul e eles chamam ela de Smurfette.
ANYWAY! Ó! POSTEI DOIS CAPS HOJEEE! XD
-Puede me dizer dónde vive Lucas? Lucas Medeiros? — perguntei.
Ela hesitou. Analisou-me de cima a baixo com um olhar intenso, era como se tentasse ler minha alma. Parou em meus olhos. Estava começando a me sentir desconfortável quando ela respirou fundo e disse:
-Desculpe, eu não sei de quem está falando. — virou-se para ir embora.
Observei-a ao longe. O bêbado, ainda caído no chão, cantava aos berros palavras sem sentido nenhum, algo sobre peixes voadores apaixonados e solitários. De certa forma era poético. Quando a garota virou a esquina, olhei para o bêbado.
-Eu acho que ela está mentindo. E você?
-Eu sou azul e você é vermelho, quer fazer o roxo?
Saí de lá com medo dele. Segui a garota cautelosamente até sua casa. Sabia que ela conhecia o Lucas porque eu a vira em uma foto no facebook dele. Julguei que fossem irmãos pela similaridade dos olhos... E porque embaixo estava escrito "hoje é aniversário da minha irmã, vou com ela no Rock in Rio." E na foto eles seguravam ingressos para o evento. Certo, certo, não sou nenhum detetive sinistro, eu sei.
Escondi-me atrás de um poste quando a garota parou à porta de uma casa. Uma mulher atendeu a porta com um sorriso largo demais para ser sincero. A garota entrou e fechou a porta. Atravessei a rua e parei na porta da mesma casa. Toquei a campainha.
A mesma mulher abriu a porta.
-Quem é você?
-Amigo de Lucas. — esforcei-me para não deixar o sotaque transparecer. A garota da rua me viu.
-Você me seguiu até aqui?! — exclamou. Não tive certeza de ela estava assustada ou irritada.
A mulher que atendeu a porta olhou assustada para mim.
-Alice, esse homem estava te seguindo? — perguntou a mulher.
Alice não respondeu. Tentou fechar a porta, mas impedi-a.
-¡Por favor! Déjame hablar con él!
Ela continuou empurrando a porta para fechar.
-Desculpe, não falo espanhol. Agora vá embora! Deixe-nos em paz!
-Aurélio! — gritou a mulher — Tem um homem na porta tentando invadir!
-O quê? — o homem chegou na sala. — Alice, o que está fazendo?
-Bloqueando a entrada. Esse cara me seguiu até aqui e... Ai! — empurrei a porta com mais força, fazendo-a cair no chão, segurei-me na maçaneta para evitar que caísse também. O tal Aurélio puxou-me pela gola da camisa e empurrou-me contra a parede.
-Quem é você? Por que seguiu minha filha? — ele olhou para a mulher — Paula, chame a polícia.
-¡Mi nombre es Miguel! ¡Yo no soy un acosador, soy amigo de Lucas! ¡He venido a verlo, pero yo no sabía dónde vivía, por eso seguí su hija, lo siento!¡Por favor no llame a la policía! — eu estava nervoso demais, acabei esquecendo como falar português.
-O quê?
Ah, Deus! Ninguém ali falava espanhol?
Lucas entrou na sala com cara de sono.
-Por que a gritaria? — perguntou bocejando.
-Lucas! ¡Dile a tu padre qué yo no soy acosador!
-Miguel? — ele estava surpreso em me ver, mas isso eu já esperava.
-Conhece este homem, Lucas? — perguntou o pai dele.
-Conheço, ele é um amigo. O que você está fazendo aqui?
O pai dele me soltou e falou para Paula não chamar a polícia.
-James llegó al Brasil, entonces vine a avisarte.
-Português, por favor.
-Lo siento. — respirei fundo para me acalmar — É o nervosismo, esqueci como falar português por um momento... O James veio para o Brasil, então vim te avisar. Como vão as coisas com a Rebeca?
-Bem. Acho que ela está namorando. — estranhei sua incerteza, mas ignorei, talvez ele não conhecesse o garoto — Por quê? Ele veio por ela?
-Não, não.
-Então por que ele veio?
-Não sei ao certo, por isso segui ele até aqui. Mas ele não sabe que eu vim, peguei um voo diferente e me hospedei em um hotel diferente. Cheguei hoje à tarde, ele veio de manhã. Se conheço James bem, ele passou o dia inteiro dormindo, cansado da viagem, então resolvi vir te ver. Sabia que você morava no Grajaú, só não sabia a casa, vi sua irmã na rua e seguí-a até aqui, por isso aquela confusão que, suponho, te acordou.
-Ah... — ele mordeu o lábio, parecia pensativo.
-Sinto muito pelo mal entendido, Miguel. Gostaria de ficar para jantar? — perguntou Aurélio.
-Ah, não, muito obrigado, mas não quero incomodar.
-Por favor, é a única maneira de nos redimirmos. — disse Paula, sorridente.
-Tudo bem então. — aceitei.
-Ótimo, o jantar vai ficar pronto em uma hora, então por que vocês três não vão lá para cima e esperam?
Lucas me segurou pelo pulso e me levou até seu quarto, Alice nos seguiu.
-Lucas, quem é esse cara?
-É amigo do James, o ex-namorado da Rebeca que eu te falei, lembra?
-Hm... E o que ele está fazendo aqui?
-Vim visitar um amigo. — respondi sorrindo — Aliás, eu acho que alguém me deve desculpas...
Ao invés de um pedido de desculpas, recebi um tapa na cara.
-Alice! — Lucas repreendeu-a. Ela apenas saiu do quarto dele.
Fiquei sem entender o porquê da agressão.
-Desculpe por minha irmã, ela está passando por muitas coisas atualmente. Mas então, voltando ao fator James... Você não sabe mesmo o que ele veio fazer aqui?
-Não, cara... Quero dizer, eu tenho minhas suspeitas... — Lucas olhou para mim, mostrando prestar atenção — Desde que voltou de Londres, James pesquisa sobre a taxa de mortalidade mundial, para saber se algum outro Killster vive. Há algum tempo, ele percebeu que essa taxa estava aumentando aqui no Brasil, mas não fez nada em relação a isso, apenas se perguntou se era Rebeca a causadora. Voltou para a faculdade e, pouco menos de uma semana depois, abandonou os estudos e comprou uma passagem só de ida para o Brasil.
-Você acha que ele veio por causa do aumento de mortes?
-Não tenho certeza, mas é possível.
Os músculos de Lucas de tensionaram.
-Não há nenhuma chance de ele estar aqui apenas por turismo? Esvaziar a cabeça, descansar a mente... Curtir umas brasileiras, safado do jeito que ele é.
-Não. Ele veio por uma razão maior. A questão é: Que razão?
Lucas mordeu o lábio. Parecia preocupado com alguma coisa.
-O jantar está pronto. — chamou Paula, batendo na porta.
-Pode ir na frente, eu preciso ligar para uma pessoa. — ele disse, discando o número. Enquanto saía do quarto ouvi-o cumprimentar uma tal de Claire, para quem havia ligado.
Notas finais
Bjs a todos vcs, lindos meus!
E boa noiteeee!
PS²: Chuunibyou é muito legal :3 <- não que isso interesse a vcs, mas eu quis falar.
até mais!!!!
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