A Marca - Vingança

22 Revelação (Miguel)


Notas iniciais
OI GENTE!!! SENTI SAUDADES DE VOCÊS SEUS LINDOS!
Sentiram saudade do mexicano seduzente? Eu sei que sim. Todos sentem. É impossível não sentir.
ALKSHDFAFSDAJFFALHFDNKSFD - ignorem isso. Terminei um yaoi hoje e esse é meu estado de espírito ~fujoshi assumida fangirling~
Ah, gente, AVISO: Vou viajar amanhã e só volto dia 21. Ainda assim é provável que eu não poste nada até dia 28 porque tenho prova de concurso dia 27 e não estudei quase nada ainda ~cadê a responsabilidade? Sumiu.
Aviso dado, agora aproveitem o capítulo que eu escrevi com muito capítulo e esforço e eu realmente espero que tenha ficado bom, porque essa deve ser a versão 3000 dele, de tantas vezes que eu reescrevi. (tantas vezes = 3)
Beijos, até lá embaixo!

Acordei com o mundo desabando. Depois de adequar-me a realidade, percebi que era alguém batendo na porta. Grunhi, levantando-me com certo esforço e arrastando-me para atender. Observei pelo olho mágico, acordando imediatamente com o choque.

-Abre logo essa porta! — gritou.

Respirei fundo e abri-a.

-Você me descobriu. — eu disse, permitindo que um sorriso maroto brotasse em meu rosto.

-E você clonou meu cartão de crédito — ri. — Você é estupidamente rastreável, Miguel. Se vai fazer algo errado, faça direito.

-Desculpe, mas eu não tenho dinheiro. Você é minha única fonte de renda.

-Não, tudo bem. Você vai pagar.

Alarguei o sorriso.

-Já disse, não tenho dinheiro.

-Aceito outras formas de pagamento. — ele sorriu maliciosamente.

-Ai, Jamie, assim você me deixa sem jeito! — brinquei, escondendo o rosto com a mão.

Ele me deu um tapa na cabeça com força. Muita força. Eu jurei que minha cabeça fosse cair e sair rolando.

-Não foi isso que eu quis dizer, seu enrustido! — suspirou, tentando manter a calma — Eu preciso que você faça umserviço para mim.

Levantei a sobrancelha.

-Desculpa, cara, mas para mim ainda soa como algo impróprio.

Outro tapa. Mais um desses e meu cérebro atravessaria minha testa e sairia voando.

-Pervertido. Eu estou em busca de informações.

-E desde quando eu sou informante?

-Não é, mas eu sei que tem seus contatos no submundo. Preciso de tudo que você conseguir sobre Elliot Han.

-Elliot quem?

Ele me encarou pasmado.

-Você que comprou o livro... — murmurou para si. Continuei confuso, mas, antes que pudesse perguntar alguma coisa, ele balançou a cabeça e continuou — Eu não sei o nome completo, mas, se as informações no blog forem verdadeiras, ele é ruivo, irlandês e aparenta ter entre trinta e quarenta anos.

Peguei meu notebook e comecei a digitar.

-Você disse que ele tem um blog?

-Tinha, mas tirou do ar.

Suspirei.

-Cara, é informação de menos.

-Tudo bem, eu confio nos seus contatos. Além disso, é você pedindo, eu acredito que ele vá fazer um esforcinho extra.

Sorri, deixando uma risada escapar. Era provável que ele estivesse certo. Enviei as informações para Ian.

-Ele diz que vai fazer tudo ao seu alcance e terá a resposta até amanhã. — informei.

-Obrigado. — ele deu meia-volta, prestes a sair. Segurei-o pela gola da camisa.

-Muito fofo da sua parte acreditar que eu deixaria você sair assim, James. Acredita no coelho da páscoa também?

Ele revirou os olhos.

-Vamos almoçar. — eu disse — E lá você me diz com calma porque você veio para cá, quem é Elliot Han e porque quer saber sobre ele. Ok?

Ele apenas sorriu em resposta.

Fomos para um restaurante próximo ao hotel onde eu estava hospedado.

-O que você querer? — perguntou.

-Tanto faz. Qualquer coisa com carne. — respondi — Ou frango. De preferência carne.

-Vou pedir peixe. — anunciou, intencionalmente ignorando o que eu queria enquanto chamava a garçonete.

-Ou isso.

Um sorriso malandro brotou em seus lábios. Uma mulher muito gos... atraente aproximou-se com um sorriso gentil.

-O que desejam? — perguntou. Com um gesto manual, James pediu que ela se aproximasse, então apontou no cardápio seu pedido, o qual ela anotou em um papelzinho. E durante todo o processo ele lançou olhares indiscretos em direção ao decote da garçonete.

-Tarado! — acusei, depois que a mulher se afastou. Ele revirou os olhos.

-Não sou tarado, sou homem. Sou fraco.

-Pelo menos você admite. Mesmo assim, eu tenho certeza de que te vi lamber os lábios.

-Isso é coisa da sua cabecinha doente. — ele cutucou minha testa enquanto falava — Nunca aconteceu.

-É, claro que não, senhor um-minuto-estou-apaixonado-e-no-outro-já-estou-em-outra. Literalmente outra. Outra garota. De preferência com R, pelo que ouvi dos seus amigos de Harvard.

Ele mordeu o lábio inferior e abaixou o olhar.

-Cala a boca, Miguel. — a frieza de suas palavras me assustou um pouco — Estamos aqui para tratar de negócios, certo?

-Não exatamente, mas você pode chamar assim se quiser. Estamos aqui para eu agir como uma garotinha adolescente enquanto você me atualiza. — apoiei meus cotovelos na mesa e a cabeça nas mãos, abrindo um sorriso provavelmente estúpido — Conta tudo, amiga! — falei com uma voz afeminada, esperando quebrar a tensão.

James riu, o que me fez sorrir. Era mais fácil falar com ele sem aquela frieza no olhar.

-Certo. Você sabe que eu venho pesquisando durante todo esse tempo, não sabe? — assenti — Bom, a pesquisa deu resultado e eu descobri que há ação Killster no Brasil. Não por parte da Rebeca, claro, mas por filhos do Hanaggan, o homem que nós matamos. Por isso eu vim, porque decidi pará-los. Não, mais que isso. Porque é meu dever pará-los...

Então ele contou tudo. Desde a visita da Rebeca até a descoberta de Elliot. Não que houvesse muita coisa entre esses fatores, mas ainda assim era muita informação.

-Mas eu não sei se Elliot é confiável. Por isso pedi que pesquisasse sobre ele. — completou.

Respirei fundo, absorvendo as informações.

-Certo, e o que eu posso fazer para ajudar?

James levantou as sobrancelhas.

-Ajudar? Miguel, você não precisa...

-Você está nas drogas, filho? Por que eu posso descolar um descontinho lá no centro que eu fiquei, o pessoal gostou bastante de mim, então não vão se importar. — eu disse. James ficou ainda mais surpreso — Porque você acha que eu vim aqui, idiota? Para visitar o Cristo Redentor? Desculpa, Jamie, mas você não vai me deixar fora dessa. Eu vou te ajudar, você querendo ou não.

Ele abaixou o olhar, rindo suavemente.

-Parece que eu nunca vou me livrar de você, não é? — sorri triunfante.

-Não. Eu sou seu carma, cara, aceite isso. — eu disse, arrancando uma risada dele, ri também — Então, como posso te ajudar?

-Bom, você pode... — A garçonete chegou com nossos pedidos, interrompendo-o.

James comeu um pedaço de seu peixe e tomou um gole do refrigerante, enquanto eu não conseguia parar de encará-lo, a curiosidade me consumindo. Ele pegou o guardanapo e lentamente limpou a boca, claramente estava apenas me torturando mais um pouco. Deu mais uma garfada na comida, tentando conter um sorriso zombeteiro, mas fallhando. Eu estava prestes a enfiar meu garfo na garganta dele.

-Eu posso...? — perguntei, tentando manter a calma.

Ele tomou mais um gole de refrigerante e pigarreou.

-Eu posso confiar em você, certo? — perguntou, sorrindo de forma maligna. Trovoadas ao fundo e uma risada escandalosa fariam de James um perfeito vilão de desenho animado, com aquele sorriso nos lábios.

Senti um calafrio percorrer minha espinha.

-Por quê? — perguntei, mas seu olhar deixou-me com medo de ouvir a resposta.

-Certo? — insistiu.

-Sempre. — respondi firmemente.

-Ótimo. — o almoço seguiu-se em silêncio, o que me deixou um pouco desconfortável. Não pela presença do silêncio em si, mas pela falta de uma resposta.

Quando acabamos de comer, voltamos para o hotel.

-Já que você está pagando pela sua estadia aqui com o meu dinheiro, eu vou ter que pedir que você se retire. — disse, ao entrarmos no meu quarto — Vamos arrumar suas malas e você vai ficar comigo. Só tem uma cama no quarto, mas não tem problema...

Levantei o olhar, sorrindo maliciosamente.

-Você pode dormir no sofá. — completou, lançando-me um olhar assassino — E pare de ser tão pervertido, Miguel. Desculpe, mas você não faz meu tipo.

Comecei a rir, mas logo fiquei sério novamente.

-James, você não me respondeu... — falei, lembrando da conversa do almoço. Ele começou a arrumar minhas coisas.

-Por que você veio, afinal?

Fui pego de surpresa pela pergunta.

-Eu achei sua passagem. Fiquei curioso porque você guardou segredo e resolvi vir também. Ian conseguiu a passagem para mim.

-Hm. — ele parecia pensativo. Um sorriso brotou em seus lábios.

-Você é tão idiota, Miguel. Se não contei para ninguém, é porque não queria envolvê-los nisso. É perigoso.

Não pude me conter, comecei a rir escandalosamente ao ouvir isso. James me encarou confuso.

-Você acha que eu não percebi? — falei, ainda entre risos. Ele sorriu, entendia o que eu queria dizer.

Ele era meu amigo. Não importa o quão perigoso fosse, eu não iria abandoná-lo. Afinal, eu devia minha vida a ele.

-Obrigado. — ele disse.

Terminamos de arrumar minhas coisas em silêncio. Fechei a estadia no hotel e James pagou pelo que eu devia, então fomos para o hotel dele. Quando entramos no elevador, James sorriu de forma maligna.

-Tem certeza mesmo que você quer ajudar? — perguntou. Surpreendi-me um pouco por retomar o assunto tão de repente, mas fiquei feliz em saber que finalmente obteria uma resposta.

-Tenho. — respondi convicto.

Saímos do elevador e andamos até a porta do quarto dele, onde ele fez uma parada dramática antes de abrir.

-Prepare-se Miguel, você está prestes a conhecer a mente por trás de todo o plano. Só tem uma coisa, você não pode deixar que a Rebeca descubra.

-Tudo bem. — eu disse, estranhando a condição. Eu nem ao menos conhecia a Rebeca direito, foram raras as vezes que nos falamos.

Havia uma mulher estava sentada no sofá, assistindo televisão, que logo virou para nós quando entramos. Ela se assustou no primeiro momento e olhou para James, que sorria calmamente, o que pareceu tranquilizá-la. Não parecia ter mais que trinta anos. Seus cabelos eram castanho avermelhados e seus olhos de cores diferentes, sendo um deles castanho e o outro verde. Ela sorriu, tinha um belo sorriso. Percebi um pequeno hexagrama em seu antebraço.

-Miguel, essa é Raquel — disse James, gesticulando na direção daquela mulher — Mãe da Rebeca.

As palavras me pegaram de surpresa.

-É um pazer conhecê-lo, Miguel. — ela disse, estendendo-me a mão. Ainda perplexo, retribuí o gesto, sentindo o calor de sua pele no toque. Aquilo não estava certo.

Ela não deveria estar morta?

Notas finais
Para quem não entendeu isso: "Afinal, eu devia minha vida a ele." É uma referência ao passado dos dois, uma história que foi brevemente apresentada no capítulo 40, acho, de A Marca (o único que o Miguel narra) a história de como eles se conheceram. Para os que estão com preguiça de ir lá ler - assim como eu estaria - aqui vai um resuminho:
Miguel era pobre e sofria bullying, tava levando porrada dos carinha do mal e James salvou ele. Yay! Uma linda amizade gay surge! :)
Achei esse resumo lindo.
Enfim, vamos ao que interessa:
MUAHAHAHAHAH!
Fiquem felizes, perguntas começam a ser respondidas a partir de agora. O personagem chave surgiu!
MUAHAHAHAH!
E com essa revelação tocante eu deixo vocês por um longo, longo tempo.
MUAHAHAHAHAHA~COF~COF~COF
Ok, fui, tenho que terminar de arrumar a mala.
Ja ne, minna!